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O Presidente da República, Filipe Nyusi, garante que Moçambique terá uma Arena Multiusos, para as modalidades de salão. O Governo moçambicano já garantiu um financiamento de 30 milhões de dólares, o correspondente a 192 mil milhões de meticais para a materialização do projecto. 

O pavilhão do Maxaquene, por sinal a catedral das modalidades de salão, sobretudo basquetebol, começa a ceder a pressão e reclama por uma reabilitação de raiz. Mas a construção de uma nova infra-estrutura constitui a melhor saída para o Governo e há garantias do Presidente da República.

“Sinto-me mal de presidir um país que não tem arena como deve ser. Fizemos um esforço agora com os irmãos da Nigéria, mas o processo está a correr, porque eles querem um projecto (…) mas para a continuar a seguir esse processo, que vai acontecer, porque tem alguns compromissos que já assumiram”, disse Filipe Nyusi. 

Apesar de já se ter garantido o financiamento, o projecto ainda continua no papel. O Secretário de Estado do Desporto explica que ainda há muitos passos a serem seguidos.

“Há um trabalho todo de engenharia e de arquitectura, da escolha do espaço, da interacção com o nosso parceiro da Argélia, que é a agência de desenvolvimento da Argélia (…) portanto, é um processo que leva o seu tempo. E nós estamos sempre em movimento, esta semana estivemos a interagir com a agência e com o conselheiro do chefe de Estado, uma das pessoas que está envolvida no processo”, explicou o secretário de Estado de Desporto, Gilberto Mendes. 

A arena poderá ser erguida no espaço do Estádio Nacional do Zimpeto.

O Presidente da República recebeu, hoje, as atletas do Ferroviário de Maputo, vencedoras da Liga Africana de Basquetebol, em femininos, e da Universidade Pedagógica de Maputo, campeãs da Zona VI em voleibol de sala, também em femininos.

As comemorações da conquista do troféu mais cobiçado por clubes de basquetebol feminino ao nível do continente africano continuam e, esta quarta-feira, foram na Presidência da República. As campeãs de fresco, acompanhadas pela equipa técnica e pelo PCA da empresa Caminhos de Ferro de Moçambique, exibiram a taça ao Chefe do Estado moçambicano.

Durante a interacção com Filipe Nyusi, o técnico das “locomotivas”, Nasir Salé, partilhou uma visão que afirma ser importante  para o desenvolvimento da modalidade.

Antes das “locomotivas” de Maputo, o Presidente da República recebeu a equipa da Universidade Pedagógica de Maputo, vencedora do torneio regional da Zona VI de voleibol de sala em femininos. 

Num ambiente informal, o Presidente da República ouviu as experiências que as atletas viveram e alguns anseios que gostavam de ver implementados no solo pátrio.

Filipe Nyusi mostrou-se  feliz com o desempenho das duas equipas, que saíram da Presidência com a missão de trazer mais glórias ao país.

Kadre, da Associação Black Bulls, é o melhor jogador e marcador do Moçambola, segundo a lista divulgada, esta terça-feira, pela Liga Moçambicana de Futebol. O capitão dos “touros” já tinha sido eleito melhor jogador da primeira volta em Setembro.

Já foram encontrados os vencedores das categorias individuais e colectivas do Moçambola referente a época 2024. A Liga Moçambicana de futebol divulgou, esta terça-feira, a lista dos laureados. Kadre, da Associação Black Bulls, é o maior vencedor nas categorias individuais, ao ser eleito melhor jogador e marcador da prova. 

O capitão dos “touros”, que foi uma das peças-chave para a conquista do Moçambola pela Black Bulls contribuindo com um total de 14 golos, já tinha sido eleito melhor jogador da primeira volta da prova em Setembro.  Eis a lista dos vencedores por categoria.

 

O atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid e da selecção brasileira, foi eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, em 2024. Vini recebeu o prestigiado prémio “The Best”.

 Uma conquista que compensa a derrota de Vini Jr, perante o espanhol Rodri, do Manchester City e da selecção espanhola, na Bola de Ouro, em Outubro. 

Em seu discurso, o jogador relembrou as suas origens humildes nas ruas de São Gonçalo, Rio de Janeiro. “Era uma criança que só jogava bola descalço nas ruas de São Gonçalo, perto da pobreza e do crime e poder chegar aqui é algo muito importante para mim, que estou fazendo por muitas crianças, que acham que tudo é impossível e que não podem chegar até aqui”. 

O craque também agradeceu todo o apoio que tem recebido “Não poderia deixar de agradecer a minha família que deixou de viver o sonho dela, para viver o meu. E fizeram de tudo para que eu pudesse chegar até aqui.  Quero agradecer ao presidente, ao mister Carlito, que sempre me apoiou muito e ao Júnior por ter acreditado em mim, quando eu tinha apenas 16 anos. E agora ao meu time, eles fizeram-me acreditar que eu poderia fazer a diferença e fazer grandes coisas junto com eles, na comunidade. Quero seguir aqui muito tempo jogando no Real Madrid, que é o melhor clube do mundo”, disse. 

Vinícius José Paixão de Oliveira Júnior é um futebolista brasileiro, que actua como ponta-esquerda e, actualmente, joga pelo Real Madrid e pela selecção brasileira. Em 2017, o atacante entrou na história do futebol mundial, quando, com 16 anos, foi vendido pelo Flamengo ao Real Madrid, por 45 milhões de euros. Este valor representou, à época, a segunda maior venda da história do futebol brasileiro, atrás apenas da venda de Neymar. No dia 28 de Maio de 2022, foi autor do golo que deu o 14° título de Liga dos Campeões da UEFA ao Real Madrid.

Jogadoras, equipa técnica e dirigentes do Ferroviário dizem que a conquista da Liga Africana de Basquetebol é resultado do trabalho árduo desenvolvido pelo grupo de trabalho. A delegação do Ferroviário de Maputo  foi recebida em ambiente de festa, esta terça-feira,  no Aeroporto Internacional de Mavalane.

Entre sorrisos que venceram o cansaço de quem cumpriu uma escala cansativa no regresso ao país, calorosos abraços e a exibição do troféu mais desejado de África ao nível de clubes, as rainhas da Liga Africana de Basquetebol (WBLA), nova versão da Taça dos Clubes Campeões Africanos, pisaram o solo pátrio. Rodeadas de um contagiante, prestigiante e estimulante ambiente de reconhecimento do feito alcançado no pavilhão Marius Ndiaye, domingo, 15 de Dezembro de 2024. Precisamente, e para quem tem  boa  memória, quatro anos depois de terem conquistado o seu segundo título continental de clubes no Cairo Indoor Stadium, no dia 15 de Dezembro de 2019! Coincidência! Talvez, sim. Talvez, não.  Facto, facto mesmo,  é que o Terminal Internacional do Aeroporto de Mavalane testemunhou, no seu bojo, momentos festivos com adeptos, dirigentes, familiares e amigos dos campeões africanos de basquetebol a renderem homenagem à delegação do Ferroviário de Maputo. Dança, aplausos e rasgados elogios foram elementos convocados para agradecer quem carregava, na bagagem, pois claro, o orgulho de ter representado o país  com perfeição na maior prova de clubes do continente. E, acima de tudo, recolocou a Nação no topo do basquetebol africano. Onde, por mérito, tem lá estado.  

Não há glória sem números e recordes. E os números, em África, jogam a favor de Nasir Salé que conquistou o seu quarto título continental de clubes. Isto depois de ter levado o Desportivo de Maputo ao primeiro lugar em 2007, em Maputo, e 2008, no Quénia,  e à extinta Liga Desportiva em Abidjan, Costa do Marfim, em 2012. Abidjan voltava a ser talismã para o basquetebol moçambicano, diga-se, porquanto testemunhara igualmente a consagração da Académica. 

Chegar, ver e vencer em Dakar, Senegal, foi também possível até pela sensibilidade de quem trabalha nos bastidores. E, num ano de celebração dos 100 anos, nada melhor que encaixar mais um reconhecido título.  

A Associação Black Bulls vai jogar com o Enyimba da Nigéria no dia 2 de Janeiro, na cidade de Uyo, Estado de Akwa Ibom. Este jogo conta para a terceira jornada do grupo D da fase de grupos da Taça CAF.

O representante moçambicano nas competições africanas segue viagem para a Nigéria no dia 2 de Janeiro, devendo cumprir três escalas nesta deslocação.

A partida entre o Enyimba e a Associação Black Bulls está marcada para o Godswill Akpabio International Stadium, infraestrutura com capacidade para 30 000 mil espectadores.

Os touros ocupam a segunda posição com quatro pontos, os mesmos que o Al Masry do Egipto. O Zamalek lidera o grupo com sete pontos. Lanterna vermelha, o Enyimba da Nigéria soma apenas um ponto.

Ademola Lookman, avançado da Atalanta, foi considerado o melhor jogador africano do ano, sucedendo, assim, a Victor Osimehn, vencedor da edição passada. O avançado nigeriano, que nasceu em Londres, destacou-se pela Atalanta em 2023/24, clube no qual conquistou a Liga Europa, onde apontou um brilhante “hat-trick” na final da competição. 

Lookman ajudou também a Nigéria, à data de José Peseiro, a chegar à final do CAN em 2024. O jogador da Atalanta já havia sido o único africano nos 30 finalistas da Bola de Ouro, troféu no qual ficou na 14ª posição. Depois de ter apontado 17 golos e dez assistências em 23/24, já leva onze golos e cinco assistências na presente temporada.

Para vencer este prémio, Lookman ultrapassou a concorrência de Achraf Hakimi, Serhou Guirassy, Simon Adingra e Ronwen Williams, os outros quatro finalistas ao troféu mais prestigiante do futebol africano. 

“Quero dizer a todas as crianças e a todas as pessoas que acompanham esta cerimónia: não se deixem levar pelos fracassos, nem cortem as suas asas, transformem a sua dor em poder e continuem a voar”, disse o nigeriano.

Barbra Banda, da Zâmbia, atleta da equipa norte-americana do Orlando Pride, ganhou o prémio feminino. Banda foi reconhecida pelos golos marcados no Orlando Pride e por seu país. Banda marcou quatro golos pela Zâmbia, nas Olimpíadas de Paris de 2024, incluindo um “hat-trick” na derrota, na fase de grupos, para a Austrália. 

Fazem parte do melhor, em masculinos onze, os jogadores André Onana (Camarões), Achraf Hakimi (Marrocos), Kalidou Koulibaly (Senegal), Chancel Mbemba (Congo), Mohammed Kudus (Gana), Sofyan Amrabat (Marrocos), Franck Kessie (Costa do Marfim), Yves Bissouma (Mali), Mohamed Salah (Egito), Victor Osimhen, Ademola Lookman (ambos da Nigéria). 

Emerse Faé, que pegou numa Costa do Marfim descrente na Taça das Nações Africanas para a levar ao título continental, foi eleito o melhor treinador africano de 2024. 

A distinção feminina foi para a marroquina Lamia Boumehdi, que levou o TP Mazembe, da República Democrática do Congo, ao seu primeiro título de campeão africano: por arrasto, a sua equipa foi igualmente distinguida como a melhor. O angolano Agostinho Mabululu foi o autor do golo do ano.

A Black Bulls encerra a primeira volta da fase de grupos da Taça de CAF, também conhecida como Taça Nelson Mandela, na segunda posição e na luta por um lugar na outra fase da competição.

Os “touros” são segundo colocados com quatro pontos, os mesmos do Al-Masry do Egipto, frutos de todos resultados possíveis num jogo de futebol, nomeadamente a derrota, na primeira jornada, o empate na segunda jornada e a vitória, a fechar a primeira volta.

O arranque comprometedor não fez estremecer a equipa moçambicana, que sofreu uma derrota de duas bolas sem resposta na primeira jornada, diante do detentor da Taça CAF, o Zamalek do Egipto, mas acreditando que o sonho ainda é possível de acontecer.

Com dois jogos em casa, a obrigação de vencer era maior, ainda que a defrontar equipa já talhadas nas competições africanas. O empate diante do Al-Masry, também do Egipto, abriu ainda as esperanças de dias melhores e, no jogo do último domingo, diante do Enyimba da Nigéria, duas vezes vencedor da Liga dos Campeões africanos e duas vezes vencedor da Supertaça africana, foi o tirar do todo medo.

Assim, são quatro pontos somados, que colocam a equipa na segunda posição, a beneficiar dos quatro golos marcados e três sofridos, contra os três marcados e dois sofridos do Al-Masry.

Na segunda volta, a Black Bulls pretende fazer cada vez melhor, nomeadamente ir a Nigéria para vencer e somar mais três pontos e se colocar ainda mais nos lugares de apuramento.

“Dia 5 de Janeiro é mais um capítulo dessa jornada. Vamos entrar em campo com a determinação de vencer, porque não jogamos apenas por nós, jogamos pelo orgulho e pela esperança de uma nação”, escrevem os “touros” na sua página do facebook.

Para esta empreitada, a equipa treinada por Hélder Duarte vai deixar Maputo no dia 02 de Janeiro, devendo realizar duas sessões de treinos em Abuja, antes do embate do dia 05, a contar para a quarta jornada.

No outro jogo, as duas equipas do Egipto, Al-Masry e Zamalek, jogam entre si.

A Liga Moçambicana de Futebol (LMF) cancelou a realização da Gala de Premiação dos melhores do Moçambola, evento que estava agendado para este mês, em Maputo. Segundo a LMF, a decisão deve-se à actual situação que o país atravessa, marcada por protestos pós-eleitorais

A crise pós-eleitoral que se vive em Moçambique continua a parar muitas actividades públicas e privadas, agora com destaque para actividades desportivas. Depois do cancelamento da Gala Awards da Federação Moçambicana de Futebol, que iria galardoar e reconhecer os que mais se destacaram ao nível da modalidade, desta vez é a Liga Moçambicana de Futebol a cancelar a sua Gala.

Trata-se de uma gala que iria galardoar os melhores do Moçambola 2024, desde o campeão nacional, vice-campeão e o terceiro lugar, ao nível colectivo, bem como as premiações individuais.

No nível colectivo serão premiados a Black Bulls, campeão nacional, que vai receber uma taça, medalhas e um prémio monetário de 7.5 milhões de meticais, a União Desportiva de Songo, vice-campeão nacional, que vai receber 3 milhões de meticais, e o Costa do Sol, terceiro classificado, que vai receber um prémio monetário de 1.5 milhões de meticais.

No capítulo individual, as categorias da premiação serão do Melhor Jogador, que deve ser Kadre, oito vezes eleito melhor em campo (Man of the Match), Melhor Marcador, no caso Kadre, que teve 14 golos apontados, Guarda-redes Menos Batido, que poderá ser Germano, que em 16 jogos sofreu 10 golos, ou Joaquim Tsambe, que em 20 jogos sofreu 16 golos, quase com a mesma média, o Melhor Treinador, que poderá ser o português ao serviço da Black Bulls, Hélder Duarte, e o Melhor Árbitro, a ser nomeado pela Comissão Nacional dos Árbitros de Futebol, CNAF, dentro das suas análises.

Mas há, também, a premiação para os jornalistas que cobriram as emoções do Moçambola, nomeadamente imprensa escrita, rádio, televisão, digital e fotojornalista. 

A informação foi dada ao nosso Jornal pelo presidente da LMF, Alberto Simango Júnior, que reconhece que o momento de instabilidade social provocada pelas manifestações violentas que acontecem depois das eleições de 9 de Outubro forçam o organismo que dirige a ser contido em actos de celebrações.

O presidente da Liga Moçambicana de Futebol, Alberto Simango Jr., citado pelo Jornal Notícias, disse que foi uma decisão tomada após analisar a crise que se vive no país. “A LMF e a HCB chegaram ao entendimento de que o momento que o país vive não nos permite fazer uma festa que tenha música e que incida sobre a distribuição de cheques gigantes mostrando somas de dinheiro. Não é que queremos esconder qualquer coisa que seja. Apenas julgamos que é preciso sermos contidos”, disse.

Simango Jr. diz ainda que este é um momento sensível que todos atravessam, enquanto país e, por isso, “optamos pela contenção. A Gala dos prémios foi cancelada e julgamos ser uma decisão acertada”, frisou.

Para o dirigente, a LMF, em parceria com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), empresa que financia os prémios, estão a finalizar o processo burocrático para que todos os contemplados nos prémios recebam os valores devidos.

Assim, os vencedores da maior prova futebolística nacional, tanto colectivos como individuais, em diversas categorias, poderão receber os valores nas suas respectivas contas. 

“O patrocinador, HCB, garantiu que, assim que receber da LMF a lista dos nomes e contas bancárias de todos os atletas e clubes premiados, procederá com as transferências dos valores”, disse Simango Jr., para depois realçar que a medida de deixar tudo com a HCB é para “salvaguardar a flexibilidade do processo de pagamento dos premiados”, por isso que desde o início do campeonato deixou-se a tarefa com o patrocinador.

Deste modo, ainda de acordo com o presidente da Liga Moçambicana de Futebol, “assim que terminar o processo de certificação de quem venceu nas diversas categorias, a LMF vai enviar os nomes e contas bancárias à HCB para fazer os pagamentos”, disse, ainda citado pelo Jornal Notícias.

Em setembro, a Liga Moçambicana de Futebol realizou a gala de premiação da primeira volta, em que foram distinguidos o melhor jogador, marcador, guarda-redes, treinador e árbitro. 

No entanto, o acto será feito sem que seja num evento solene, projectado desde o início do campeonato.

Recorde-se que o Moçambola 2024 teve a participação de 12 equipas, tendo descido uma equipa para a segunda divisão, e subido três equipas a prova do próximo ano, que será disputado por 14 equipas.

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