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O Desportivo da Matola regressa ao Moçambola 20 anos depois, ou seja, desde 2004. Os “alvi-negros” suplantaram o Incomáti de Xinavane, com um agregado de 3-2, no conjunto das duas mãos da finalíssima. O Ferroviário de Nacala está, também, de volta à maior prova futebolística nacional. 

Está de novo na elite do futebol moçambicano. A caminhada de regresso começou a desenhar-se no jogo da primeira mão diante do Incomáti, em que venceu em casa por 3-2.  

Os “alvi-negros” confirmaram a sua presença no Moçambola, este domingo, após empatar sem abertura de contagem no jogo da segunda mão, selando, assim, a qualificação. Na sua última participação no Moçambola, em 2004, o Desportivo de Nacala terminou a prova na última posição com 21 pontos, num ano em que o campeão foi o Ferroviário de Nampula.  

Já pela Zona Norte, o Ferroviário de Nacala confirmou, também, este domingo, o regresso à maior prova do calendário futebolístico nacional. Os “locomotivas” da cidade portuária de Nacala ultrapassaram o Sporting de Nampula, com um agregado de 4-0 no conjunto das duas mãos, com o parcial de 3-0 e 1-0, respectivamente. 

Com o regresso do Ferroviário, Nacala passa a contar com dois representantes no Moçambola, uma vez que se irá juntar ao Desportivo. Os “locomotivas” de Nacala desceram de divisão no ano passado, tendo terminado a prova na décima posição, com 20 pontos.

 Já na zona Centro, o Chingale de Tete está em vantagem na finalíssima, tendo em conta que venceu o jogo da primeira mão, este domingo, frente ao Matchedje de Mocuba, por 1-0. O Chingale procura regressar à prova depois de assinar a sua última participação há sete anos, ou seja, em 2027. Nesse ano, os “canarinhos” quedaram-se na décima quarta posição, com apenas 17 pontos. 

 

Os jogos das meias-finais da Taça de Moçambique ZAP já tem datas e horas marcadas. Costa do Sol vs União Desportiva de Songo é a final antecipada marcada para terça-feira em Nampula. O jogo entre os Ferroviários de Maputo e da Beira, a outra meia-final, será na quarta-feira. A final está marcada para sábado.

Duas equipas da cidade de Maputo, uma da Beira e outra de Songo, procuram salvar a época com a conquista da segunda maior competição futebolística do país, a Taça de Moçambique ZAP.

Trata-se do Costa do Sol e Ferroviário de Maputo, pela cidade de Maputo, Ferroviário da Beira, de Sofala, e União Desportiva de Songo, que representa a província de Tete, que estarão numa disputa pelo canecão da segunda maior competição futebolística do país.

As quatro equipas disputam a “final four” na capital do norte, na cidade de Nampula, a partir da próxima terça-feira, de acordo com o comunicado de marcação de jogos da Federação Moçambicana de Futebol.

Assim, na terça-feira, 26 de Novembro, está marcada a partida entre Costa do Sol e União Desportiva de Songo, naquela que é a final antecipada da prova. Trata-se do jogo entre o segundo e o terceiro colocados do Moçambola 2024, que perderam o título para o actual detentor da Taça de Moçambique ZAP, a Black Bulls, que foi eliminada pelos canarinhos.

“canarinhos” e “hidrocarbonetos” foram os maiores perdedores do Moçambola-2024, depois de verem a Black Bulls recuperar nos últimos jogos da época, vencendo os jogos que tinha em atraso, e ultrapassar cada um dos perseguidores, terminado a turma de Songo na segunda posição e a formação de Matchiki Tchiki na terceira posição.

Na quarta-feira será a vez do embate entre “locomotivas”, que esta época não tiveram vapor suficiente para carburar com as restantes equipas no Moçambola-2024.

Ferroviário da Beira e Ferroviário de Maputo medem forças na busca de chegar à final da prova. As duas equipas não conseguiram terminar nos lugares do pódio do Moçambola e pode ser a oportunidade de chegarem à final e discutir o título.

As quatro equipas já conquistaram a prova, com destaque para o Costa do Sol que é o mais titulado com 13 troféus, seguido pelo Ferroviário de Maputo com seis conquistas. Ferroviário da Beira já levantou o troféu por três ocasiões, enquanto a União Desportiva de Songo tem apenas duas Taças de Moçambique.

As outras equipas que já conquistaram a prova são o Maxaquene (8 conquistas), Desportivo Maputo e Liga Desportiva de Maputo (2 cada uma), e Clube de Gaza, Ferroviário de Nampula, Matchedje de Maputo, Palmeiras de Beira, Atlético Muçulmano e Black Bulls, com um troféu cada.

A final da prova está marcada para sábado, também no Campo do Ferroviário de Nampula. Todos os jogos iniciam às 15h00.

O Benfica de Portugal recebeu e goleou o Estrela da Amadora por 7-0, em partida da quarta eliminatória da Taça de Portugal Placard, e apurou-se aos dezasseis-avos-de-final. O FC Porto joga esta noite diante do Moreirense, a partir das 21 horas de Maputo.

O Benfica não teve dificuldades para ultrapassar o seu adversário desta quarta ronda da Taça de Portugal, o Estrela da Amadora, 15º classificado da Liga Portuguesa.

Di Maria, numa jogada individual e a aproveitar ressaltos dentro da área, abriu o marcador no segundo minuto. Dois minutos depois, novamente Di Maria facturou, desta vez num remate de bicicleta, a ampliar o marcador.

O Estrela da Amadora fez pouco para incomodar a defensiva encarnada e viu Di Maria fazer o hat-trick ainda na primeira parte, depois de tirar um adversário do caminho.

O Benfica aumentou os números na segunda parte, numa jogada colectiva bem finalizada por Arturkoglu, aos 60 minutos. O resultado teve contornos de goleada quando Amdouni marcou, após passe de Otamendi.

Mas não era tudo! Artur Cabral ainda foi a tempo de fazer o bis, com mais dois golos, aos 86 e 90 minutos, fixando o resultado em 7-0.

O Benfica apura-se aos dezasseis-avos-de-final da Taça de Portugal, enquanto o FC Porto tem uma cartada difícil esta noite, diante do Moreirense, oitavo classificado da Liga Portuguesa.

 

O Ferroviário de Maputo, em seniores femininos, vai disputar de 6 a 15 do próximo mês, em Dakar, Senegal, a Liga Africana de Basquetebol. O clube moçambicano foi indicado pela FIBA-África para representar a Zona VI. 

Duas vezes campeão africano nas edições 2018 e 2019, por sinal o seu maior registo, o Ferroviário de Maputo volta à elite do basquetebol africano. O clube moçambicano vai procurar, de 6 a 15 do próximo mês, regressar ao topo da modalidade. 

O Ferroviário foi indicado pela FIBA-África para representar a Zona VI, em face de os outros clubes da região terem desistido da fase de qualificação para a prova, que deveria ser disputada em Maputo este mês. 

A prova contará com a participação de 10 equipas em representação de todas Zonas da FIBA-África, com destaque para o Sporting Clube de Alexandria do Egipto, actual detentor do título. 

Campeões nacionais das duas últimas edições da Liga Moçambicana de Basquetebol, ou seja, 2024/2025, os “locomotivas” vão à essa prova na máxima força, apesar de não poder contar com uma das suas mais experientes jogadoras, Odélia Mafanela, que se encontra lesionada. 

O interclube de Luanda é o clube com mais títulos africanos em seniores femininos, tendo já conquistado cinco troféus. O último título foi em 2016.

Duas das três equipas que vão ascender ao Mocambola-2025 serão conhecidas este domingo, quando se disputarem os jogos da segunda mão das finalíssimas das zonas Sul e norte do país. Ao nível da zona Centro joga-se a primeira mão da finalíssima, em Quelimane

 

Com a época futebolística nacional a caminhar para o seu final, às equipas que vão disputar o campeonato nacional do próximo ano também vão sendo conhecidas com a realização das finalíssimas regionais.
Sul e Norte encerram este domingo a disputa da finalíssima, enquanto no Centro arranca, este domingo, com a realização da primeira mão.
Canavial terá mais açúcar ou ficará preto e branco?

Na zona sul, a finalíssima é entre o Desportivo da Matola e o Incomati de Xinavane, ambas da província de Maputo e que deixaram para trás às equipas da cidade de Maputo, tidas como candidatas, nomeadamente Estrela Vermelha de Maputo e Maxaquene, para além das equipas de Inhambane e Gaza, esta última que não tem nenhum representante no Moçambola já lá vão três anos.

Depois da disputa da primeira mão, sábado passado, com o Desportivo da Matola a vencer em sua casa (casa emprestada da Liga Desportiva de Maputo), por 3-2, desta vez o jogo será no Canavial, em Xinavane.
Os “alvi-negros” da Matola querem segurar a vantagem mínima e regressar ao Moçambola quase 15 anos depois, e por isso terá que jogar todas energias para que esse objectivo se concretize.

O representante da cidade da Matola até recebeu apoio financeiro do respectivo presidente do Município da Matola, para que consiga está qualificação e coloque a segunda equipa da cidade no Moçambola.

Mas o resultado da primeira mão pode ser enganador para um possível fim da eliminatória, uma vez que ao Incomati basta uma vitória de uma bola sem resposta para se qualificar ao Moçambola, uma vez que em casa do adversário marcou dois golos. E vai, de certeza, usar essa arma para ir para cima do Desportivo da Matola.

Os “açucareiros” procuram o regresso dois anos depois da descida de divisão, num ano que estavam a atravessar uma crise financeira sem precedentes. Desta vez pode ser diferente e um regresso à prova máxima do futebol moçambicano é aposta da direcção.

Se para o campeonato provincial às duas equipas dividiram às vitórias, mas fora de portas, nomeadamente com o Incomati a vencer no campo do Desportivo da Matola por 3-1 e os “alvi-negros” a darem o troco no Canavial por uma bola sem resposta, desta vez, na finalíssima foi o contrário. A equipa da casa venceu na primeira mão.

Será que teremos vitória da equipa da casa? Ou os forasteiros vão contrariar a tendência?

“Leões” de Nampula procuram ressuscitar depois da trucidação da “locomotiva” de Nacala

Na zona norte parece não haver muito a se contar em relação a está finalíssima. É que o resultado da primeira mão pode ter definido a equipa que vai ascender ao Moçambola do próximo ano.

Em Nacala, a “locomotiva” local não teve meias medidas para trucidar um “leão” sem garras e sem forças para obter outro resultado. Foi uma vitória gorda, de 3-0 imposta pelo Ferroviário de Nacala ao Sporting de Nampula.

Este domingo, na capital de Nampula, o Sporting terá que fazer tudo e mais alguma coisa que não conseguiu fazer na primeira mão, para revirar a eliminatória e chegar ao Moçambola. Um Sporting de Nampula que não conseguiu se superiorizar diante do Ferroviário de Nacala dos dois jogos do campeonato da segunda divisão, uma vez que na primeira volta os nacalenses venceram por 3-1 e na segunda volta houve empate sem abertura de contagem.

Aliás, o Sporting de Nampula até terminou na terceira posição do campeonato provincial, mas beneficiou-se do facto de o Omhipiti Futebol Clube não ter terminado o processo de licenciamento de clubes para equipas da segunda divisão.

Mas o jogo da primeira mão demostrou claramente qual equipa está melhor estruturada e preparada para chegar ao Moçambola, daí que o Sporting de Nampula terá que contrariar está superioridade dos “locomotivas” de Nacala no jogo.

Zambézia e Tete lutam pelo Moçambola-2025

Por seu turno, ao nível da zona centro a disputa da finalíssima começa este fim-de-semana, com Matchedje de Mocuba e Chingale de Tete a procura do regresso ao Moçambola.

As duas equipas venceram os respectivos campeonatos provinciais com categoria, tiveram uma Poule de Apuramento, na fase regular, diferente uma da outra.

Por um lado o Chingale de Tete teve categoria para vencer a série A, numa disputa em que deixou para trás o FC da Beira, equipa que parecia que daria luta.

Já o Matchedje de Mocuba teve que usar, até, de estratégias extra-futebol, para conseguir o apuramento, numa luta com a Liga Desportiva de Sofala, tida como candidata ao apuramento. Teve que ser o jogo em repetição diante da turma de Sofala, para os “militares”assegurarem lugar na finalíssima.

Num frente a frente, “militares” de Mocuba e “canarinhos” de Tete procuram o regresso ao Moçambola.

O Chingale de Tete, despromovido do Moçambola em 2017, tentou por diversas vezes o regresso, mas sempre encontrou oposição de outras equipas da zona centro, que foram ascendendo, casos do Textáfrica do Chimoio, Ferroviário de Quelimane, Matchedje de Mocuba e Têxtil de Púnguè. Agora tenta o regresso numa disputa com o Matchedje de Mocuba, despromovido ano passado a segunda divisão.

Será uma eliminatória equilibrada, olhando para a grandeza das duas equipas e os objectivos de ambos na competição.

A primeira mão disputa-se este domingo, em Quelimane, sendo que a segunda mão será em Tete.

A Associação Black Bulls intensifica a preparação, tendo em vista o jogo da primeira jornada do Grupo “D” da fase de grupos da Taça CAF, frente ao Zamalek do Egipto. A partida entre as duas equipas será disputada dentro de uma semana, ou seja, na próxima quinta-feira. 

Os “touros” iniciaram os trabalhos, esta segunda-feira, depois de Hélder Duarte ter dado uma semana de descanso aos seus jogadores, após a conquista do Moçambola. 

A equipa ganhou reforço, com a integração dos cinco jogadores, que estiveram ao serviço da selecção, no caso Ernani, Nené, Chamboco, Martinho e Melque. A viagem do representante moçambicano para o Egipto está agendada para três dias antes do jogo. 

Recorde-se que esta é a primeira vez que a Black Bulls chega à fase de grupos das competições africanas. 

Os Mambas qualificaram-se pela segunda vez consecutiva para uma fase final de um CAN. Esta é a segunda vez que a selecção nacional se apura duas vezes seguidas para um Campeonato Africano das Nações, depois de 1996 e 1998. Para esta qualificação, os Mambas tiveram uma das melhores pontuações de sempre.
Moçambique está em festa com a qualificação dos Mambas para a sua sexta fase final de um Campeonato Africano das Nações, CAN. Uma história que está a ser feita de forma constante nos últimos anos, pelo menos desde que Chiquinho Conde assumiu as rédeas dos Mambas.
Aliás, Chiquinho Conde só sabe fazer história no comando da selecção nacional de futebol. Com a sua chegada aos Mambas, em 2021, Chiquinho só soma conquistas e, a cada competição, faz história para o país.
No seu primeiro objectivo, após a sua contratação, Conde qualifica os Mambas para a fase final do CHAN da Argélia, em 2022, oito anos depois, numa competição em que se apurou pela primeira vez para os quartos-de-final.
Ainda no mesmo período, o técnico consegue o seu segundo objectivo: devolver a selecção nacional à alta roda do futebol africano, nomeadamente a uma fase final de um CAN, nomeadamente ao CAN da Costa do Marfim, em 2023, 13 anos depois da última participação.
Mas não terminou por aí: depois da renovação de contrato, o Conde de Moçambique somou o terceiro grande objectivo: qualificar pela segunda vez consecutiva os Mambas para uma fase final do CAN, desta feita para Marrocos, em 2025.
Esta é a segunda vez que os Mambas conseguem dois apuramentos seguidos a um CAN, depois de o terem feito para os CAN de 1996 e 1998, respectivamente, na África do Sul e no Burkina Faso.
Chiquinho Conde consegue, assim, fazer o que nenhum outro seleccionador tinha conseguido com os Mambas em apenas três anos: duas qualificações para o CAN, uma qualificação para o CHAN, com uma passagem aos quartos-de-final, e uma caminhada a ser feita de forma tranquila na fase de apuramento ao Mundial de futebol.
Caminhada para Marrocos com apenas uma derrota
A qualificação para o CAN de Marrocos terá sido das mais tranquilas e menos penosas para os Mambas. Apesar de ter sido sorteada num grupo difícil, com Mali a ser cabeça-de-lista, Guiné-Bissau era tida como a selecção com a qual os Mambas iriam lutar pela segunda vaga. Havia contas a fazer com os Djurtus.
A caminhada começou em Setembro, com um empate fora de portas diante do Mali, a um golo, em Bamako, que abria muitas expectativas em relação à luta pelo apuramento. A Guiné-Bissau vencia Eswatini e era o primeiro líder do grupo.
Seguiu-se a vitória caseira diante da Guiné-Bissau por duas bolas a uma, que colocava os Mambas na liderança do grupo, com os mesmos quatro pontos do Mali, que também vencia Eswatini, mas à tangente.
Em Outubro foram dois jogos que podiam ter ditado a qualificação antecipada, sem depender de mais ninguém e sem passar por dúvidas. Afinal o adversário era a “frágil” selecção de Eswatini.
Porém, um empate caseiro a um golo deixou dúvidas em relação às expectativas de qualificação. No entanto, noutro jogo, Guiné-Bissau e Mali também empataram e deixaram tudo em aberto.
Na deslocação a Mbombela para defrontar Eswatini para a quarta jornada, os Mambas venceram por 3-0 e continuaram na liderança, ainda em igualdade pontual com Mali, que também vencera a Guiné-Bissau.
Em Novembro, os Mambas ainda estremeceram após derrota caseira diante do Mali, por uma bola sem resposta, mas foram agraciados pelo empate dos Djurtus diante de Eswatini, a um golo. Foi preciso esperar pelo último jogo, em Bissau, diante do directo adversário na luta pela qualificação, num jogo em que um empate servia para a qualificação para o CAN.
Chiquinho Conde não quis o empate e terminou com vitória por duas bolas a uma, fazendo a festa no mesmo palco onde há cinco houve tristeza, numa vingança servida fria.
Segunda melhor pontuação de sempre
Com a vitória na Guiné-Bissau os Mambas terminaram com 11 pontos, a segunda maior pontuação em fase de qualificação para o CAN, superada apenas pela qualificação de 1996, que terminou com 20 pontos. Na qualificação para o CAN 1998, os Mambas terminaram com 10 pontos, tal como no apuramento para o CAN 2023. Para o CAN de 2010, os Mambas somaram sete pontos e foram um dos quatro melhores terceiros de todos os grupos que garantiram a qualificação.
Ao todo, os Mambas marcaram nove golos e sofreram cinco, com Stanley Ratifo a ser o melhor marcador com três golos, marcados a Eswatini, na terceira e quarta jornadas, e Guiné-Bissau, na sexta jornada, seguido de Geny Catamo com dois golos apontados a Mali, na primeira jornada, e Eswatini, na quarta.
Ricardo Guima, Elias Macamo, ambos com golos apontados à Guiné-Bissau na segunda jornada, Dominguez, que marcou ao Eswatini na quarta jornada, e Bruno Langa, que marcou em Bissau, foram os outros marcadores dos Mambas.
RESULTADOS DOS MAMBAS NO GRUPO I
SETEMBRO
Mali 1-1 Moçambique
Moçambique 2-1 Guiné-Bissau
OUTUBRO
Moçambique 1-1 Eswatini
Eswatini 0-3 Moçambique
NOVEMBRO
Moçambique 0-1 Mali
Guiné-Bissau 1-2 Moçambique
CLASSIFICAÇÃO GRUPO I
JVEDGMGSP
1. Mali 6 4 2 0 10 1 14
2. Moçambique 6 3 2 1 9 5 11
3. Guiné-Bissau 6 1 2 3 4 6 5
4. Esswatini 6 0 2 4 2 13 2

Os Mambas estão no CAN de Marrocos. A selecção nacional venceu a sua congénere da Guiné-Bissau por 2-1, qualificou-se ao CAN de Marrocos, e vingou-se da eliminação de 2019, em pleno Estádio Nacional 24 de Setembro, em Bissau. Bruno Langa lançou um míssil e Ratifo teve a cabeça no lugar para colocarem o combinado nacional na fase final de um CAN pela sexta vez e segunda consecutiva

Chiquinho Conde já dizia que é difícil vencer no Estádio Nacional do Zimpeto e prometeu que fora a selecção iria vencer. Profecia ou não, Conde voltou a ter razão e os Mambas venceram, fora de portas, e garantiram a qualificação ao Campeonato Africano das Nações, CAN-2025.

Não foi preciso muito. Num jogo em que um empate servia, Conde havia garantido que a selecção não entraria para jogar pelo empate, mas pela vitória. Uma vitória que acabou por ser tão doce quanto mel, num estádio onde choramos uma eliminação, e ontem, fizemos a festa da qualificação.

 

Mudanças e entrar a vencer

Chiquinho Conde fez as alterações necessarias para colocar uma selecção mais ofensiva, com objectivo claro de pressionar o adversário e criar oportunidades de golos. Da equipa inicial que defrontou Mali foram três as alterações promovidas por Chiquinho Conde, nomeadamente as saídas de Nené, Dominguez e Clésio, entrando para os seus lugares Alfonso Amade, Pepo e Gildo.

Assim, os Mambas entraram de início com Ernan na baliza, Bruno Langa e Infren nas laterais, Reinildo e Mexer no centro da defesa. O primeiro tampão era feito por Alfonso Amade e Ricardo Guima, como pivôs, enquanto Pepo fazia o papel de Dominguez no centro do campo, com Gildo na esquerda e Geny na direita, em apoio a Ratifo, o avançado de referência.

O objectivo e plano de Chiquinho Conde até deu certo, uma vez que os Mambas não deram espaços para os Djurtus nos instantes iniciais e estiveram na frente, a jogar de igual para igual. E o resultado começou a fazer sentido ainda cedo, quando ao minuto nove Bruno Langa disferriu um canhão do meio da rua que só parou no fundo das malhas de Manuel Balde.

Ainda cedo e os Mambas já vencia e provocavam mais pressão e nervosismo nos Djurtus.

Com o nervosismo da Guiné-Bissau, os Mambas aproveitavam para controlar e ter mais posse de bola, perante vários protestos dos adeptos nas bancadas a cada jogada mal executada. Nem mesmo quando a defensiva dava algum espaço aos Djurtus, os seus avançados não conseguiam acertar com a baliza de Ernan, o que dava mais confiança aos moçambicanos.

Perto do final da primeira parte os Mambas começaram a dar mais espaços a Guiné-Bissau, que começou por ameaçar num cabeceamento de Mama Baldé, após corte defeituoso de Ernan, num canto, por cima.

Depois uma má abordagem de Mexer, que tentou atrasar para Ernan, que não consegue o domínio e oferece o pontapé de canto. Do canto Ernan se faz à bola e Betuncal cabecea para o fundo das malhas, a empatar o jogo, aos 41 minutos.

Galvanizada a selecção da Guiné-Bissau, e com apoio do árbitro, começou a encomodar mais a zona defensiva dos Mambas, sem contundo voltar a marcar.

O intervalo chegou com o empate a prevalecer e com muitas dúvidas em relação a o que Chiquinho Conde iria fazer na segunda parte.

 

Estancar acção ofensiva da Guiné-Bissau e novamente os Mambas a marcarem

Chiquinho Conde viu o desgaste dos jogadores moçambicanos no final da primeira parte e a subida das linhas por parte da Guiné-Bissau e, por isso, não pensou duas vezes e começou a fazer alterações, com saída de Pepo e a entrada de Nené, com intuíto de estancar a acção ofensiva.

Reforçou a defesa e permitiu que a equipa subisse para pressionar o seu adversário e, tal como na primeira parte, os Mambas entraram a marcar. Canto da esquerda cobrado por Geny Catamo para a cabeça de Ratifo que não dispediçou.

Novamente Moçambique na frente do marcador e a Guiné-Bissau atrás do prejuizo.

Mas desta vez Moçambique não jogou na defensiva e continuou na frente. Geny ainda sofreu uma falta dentro da área, mas o árbitro não assinalou a grande penalidade.

O seleccionador nacional começou a pensar no tempo e no resultado e apostou em defender ainda mais, tirando Ratifo no ataque e colocar no seu lugar Chamboco, a permitir uma nova dupla de centrais, agora entregue a Mexer e Chamboco, com Reinildo a descair para a esquerda e Bruno Langa a subir no terreno. Depois foi Gildo a sair e ceder seu lugar a Clésio Baúque.

Nessa altura a selecção de Moçambique controlava os acontecimentos no relvado, a aproveitar a desconcentração dos Djurtus, que não encontravam soluções para reverterem o resultado.

Guima acabou saindo lesionado e no seu lugar entrou Dominguez, que em pouco tempo começou a empurrar a equipa para frente, lançando por duas vezes Clésio Baúque, que teve oportunidades de marcar, mas sem acertar com a baliza de Manuel Baldé.

Nem mesmo a pressão no final do encontro fez os Mambas vergarem e no final houve festa no mesmo palco que há cinco anos foram choros. Uma vingança bem servida e uma Boa Morte ao Luís, o seleccionador guineense.

Estamos novamente num CAN, depois de 1986, 1996, 1998, 2010 e 2023. Desta vez, com uma selecção ainda mais forte, os Mambas terão algo a dizer na fase final de Marrocos.

Até lá Marrocos!

A selecção francesa venceu a sua congénere da Itália por três bolas a uma, naquele que foi o jogo grande da jornada 6 da Liga das Nações. Com este resultado, as duas selecções estão qualificadas para os quartos de final da competição.

A precisar de vencer por dois golos de diferença, para terminar em primeiro lugar, a equipa de Didier Deschamps entrou muito cedo a vencer no jogo com o golo de Rabiot. O segundo golo dos gauleses surgiu ao minuto 33 com o autogolo de Guglielmo Vicario. 

A Itália ainda deu incerteza ao resultado final com o golo de Andrea Cambiasso. Rabiot ao minuto 65 fez o resultado final.

A Inglaterra, por sua vez, venceu a Irlanda por 5-0 e ascendeu ao grupo A da competição. O inevitável Harry Kane entrou na lista dos marcadores. 

A Noruega conseguiu a ascensão ao grupo A da Liga Das Nações. Erling Haaland fez um Hat-Trick  e ajudou a sua seleção a chegar à elite do futebol europeu que beneficiou do empate da Áustria com a Eslovenia. 

A Áustria vai tentar subir ao grupo A, via Play off.

 

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