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O País – A verdade como notícia

A estreia da selecção nacional de basquetebol sénior feminino, no chamado grupo da morte, realiza-se no sábado diante da toda a poderosa Nigéria, mas, dia seguinte, há um rival duro de roer: Angola. Rezam as crónicas que os duelos entre Moçambique e Angola são sempre apetecíveis.

Rezam as crónicas que, a 29 de Setembro de 2013, na catedral do basquetebol moçambicano, Moçambique e Angola decidiram o título de campeão africano de selecções em seniores femininos. Qual ovo de Colombo, a catedral do basquetebol moçambicano não teve espaço nem para mais uma agulha. Palco montado, motivação em alta. Pudera! À partida, só pela qualificação para a final, Moçambique e Angola já haviam assegurado a presença inédita no Mundial da modalidade, disputado na Turquia, em 2014.

Jogo equilibradíssimo com o conjunto orientado por Nasir “Nelito” Salé a vencer o primeiro quarto por um parcial de 16-15. Mais do mesmo no segundo quarto, com as angolanas, então orientadas por Aníbal Moreira, a conseguirem um parcial de 15-14. O terceiro quarto foi menos conseguido pelas moçambicanas que perderam por quatro pontos: 15-14. Ajustes defensivos feitos, Moçambique mais esclarecido ofensivamente a controlar o decisivo quarto com um parcial de 14-8. Foi-se ao tempo extra, cometeram menos erros as angolanas nos momentos decisivos, fazendo o parcial de 10-7. Gelou a “catedral”, mas ficou espalhado o perfume de Moçambique. No cinco ideal da prova, Leia “Tanucha” Dongue, considerada buzzer beat pela FIBA e segunda melhor ressaltadora da prova com 64 “rebounds”, e Deolinda Ngulela, base que terminou com mais assistências na prova: 43, média de 8 por jogo. As angolanas apresentaram-se, nesta prova, com o seguinte 12: Astrida Vicente, Catarina Camufal, Clarisse Mpaka, Felizarda Jorge, Fineza Eusébio, Luísa Tomás, Madalena Felix, Nacissela Maurício, Nadir Manuel, Ngiendula Filipe, Sónia Guadalupe e Whitney Miguel.

 

A DESFORRA

Estava escrito! Sentia-se que Moçambique faria a desforra. E tal aconteceu a 25 de Agosto de 2017, nos quartos-de-final do “Afrobasket”. No acesso às “meias”, em jogo de “loucos”, a selecção nacional de sénior feminino derrotou Angola por 61-47 e carimbou o passaporte para as meias-finais, fase na qual caiu aos pés do Senegal. As angolanas até entraram melhor na quadra, controlando o primeiro quarto com um parcial de 16-6. Já no segundo quarto, equilibrado, Moçambique condicionou as angolanas e venceu por 17-4. Dominador, Moçambique conseguiu uma vantagem de oito pontos ao cabo do terceiro quarto: 22-14. O quarto, já controlado por Moçambique, teve o parcial de 13-16.

Com um duplo-duplo (27 pontos e 14 ressaltos), Leia Dongue foi a melhor unidade de Moçambique nesta partida nos 38:43 minutos na quadra. Tanucha teve um registo de 12 em 26 nos lançamentos de campo (46.2%), 11 em 24 nos tiros curtos (45.8%) e 2 em 3 na linha de lances livres (66, 8 %).

Dongue foi secundada, nesta partida, pela extrema Elizabeth Perreira que contabilizou 12 pontos em 28:34 minutos na quadra.

Elizabeth Perreira foi determinante ao defender Italee Lucas, jogadora mais desequilibrada da selecção angolana. Aliás, não é por acaso que até terminou o jogo com 18 pontos e sete ressaltos em 34:12 minutos na quadra.

Em termos globais, Moçambique apresentou-se com 29.7% nos lançamentos de campo (22 em 74), 20.6% nos tiros exteriores (7 em 34), 76% de aproveitamento na linha de lances livres (10 em 13), 58 ressaltos dos quais 24 ofensivos e 34 defensivos, 15 assistências e 22 perdas de bola e 10 “steals”.

Já as angolanas registaram 20.3% nos lançamentos de campo (13 em 64), 20% (5 em 24), 80% na linha de lances livres (16 em 20), 43 ressaltos dos quais 18 ofensivos e 25 defensivos, seis assistências e 15 roubos de bola.

Uma coisa é certa: Angola teve muitos furos abaixo do que seria de esperar nas duas últimas edições do “Afrobasket”, terminando fora do pódio.

Qual Fénix, Angola quer renascer das cinzas nesta edição do Campeonato Africano de Basquetebol e voltar a entrar no top 4 da competição.

No seu historial, o adversário de Moçambique na segunda jornada do grupo “B” do “Afrobasket” feminino já disputou o torneio de qualificação olímpica em 2008, na Espanha, mas o seu saldo não de uma vitória e três derrotas.

Um dado a reter é que mais de metade da equipa angolana que vai para o “Afrobasket 2021”, escreve o site da FIBA, já jogou pelas selecções de formação. A título de exemplo estão Rosa Gala, Fineza Eusébio e Nadir Manuel.

É preciso referenciar que a longa estrada para o brilharete da selecção angolana de basquetebol foi marcada por bons e maus momentos com o alcance do terceiro lugar em 2007 e 2009.

Figura incontornável desde que se naturalizou angolana, Italee Lucas tem dominado e conduzido Angola, sendo actualmente uma das melhores bases armadoras do continente. Poderia ter feito a sua estreia no “Afrobasket” feminino em 2015, depois de semanas a treinar com as suas companheiras de selecção, no entanto uma decisão administrativa impediu-a de jogar em Yaoundé, onde as angolanas terminaram em quarto.

Outros nomes importantes incluem as únicas duas vezes africanas no seu plantel – Fineza Eusébio e Nadir Manuel -, mas também Clarisse Mpaka e Whitney Miguel, que ajudaram Angola a vencer a edição de 2013 do torneio em Maputo.

Ana Gonçalves é uma atiradora a ter em conta, tendo ficado de fora do “Afrobasket” 2019, em Dakar, Senegal.

Walter Costa é o homem que sucedeu a Apolinário Paquete no cargo de seleccionador nacional de basquetebol sénior feminino de Angola.

Costa é um ex-internacional de Angola, tendo representado o seu país nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004 e alinhou-se ao Mundial de Basquetebol de 2002, em Indianápolis.

Ex-base armador, Walter Costa foi um dos assistentes do “coach” de Will Voigt nas eliminatórias para o Mundial de basquetebol masculino de 2019 e também na fase final da prova, na China.

Costa foi, recentemente, campeão nacional de basquetebol sénior feminino com o D’Agosto, conjunto “militar” que se reforçou com as internacionais basquetebolistas moçambicanas Onélia Pérola Mutombene e Tamara Seda.

As angolanas contam, na sua estrutura, com sete atletas que evoluíram no “Afrobasket” 2019. Há a assinalar a ausência de Ngiendula Filipe e a estrela em ascensão Alexia.

ANGOLA CHEGOU PRIMEIRO AO PALCO DA PROVA

O adversário de Moçambique na segunda jornada do grupo “B” do “Afrobasket” 2021 desembarcou terça-feira, em Yaoundé, palco do “Afrobasket”.

As campeãs africanas de 2011 e 2013 realizaram, ainda esta quarta-feira, o treino de adaptação ao piso do Pavilhão dos Desportos de Yaoundé.

Nesta empreitada, Walter Costa, seleccionador nacional de basquetebol de Angola, contará com as atletas Italee Lucas, Fineza Eusébio, Rosemira Daniel, Rosa Gala, Ana Gonçalves, Clarice Mpaka, Whitney Miguel, Nadir Manuel, Angelina Golome, Cristina Matiquite, Avelina Peso e Denise Pascoal.

O ex-base armador deixou de fora as jogadoras Márcia de Carvalho, Edvânia Pascoal e Eduarda Gabriel.

As angolanas cumpriram um período de preparação de 45 dias, tendo realizado um total de nove jogos de controlo, sendo que, no último, derrotaram o conjunto de cadetes do  1º de Agosto, por  106-45. Walter Costa disse, em entrevista ao Jornal de Angola, que a preparação podia ter sido melhor.

Por sua vez, Jacqueline Francisco, seleccionadora nacional-adjunta de Angola e antiga internacional por este país reconheceu que o grupo é forte.

“Para sonharmos com um lugar no pódio, vamos ter de superar selecções como a Nigéria, Mali, Senegal e Moçambique, sem qualquer desrespeito para as outras equipas que têm estado a emergir nos últimos anos”, disse em entrevista ao Jornal de Angola. E acrescentou: “A Nigéria é uma selecção liderada pela base Ezinne Kalu, excelente nos lançamentos de curta e longa distância, muito forte num um contra um que se destaca também pelas assistências. Tem também Adaora Elonu que joga em Espanha e já representou o 1º de Agosto. Tem qualidade inquestionável. Portanto, vamos ter jogos difíceis na fase de grupos”.

A selecção nacional de futebol dos sub-20 arrancou com os trabalhos de preparação com vista a defesa do título regional da Cosafa conquistado ano passado. Dário Monteiro diz que não será tarefa fácil a revalidação do título, tendo em conta que não há competição no país.

Os Mambinhas dos Sub-20 conquistaram o torneio regional da Cosafa em Dezembro do ano passado e em Fevereiro disputaram o Campeonato Africano das Nações.

Oito meses depois chegou a hora de iniciar a preparação para a revalidação do troféu conquistado na África do Sul. Mas a falta de competições na formação é o grande entrave. “A nossa preocupação é o facto de, os jogadores, nesta faixa etária não estarem a competir durante todo o ano, por isso, nestas duas sessões de treinos a nossa preocupação foi de ver como é que estes jogadores estão em termos físicos. São rapazes que não competem há quase dois anos, porque não se joga futebol de formação neste país e isso é muito complicado”, começou por dizer Dário Monteiro, no final do treino deste terça-feira.

O seleccionador nacional dos Sub-20 diz que tentou-se criar certos critérios de selecção dos jogadores tendo em conta a falta de competições. Por isso mesmo, nesta primeira fase, a pré-lista, que contempla jogadores que estão a trabalhar neste momento, e outros que foram selecionados de outros clubes das outras províncias “são jogadores cujas listas foram-nos enviadas pelos clubes. Alguns estão a treinar e/ou a jogar com as equipas seniores do Moçambola e outros são jogadores que os dirigentes e treinadores dos seus clubes identificam-nos com talentos para a faixa etária dos sub-20”, esclarece Monteiro para depois acrescentar que “a partir daí, com base no trabalho que vamos realizar, vamos seleccionar, no final de Outubro, os 30 ou 35 jogadores que farão parte da pré-convocatória para o torneio Cosafa 2021”.

O grupo de trabalho foi dividido em duas partes, agora com jogadores dos clubes da Cidade e Província de Maputo, enquanto se espera pela integração dos restantes, das províncias. A satisfação da equipa técnica é serem jogadores dos clubes do Moçambola.

“Temos jogadores de quase todos os clubes do Moçambola, pelo menos um ou mais de cada clube, mas claro que alguns que trabalham com a formação tem mais jogadores. São talentos que já foram identificados ao longo dos trabalhos da selecção sub-20, no ano passado, e outros identificados agora para o torneio sub-20 deste ano”, disse o seleccionador nacional.

Entretanto, Dário Monteiro reconhece que não vai ser fácil revalidar o título, mas não impossível. O mais importante será formar uma equipa que represente condignamente o país. “A ideia é encontrarmos uma equipa que consiga representar condignamente o nosso país. Sabemos que vai ser difícil, mas sabemos que é possível, porque o jogador moçambicano tem talento. Mas não podemos fazer milagres, porque eu não posso estar nas províncias e nem os rapazes não podem estar aqui”, mencionou o técnico.

A primeira fase dos trabalhos dos Mambinhas decorre todas segundas e terças-feiras e conta com cerca de 40 jogadores, sendo que a pré-convocatória será anunciada em finais de Outubro.

 

Dário Monteiro

“Partimos de princípio de que este trabalho que estamos a fazer, aqui em Maputo, é para adiantarmos o resto do trabalho que teremos no futuro. Na fase pré-competitiva, em que vamos tentar construir uma equipa, a partir de finais de Outubro, aí sim, vamos precisar desses jogadores porque vamos estar a formar o nosso conjunto, a realizar jogos-treinos, a pensar no onze base, no sentido de formar a equipa que vai defender o título.”

O técnico Danito Nhampossa e a direcção do Incomáti de Xinavane rescindiram o contrato que os ligava desde Maio último devido a maus resultados. A informação foi confirmada pelo director Desportivo dos “açucareiros”, Arnaldo Cumbe, que assegurou que foi uma rescisão amigável.

De acordo com a nossa fonte “o treinador não conseguiu cumprir com aquilo que foi o compromisso, que era de levar a equipa a bons resultados, mas o que estamos a ver são resultados negativos e isso pediu para a decisão”, disse, acrescentando ainda que “não foi um afastamento decidido de forma unilateral. Sentamos com ele e apresentamos nossa proposta e ele aceitou porque percebeu que, de facto, os resultados não estavam a aparecer”.

Danito Nhampossa chegou ao canavial em Maio último para suceder a Artur Comboio que deixara a colectividade para assumir os “canarinhos”, não tendo conseguido alcançar resultados satisfatórios no seu comando.

O técnico, que é quadro da formação do clube Ferroviário de Maputo, deixa o Incomáti de Xinavane na 11ª posição, com 17 pontos, mais dois que o Desportivo Maputo, primeiro da zona da despromoção, ao cabo de 19 jornadas, onde a equipa alcançou quatro vitórias, cinco empates e 10 derrotas, tendo marcado 17 golos e sofrido 23.

Para o lugar de Danito Nhampossa a direcção do Incomáti de Xinavane fechou acordo com Tiago Machaisse até ao final da temporada.

De acordo com Arnaldo Cumbe a decisão de assinar com Machaisse até ao final da presente temporada pende-se com o facto do mesmo fazer parte da equipa técnica de Artur Semedo para a próxima época, no comando do Costa do Sol.

Tiago Machaisse estrea-se no comando dos “açucareiros” esta sexta-feira, no canavial, na recepção a Associação Desportiva de Vilankulo, para a 20ª jornada.

A África do Sul manifestou, esta segunda-feira, interesse em organizar o Mundial de clubes de futebol, agendado para Dezembro deste ano, depois do Japão ter desistido, devido à pandemia de COVID-19.

De acordo com a Associated Press, o presidente da Federação sul-africana de futebol (SAFA), Danny Jordan, irá reunir-se durante esta semana com a secretária-geral da FIFA, Fatma Samoura, em Lagos, na Nigéria, para obter mais detalhes sobre as condições que os sul-africanos deverão reunir para sediar a prova.

“A Federação sul-africana de futebol deve obter a aprovação do Governo para realizar o torneio e também estão planeadas reuniões com o ministro do Desporto. Saberemos a nossa posição até ao final da semana”, revelou Danny Jordan.

Na última quinta-feira, o Japão retirou-se da organização do torneio, que vai decorrer entre 09 a 19 de Dezembro.

“O campeonato do mundo de clubes da FIFA não será realizado no Japão. Seria parte do projecto comemorativo do 100º aniversário da Federação Nipónica de Futebol (JFA), mas, neste momento, é difícil prever como estará a situação da pandemia no final do ano. Existem várias restrições, como a impossibilidade de ter público nos estádios, por isso foi decidido que não existem condições para a sua realização”, escreveu, então, a JFA, num comunicado.

Invictos nas suas ligas internas, Inter de Milão e Real Madrid voltam a cruzar caminhos esta quarta-feira, em confronto da primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões 2021/2022. Na outra partida do grupo D, o Sheriff Tiraspol, da Moldávia, recebe o Shakhtar, da Ucrânia.

O Inter, que na temporada passada interrompeu uma sequência de nove conquistas da Juventus ao conquistar o título do Campeonato Italiano, iniciou a disputa da versão 2021/2022 com duas vitórias tranquilas. Goleou, em Milão, o Génova por 4-0 e depois foi a Verona vencer, de reviravolta, por 3-1. Contudo, deixou escapar os primeiros pontos na primeira jornada após a paragem de duas semanas para realização de jogos das selecções nacionais para Copa do Mundo do Qatar de 2022, ao empatar diante da Sampdoria, a dois golos, numa partida em que esteve em vantagem por duas vezes.

Para este embate diante do Real Madrid os italianos contam com a boa forma dos seus jogadores, casos de Dimarco, Lautaro Martinez e outros.

Entretanto, estará desfalcada de algumas das suas estrelas lesionadas, nomeadamente Bastoni, Brazão, Sensi e Eriksen que ficam fora da partida desta quarta-feira pela Champions League.

Se o Inter deu sinais de ter diminuído o ritmo após a paragem das ligas europeias, o Real Madrid indicou justamente o contrário. Retomou sua campanha no Campeonato Espanhol com o pé no acelerador. Na reabertura do estádio Santiago Bernabéu, que ficou cerca de 560 dias fechado para reformas, aplicou goleada de 5-2 ao Celta em confronto da quarta jornada da La Liga.

Benzema, por três vezes, Vinícius Júnior e o estreante Camavinga, que entrará para o lugar de Eden Hazard, fizeram os golos dos merengues que são co-líderes da prova.

Para a estreia na Liga dos Campeões, o técnico Carlo Ancelotti terá que driblar as ausências de Alaba, Bale, Ceballos, Jovic e Kroos, que estão aos cuidados do departamento médico e provavelmente não serão liberados para o confronto.

Há nove meses estas duas equipas defrontaram-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões, com a turma de Madrid a vencer os dois jogos, na Espanha e na Itália.

 

CHEGOU A HORA DO TRIDENTE MESSI-NEYMAR-MBAPPÉ?

O PSG vai dar início a sua caminhada na Liga dos Campeões contra o Club Brugge, esta quarta-feira. A equipa de Mauricio Pochettino fará de tudo para continuar evoluindo na sua competição fetiche.

‘L’Équipe’ assegurou que, para a estreia na UCL, Neymar, Mbappé e Messi poderiam ser escalados juntos pela primeira vez. Todos seriam titulares, algo que os fãs do futebol estão aguardando ansiosamente.

Se a informação for confirmada, o treinador argentino terá que mexer no seu esquema, já que vinha utilizando o 4-2-3-1, mas com um trio tão ofensivo, terá que apostar por mais músculo atrás.

Na partida contra o Reims, o único de Messi com a camisa do PSG até o momento, o astro argentino teve liberdade para partir desde o meio-campo. Se Pochettino resolver escalar os três, Mbappé ficaria com o centro, Neymar com a ponta esquerda e Leo com a direita.

Guardando as devidas proporções, seria um esquema bem-parecido ao de Luís Enrique no Barcelona quando tinha Neymar e Messi em grande forma. Naquela época, Suárez era o avançado-centro.

Tudo para esclarecer na noite desta quarta-feira, na Bélgica.

 

SPORTING EM CASA E PORTO FORA

Pela sétima vez na história, Portugal volta a contar esta temporada com três equipas na fase de grupos da UEFA Champions League, algo que não acontecia desde 2017/18. O campeão português Sporting está de regresso a esta etapa após quatro anos de ausência e arranca diante de um antigo campeão europeu, o Ajax, detentor do título dos Países Baixos.

O Porto, que na época transacta atingiu os quartos-de-final, também joga fora, visitando o Atlético, actual campeão de Espanha, na quarta-feira.

 

MILAN E LIVERPOOL EM JOGO GRANDE

É para o grupo do Porto que está marcado um dos jogos mais aguardados desta jornada inaugural, com o terceiro frente-a-frente entre dois gigantes do futebol europeu. O primeiro embate entre Liverpool e Milan terminou com a vitória dos “reds” no desempate por penáltis na inesquecível final de 2005 da UEFA Champions League, para sempre recordada como o “Milagre de Istambul”. O segundo embate surgiu dois anos depois e também aconteceu numa final da prova, em 2007, quando os “rossoneri” se desforraram e venceram por 2-1 em Atenas.

Quarta melhor selecção de África e mundialista em 2014 (Turquia), Moçambique corre – habitué cá no burgo – contra o relógio para ter uma participação condigna no “Afrobasket” 2021, prova a realizar-se de 16 a 27 de Setembro, em Yaoundé, Camarões.  Nigéria, bicampeã africana, será o primeiro adversário de Moçambique, pelo que nesta edição do “O País” apresentamos o seu trajecto.

Quarta melhor selecção de África e mundialista em 2014 (Turquia), Moçambique corre – habitué cá no burgo – contra o relógio para ter uma participação condigna no “Afrobasket” 2021, prova a realizar-se de 16 a 27 de Setembro, em Yaoundé, Camarões.  Nigéria, bicampeã africana, será o primeiro adversário de Moçambique, pelo que nesta edição do “O País” apresentamos o seu trajecto.

Há uma distância muito grande que separa o potencial, talento e qualidade de um naipe de atletas que colocou África a seus pés do quadro organizativo interno. Pudera, questões organizativas e condições de trabalho oferecidas constituem o parente pobre do desporto moçambicano, no geral, e basquetebol, em particular.  O anúncio há dias da desistência de Moçambique do “Afrobasket” 2021 e “volte face”… 24 horas depois representam um grande revés para um conjunto que tem dignificado o país em competições internacionais e com historial em África.

Senão vejamos:  com a chamada geração de ouro, ou melhor, atletas de elite, Moçambique conquistou em 1991 a medalha de ouro nos então Jogos Panafricanos (hoje Jogos Africanos) no Cairo, numa equipa liderada por Luis Cezerilo.

Há ainda registo de medalhas de prata conquistadas em 1986, no ex-Zaire, 2003, em Maputo, e 2013, novamente na capita do país!  A selecção nacional de basquetebol sénior feminino conta, igualmente, com três medalhas de bronze nesta competição continental: 1990, na Tunísia, 1993, no Senegal, e 2005, na Nigéria.

Nos Jogos da Lusofonia de Goa, em 2014, Moçambique conquistou a medalha de ouro após vencer Angola, por 73-49. Ponto alto foi mesmo a inédita presença no Mundial da Turquia, em 2014, prova na qual deixou boas indicações. Mesmo com este percurso brilhante, o processo de preparação para competições internacionais tem sido marcado por inúmeras dificuldades, algumas até básicas.

Este ano não foi diferente. O número de unidades de treinos programadas por Nasir “Nelito” Salé, seleccionador nacional, não foram tão pouco cumpridas.

Como resultado, e mesmo que grosso das atletas já tenha trabalhado consigo e conheça sua mitologia, a selecção nacional de basquetebol irá apresentar-se no Complexo Multidesportivo de Yaoundé em desvantagem gritante em relação a Nigéria e Angola, seus adversários no chamado grupo da morte.

De resto, quando se olha para Nigéria, a questão inevitável é se as “D’Tigress” irão se tornar na primeira selecção a conquistar três “Afrobasket’s” consecutivos desde que o Senegal conseguiu a façanha entre 1974 a 1984.

Na altura, o Senegal, actual vice-campeão africano, açambarcou seis anéis consecutivos em África.

Apesar da liga nacional de basquetebol feminina da Nigéria produzir atletas com enorme potencial, nenhuma delas foi integrada no conjunto que recentemente disputou dos Jogos Olímpicos de Tóquio- 2020.

De longe a melhor equipa de África da actualidade, a Nigéria teve uma participação aceitável nas olimpíadas de Verão, perdendo com os EUA (81-72), França (87-62) e Japão (102-83).

Décima sexta classificada no “ranking” mundial e número 1 em África, de acordo com a actualização de Agosto deste ano, a Nigéria somou cinco vitórias em igual número de jogos no último “Afrobasket”, em Dakar, Senegal.

Sustenta todo o seu potencia o facto de ter disputado duas vezes os Jogos Olímpicos, sendo que a primeira aparição foi em 2004, em Atenas, Grécia.

À custa, claro, de Moçambique a quem venceu na final do “Afrobasket” 2013 por 68-62, num jogo electrizante realizado no pavilhão do Maxaquene.  Mfon Udoka e companhia levaram a melhor sobre a armada nacional comandada por Deolinda Ngulela, MVP da prova.

Há ainda a destacar o Mundial de basquetebol disputado em 2006, em São Paulo, no Brasil.

Os registos da FIBA-Africa indicam que a primeira aparição no “Afrobasket” foi em 1974, em Tunis, Tunísia, terminando a prova em quinto. Seguiu-se o Campeonato Africano do Senegal, em 1981, quedando-se em sétimo. Dezasseis anos depois, veio o terceiro lugar. E a caminhada para o sucesso estava por vir…

As nigerianas entraram com tudo no “Afrobasket” de 2003, em Maputo, conquistando a sua primeira medalha de ouro. Dois anos depois, em Abuja, as ” D’ Tigress” revalidaram o título de campeãs africanas de basquetebol sénior feminino.

Consistente, a Nigéria registou um grande crescimento nos “Afrobasket’s” por força da qualidade das suas atletas, havendo a registar o 5º lugar, em 2007, no Senegal, mesma posição alcançada em Madagáscar, em 2009, 4º lugar em 2011, no Mali. Em 2013, em Moçambique, teve uma fraca prestação quedando-se no 6º lugar.

Com um naipe de atletas de grande nível, na sua maioria a evoluir na Europa e EUA, as nigerianas apresentam, hoje por hoje, nomes sonantes como Ezinne Kalu, Adaora Elonu, Victoria Macaulay e Evelyn Akhator.

No Torneio Pré-Olímpico, na Sérvia, a Nigéria derrotou Moçambique (85-51), assegurando a qualificação às olimpíadas de verão no Japão.

 

MOLDES DE DISPUTA DA PROVA

Quarta classificada no “Afrobasket” 2019, em Dakar, Senegal, Moçambique assegurou o apuramento directo para a edição deste ano, em Setembro, nos Camarões.

De acordo com o regulamento da prova, os primeiros classificados dos quatro grupos do “Afrobasket” 2021 transitam para os quartos-de-final da prova, enquanto os conjuntos que ocuparem o segundo e terceiro lugares disputam o apuramento para esta fase a eliminar.

Os vencedores dos quartos-de-final apuram-se para às “meias”, enquanto as formações que caírem nesta fase medem forças nas classificativas do 5.º aos 8.º lugares.

A final do “Afrobasket” 2021 e o jogo de atribuição do terceiro lugar realizam-se no dia 26 de Setembro.

 

CAMPEONATO DA CIDADE DEPOIS DO “AFROBASKET”

Está confirmado! O Campeonato da Cidade de Maputo de Basquetebol será disputado depois do “Afrobasket”, sendo que a prova irá movimentar seis equipas, nomeadamente Desportivo de Maputo, Clube Desportivo da Lázio, Costa do Sol, A Politécnica, Maxaquene e Ferroviário de Maputo.

O modelo de competição será de todos contra todos em 3 voltas, com “play offs” a melhor de 3 jogos.  Na primeira jornada, Lázio Basket bate-se com Desportivo Maputo, enquanto o Costa do Sol mede forças com Maxaquene. Já a A Politécnica terá pela frente o Ferroviário de Maputo.

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo refere, em comunicado, ter enviado ao Instituto Nacional de Saúde, junto a Direcção da Cidade deMaputo, um oficio para que todos os atletas em ambos os sexos, sejam testados com testes PCR ou testes rápidos seguindo o protocolo sanitário, para ser submetido à Comissão de Monitoria de Implementação das medidas para a contenção da propagação da COVID-19 no Desporto.

Fotos: FIBA-África

Há uma distância muito grande que separa o potencial, talento e qualidade de um naipe de atletas que colocou África a seus pés do quadro organizativo interno. Pudera, questões organizativas e condições de trabalho oferecidas constituem o parente pobre do desporto moçambicano, no geral, e basquetebol, em particular.  O anúncio há dias da desistência de Moçambique do “Afrobasket” 2021 e “volte face”… 24 horas depois representam um grande revés para um conjunto que tem dignificado o país em competições internacionais e com historial em África.

Senão vejamos:  com a chamada geração de ouro, ou melhor, atletas de elite, Moçambique conquistou em 1991 a medalha de ouro nos então Jogos Panafricanos (hoje Jogos Africanos) no Cairo, numa equipa liderada por Luis Cezerilo.

Há ainda registo de medalhas de prata conquistadas em 1986, no ex-Zaire, 2003, em Maputo, e 2013, novamente na capita do país!  A selecção nacional de basquetebol sénior feminino conta, igualmente, com três medalhas de bronze nesta competição continental: 1990, na Tunísia, 1993, no Senegal, e 2005, na Nigéria.

Nos Jogos da Lusofonia de Goa, em 2014, Moçambique conquistou a medalha de ouro após vencer Angola, por 73-49. Ponto alto foi mesmo a inédita presença no Mundial da Turquia, em 2014, prova na qual deixou boas indicações. Mesmo com este percurso brilhante, o processo de preparação para competições internacionais tem sido marcado por inúmeras dificuldades, algumas até básicas.

Este ano não foi diferente. O número de unidades de treinos programadas por Nasir “Nelito” Salé, seleccionador nacional, não foram tão pouco cumpridas.

Como resultado, e mesmo que grosso das atletas já tenha trabalhado consigo e conheça sua mitologia, a selecção nacional de basquetebol irá apresentar-se no Complexo Multidesportivo de Yaoundé em desvantagem gritante em relação a Nigéria e Angola, seus adversários no chamado grupo da morte.

De resto, quando se olha para Nigéria, a questão inevitável é se as “D’Tigress” irão se tornar na primeira selecção a conquistar três “Afrobasket’s” consecutivos desde que o Senegal conseguiu a façanha entre 1974 a 1984.

Na altura, o Senegal, actual vice-campeão africano, açambarcou seis anéis consecutivos em África.

Apesar da liga nacional de basquetebol feminina da Nigéria produzir atletas com enorme potencial, nenhuma delas foi integrada no conjunto que recentemente disputou dos Jogos Olímpicos de Tóquio- 2020.

De longe a melhor equipa de África da actualidade, a Nigéria teve uma participação aceitável nas olimpíadas de Verão, perdendo com os EUA (81-72), França (87-62) e Japão (102-83).

Décima sexta classificada no “ranking” mundial e número 1 em África, de acordo com a actualização de Agosto deste ano, a Nigéria somou cinco vitórias em igual número de jogos no último “Afrobasket”, em Dakar, Senegal.

Sustenta todo o seu potencia o facto de ter disputado duas vezes os Jogos Olímpicos, sendo que a primeira aparição foi em 2004, em Atenas, Grécia.

À custa, claro, de Moçambique a quem venceu na final do “Afrobasket” 2013 por 68-62, num jogo electrizante realizado no pavilhão do Maxaquene.  Mfon Udoka e companhia levaram a melhor sobre a armada nacional comandada por Deolinda Ngulela, MVP da prova.

Há ainda a destacar o Mundial de basquetebol disputado em 2006, em São Paulo, no Brasil.

Os registos da FIBA-Africa indicam que a primeira aparição no “Afrobasket” foi em 1974, em Tunis, Tunísia, terminando a prova em quinto. Seguiu-se o Campeonato Africano do Senegal, em 1981, quedando-se em sétimo. Dezasseis anos depois, veio o terceiro lugar. E a caminhada para o sucesso estava por vir…

As nigerianas entraram com tudo no “Afrobasket” de 2003, em Maputo, conquistando a sua primeira medalha de ouro. Dois anos depois, em Abuja, as ” D’ Tigress” revalidaram o título de campeãs africanas de basquetebol sénior feminino.

Consistente, a Nigéria registou um grande crescimento nos “Afrobasket’s” por força da qualidade das suas atletas, havendo a registar o 5º lugar, em 2007, no Senegal, mesma posição alcançada em Madagáscar, em 2009, 4º lugar em 2011, no Mali. Em 2013, em Moçambique, teve uma fraca prestação quedando-se no 6º lugar.

Com um naipe de atletas de grande nível, na sua maioria a evoluir na Europa e EUA, as nigerianas apresentam, hoje por hoje, nomes sonantes como Ezinne Kalu, Adaora Elonu, Victoria Macaulay e Evelyn Akhator.

No Torneio Pré-Olímpico, na Sérvia, a Nigéria derrotou Moçambique (85-51), assegurando a qualificação às olimpíadas de verão no Japão.

 

MOLDES DE DISPUTA DA PROVA

Quarta classificada no “Afrobasket” 2019, em Dakar, Senegal, Moçambique assegurou o apuramento directo para a edição deste ano, em Setembro, nos Camarões.

De acordo com o regulamento da prova, os primeiros classificados dos quatro grupos do “Afrobasket” 2021 transitam para os quartos-de-final da prova, enquanto os conjuntos que ocuparem o segundo e terceiro lugares disputam o apuramento para esta fase a eliminar.

Os vencedores dos quartos-de-final apuram-se para às “meias”, enquanto as formações que caírem nesta fase medem forças nas classificativas do 5.º aos 8.º lugares.

A final do “Afrobasket” 2021 e o jogo de atribuição do terceiro lugar realizam-se no dia 26 de Setembro.

 

CAMPEONATO DA CIDADE DEPOIS DO “AFROBASKET”

Está confirmado! O Campeonato da Cidade de Maputo de Basquetebol será disputado depois do “Afrobasket”, sendo que a prova irá movimentar seis equipas, nomeadamente Desportivo de Maputo, Clube Desportivo da Lázio, Costa do Sol, A Politécnica, Maxaquene e Ferroviário de Maputo.

O modelo de competição será de todos contra todos em 3 voltas, com “play offs” a melhor de 3 jogos.  Na primeira jornada, Lázio Basket bate-se com Desportivo Maputo, enquanto o Costa do Sol mede forças com Maxaquene. Já a A Politécnica terá pela frente o Ferroviário de Maputo.

A Associação de Basquetebol da Cidade de Maputo refere, em comunicado, ter enviado ao Instituto Nacional de Saúde, junto a Direcção da Cidade deMaputo, um oficio para que todos os atletas em ambos os sexos, sejam testados com testes PCR ou testes rápidos seguindo o protocolo sanitário, para ser submetido à Comissão de Monitoria de Implementação das medidas para a contenção da propagação da COVID-19 no Desporto.

A selecção sénior feminina de basquetebol já treina a quatro dias do início do Afrobasket. O seleccionador Nacional, Nazir Salé retira a pressão ao conjunto dizendo que se fizer 50 pontos em cada jogo, será um bom desempenho.

A participação de Moçambique no Afrobasket de Yaoundé, que estava tremida, já está conversada. De 17 a 26 do corrente mês, a selecção sénior feminina de basquetebol, estará na festa africana de seleções da bola ao cesto. Para esta empreitada, o combinado nacional iniciou a sua preação há poucos dias, o que poderá comprometer o desempenho. Aliás, Nazir sale, luta e corre contra relógio a quatro dias do início da prova.

“Vamos tentar encontrar automatismo da equipa sob ponto de vista ofensivo e defensivo, olhando para os processos tácitos e para a dinâmica das outras jogadoras que serão nossas adversárias.

A selecção vai para o Afrobasket depois de uma tremedeira. Há pouco menos de quatro dias, a Federação Moçambicana de Basquetebol anunciou a desistência do conjunto nacional por falta de dinheiro para custear a participação, 10  milhões de meticais, o que viria um dia depois ser contrariado pela Secretaria do Estado de Desporto. Esta situação, associada a falta de competições condicionou de que maneira a preparação, facto que deve ser contrariado de todas as formas.

“Queremos neste momento perceber das atletas, até que ponto a falta de preparação pode condicionar o seu desempenho”, diz o técnico ao recordar que a situação não é de todo má.

“Temos a felicidade de grosso número de atletas terem estado a trabalhar nos clubes, o que complementa o trabalho da selecção. E mais: “Com as jogadoras que temos, lavamos uma certa vantagem porque já trabalharam comigo, nos clubes assim como nas selecções, com a excepção da Carla Pinto que vem da A politécnica e Sílvia Veloso que esteve comigo por três anos na Beira, antes de ir para os Estados Unidos. Isto faz com que tenhamos a perspetiva daquilo que será a selecção de Moçambique no Afrobasket”.

A capitã da selecção, Odélia Mafanela, sabe das dificuldades e as reconhece, mas diz existir um grupo entrosado e com moral em alta.

“O grupo está motivado e coeso. Tem também noção das nossas adversidades no campeonato. A integração das nossas atletas é boa, isto vai agregar mais valor a selecção. Mesmo sabendo que os treinos não aconteceriam nas datas previstas, estávamos em contacto e em preparação nos nossos clubes. O que resta agora é concertar os aspectos tácitos”.

Perante o cenário actual e olhando para os outros conjuntos, Nazir Sale diz não haver espaço para euforias e sonhar muito.

Vamos dar o nosso melhor, vamos entrar para o jogo tentando contrariar os adversários, mas temos os pés bem assentes ao chão. Não é nosso objectivo neste momento atacar os lugares cimeiros ou pensar na possibilidade de estar nos seis primeiros. O que queremos e encarar jogo a jogo e retirarmos a pressão sobre nós. Queremos fazer um bom campeonato, que passa por dar certo equilíbrio a seleccao”, adverte e determina: “se convertermos acima de 50 pontos por jogo, será bom”.

E mais, o técnico fala de passagem de testemunho, um factor a ter em conta neste Afrobasket e que pode ser capitalizado.

“Este é o momento de começarmos a passar o testemunho das jogadoras que daquí para frente terão mais internacionalizações”. Reconhece também a qualidade dos adversários de Moçambique na primeira fase da prova.

“São selecções extremamente fortes e que vão disputar esta competição com objectivos definidos pela preparação que tiveram muito antes. Mas isto não quer dizer que entraremos para o jogo dando tudo de bandeja”.

Moçambique está no grupo de Nigéria e Angola. O primeiro teste será contra as nigerianas.

A equipa da Transcrane Va Racing Team formada pelos pilotos experientes Rodrigo Almeida e Bernardo Aparício foi a grande vencedora do 4º GP Picanto Cup, competição disputada no último sábado no Autódromo Internacional de Maputo no ATCM que contou com a participação de 26 pilotos divididos em 13 equipas.

A dupla de pilotos do GP Picanto Cup, uma competição organizada pelo Automóvel e Touring Clube de Moçambique (ATCM) e pela Intercar Moçambique (KIA), começou a desenhar a sua vitória no arranque da competição ao vencer a primeira manga composta por 12 voltas.

O piloto internacional do ATCM Rodrigo Almeida foi o principal obreiro da vitória da sua equipa ao qualificar-se em 1º lugar com o tempo de 1:53.058, na Manga “A” alinhou na polé position e terminou a corrida em 1º lugar depois de uma batalha renhida com os pilotos Cristian Bouché da Trentyre Rasteirinho e Manuel Barbosa da Moztek Racing que terminaram a corrida em 2º e em 3º lugar respectivamente.

Na disputa da manga “B”, o segundo piloto da Transcrane Va Racing Team Bernardo Aparício arrancou na 7ª posição na grelha de partida depois de ter-se qualificado em 7º lugar com o tempo de 1:54.492 e no confronto directo com os seus oponentes, o piloto revelação do Picanto Cup concluiu as 12 voltas em 7º lugar com o tempo de 26:08.388 e no final da manga foi penalizado com +5s por transgressão do artigo 12 do Código Desportivo Internacional.

A Transcrane Va Racing Team lançou-se na luta pela conquista do pódio na manga de resistência que teve a duração de 60 minutos, o piloto Rodrigo Almeida foi o primeiro a entrar em acção alinhou novamente na polé position liderou a corrida e fez maior número de voltas em relação aos seus adversários directos.

Apesar da pressão dos pilotos da Moztek Racing e da Trentyre Rasteirinho, a Transcrane Va Racing Team esteve muito bem na manga de resistência, o piloto Bernardo Aparício foi muito consistente em pista e a sua determinação foi fundamental para o alcance da primeira vitória da sua equipa.

No final das três (3) mangas a equipa da Transcrane Va Racing Team conquistou 89 pontos e sagrou-se o vencedor do 4º GP Picanto Cup.

Os restantes lugares do pódio foram preenchidos pelas equipas da Moztek Racing dos pilotos Mauro Almeida, Manuel Barbosa e pela Trentyre Rasteirinho de Cristian Bouché e André Bettencourt. As duas equipas terminaram a corrida em 2º e em 3º lugar com 80 e 76 pontos respectivamente.

O avançado nigeriano da Black Bulls apontou mais um golo e já conta com 13 marcados em 19 jornadas. Ejaita está a sete golos do prémio da Liga Moçambicana de Futebol.

A jornada 19 do Moçambola, disputada final de semana, ficou amputada devido ao adiamento do jogo entre a União Desportiva de Songo e o Textáfrica de Chimoio e, por isso, talvez, tenha produzido o segundo menor número de golos de todas jornadas: 19.

E Ejaita mostrou-se com pé quente, ao apontar mais golo pela Black Bulls, o 13º em toda competição, cimentando ainda mais a liderança isolada da lista e se afastando ainda mais do seu mais directo perseguidor, Dje, que continua com 10 golos, Dayo e Henriques, com oito golos cada um deles. O nigeriano marcou o segundo golo da sua equipa, a Black Bulls, na vitória diante do Desportivo Maputo, por duas bolas a uma, tendo Hammed apontado o primeiro da partida e o seu quarto, de toda temporada.

No Desportivo Maputo reduziu Orlando, jogador preponderante, que fez o segundo golo na temporada, entrando na lista dos melhores marcadores.

Dos jogadores que marcaram nesta jornada destaque para Salas, do Ferroviário de Nampula, que fez o seu quinto golo e desgruda do grupo de quatro golos, para onde entrou o seu colega de equipa, Valdo, que também marcou na vitória dos “axinenes” diante do Incomáti de Xinavane, por duas bolas sem resposta.

Para além de Orlando, que fez o seu segundo golo, Raul, do Ferroviário de Maputo, e Parkin, da Associação Desportiva de Vilankulo, também fizeram o segundo golo na conta pessoal, esta temporada.

Já Jeitoso, do Ferroviário de Maputo, na vitória da sua equipa diante do Costa do Sol, por duas bolas sem resposta, bem como Victor e Mendonça, ambos do Matchedje de Mocuba, na terceira vitória da equipa, desta feita diante do Ferroviário de Lichinga, estrearam-se a marcar na temporada 2021 do Moçambola.

O campeonato nacional de futebol regressa sexta-feira com a disputa da 20ª jornada, com Incomáti de Xinavane a receber Associação Desportiva de Vilankulo.

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