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Daniel Chapo felicita pessoalmente os Mambas

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira

Daniel Chapo felicita pessoalmente os Mambas

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira

A pugilista Alcinda Panguana dos Santos e o nadador Matthew Lawrence serão os porta-bandeiras da delegação de Moçambique na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris, evento que arranca já na sexta-feira, 26 de Julho, e vai até o dia 11 de Agosto.

A Missão Moçambique aos Jogos Olímpicos de Paris já escolheu os seus representantes para serem os porta-bandeiras da cerimónia de abertura, na sexta-feira, na capital francesa. Trata-se da pugilista Alcinda Panguana dos Santos, a primeira a assegurar lugar nas olimpíadas de Paris, e do nadador Matthew Lawrence, que chega graças à solidariedade olímpica.

A escolha foi feita dentre os sete atletas moçambicanos que vão representar o país na maior festa do desporto interplanetário, nomeadamente Alcinda Panguana dos Santos e Tiago Muxanga, ambos do boxe, Deisy Nhaquile (vela), Jacira Ferreira (judo), Steven Sabino (atletismo), Matthew Lawrence e Denise Doneli, este dois de natação.

E porque a escolha devia ser para uma mulher e um homem, a Missão Moçambique optou pelos dois atletas, que curiosamente têm mais progressão de chegar o mais longe possível na competição.

Os sete atletas que vão representar Moçambique nos Jogos Olímpicos Paris 2024 já se encontram na Vila Olímpica depois de terem cumprido um estágio de cerca de 10 dias em solo francês.

Destes, cinco partiram de Maputo com os respectivos treinadores, nomeadamente Alcinda dos Santos, Tiago Muxanga, Deisy Nhaquile, Jacira Ferreira e Steven Sabino, enquanto outros dois seguiram dos países onde estão sediados para França, nomeadamente Matthew Lawrence, bolseiro olímpico em Portugal, e Denise Doneli, que reside na Itália.

Recorde-se que, dos sete atletas moçambicanos em Paris, apenas três se qualificaram directamente, nomeadamente a pugilista Alcinda dos Santos (-66 kg), a velejadora Deisy Nhaquile, da categoria laser, e a judoca Jacira Ferreira (-42 kg).

Os restantes quatro beneficiaram das vagas de universalidade olímpica, que são atribuídas aos países que não conseguem atingir o mínimo de seis apurados directamente à competição, ou a países que não conseguem qualificar sequer um atleta.

Para esta competição, Moçambique vai participar com uma delegação de 35 pessoas, dos quais sete jogadores, quatro treinadores e restantes membros do apoio e dirigentes.

 

Abertura dos Jogos Olímpicos fora do estádio

A cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos 2024 será ousada, original e única. A 26 de Julho de 2024, Paris oferecerá uma cerimónia de abertura que certamente reunirá os momentos mais memoráveis da história Olímpica.

Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos de Verão, a cerimónia de abertura não acontecerá num estádio. Paris 2024 vai inovar ao trazer o desporto para a cidade e o mesmo acontecerá com a cerimónia de abertura que será realizada no coração da cidade ao longo da sua principal artéria: o rio Sena.

Com nova roupagem, o desfile dos atletas será realizado no Sena com barcos para cada delegação nacional. Estes barcos serão equipados com câmaras para permitir que o público que vai acompanhar pela televisão ou online possa ver os atletas de perto.

Seguindo de leste a oeste, os 10 500 atletas cruzarão o centro de Paris, o campo geral de todos os eventos, onde estes competidores vão exibir suas proezas desportivas nos próximos 16 dias.

O desfile no rio seguirá o curso do Sena, de leste a oeste, ao longo de seis quilómetros. O desfile partirá da ponte Austerlitz, ao lado do Jardin des Plantes, às 19h30 no horário local (mesma hora de Maputo) e percorrerá as duas ilhas no centro da cidade (a Île Saint Louis e a Île de la Cité) antes de passar por várias pontes.

Os atletas a bordo dos barcos de desfile poderão vislumbrar alguns dos locais oficiais dos Jogos, incluindo o La Concorde, a Esplanada Invalides, o Grand Palais e, por fim, a ponte Iéna, onde o desfile vai terminar, antes da final da cerimónia no Trocadéro.

Está concluído o processo de naturalização de quatro jogadores da Black Bulls, iniciado ano passado sob liderança da Federação Moçambicana de Futebol.

Trata-se dos jogadores nascidos na Nigéria, nomeadamente, Ejaita Ifoni e Jeleel Hammed, do liberiano Stephen Seameh e do senegalês Kadre Gueye, que agora estão oficialmente naturalizados como moçambicanos.

A informação foi avançada pelos “touros”, que através da sua página do facebook escrevem que “a Black Bulls informa a todos sobre o término do processo de nacionalização, por naturalização, dos atletas Ejaita Ifoni, Jeleel Hammed, Stephen Seameh e Kadre Gueye, com a obtenção dos respectivos documentos de identificação, nomeadamente os Bilhete de Identidade e os Passaportes”.

Os “touros” usaram ainda da plataforma para agradecer ao Ministério do Interior e à Federação Moçambicana de Futebol “pelas valiosas intervenções administrativas”, que acabaram por tornar, “o sonho destes craques em uma realidade: o sonho moçambicano”.

A Black Bulls deseja aos atletas “todo o sucesso do mundo e que orgulhem os moçambicanos com o melhor que sabem fazer: jogar futebol”.

Assim, os quatro jogadores juntam-se a Ricardo Guimarães, Alfonso Amade e Pedro Santos, que foram naturalizados nos últimos 12 meses e que já representam a selecção nacional de futebol, os Mambas.

O Moçambola 2024 vai continuar a observar uma paragem de três semanas para o arranque da segunda volta. Em causa está o facto de a Liga Moçambicana de Futebol estar a enfrentar situações operacionais e logísticas, ligadas às deslocações da equipas via aérea, bem como a disputa dos jogos em atraso da 11ª jornada. Assim, para que nao haja fim-de-semana sem competições, haverão jogos da Taça de Moçambique na primeira semana de Agosto.

O Moçambola 2024 está a observar uma paragem desde o fim-de-semana da semana passada para dar lugar à disputa dos oitavos-de-final da Taça de Moçambique. A retoma da maior prova futebolística nacional estava prevista para esta semana, mas algumas vicissitudes imperam este regresso.

O facto é que a Liga Moçambicana de Futebol está a enfrentar alguns problemas operacionais e logísticos, ligados às deslocações aéreas das equipas de um ponto para o outro, atravês da companhia de bandeira nacional, as Linhas Aéreas de Moçambique.

Nesse sentido, o Moçambola vai continuar parado por três semanas e só vai retomar no dia 10 do próximo mês de Agosto, com a disputa da 12ª jornada, ou seja, a primeira da segunda e derradeira volta da prova.

Entretanto, para este fim-de-semana, a Liga Moçambicana de Futebol marcou dois jogos em atraso, que não foram disputados na devida altura devido aos mesmos problemas relacionados à logística do transporte aéreo.

Assim, para sábado, a Liga Moçambicana de Futebol marcou o jogo entre Ferroviário de Nampula e o Brera Tchumene FC, para o Estádio 25 de Junho, em Nampula, e no domingo o embate entre o Ferroviário da Beira e o Baía de Pemba, no “Caldeirão” do Chiveve.

Recorde-se que o Moçambola é liderado pela Associação Black Bulls, com 27 pontos, mais um que o Costa do Sol, que ocupa a segunda posição e mais três que a União Desportiva de Songo. Já o Ferroviário de Maputo ocupa a última posição da prova, com apenas sete pontos, a um ponto do Textáfrica do Chimoio, na luta pela manutenção.

O Moçambola 2024 tem como líder dos melhores marcadores Elias Macamo, do Desportivo de Nacala, com oito golos, seguido de Hammed, com sete, e Kadre, com seis, ambos da Black Bulls.

 

“Quartos” da Taça de Moçambique para segurar falta do Moçambola

Por outro lado, e para fazer face a falta de jogos do Moçambola nos próximos dois fins-de-semana, a Liga Moçambicana de Futebol e a Federação Moçambicana de Futebol entraram em coordenação para antecipar os jogos dos quartos-de-final da Taça de Moçambique.

Assim, os jogos da fase nacional poderão ter lugar entre os dias 3 e 4 de Agosto próximo, o que vai permitir que a FMF realize o sorteio dos quartos-de-final e das meias-finais nos próximos dias, como forma permitir que oito clubes envolvidos tenham tempo suficiente para preparar a logística de participação nesses jogos.

Para esta fase dos quartos-de-final da Taça de Moçambique estão apuradas as formações da Black Bulls (detentor do troféu), Ferroviário de Maputo, Costa do Sol, Associação Desportiva de Vilankulo, Ferroviário da Beira, União Desportiva do Songo e Textáfrica do Chimoio, todos do Moçambola, faltando uma que virá da zona norte, que saíra da finalíssima a ser disputada entre Desportivo de Nacala, equipa do Moçambola, e Desportivo de Pemba, da segunda divisão de Cabo Delgado.

Este embate entre os Desportivos de Nacala e de Pemba pode ser marcado para os dias 27, 28, 30 ou 31 de Julho corrente, para permitir que no sábado ou domingo dos dias 3 e 4 de Agosto, o vencedor dispute os quartos-de-final.

Carlos Manuel, ou simplesmente Caló, garante que o Ferroviário de Maputo vai fazer uma boa segunda volta no Moçambola 2024 e promete tirar o clube do “sufoco” em que se encontra. O técnico reitera que não tem nenhuma “varinha mágica”, mas acredita no trabalho e na qualidade dos seus jogadores.

Duas vitórias, uma no Moçambola contra o Textáfrica de Chimoio (3-0), e outra na Taça de Moçambique diante do Brera FC (2-0). É, até agora, o único saldo positivo de Carlos Manuel no comando técnico do Ferroviário de Maputo. Último classificado da tabela, o Ferroviário regista o pior arranque nas últimas décadas.

Caló está ciente de que o clube que orienta e que muito bem conhece a casa, uma vez que teve várias passagens pelo mesmo e até com um título conquistado, não merece estar na posição em que se encontra.

“O Ferroviário é um clube histórico, um eterno candidato ao título, não está habituado a ficar nestas posições e nunca se viu o Ferroviário nos últimos anos na posição em que se encontra”, assume o técnico “locomotiva”.

Aliás, segundo Caló, “é verdade que era impensável ter o Ferroviário nesta posição, mas é futebol, e futebol é isto”. Ou seja, o técnico não fica assustado com o facto de o Ferroviário de Maputo ter terminado a primeira volta de um campeonato nacional de futebol na última posição e com apenas uma vitória. Afinal, “são coisas do futebol”.

Basta recordar que, no início da competição, os “locomotivas” da capital do país estavam sob comando do português Sérgio Boris, que não conseguiu impor-se no Moçambola, somando resultados negativos que colocaram a equipa na cauda, desde o princípio, e os adeptos à beira de “ataques de nervos”.

Carlos Manuel tem noção da equipa que assumiu a 10 de Junho, quando contava com apenas dois pontos em sete jogos disputados para o Moçambola, e garante que está pronto para colocar as mãos à obra e reverter o cenário que hoje se vive na estação ferroviária de Maputo.

“Não tenho uma ‘varinha mágica”‘, confessa. Porém, tem o antídoto para que essa “varinha mágica” apareça. “Uma das coisas que é importante no Ferroviário é o trabalho, em primeiro lugar, no sentido de trabalharmos duro, e, depois, a união de todos os intervenientes no clube”, revela.

Para Caló,  havendo a conjugação desses dois segredos, “podemos conseguir tirar o Ferroviário do caminho em que está”. Ou seja, “essa é que é a verdadeira ‘varinha mágica'”, sentencia Carlos Manuel.

Sem nenhuma contratação no mercado de Inverno

No que ao aspecto desportivo diz respeito, havia alguma apreensão em relação à possibilidade de contratação de novos jogadores, com destaque para Elias Macamo, actual melhor marcador do Moçambola 2024. É que a janela de transferências de jogadores se fechou e o Ferroviário de Maputo não contratou novos atletas.

Carlos Manuel tem uma razão para tal e revela: “Há qualidade aqui, e é visível”. Por ora, para que efectivamente consiga tirar a equipa da última posição, Calós diz que “é uma questão de continuarmos a trabalhar e moralizarmos os jogadores que temos para que consigamos os objectivos que pretendemos”.

Para já, em termos de saídas nesta janela de transferências, apenas Shaquile Nangy deixou os “locomotivas” da capital do país para uma aventura pelas terras angolanas, onde vai representar o Sagrada Esperança.

Quanto a entradas, destaque para o regresso de Shelton e Xirasse, que tinham sido emprestados ao Desportivo de Nacala, bem como do guarda-redes Sulemane, que ascende da equipa B. Shelton marcou um golo na sua passagem pelos “canarinhos” de Nacala.

Carlos Manuel é o terceiro treinador a orientar o Ferroviário de Maputo na presente temporada, depois de Sérgio Boris, que foi corrido a 28 de Maio, e Danito Nhampossa, que assumiu de forma interina, até à chegada de Caló.

Ferroviário de Maputo conquista Taça Maputo em basquetebol, ao vencer, na final, o Costa do Sol por 88-73, em masculinos, e 60-46, em femininos. A final foi marcada pela mudança forçada do Pavilhão do Desportivo para A Politécnica, devido ao mau estado do primeiro recinto.

Tarde e noite de sábado de muito basquetebol (pelo menos tinha de ser assim tendo em conta o nível das equipas que estariam na quadra), na Cidade de Maputo. Ferroviário e Costa do Sol cruzam-se em ambos os sexos em busca da Taça Maputo para enriquecer as suas prateleiras.

E tudo indicava que o arrebatamento aconteceria no Pavilhão do Desportivo Maputo. A história começaria a ser escrita a partir das 15h00, com as equipas femininas a defrontarem-se. Até aí, tudo bem.

O que não se sabia é que o despique levaria apenas seis minutos, porque o piso não estava em condições, colocando em risco a integridade física das atletas. Para evitar o pior, os jogos foram transferidos para o Pavilhão da A Politécnica.

O Ferroviário estava, nessa altura, em vantagem de seis pontos, que nunca largou. Aliás, foi um Ferroviário que abriu uma vantagem de mais de vinte pontos no jogo, fruto da sua boa prestação, sobretudo, no segundo quarto.

Entretanto, o Costa do Sol viria a buscar o resultado no terceiro quarto, tendo saído a perder por 41-40. Muito pouco para um Ferroviário que, no fim, venceu por 60-46. Noite considerada infeliz pelo treinador das “canarinhas” Marvin Cossa.

“Cometemos muitos erros, principalmente no último quarto, onde tivemos três perdas de bola, depois da recuperação da desvantagem larga no terceiro período, em que saímos a perder por um ponto de diferença”, disse Cossa.

Já Nazir Salé era um homem radiante. “Sabíamos que seria um jogo complicado, mas interessava-nos ganhar. Por isso, nunca deixamos de manter o foco, mesmo quando o Costa do Sol se recuperou da desvantagem”, disse.

Em masculinos também foi para baixa da cidade

Se em femininos estava tudo resolvido, em masculinos ainda estavam por definir. Havia contas por ajustar. João Mulungo “ajeitou” os seus rapazes, colocando, por exemplo, Baggio no banco e jogando com Nando como base, uma estratégia que até resultou.

Miguel Guambe e seus pupilos perderam o norte. Nilton Seifane tentou remar contra a maré, mas era muito alta para um só marinheiro inspirado. O jogo exterior do Ferroviário era muito forte. Hugo, Stélio e Chiquinho estavam com as mãos quentes.

As estatísticas provavam a superioridade do Ferroviário, que sempre esteve em vantagem. 18-13 no primeiro quarto e ao intervalo 44-35. Acertivo em quase todos os aspectos, o Ferroviário até se deu ao luxo de dar espaço para todos brilharem. Até porque há muito que se precisava de uma equipa equilibrada.

“Tinha dito noutra ocasião que precisamos de ter um bom banco. Neste jogo, rodámos a equipa e fomos felizes”, analisava o desempenho dos seus pupilos, o treinador do Ferroviário João Mulungo.

O resultado permitiu que os “Locomotivas que perderam a final do Nacional passado diante do mesmo Costa do Sol fizessem a desforra, vencendo por 88-73.

O facto foi destacado pelo treinador do Costa do Sol. “Temos de dar mérito ao Ferroviário. Esteve bem em quase todos os aspectos. Não nos encontrámos como equipa e cometemos muitos erros”, observou Miguel Guambe.

Quem também observou foi o presidente da Associação de Basquetebol na cidade de Maputo, Sérgio “Serginho” Hitié.

“Avaliamos a prova positivamente. Tivemos duas equipas competitivas e estamos satisfeitos com o que vimos durante a prova”, anotou Serginho, lançando já a próxima prova.

“Depois da Taça, teremos, nos próximos dias, o arranque do Campeonato da Cidade”, disse Sérgio Itié, presidente da Comissão de Gestão da Associação de Basquetebol da cidade de Maputo.

A selecção nacional de futebol de praia venceu as Seychelles por 7-3 e está a um passo de garantir a qualificação para o Campeonato Africano da modalidade. Os jogadores e equipa técnica dizem que a vitória é justa e o objectivo agora é garantir o apuramento em Maputo.

Primeira parte da eliminatória de acesso ao Campeonato Africano das Nações de Futebol de Praia ganha em terreno alheio. Porém, nada que tivesse sido fácil, até porque Saidate Moveia e seus pupilos sabiam que não encontrariam uma Seychelles de pêra doce, tal como no Cosafa.

Afinal, as Seychelles estão a preparar-se para organizar o Campeonato do Mundo do próximo ano e, por isso, precisam de estar a um nível de candidato a conquistar a prova.

E o início foi com um susto para Moçambique, quando as Seychelles marcaram primeiro, de bola parada. Nada que fizesse estremecer o combinado nacional.

Até porque não foi preciso muito tempo para os “guerreiros da praia” mostrarem a sua garra e determinação, tal como tinham prometido nas vésperas da viagem. Arroz empatou logo a seguir, num remate cruzado a descobrir as fragilidades do guarda-redes contrário.

Depois foi Mabomo a virar o resultado ainda no primeiro período, de bola parada, com um remate forte. O primeiro intervalo chegou com vantagem magra para Moçambique.

No segundo tempo, houve muito equilíbrio, com as duas selecções a procurarem errar menos e tentar o contra-ataque. Entretanto, o guarda-redes, nesse período, estava bem a defender as redes. Apenas houve registo de um golo, de Rachid, também de bola parada, a ampliar o marcador para Moçambique.

No último período, Moçambique esteve mais forte, apesar de alguma reacção dos donos da casa. Quer em bolas paradas como em jogadas corridas, o combinado nacional marcou golos de todos os efeitos e conseguiu ampliar o resultado, por Ramossete, Mabomo, Arroz e Moreira.

As Seychelles conseguiram apenas dois golos nesse período, pouco para evitar uma pesada derrota de 7-3 com que se vai para a segunda mão, sábado, na Arena do Costa do Sol, em Maputo.

Os “guerreiros da praia” partem com uma vantagem de quatro golos para esse jogo decisivo, a precisar de apenas um empate para chegar ao “africano” de Marrocos, ainda este ano.

Em reacção ao jogo, Arroz disse que as Seychelles tentaram criar algumas dificuldades, mas, tal como haviam prometido, o objectivo era mesmo vencer a partida.

“Foi um jogo bem corrido. Batalhámos por esta vitória e achávamos que o adversário fosse facilitar, conforme conhecíamos as Seychelles, mas não foi o que se mostrou hoje”, disse, acrescentando que “lutámos e mostrámos que temos garra e o que queríamos era mesmo vencer, e ganhámos o jogo”.

Por seu turno, o seleccionador nacional, Saidate Moveia, fez uma radiografia do jogo, afirmando que encontraram um adversário que quase criava dissabores, já que não era quem esperavam encontrar.

“Seychelles que encontramos aqui é uma selecção diferente e não contávamos com esta postura deles. Pressionou bastante e jogou com tudo, conforme prevíamos os diversos aspectos que foram aqui patentes”, disse Moveia.

Ainda assim, de acordo com o seleccionador, não foi preciso acelerar bastante para reverter o resultado negativo inicial. “Entraram a ganhar, mas já que a rapaziada já vinha a treinar e com processos já assimilados, dominaram os momentos de jogo que treinámos e, no momento certo, fomos ao empate”, disse, acrescentando que, “a partir daí, jogámos e conseguimos essa vitória”.

Para o jogo da segunda mão, em Maputo, Moveia é claro: “Em Moçambique, vamos jogar diferente e vamos tentar manter este resultado, acima de tudo”, disse.
Os “guerreiros da praia” deixaram, este domingo, Vitória, com destino a Maputo, onde esta terça-feira regressam aos trabalhos com vista ao jogo de sábado, na Arena do Costa do Sol.

A selecção nacional de futebol, os Mambas, desceu um lugar no Ranking da FIFA, actualizado no fim da semana passada, estando, neste momento, na posição 104, com 1208,83 pontos.

Foi, de resto, uma descida mínima do país, que saiu da 103.ª posição para um lugar abaixo, graças a uma escalada da Nova Zelândia de 13 lugares, que passou para a posição 94, fazendo com que todas as selecções, desde a posição 95 até à posição 107, caíssem um lugar.

Esta subida da Nova Zelândia foi graças aos bons resultados alcançados na Copa das Nações da OFC, em Junho passado.

Ainda assim, e apesar da descida de um lugar, Moçambique somou mais 3,05 pontos, contrariamente à última actualização. Ao nível do continente africano, o nosso país ocupa a 23ª posição.

Esta foi uma actualização feita depois da realização do Euro 2024 e da Copa América, duas provas continentais que tiveram lugar em Junho e Julho na Alemanha e nos Estados Unidos da América, ganhas pela Espanha e Argentina, respectivamente.

Assim, a selecção da Argentina, vencedora da Copa América, lidera o ranking com 1901,48 pontos. Já a Espanha, que venceu o Euro, ocupa a terceira posição com 1835,67 pontos, abaixo da França, segundo colocado, com 1854,91 pontos.

A FIFA volta a actualizar o ranking a 19 de Setembro, logo depois dos primeiros jogos de qualificação para o CAN 2025, em que Moçambique vai defrontar sucessivamente o Mali (fora) e Guiné-Bissau (casa), na Data-FIFA de Setembro.

Jornalista do Grupo SOICO, Ibraimo Assamo, vence o prémio de melhor jornalista desportivo do ano 2023, na categoria de Televisão. Com uma reportagem que retrata a violência nos campos de futebol, Ibraimo foi distinguido, ontem, na Gala Nacional do Desporto, em Maputo. Na mesma gala, foram destacados Geny Catamo e Alcinda Panguana como atletas do ano.

A nata do desporto Nacional esteve reunida na tarde e noite desta quinta-feita, no Centro Cultural Moçambique-China, com objectivo de laurear os que se destacaram em 2023, em diversas modalidades. Dos escolhidos, destaca-se o jornalista do Grupo SOICO Ibraimo Assamo, que foi distinguido como o melhor jornalista desportivo de Televisão. Assamo conveceu o Júri, e levou para casa um diploma de mérito e vários brindes.

Na mesma gala, Geny Catamo e Alcinda Panguana levaram os prémios de atletas ano. Foi, na verdade, uma gala praticamente para o futebol. Arsénio Marrengule e Ema Novo foram eleitos melhores árbitros em masculinos e femininos, respectivamente.

Os Mambas foram escolhidos como a selecção do ano em masculinos, título que em femininos coube à dupla feminina de Vólei de Praia, Ana Paula Sinaportar e Vanessa Muianga.

Um momento marcante para os desportistas e testemunhado pelo Secretário de Estado do Desporto, que na ocasião deu os parabéns aos vencedores.

O Pavilhão do Desportivo será palco, sábado, das finalíssimas da Taça Maputo Jogabets, em masculinos e femininos, respectivamente. Os jogos vão envolver o Ferroviário de Maputo e o Costa do Sol em ambos os sexos. Os jogadores, equipas técnicas e organizadores prometem jogos aliciantes dentro e fora da quadra.

Ferroviário de Maputo e Costa do Sol são os crónicos candidatos ao título em todas as competições que disputam, quer ao nível da cidade, quer nos campeonatos nacionais.

São dois clubes que se cruzaram várias vezes nas provas da Cidade de Maputo e que têm proporcionado belas partidas de basquetebol, quer em masculinos quer em femininos.

Este sábado, voltam a defrontar-se em mais uma finalíssima, tal como acontece em todas as provas da capital do país, e, mais uma vez, prometem proporcionar verdadeira festa do basquetebol na quadra do Pavilhão do Desportivo Maputo.

Em masculinos, os “canarinhos” regressam à final disputada no ano passado, em que venceram após derrotarem a A Politécnica. Pretendem repetir a proeza, mas, desta vez, diante do arquirival, e assumem que não será um jogo fácil.

“Já vencemos muitos jogos nesta competição, mas temos humildade para percebermos que não vamos vencer todos os jogos e, por isso, vamos entrar no jogo para disputar uma final, e as finais não são para se jogarem apenas, mas são para serem ganhas”, disse Miguel Guambe, treinador dos “canarinhos”.

Por seu turno, Danilo Cumbe enfatizou o desejo de vencer e acrescentou que “encaramos o jogo com muita humildade, acima de tudo, e esperamos dar um bom espectáculo no sábado”.

Já o Ferroviário de Maputo, que falhou a final do ano passado após cair aos pés da A Politécnica, quer voltar às conquistas das provas da capital do país e promete uma partida de alto nível, segundo disse o respectivo treinador, João Mulungo, no lançamento dos jogos.

“Será um bom espectáculo de basquetebol. Estamos a trabalhar da melhor forma possível a preparar o jogo de sábado e esperamos sair vencedores”, disse o timoneiro dos “locomotivas” da capital do país, João Mulungo.

“Vamos enfrentar o nosso adversário com o intuito de vencer. Não será um jogo fácil, mas queremos continuar a vencer nesta competição”, acrescentou.

Já em femininos, onde o Ferroviário de Maputo é detentor do troféu, quer revalidar o título conquistado no ano passado, diante do seu adversário deste sábado.

“Vamos apresentar um Ferroviário que não vai fugir muito daquilo que tem sido nesta competição e estamos a trabalhar para conseguir o melhor resultado possível nesta final, que é a vitória”, disse Carlos Dezanove, treinador da colectividade verde-e-branco, secundado pela sua jogadora Flávia Alcino, que referiu que “estamos a preparar o jogo de igual forma para superar o adversário e conseguirmos ganhar o jogo.”

Por seu turno, o Costa do Sol quer contrariar o favoritismo das “locomotivas” e vencer o troféu, até porque já conhece a formação adversária, com quem perdeu na primeira jornada desta competição.

Marvin Cossa, um dos treinadores do Costa do Sol, referiu que as finais são para vencer, por isso “temos de deixar o nosso suor ali dentro e, com muita concentração, podermos superar o adversário”.

Já Dionilde Cuamba apontou a derrota sofrida durante a fase regular, tendo dito que “fizemos o nosso TPC, para não dizer a monografia toda” e que, no jogo de sábado, “temos de ter trabalho, foco, determinação, garra e atitude, o que nos vai levar a esta vitória”.

Os organizadores prometem uma tarde e noite de basquetebol de qualidade e festa, com muita luz e fogos-de-artifício.

A finalíssima em femininos inicia-se às 15h, enquanto em masculinos será às 17h, no Pavilhão do Desportivo.

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