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O País – A verdade como notícia

A segunda-feira ficou marcada por um momento histórico para o futebol africano no Campeonato do Mundo de 2026. A Costa do Marfim derrotou o Equador por 1-0 no Estádio de Filadélfia e conquistou a sua primeira vitória frente a uma selecção sul-americana em fases finais de Mundiais, reforçando as ambições de seguir em frente na competição.

O triunfo dos “Elefantes” surgiu de forma dramática. Quando tudo apontava para uma divisão de pontos, o jovem avançado Amad Diallo apareceu aos 44 minutos da segunda parte para marcar o único golo do encontro, desencadeando a festa da equipa africana e dos seus adeptos.

A vitória representa um marco simbólico para a Costa do Marfim, que historicamente encontrou dificuldades diante das selecções da América do Sul em competições internacionais. Desta vez, porém, a organização defensiva e a eficácia nos momentos decisivos fizeram a diferença.

Horas mais tarde, no Estádio de Monterrey, a Suécia protagonizou uma das exibições mais convincentes da jornada ao golear a Tunísia por expressivos 5-1. O avançado Alexander Isak voltou a assumir o papel de protagonista, liderando uma equipa sueca que demonstrou grande capacidade ofensiva e assumiu a liderança isolada do Grupo F.

Com os resultados da madrugada, o Mundial entra agora numa nova fase, marcada pela estreia de algumas das selecções mais aguardadas da competição.

A terça-feira promete emoções fortes, com a entrada em cena da França, uma das principais candidatas ao título. Os franceses enfrentam o Senegal no Estádio de Nova York-Nova Jérsia, num duelo carregado de simbolismo que reedita o histórico encontro de abertura do Mundial de 2002, quando os africanos surpreenderam o mundo ao vencer os então campeões mundiais por 1-0.

Também pelo Grupo I, a Noruega inicia a sua caminhada diante do Iraque. Todas as atenções estarão voltadas para o goleador Erling Haaland, principal referência ofensiva dos escandinavos e uma das estrelas mais mediáticas desta edição do torneio.

A jornada será encerrada já na madrugada de quarta-feira com a estreia da Argentina frente à Argélia, em Kansas City. A selecção sul-americana procura começar da melhor forma a defesa das suas ambições mundiais, num grupo que promete elevada competitividade.

Com selecções tradicionais a entrarem finalmente em acção, a expectativa é de mais uma jornada intensa num Mundial que já começou a produzir surpresas, recordes e histórias memoráveis.

 

RESULTADOS DESTA SEGUNDA-FEIRA

Grupo E

Costa do Marfim 1-0 Equador

Grupo F

Suécia 5-1 Tunísia

Grupo H

Espanha vs Cabo Verde

Grupo G

Bélgica vs Egipto

 

JOGOS DESTA TERÇA-FEIRA (horário de Moçambique)

Grupo G

Irão x Nova Zelândia – 03h00

Grupo I

França x Senegal – 21h00

Iraque x Noruega – 00h00

Grupo J

Argentina x Argélia – 03h00 (madrugada de quarta-feira)

A selecção nacional de futebol de sub-17 iniciou oficialmente, em Maputo, os trabalhos de preparação para a Cascais Luso Cup 2026, competição internacional que decorrerá em Portugal entre os dias 14 e 22 de Julho.

Depois da histórica qualificação para o Campeonato do Mundo da categoria, alcançada recentemente em Marrocos, os Mambinhas voltam, agora, as atenções para um novo desafio: defender o título conquistado na última edição do torneio e continuar a construir uma equipa competitiva para o Mundial do Qatar.

Sob orientação do seleccionador Luís Guerreiro, os primeiros treinos serviram para avaliar novos talentos e alargar o leque de opções disponíveis para a principal montra do futebol juvenil mundial.

Entre as principais novidades da convocatória destacam-se seis atletas chamados pela primeira vez ao grupo. A aposta recai sobretudo em jovens que actuam no estrangeiro, casos de Pedro Rolo, da Académica de Coimbra, em Portugal, e Denzel Machatine, do Levante UD, de Espanha.

No plano interno, a Associação Black Bulls confirma o seu estatuto de principal fornecedora da selecção nacional, contribuindo com 14 jogadores para a lista de pré-convocados. O contingente é complementado por atletas provenientes de clubes como o Costa do Sol e o Ferroviário de Nampula.

Para Luís Guerreiro, a participação na Cascais Luso Cup assume uma importância estratégica na preparação da equipa para os compromissos futuros.

“O nosso foco na Cascais Luso Cup é duplo. Vamos a Portugal com a responsabilidade acrescida de defender o troféu que erguemos com orgulho em 2025. Contudo, mais do que os resultados imediatos, este torneio é o laboratório ideal. A qualificação ao Mundial foi um feito soberbo, mas o nosso tecto competitivo tem de subir. Estamos a abrir espaço para observar novos talentos e garantir que o grupo que irá ao Qatar represente o topo absoluto do futebol moçambicano”, afirmou o seleccionador nacional.

O capitão da equipa, Diego Pelembe, destacou o ambiente positivo que se vive no seio do grupo e garantiu que a ambição permanece intacta após a conquista da vaga para o Mundial.

“A recepção que tivemos do povo moçambicano após garantirmos o Mundial deu-nos ainda mais fome de vencer. O ambiente no grupo é fantástico, de pura união. Quem está a chegar agora sabe que aqui corre-se e trabalha-se no limite. Queremos manter a nossa identidade de passe curto e velocidade, e vamos a Cascais para mostrar que Moçambique é, por mérito, uma selecção de dimensão mundial”, declarou.

Os Mambinhas chegam a Portugal com credenciais reforçadas pelo desempenho irrepreensível alcançado na edição de 2025 da Cascais Luso Cup. A equipa conquistou o troféu de forma invicta, vencendo os quatro encontros disputados e alcançando um aproveitamento de 100 por cento.

Durante a campanha vitoriosa, Moçambique marcou 15 golos, registando uma média de 3,75 tentos por partida. No percurso rumo ao título, a selecção derrotou Macau por 6-2, Timor-Leste por 3-1, Angola por 3-0 e Guiné-Bissau por 3-2.

Com o arranque dos trabalhos em Maputo, a equipa técnica prevê cerca de duas semanas de intensa preparação física e táctica antes da viagem para Portugal, programada para o início de Julho. 

A expectativa é de que o torneio sirva não apenas para defender o título conquistado no ano passado, mas também para consolidar uma geração que já entrou para a história do futebol moçambicano e que sonha agora em deixar a sua marca no Campeonato do Mundo do Qatar.

Mambinhas sub-20 também arrancam preparação para a COSAFA

Ainda esta segunda-feira, a selecção nacional de futebol de sub-20 iniciou os preparativos para a Taça COSAFA 2026, competição que terá lugar nas Ilhas Maurícias entre os dias 4 e 13 de Setembro. 

À frente do novo projecto está Luís Guerreiro, técnico escolhido pela Federação Moçambicana de Futebol (FMF) para liderar uma geração que pretende devolver Moçambique ao topo do futebol juvenil da África Austral.

A nomeação do treinador surge na sequência dos resultados históricos alcançados ao serviço dos sub-17, escalão no qual construiu um percurso marcante e colocou o futebol moçambicano em evidência no panorama continental e internacional.

O principal objectivo da selecção passa por assegurar uma das duas vagas reservadas à região da África Austral para o Campeonato Africano das Nações (CAN) Sub-20 de 2027, prova que será disputada no Gana. Para tal, os Mambinhas terão de atingir a final da Taça COSAFA, considerada uma das competições juvenis mais competitivas do continente.

A aposta da direcção da FMF, liderada por Feizal Sidat, é vista como uma estratégia de continuidade, permitindo que a metodologia e a filosofia de trabalho implementadas por Luís Guerreiro nas categorias inferiores tenham seguimento no escalão imediatamente acima.

O currículo recente do técnico sustenta a confiança depositada pela federação. Sob a sua orientação, os sub-17 conquistaram a Cascais Luso Cup em 2025, alcançaram o terceiro lugar na Taça COSAFA do mesmo ano e protagonizaram um feito sem precedentes ao garantirem a primeira qualificação de uma selecção moçambicana de futebol de 11 para um Campeonato do Mundo da FIFA, após a campanha realizada no CAN sub-17 de 2026, que valeu o apuramento para o Mundial do Qatar.

Embora os detalhes da preparação ainda estejam a ser ultimados, a identidade competitiva da equipa deverá manter as características que marcaram os anteriores trabalhos de Luís Guerreiro. O treinador tem defendido uma abordagem baseada na organização defensiva, disciplina táctica e capacidade de explorar rapidamente os espaços deixados pelos adversários.

Além da solidez defensiva, o modelo de jogo privilegia a circulação rápida da bola, os passes curtos e a velocidade dos extremos, características que têm sido uma imagem de marca das equipas orientadas por Guerreiro.

Moçambique procura agora recuperar o título da Taça COSAFA Sub-20, conquistado pela última vez em 2020, na África do Sul. A competição nas Ilhas Maurícias representa, por isso, uma oportunidade para reafirmar o crescimento do futebol juvenil nacional e dar mais um passo rumo à presença entre as principais selecções africanas da categoria.

O Marrocos empatou com o Brasil a uma bola em jogo da primeira jornada do grupo C do Mundial de futebol que decorre nos Estados Unidos, México e Canadá. Qatar e Suíça também empataram a um golo e Austrália e Escócia vencerem os seus jogos.

Marrocos tornou-se na segunda equipa africana a estrear-se no Mundial 2026, depois da África do Sul, no jogo inaugural da competição. E o adversário dos magrebinos não podia ser outra, a justificar a quarta posição alcançada em 2022: o Brasil.

A selecção africana até teve o melhor arranque na partida, ao marcar primeiro, através de Ismael Saibari, aos 21 minutos, num magistral chapéu a Álisson, já fora dos postes.

Marrocos até podia ter feito o 2-0 ainda antes da meia hora do jogo, quando Hakimi galgou terreno e à entrada da área rematou ao lado.

O Brasil, penta-campeão mundial, não desfaleceu e acordou do sono, com Vinícius Júnior a carregar a escrete para o empate, num remate cruzado, aos 32 minutos, após jogada individual.

Paquetá também testou os reflexos de Bounou, mas o guardião marroquino esteve mais atento.

O Brasil queria a todo custo sair com a vitória, mas Bounou mostrou-se seguro nos postes e nem mesmo Raphinha conseguiu acertar nas redes.

A Escócia torna-se assim o líder do grupo C, após vencer o Haiti no outro jogo, graças ao golo apontado por John McGinn, aos 28 minutos.

Pelo grupo B, Qatar e Suíça empataram a um golo na noite deste sábado. Breel Emboló abriu o marcador para os europeus, de grande penalidade, aos 17 minutos, mas os asiáticos empataram ao apagar das luzes, graças ao golo de Miro, de cabeça, aos 90+4 minutos.

A Austrália, que venceu a Turquia por 2-0 na madrugada deste domingo, lidera o grupo com três pontos.

Os Estados Unidos estrearam-se no Mundial com uma goleada por 4-1 frente ao Paraguai, alimentando a ambição de realizar uma campanha histórica na competição. No outro jogo do Grupo B, o Canadá empatou a uma bola diante da Bósnia-Herzegovina.

A selecção norte-americana entrou da melhor forma no Mundial e assinou a primeira goleada da prova. Perante um estádio lotado em Los Angeles, os co-anfitriões derrotaram o Paraguai por quatro bolas a uma, deixando bem patente a sua ambição de protagonizar uma campanha memorável em casa.

A formação dos Estados Unidos resolveu praticamente a partida ainda na primeira parte, graças a uma exibição marcada pela intensidade e eficácia. Folarin Balogun foi a grande figura do encontro ao apontar dois golos, enquanto Gio Reyna encantou os adeptos com um golo de elevada qualidade nos instantes finais da partida. O Paraguai ainda reduziu a desvantagem na segunda parte, mas nunca conseguiu discutir o resultado.

No outro encontro da jornada, o Canadá teve de lutar até ao apito final para evitar a derrota frente à Bósnia-Herzegovina. Apesar de ter dominado grande parte do jogo e criado as melhores oportunidades, a formação canadiana viu os europeus colocarem-se em vantagem na primeira parte, por intermédio de Jovo Lukić.

A resposta canadiana surgiu apenas a doze minutos do fim. Cyle Larin aproveitou uma assistência de Promise David para restabelecer a igualdade e garantir um ponto para o Canadá.

Desta forma, enquanto os Estados Unidos celebram uma estreia de sonho, marcada por uma goleada convincente, o Canadá resgata um empate precioso. Resultados que permitem aos dois co-anfitriões somar pontos na primeira jornada do Mundial.

O México e a Coreia do Sul entraram com pé direito no Campeonato do Mundo 2026, ao vencerem respectivamente a África do Sul por 2-0 e a República Checa, por 2-1. Raúl Jimémez e Julián Quiñones foram os autores dos golos da selecção mexicana, numa partida em que os sul-africanos tiveram muitas dificuldades para reagir. 

Já a Coreia do Sul garantiu o triunfo graças aos golos de Hwang Inbeom e Oh Hyeongyu. Com este resultado, as duas selecções assumiram a liderança do Grupo A. Esta noite, o Canadá enfrenta a Bósnia e Herzegovina, em jogo do Grupo B da prova.

México e África do Sul dão o pontapé de saída, esta noite, do Campeonato do Mundo 2026. Esta edição tem a particularidade de contar com a presença de 48 selecções, que vão procurar levantar o troféu mais cobiçado do futebol planetário.

A cerimónia de abertura, ensaiada ao detalhe com várias coreografias que retratam a cultura de cada uma das 48 selecções, será o primeiro passo daquilo que se espera venha a ser o Mundial 2026. Mais de vinte artistas, de estilos e feitios diferentes, vão dar brilho ao evento. 

Fora dos palcos, Donald Trump estará lado a lado com o presidente da FIFA,  Gianni Infantino, num contexto marcado por várias restrições para entrar nos Estados Unidos da América. E o árbitro somali Omar Artan, foi um dos impedidos de entrar nos EUA, adiando a sua estreia na prova, mas foi recebido como um herói no seu país. 

Estados Unidos da América, México e Canadá são os palcos escolhidos para a última dança dos melhores actores do futebol mundial. 48 selecções vão, a partir desta noite até dia 19 do próximo mês, procurar um lugar ao sol para alcançarem o topo do futebol mundial. 

Vários continentes, países, culturas e povos se juntam atrás da Trionda, bola oficial do mundial, ela que converge emoções, divide opiniões e premeia os melhores.  

México, um dos anfitriões da prova, e África do Sul, vão apadrinhar o arranque do Mundial, num contexto de mudanças profundas no seu formato. Argentina, Espanha, França, Alemanha, Portugal e Inglaterra estão no topo da lista dos prováveis vencedores da prova.  

Edição única e que, por isso mesmo, vai marcar a viragem do futebol mundial. Lionel Messi e Cristiano Ronaldo, dois prodígios que, nas últimas duas décadas, bipolarizaram o futebol mundial, ensaiam a última coreografia no palco da perfeição. Despedida de dois astros. O que será o futebol?

Dário Monteiro foi confirmado, esta quinta-feira, como novo treinador do Maxaquene, emblema que milita no Moçambola. O técnico assume os “tricolores” em substituição de Mauro Jamal, despedido recentemente por alegados maus resultados na maior prova futebolística nacional. Dário volta, assim, ao activo depois de um período sabático. 

Na sua folha de serviços, em solo pátrio, o ex-internacional moçambicano tem passagens pelo Desportivo Maputo, Liga Desportiva de Maputo, Ferroviário de Nacala e pela selecção Sub-20, com a qual cometeu a proeza de conquistar a Taça COSAFA, em 2020. 

Monteiro tem a missão de garantir a manutenção do Maxaquene no Moçambola, sete anos depois de regressar ao convívio dos grandes, numa altura em que o emblema da baixa da cidade de Maputo ocupa a décima segunda posição da tabela classificativa, com dois pontos. 

Derrota diante da Indonésia reforça série negativa de uma selecção que soma apenas uma vitória nos últimos oito jogos. Ainda assim, o seleccionador nacional destaca atitude, integração de jovens e ganhos competitivos na Data-FIFA de Junho.

A selecção nacional de futebol perdeu por 1-0 frente à Indonésia, nesta terça-feira, no Estádio Gelora Bung Karno, em Jacarta, no segundo e último compromisso da Data-FIFA de Junho. 

Apesar do resultado negativo, o seleccionador nacional, Chiquinho Conde, fez um balanço positivo da prestação da equipa, destacando a evolução demonstrada pelos Mambas e o compromisso dos jogadores ao longo da janela internacional.

O encontro marcou o encerramento da participação moçambicana nesta ronda de jogos amigáveis, numa partida em que os Mambas procuraram responder às exigências de um adversário motivado pelo apoio do seu público.

Na conferência de imprensa após o jogo, Chiquinho Conde elogiou a postura da delegação nacional, sublinhando a dedicação demonstrada pelos atletas.

“Antes de mais, tenho que dar os parabéns a toda a comitiva que esteve a representar Moçambique. Foi de uma extraordinária humildade e comprometimento com aquilo que era o nosso propósito”, afirmou o técnico.

O seleccionador reconheceu que a derrota sofrida no primeiro jogo da Data-FIFA, diante de Omã, teve impacto no grupo, sobretudo devido ao processo de renovação em curso na equipa nacional.

“Obviamente que foi difícil digerir o primeiro resultado negativo. Não mostramos a valia da equipa, tivemos seis estreias e três jogadores que fizeram a primeira internacionalização. É normal que as coisas não tenham corrido bem”, explicou.

Frente à Indonésia, contudo, Conde considera que a equipa apresentou melhorias significativas, especialmente na organização e na capacidade competitiva.

“Neste segundo jogo rectificamos. Eles perceberam que o mais importante é sermos competitivos e acreditarmos no processo. Não estamos satisfeitos com o resultado, mas sim com a atitude e a determinação. Interpretaram muito bem o nosso sistema táctico”, destacou.

O treinador aproveitou ainda para reforçar a importância da aposta nos jovens talentos, apontando o processo de renovação como um investimento estratégico para os próximos desafios da selecção.

“O que valeu hoje (terça-feira) foi a atitude e a determinação destes jogadores jovens. Vamos tirar ilações e já temos ideia de com quem podemos contar no futuro. Temos jovens sub-23 importantes para o nosso projecto com vista ao CAN. É um processo, vamos respeitá-lo e, paulatinamente, vamos agregar valor a esta equipa”, acrescentou.

 

Mambas atravessam fase delicada apesar de sinais de renovação

A seleção nacional encerrou a Data-FIFA de Junho com mais uma derrota, ao perder por 1-0 frente à Indonésia, em Jacarta, agravando um ciclo de resultados pouco animador para os Mambas. Com este desaire, a equipa orientada por Chiquinho Conde soma apenas uma vitória nos últimos oito jogos disputados entre competições oficiais e encontros amigáveis.

A recente digressão asiática, que tinha como principal objectivo testar novas opções e consolidar processos de jogo, terminou sem vitórias. Antes da derrota diante da Indonésia, os Mambas haviam sofrido uma pesada goleada por 4-1 frente a Omã, expondo dificuldades defensivas e limitações na construção ofensiva.

Os números reflectem uma fase de instabilidade. Desde a vitória por 3-2 sobre o Gabão, alcançada a 28 de Dezembro de 2025, Moçambique não voltou a vencer. Pelo caminho, acumulou derrotas frente aos Camarões (2-1), Nigéria (4-0), Omã (4-1) e Indonésia (1-0), resultados que evidenciam a quebra de rendimento da equipa nacional.

A actual sequência negativa contrasta com o entusiasmo gerado pela histórica qualificação de Moçambique para os oitavos-de-final do Campeonato Africano das Nações (CAN). No entanto, os resultados registados desde então demonstram que a equipa continua à procura de maior consistência competitiva.

Com os compromissos da Data-FIFA concluídos, os Mambas voltam agora as atenções para os próximos desafios oficiais, numa fase em que a equipa técnica procura equilibrar a renovação do plantel com a necessidade de recuperar resultados e confiança.

O brasileiro Rodrygo, o alemão Serge Gnabry e o neerlandês Xavi Simons são alguns dos futebolistas ausentes do Mundial 2026 por lesão, cenário pelo qual a selecção portuguesa passa incólume a quase uma semana da estreia.

Vários internacionais lusos enfrentaram problemas físicos em 2025/26, incluindo o avançado e capitão Cristiano Ronaldo, mas nenhum ficou, para já, impedido por esse motivo de participar na 23.ª edição do principal torneio internacional de selecções, que se realiza de quinta-feira a 19 de Julho e integra pela primeira vez 48 equipas, num total de 104 jogos, sob inédita organização tripartida entre Estados Unidos, México e Canadá.

Portugal, detentor da Liga das Nações e a caminho da nona presença, e sétima consecutiva, era até segunda-feira um dos 11 países sem ausências significativas por razões clínicas, tendência extensível a Bélgica, Croácia, Curaçau, Haiti, Panamá, Qatar, Senegal, Tunísia, Turquia ou Uruguai, mas rara entre os principais candidatos à conquista do troféu.

Habitual titular do Brasil, único pentacampeão do mundo e totalista em fases finais, o avançado Rodrygo sofreu uma rotura ligamentar num joelho em Março e encabeça o elenco de ausentes da escrete “canarinha”, a incidir ainda em Éder Militão, ex-defesa direito do FC Porto, Vanderson, Luciano Juba, Estêvão e Vitor Roque, mais Wesley, substituído no domingo por Éderson.

De acordo com o regulamento da prova, só são permitidas alterações nas convocatórias em caso de lesão grave ou doença, até 24 horas antes da primeira partida da respectiva selecção, prazo inexistente para os guarda-redes, que podem ser rendidos por esses motivos a qualquer momento.

A Alemanha também ficou privada à última hora de Lennart Karl, cuja vaga foi preenchida por Assan Ouédraogo, já depois das indisponibilidades de Marc-André ter Stegen e Emre Can e da referência ofensiva Serge Gnabry.

O defesa central Leonardo Balerdi deixou os trabalhos da campeã mundial e bicampeã sul-americana Argentina, ainda sem ter substituto anunciado, e juntou-se a Juan Foyth, vencedor em 2022, Valentín Carboni e Joaquín Panichelli.

Outras baixas conhecidas durante os estágios foram o neerlandês Jurriën Timber, o austríaco Christoph Baumgartner, o escocês Billy Gilmour ou o sueco Emil Holm, bem como Rocky Bushiri, que poderia defrontar Portugal pela República Democrática do Congo na jornada inaugural do Grupo K, e Alexander Djiku, treinado no Gana pelo antigo seleccionador luso Carlos Queiroz.

Antes do fim das provas de clubes, Hugo Ekitiké foi a única contrariedade clínica registada pela França, enquanto Pablo Barrios, Fermín López e Samu, campeão português ao serviço do FC Porto, abandonaram os planos da campeã europeia Espanha, a exemplo de Ben White e Jack Grealish na Inglaterra.

Se Xavi Simons é a ausência mais sonante dos Países Baixos, num contingente ampliado por Matthijs de Ligt, Stefan de Vrij e Jerdy Schouten, Dejan Kulusevski esteve lesionado durante a temporada inteira e não recuperou a tempo de poder representar a Suécia.

O Japão, através de Takumi Minamino e Kaoru Mitoma, o Gana, sem Mohammed Salisu e Mohammed Kudus, e a Jordânia, desfalcada de Yazan Al Naimat, também tiveram perdas importantes nos últimos meses.

Panorama similar afectou igualmente os três anfitriões do Campeonato do Mundo, ao abranger, entre outras potenciais soluções, Tanner Tessmann, Johnny Cardoso e Patrick Agyemang (todos dos Estados Unidos), Luis Malagón e Marcel Ruiz (ambos do México) ou Marcelo Flores (Canadá).

Quanto aos adversários de Portugal na primeira fase, e considerando só jogadores convocados nos últimos dois anos, a Colômbia não pôde chamar Cristián Borja, ex-defesa esquerdo de Sporting e Sporting de Braga.

Mario Stroeykens, cuja filiação junto da FIFA foi actualizada em 2025, ao transferir-se da Bélgica, e Silas Katompa estão à margem na República Democrática do Congo, ao passo que o Uzbequistão ficou sem Khusniddin Alikulov, habitual titular no centro da defesa, e Ibrokhimkhalil Yuldoshev.

Além de Portugal e Brasil, a lusofonia é representada por Cabo Verde, que está privado de Bruno Varela, antigo guarda-redes de Benfica, Vitória de Guimarães e Vitória de Setúbal, na sua estreia no Campeonato do Mundo.

A lista de indisponíveis pode continuar a aumentar nos próximos dias, na certeza de que algumas figuras da modalidade vão chegar à fase final restabelecidos ou na fase final de recuperação de lesões recentes, entre os quais o argentino Lionel Messi, o brasileiro Neymar, o espanhol Lamine Yamal e o francês Kylian Mbappé.

Das selecções que terão ausências nesta edição do Mundial de futebol, o Brasil e os Estados Unidos são os mais sacrificados, com sete jogadores lesionados, seguido pela Suécia, Arábia Saudita e Austrália com seis atletas de fora. Fecham o pódio Países Baixos e Japão desfalcados de cinco jogadores cada um.

Paraguai, Alemanha, Costa do Marfim, Argentina e Gana não terão quatro jogadores; México, Coreia do Sul, Marrocos, Equador, Egipto, Espanha, Jordânia e República Democrática do Congo não contam com três jogadores cada; República Checa, Bósnia-Herzegovina, Irão, Áustria, Escócia, Inglaterra e Uzbequistão estarão desfalcados de dois jogadores, enquanto África do Sul, Canadá, Suíça, Nova Zelândia, Cabo Verde, França, Iraque, Noruega, Argélia e Colômbia terão um jogador ausente por lesão.

Em sentido contrário, Qatar, Haiti, Turquia, Curaçau, Tunísia, Bélgica, Uruguai, Senegal, Portugal, Croácia e Panamá não têm nenhum jogador lesionado até ao momento.

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