Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Foi com estas palavras que Chiquinho Conde assumiu, na tarde desta terça-feira, o comando técnico dos “Mambas” e vincou que pretende devolver o amor pela selecção nacional de futebol. Na sua apresentação, o antigo capitão da selecção, que assinou um contrato válido até 2023, deixou claro que os “Mambas” são Dominguez mais 10 jogadores.                                                                      

Francisco Queriol Conde Júnior, ou simplesmente, Chiquinho Conde, garantiu que vê concretizado o sonho de um dia orientar a selecção nacional.

“É um orgulho estar aqui. É uma tarefa enorme. Uma missão patriótica que vou abraçar. Mas é também espinhosa, porque os moçambicanos estão ávidos de vitórias. Precisam de alegria. Quero poder transmitir aos atletas essa alegria, o orgulho e a satisfação de representar a selecção nacional. O futebol é o ópio do povo”, frisou.

Chiquinho foi, igualmente, cauteloso, chamando a atenção para a não criação de expectativas sem trabalho. Considerando que a selecção é lugar para fazer sacrifício e de missão.

“Não trago nenhuma varinha mágica, mas quero poder ajudar todos aqueles que forem convocados a perceber que estamos diante de uma missão patriótica. Uma missão na qual devemos disputar cada bola como se fosse o último lance. Se nós tivermos isto, este carácter, estaremos mais próximos de alcançar aquilo que é o nosso objectivo”.

A apresentação do técnico teve dois momentos. O primeiro mais formal, marcado por uma curta declaração de Chiquinho Conde. Só 15 minutos mais tarde começou a primeira conferência de imprensa do novo seleccionador, período em que afirmou que pretende retribuir a confiança em si depositada.

Respondendo à recente crise no balneário dos Mambas, Chiquinho Conde não deixou dúvidas!

“Domingues? É o capitão da equipa. Mas, se quiserem saber, a selecção será Domingues e mais 10”.

A primeira convocatória de Chiquinho Conde será conhecida esta sexta-feira, a estreia está marcada para o dia 11 de Novembro, com a Costa do Marfim, três dias depois um duelo com o Malawi, partidas de qualificação ao Mundial 2022, prova na qual os Mambas já não têm possibilidades de fazer parte.

Sobre a composição da sua equipa técnica, o novo seleccionador de futebol de Moçambique disse que o dossier ainda não estava fechado e que, por isso, nem o número de membros, por enquanto, poderia ser adiantado. No entanto, o jornal “O País” sabe que Chiquinho Conde exigiu a integração de adjuntos portugueses no seu grupo de trabalho.

Para além da equipa técnica, ficou também por revelar o seu salário e condições financeiras ao seu dispor.

Não foi um dia “sim” sábado último, 23 de Outubro, para Tamara Seda e Leia “Tanucha” Dongue, basquetebolistas moçambicanas que evoluem no RPK Araski da Liga Endesa, campeonato sénior feminino de basquetebol da Espanha.

No Pabellón Polidesportivo La Paterna, o RPK Araski saiu derrotado pelo Spar Gran Canaria por 74-58, em jogo da 6ª jornada da fase regular.

Leia Dongue contabilizou 12 pontos e quatro ressaltos (três ofensivos e um ofensivo) em 25:23 minutos na quadra.

Tanucha concretizou cinco em oito lançamentos de campo e 2 em 4 na linha de lances livres. Tamara Seda, que integrou o cinco inicial juntamente com Armino Riano, Assurmendi Villaverde,  Tanaya Atkinson e Beatriz Marufo, esteve perto de um duplo-duplo com nove pontos e 11 ressaltos (cinco defensivos e seis ofensivos) em 32:08 minutos na quadra.

Seda teve um registo de 4 em 11 nos lançamentos de campo e 1 em 5 na linha de lances livres.  Tanaya Atkinson, que terminou o jogo com 19 e 7 ressaltos, foi considerada a melhor jogadora (MVP) com 23 % de valoração

O Spar Canaria controlou os três primeiros quartos do jogo com parciais de 18-12, 20-16 e 22-11, respectivamente. O quarto quarto foi dominado pela equipa das internacionais basquetebolistas moçambicanas com um parcial de 19-14.

Em termos globais, o RPK Araski concretizou 22 em 63 lançamentos de campo, 11 em 19 na linha de lances livres, 31 ressaltos (21 defensivos e 10 ofensivos), 11 assistências e 13 perdas de bola. Com este resultado, Leia Dongue e Tamara Seda ocupam a 8ª posição na Liga Endesa com 9 pontos em seis jogos realizados.

 

DONGUE INDICADA MVP

Foto: RPK Araski

Na ronda anterior, ou seja, 5ª, disputada a 16 de Outubro, Leia “Tanucha” Dongue foi indicada MVP com 21% de valoração ao contabilizar 20 pontos e oito ressaltos no embate em que o RPK Araski perdeu diante do Cadi La Seu, por 81-68.

Integrada no cinco inicial, e em 31: 27 minutos na quadra, Leia “Tanucha” Dongue concretizou 6 em 12 lançamentos de campo e 6 em 9 lançamentos livres.   Dongue, melhor cestinha, foi secundada por Agirre Munoz com 17 pontos e dois ressaltos em 27:33 minutos na quadra.

A compatriota Tamara Seda contabilizou dois pontos e sete ressaltos em 18:17 minutos na quadra, para além de apresentar um registo de 0 em 3 nos lançamentos de campo e 2 m 2 (100%) na linha de lances livres.

 

OS NÚMEROS DE TAMARA E TANUCHA

Leia “Tanucha” Dongue tem uma média de 24:24 minutos na quadra, nos quais apresenta o registo de 12 pontos, 28.6% nos tiros exteriores, 43, 5 % nos lançamentos de campo e 46, 7% na linha de lances livres.

Mais: as estatísticas indicam 1, 2 ressaltos ofensivos e 6,. 2 defensivos  e duas perdas de bola. Já Tamara Seda está com uma média de 23:41 minutos,  7.4 pontos E 48, 5% nos lançamentos de campo.

A melhor ressaltadora do “AfrobasketS” 2019 e 2021 tem ainda registo de 55, 6 % nos lançamentos de campo, 6, 4 ressaltos (2, 2 ofensivos e 4, 2 defensivos) e 2, 3 bolas perdidas.

Ferroviário “A” teve alma, alma indomável de campeão. Continua, aliás, a equipa comandada por Nasir “Nelito” Salé a mostrar todo o seu poderio no Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores femininos.

Isto, bem vistas as coisas, fazendo desta prova uma das etapas de preparação para a Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Fim-de-semana, as detentoras do anel na capital do país somaram mais uma vitória no Campeonato da Cidade ao derrotarem o Maxaquene, por 82-35.

Com melhor estrutura, não fosse das equipas que mais contribui com jogadoras para selecção nacional, o Ferroviário de Maputo controlou todos os quartos e condicionou um Maxaquene sem capacidade reacção.

As  “tricolores”, dadas as limitações do seu plantel, há muito não entram nas competições para lutar pelos lugares de pódio. Com muita juventude, a aposta é construir uma equipa que possa, nos próximos anos, ser competitiva.

O mesmo se pode dizer do Desportivo Maputo, conjunto que levou “chapa 100” com o Costa do Sol, vice-campeão da cidade.

A equipa de Leonel “Mabê” Manhique venceu com facilidades por 107-17. De resto, na dupla-jornada do Campeonato da Cidade, as “canarinhas” voltaram a aplicar “chapa” 100 na competição a nóvel formação da Lazio, vencendo por 107-13.

O Costa do Sol procura, nesta prova, destronar o Ferroviário “A”, formação com a qual perdeu nas finais de 2017, 2018 e 2019.

Em bom plano, esteve igualmente a A Politécnica que saiu-se vitoriosa na dupla jornada do Campeonato da Cidade. Começou por bater o Ferroviário por 37-76 e, depois, “despachou” o Desportivo Maputo por 76-25.

Esta prova será disputada num sistema de todos contra todos em três voltas, seguindo-se os “play-offs”.

 

LUTA RENHIDA EM SENIORES MASCULINOS

Campeã em título, a A Politécnica foi surpreendida pelo Maxaquene com quem perdeu por seis pontos: 66-60. Os “tricolores” surpreenderam, aliás, nesta dupla jornada ao derrotarem o candidato Costa do Sol por Maxaquene por 71-66.  Os “canarinhos”, que se reforçaram para atacar todas as competições em que estarão envolvidos, redimiram-se depois com uma vitória diante do Aeroporto por 89-44.

Destaque ainda para o Ferroviário “A”, vice-campeão, que bateu a fraca formação do Atlético por 94-69. O Atlético voltou a perder diante da Universidade Pedagógica, por 77-55.   Sorte diferente teve o Ferroviário “B” que somou duas derrotas: perdeu, primeiro, com o Desportivo por 61-50. E, depois, caiu aos pés da Universidade Pedagógica perdendo por 68-43.

 

CAMPEONATO DA CIDADE

Quadro de resultados:

Seniores masculinos:

Ferroviário “B”                     50- 61 Desportivo

A Politécnica                         60-66 Maxaquene

Maxaquene                           71-66 Costa do Sol

Univerisidade Pedagógica  68-43 Ferroviário “B”

Desportivo                             47-71 A Politécnica

Costa do Sol                           89-44 Aeroporto

Atlético                                    55-77 Universidade Pedagógica

 

Seniores femininos:

Desportivo       17-107 Costa do Sol

Ferroviário A    82-25 Maxaquene

Ferroviário B    37-76 A Politécnica

Costa do Sol     107-13 Lazio

A Politécnica    76-25 Desportivo

Maxaquene      51-43 Ferroviário

Focar no jogo e pensar no colectivo. Este foi o mote do Ferroviário da Beira na recém-terminada fase de apuramento da zona VI de acesso à Basketball Africa League (BAL), prova na qual terminou em 2º lugar com uma série de 2-1 (duas vitórias e uma derrota). Não só se evidenciaram em termos de colectivo, os da Beira, como também colocaram três dos doze atletas eleitos para disputar esta prova no “top” das estatísticas.

Chegou, impôs o seu físico e ganhou a luta das tabelas! O “power forward”, Helton Ubisse, foi o melhor ressaltador do torneio de apuramento da zona VI de acesso à Basketball Africa League (BAL) com 10.7 “rebounds” por jogo.

Ubisse superou dois jogadores do Cape Town Tigers, nomeadamente Daniel Pieter Prinsloo com média de 10.5 e Bills Dewon Preston Jr com 8.5 ressaltos por jogo.

Em 29:57 minutos na quadra, Helton Ubisse arrancou um duplo-duplo (14 pontos e 16 ressaltos, sendo 12 defensivos e quatro ofensivos) no jogo com o Matero Magics no qual a equipa moçambicana venceu por 81-51.

Na segunda partida, na passada sexta-feira, na qual o Ferroviário da Beira assegurou a presença na elite 16 da Basketball Africa League (BAL), Helton Ubisse “capturou” cinco ressaltos, dos quais três defensivos e dois ofensivos.

Diante do Cape Town Tigers, o internacional basquetebol moçambicano contabilizou 11 ressaltos, sendo seis defensivos e cinco ofensivos em 31:09 minutos na quadra.

Nesta prova, Helton Ubisse totalizou 81 minutos na quadra, apresentando 48.4% nos lançamentos de campo (15 concretizados em 31 tentados), 45.5% na linha de lances livres (5 concretizados em 11 tentados), oito assistências e nove perdas de bola.

 

TIMO E JERMEL ENTRE OS MELHORES CESTINHAS

Jermel Michele Kennedy, canadense de 32 anos, justificou a sua contratação. Rimou, em em Joanesburgo, experiência com mais-valia. Ele que, em três partidas, foi o segundo melhor marcador da prova com média de 18.0 pontos por jogo, seguido de Evans Ganapamo, extremo do Cape Town Tigers com 22. pontos/jogo.

Determinante para à qualificação a “elite 16”, a realizar-se em Novembro, Jermel Michele Kennedy, contabilizou 16 pontos e quatro ressaltos dos quais três defensivos e um defensivo na vitória do Ferroviário da Beira diante do Matero Magics da Zâmbia, por 81-51.

Em 25:17 minutos na quadra, o extremo fraco concretizou oito em dezasseis lançamentos de campo (66.7%), 0 em 2 nos tiros exteriores (0%), quatro assistências e cinco “turnovers”.

A 22 de Outubro, dia em que o Ferroviário da Beira “esmagou” o Roche-Bois Warriors Sports Club das Maurícias (vencendo por 132-36), Jermel Michele Kennedy, marcou novamente 16 pontos aos quais acrescentou seis ressaltos (três defensivos e igual número ofensivos), cinco assistências e sete roubos de bola nos 15:51 minutos em que esteve na quadra!

Para não variar, voltou a estar com boa percentagem ao nível dos lançamentos de campo com 70% de aproveitamento (7 lançamentos concretizados em 10 tentados) e 100% na zona dos 6, 75 metros (2 concretizados em 2 tentados).

No decisivo jogo para definição do 1º classificado, diante dos anfitriões do Cape Town Tigers, Jermel Michele Kennedy liderou os “locomotivas” do Chiveve com 18 pontos e sete ressaltos, mas não evitou a derrota por 86-85.

Na quadra do Soweto Inzibio Hall, em Joanesburgo, o canadense concretizou 9 em 12 lançamentos de campo (75%) e 4 em 5 tiros exteriores (80%).

Em termos globais, Jermel Michele Kennedy teve 70% de aproveitamento nos lançamentos de campo (24 lançamentos concretizados em 34 tentados), 60% nos tiros exteriores (6 lançamentos concretizados em 10 tentados).

Acrescente-se, nos seus “targets”, e muito bons, diga-se, um total de 17 ressaltos (11 defensivos e sete ofensivos), 13 assistências, 9 “turnovers” e 11 roubos de bola.

Ismael “Timo” Nurmamad, extremo, mostrou as credenciais que o fizeram dar o salto da Só Protecção de Quelimane para o Ferroviário da Beira. Ou melhor, de Quelimane para o mundo, neste caso do basquetebol porquanto já espalhou o seu perfume em várias competições africanas.

Timo foi o terceiro melhor marcador da fase de apuramento da zona VI à BAL com média de 16.0 pontos/jogo.

No duelo de estreia, Ismael “Timo” Nurmamad contabilizou 11 pontos e quatro ressaltos e cinco assistências em 26:48 minutos na quadra.

O internacional basquetebolista moçambicano apresentou-se, nesta partida, com os seguintes “targets”: 4 lançamentos concretizados em 14 tentados (28.6%), 3 em 8 nos tiros exteriores (37.5%).

Foi o melhor cestinha na vitória expressiva sobre a fraquinha formação do Roche-Bois Warriors Sports, por 132-36, com 26 pontos em 15:33 minutos na quadra. Timo saiu desta partida com 11 lançamentos concretizados em 16 tentados (68.8%), 3 em 6 na zona dos 6, 75 metros (50%) e 1 em 1 na linha de lances livres (100%).

No derradeiro embate, o número 8 do Ferroviário da Beira contribuiu com 11 pontos e um roubo de bola na derrota com os anfitriões.

Quatro em 7 lançamentos de campo (57.1%) e 3 em 4 na linha de lances livres (75%) são os números de Timo nesta partida.

Feitas as contas, Timo acumulou 48 pontos, seis ressaltos, oito assistências e três perdas de bola em 63 minutos na quadra. Estes foram os seus dados estatísticos: 19 em 37 lançamentos de campo (51.4%), 6 m 15 nos tiros exteriores (40%) e 4 em 5 na linha de lances livres (80%).

 

DOIS “ROOKIES”

Dentro de uma política de valorização da formação, o Ferroviário da Beira levou a Joanesburgo dois “rookies”, ou melhor, estreantes em competições internacionais: Alberto António Senda e Célio Chirombe.

Senda, de 23 anos, apresentou uma média de 2 pontos, 1.5 ressaltos e 3.5 assistências por jogo. O extremo contabilizou 20 minutos (em dois jogos), tendo contabilizado quatro pontos e 1 em 9 nos lançamentos de campo (11.1%), 0 em 3 nos tiros exteriores (0%) e 2 em 2 na linha de lances livres. Há ainda a registar três ressaltos (dois ofensivos e um ofensivo), dois “turnovers” e um roubo de bola.

Mesmo cenário de Célio Chirombe: pouco tempo na quadra. Em 15 minutos (dois jogos), contabilizou oito pontos. As estatísticas acumuladas indicam ainda 50% de aproveitamento nos lançamentos de campo (3 em 6) e 2 em 2 na linha de lances livres (100%).

São muitos os moçambicanos que jogam em vários campeonatos fora de portas, quer em África como na Europa. Dos principais, que fazem parte do leque dos jogadores que representam ou já representaram os Mambas, analisamos 14, com destaque para os que foram titulares nas suas equipas.

Os jogadores moçambicanos a actuarem em vários países, como África do Sul, Egipto, Portugal, França e outros, têm tido exibições de registo, com alguns, muitos deles, a serem titulares nas suas equipas. São prestações a provarem que têm espaço na selecção nacional e nas escolhas de Chiquinho Conde, novo timoneiro dos Mambas.

Um a um analisamos a prestação de alguns deles, nas suas equipas, este final de semana.

 

Reinildo Mandava

Foi titular no jogo do último sábado em que a sua equipa, o Lille da França, campeão francês, voltou a vergar, ao empatar a um golo diante do Brestois. Mandava foi substituído depois dos 70 minutos, quando o resultado já tinha sido encontrado

 

Bruno Langa

Foi titular na derrota do Chaves, sua equipa, na visita à Casa Pia, por uma bola sem resposta. O internacional moçambicano acabou por ser substituído aos 69 minutos, quando o nulo ainda prevalecia, e viu do banco o golo do adversário

 

Gildo Lourenço

Esteve na equipa inicial do Amora FC, no empate a um golo diante Oliveirense. Gildo participou no empate e acabou substituído para lá dos 90 minutos, ou seja, aos 90+3 minutos, e tem sido peça fundamental na sua equipa. Uma mais-valia para a equipa

 

Edmilson Dove

Recuperou-se, não só da lesão que o afastou dos relvados durante quase toda época passada, mas também a titularidade no Cape Town. Ajudou a sua equipa a vencer o Golden Arrows por 4-3, numa partida bastante renhida em que o Cape Town esteve a vencer por 4-0 e permitiu a recuperação adversária

 

Luís Miquissone

Não foi aposta de Pitso Mosimane para os dois jogos da Liga dos Campeões diante do USGN do Níger, em que a equipa egípcia venceu, no conjunto das duas mãos por 7-2. Miquissone nem no banco esteve nos dois jogos

 

Geraldo Matsinhe

Ainda que titular no Fafe de Portugal no embate diante do Lusitânia, Geraldo acabou por ser substituído aos 54 minutos, numa altura em que já tinha visto o cartão amarelo e a sua equipa perdia por duas bolas sem resposta. O Fafe acabou por perder por 3-1.

 

Kamo Kamo Cumbane

Tem sido peça fundamental no Vitória de Setúbal e já conta com um golo apontado em cinco jogos da Liga 3 portuguesa. Este fim-de-semana, diante do Real SC, Kamo Kamo não conseguiu evitar a derrota por 2-1, mesmo tendo feito todo jogo.

 

Witiness Quembo

Esteve na equipa inicial do Nacional da Madeira que empatou final de semana diante do Mafra. Witi saiu aos 70 minutos e, no minuto seguinte, o Nacional abriu o marcador, mas não segurou a vantagem e sofreu o empate aos 89 minutos

 

Zainadine Jr.

Tem sido o capitão do Marítimo em vários jogos e titular indiscutível, mas sempre a não conseguir ajudar a sua equipa, que voltou a perder no terreno do Guimarães, por 2-1, ocupando agora a 13ª posição, ainda assim nos lugares da permanência

 

Mexer Sitoe

Depois de cinco jogos como titular no Bordéus da França, Mexer perdeu a titularidade nos últimos três jogos e “aquece” o banco. No final de semana, viu a sua equipa empatar diante do Lorient a um golo e atrasar-se ainda mais na tabela classificativa

 

Geny Catamo

Está a ter uma época de sonhos. Tem sido chamado por Rubem Amorin para a equipa principal do Sporting, tanto para jogos do campeonato como da Liga dos Campeões. Ainda não se estreou na equipa principal, mas na equipa B tem sido excepcional. Este final de semana foi titular e fez os 90 minutos.

 

Domingues Pelembe

Trocou o Polokwane City pelo Royal AM da primeira divisão. Fez dois jogos em Agosto, totalizando 123 minutos. De lá para cá, não mais voltou a ser chamado. Ainda assim, tem sido o mascote da equipa sul-africana e, quiçá, dos Mambas.

 

Manuel Kambala

Fez a sua última partida pelo Boroka a 16 deste mês, até mesmo porque foi o último jogo da sua equipa. Oscila entre o banco e a titularidade e por isso uma peça fundamental a ter em conta.

O jogador do Ferroviário da Beira apontou o primeiro dos dois golos com que a sua equipa venceu ao homónimo de Nacala, este domingo, que garantiram, não só a vitória, mas também o relançar da disputa do título, pelo menos até ao próximo final de semana. Maninho, outro jogador dos “locomotivas” de Chiveve, estreou-se a marcar, na sua terceira partida na competição

Os artilheiros do Moçambola 2021 têm estado de folga nos últimos jogos e já não marcam como o faziam no início da competição. Nesta que foi a 24ª jornada, foram apontados apenas sete golos, a segunda pior safra, depois de na jornada 12 terem sido apontados apenas seis golos.

Ao todo, o Moçambola-2021 já produziu 331 golos, uma média de 1.97 golo por jogo, tendo em conta que as 24 jornadas disputadas totalizam 168 jogos.

Os marcadores, esses, continuam a perseguição ao objectivo traçado pela Liga Moçambicana de Futebol, de apontar 20 golos para merecer o prémio de melhor artilheiro, conquistado na última temporada por Eva Nga, que ao serviço do Costa do Sol apontou 24 golos, em 2019.

Nesta temporada futebolística, o nigeriano Ejaita tem sido o jogador em evidência, não fosse ele o melhor marcador, com 15 golos, mas pressionado pelo moçambicano Dje, que têm menos dois golos. Aliás, estes dois jogadores estiveram frente a frente no domingo, no embate entre Ferroviário de Lichinga e Black Bulls, mas nenhum deles conseguiu visar a baliza contrária, acabando por ser Valter a marcar o único golo dos anfitriões, para dar vitória a equipa de Antoninho Muxanga.

Valter marcou o seu quarto golo no Moçambola 2021, depois de ter feito dois ao Ferroviário de Nampula e outro ao homónimo de Nacala.

 

DAYO APROXIMA-SE DE DJE

Os jogadores em evidência nesta jornada são do Ferroviário da Beira. Aliás, o embate entre os Ferroviários da Beira e de Nacala foi o único com três golos e, curiosamente, todos apontados pelos “locomotivas” de Chiveve.

Dayo fez o primeiro golo do jogo e o seu 11º na temporada, ficando agora a dois golos de Dje, que é segundo na lista dos artilheiros, e a quatro de Ejaita, melhor marcador.

Para além de Dayo, o capitão Maninho também fez o gosto ao pé, apontando o seu primeiro golo na temporada, após fazer o seu quarto jogo, uma vez que esteve lesionado durante grande parte da temporada.

O terceiro golo da partida foi apontado por Zainal, na sua própria baliza, reduzindo a desvantagem do Ferroviário de Nacala. Este foi o sexto autogolo na temporada, sendo que outros golos na própria baliza foram apontados por Roldão e Atanásio (ambos do Ferroviário de Lichinga), Agenor (UD Songo), Stélio (Desportivo Maputo) e Huga (Ferroviário de Maputo).

Os restantes golos desta jornada foram apontados Flávio, na vitória do Incomáti de Xinavane diante do Desportivo Maputo, Betão, que marcou de penálti para dar vitória a Associação Desportiva de Vilankulo, no embate frente ao Ferroviário de Maputo, e Fachy, que marcou para o Matchedje de Mocuba no jogo com a Liga Desportiva de Maputo.

Ao todo 126 jogadores já marcaram no Moçambola 2021, sendo 120 na baliza adversária e seis na própria baliza.

O antigo internacional moçambicano, Chiquinho Conde, só será apresentado esta terça-feira como novo seleccionador nacional, depois do adiamento da cerimónia, que inicialmente estava prevista para esta segunda-feira. Alguns acertos no contrato do técnico só foram terminados esta segunda-feira, o que ditou o adiamento da data do anúncio de Chiquinho Conde como novo timoneiro dos Mambas.

Em cima da mesa está um contrato por objectivos, nomeadamente a qualificação dos Mambas ao Campeonato Africano das Nações, de 2023, que terá lugar na Costa do Marfim.

Mas antes, dois jogos para terminar a fase de qualificação ao Mundial do Qatar, prova para a qual os Mambas já não têm possibilidades de chegar ao play-off de Março próximo, uma vez que segue na última posição, com apenas um ponto, num grupo liderado pela Costa do Marfim, com 10 pontos, seguido dos Camarões, com nove.

A meta, nesta fase de qualificação, é evitar a cauda, devendo para tal vencer os dois jogos que restam, diante da Costa do Marfim e Malawi, para suplantar os malawianos na tabela classificativa, que somam três prontos, frutos da vitória sobre os Mambas.

Assim, o contrato por objectivos deverá ser, numa primeira fase, até 2023, podendo ser estendido em função do alcance das metas.

Recorde-se que Chiquinho Conde substitui no cargo de seleccionador nacional o português Horácio Gonçalves, que tinha como objectivo principal, numa primeira fase, a renovação da selecção nacional, para depois partir para a odisseia da qualificação ao CAN-2023.

Chiquinho Conde é o único jogador que disputou três das quatro fases finais do CAN que o país já disputou, nomeadamente no Egipto, em 1986, África do Sul, em 1996, e Burquina Faso, em 1998.

Francisco Queirol Conde nasceu na cidade da Beira a 22 de Novembro de 1965, e disputou, ao longo da sua carreira 580 jogos e marcou 125 golos. Desses jogos, 98 foram ao serviço da selecção nacional de futebol.

Como jogador iniciou a carreira no Maxaquene, antes de partir para Portugal, onde representou Belenenses, Braga, Setúbal, Sporting, Alverca, Portimonense, Imortal e Montijo, para além do NE Revolution e Tampa Bay, estas duas dos Estados Unidos da América.

Como treinador, Chiquinho Conde comandou clubes nacionais e internacionais, com destaque para Maxaquene, Desportivo, Ferroviário, todos de Maputo, Vilankulo FC e União Desportiva de Songo, seu último clube na pátria amada, antes de partir para orientar a equipa sub-23 do Vitória de Setúbal, entre 2018 e 2020.

Está sem clube desde Junho do ano passado, altura em que terminou contrato com os sadinos.

Ferroviário da Beira qualificou-se para a segunda etapa de acesso à Liga Africana de Basquetebol (BAL) ao ocupar a segunda posição na fase de apuramento da zona VI realizada entre os dias 21 e 23, em Joanesburgo, África do Sul.

Missão cumprida! Duas vitórias e uma derrota foram o saldo dos “locomotivas” do Chiveve na prova qualificativa disputada no City Arena Inzibio Hall, no Soweto, em Joanesburgo, África do Sul. O Ferroviário da Beira vai, agora, disputar a derradeira fase de qualificação a Baskettball Africa League (BAL) entre os dias 16 e 21 de Novembro, inserido no grupo G do qual os três primeiros classificados, de um total de oito, asseguram a presença na fase final a decorrer em Kigali, no Ruanda.

 

ESTREIA AUSPICIOSA

A estreia não podia ter sido melhor no grupo F da divisão Leste das eliminatórias da zona VI de acesso à Liga Africana de Basquetebol. Tudo perfeito, tudo conforme o previsto.

Agressivo, determinado e com os processos consolidados, o conjunto de Luiz Hernandez venceu, quinta-feira, 21 de Outubro, o Matero Magics da Zâmbia (81-51) num duelo em que controlou os três primeiros quartos com parciais de 26-10, 21-17 e 21-7. O último quarto foi controlado pelos zambianos que venceram pelo parcial de 17-13. Aí, diga-se, a vitória já não escapava e era importante gerir a equipa para o segundo embate.

O representante moçambicano nas eliminatórias de acesso à embrionária BAL apresentou, no final do jogo, uma média de 78. 57% na linha de lances livres (registo de 11 em 14), melhor que os zambianos que saíram com 50%  (5 em 10 lançamentos).

Nos lançamentos de campo, a equipa moçambicana concretizou 30 em 75 tentados (40% de aproveitamento), sendo que o seu adversário se apresentou com fraca percentagem de 27, 54% (19 em 69).

Os “targets” apontam ainda para 33% nos tiros exteriores (10 em 30) dos “locomotivas” do Chiveve contra 26, 67% (8 em 30) do Matero Magic.

Dominador nas tabelas, os campeões nacionais de 2012 e 2014 colectaram 56 ressaltos dos quais 40 defensivos e 16 ofensivos. O Matero Magic, esse, perdeu a luta das tabelas com 40 ressaltos, sendo 28 defensivos e 12 ofensivos.

A “boxe score” indica que o Ferroviário da Beira contabilizou ainda 27 assistências, 16 “turnovers” e 11 roubos de bola.

Mas há mais por analisar: Ferroviário da Beira contabilizou 31 pontos em situações de perdas de bola, enquanto o seu adversário marcou 11. Nas segundas bolas, o CFB concretizou 15 pontos contra seis do Matero Magic. 31 Pontos dos jogadores saídos do banco e 22 na área restrita são outros dados do Ferroviário da Beira neste duelo de estreia nas eliminatórias da zona VI de acesso à Liga Africana de Basquetebol (BAL).

 

IMPERIAIS NO SEGUNDO JOGO

Muitas facilidades para o Ferroviário da Beira no segundo jogo, em que encontrou um adversário com muitos furos abaixo do seu nível.

O extremo Ismael  “Timo” Nurmamade conduziu  o CFB à vitória por 96 pontos (132-36) sobre Roche-Bois Warriors das Maurícias.

O “machuabo” contabilizou 26 pontos e três assistências em 15:13 minutos na quadra, tendo sido secundado por Elton Ubisse com 17 pontos e cinco ressaltos e o canadense Jermel Michele Kennedy com 16 pontos e seis ressaltos.

Destaque, ainda, ao nível dos pontuadores, para Ayad Munguambe (14) e os gémeos Orlando Novela (11) e Ermelindo Novela (10).

Nesta partida, o Ferroviário da Beira dominou todos os “targets” com 49 em 95 nos lançamentos de (51.6%), contra 16/62 (25.8%) de Roche-Bois Warriors.

O terceiro classificado da última edição da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal, disputada em 2019, concretizou 39 em 71 tiros exteriores (54.9%), enquanto o seu adversário apresentou uma média fraca de 13.8% (4 tiros concretizados em 29 tentados).

Nos lançamentos livres, 24/38 perfazem uma média 63.2% para os moçambicanos, sendo que Roche Bois não concretizou nenhum 0/4 (0%).

Com 68 ressaltos, dois quais 42 defensivos e 26 ofensivos, o Ferroviário da Beira dominou nas tabelas numa partida em que o seu oponente capturou 32 “rebounds: 27 ofensivos e cinco defensivos.

Os campeões nacionais de 2012 e 2014 concretizaram 59 pontos em situações de perdas de bola, contra 13 de Roche Bois. Há ainda 24 pontos nas segundas bolas para a equipa moçambicana que viu o último classificado desta fase de grupos marcar apenas cinco pontos neste capítulo. Os atletas vindos do banco produziram 60 pontos, no Ferroviário da Beira. Os parciais foram de 34-12, 35-7, 29-9 e 34-8.

 

FECHAR COM DERROTA

No derradeiro jogo da fase de qualificação da zona VI à BAL, sábado, 23 de Outubro, o Ferroviário da Beira perdeu diante de UNZA Pacers da África do Sul, por 86-85. Jogo equilibradíssimo, tal como era de esperar entre as duas melhores formações do grupo F da divisão Leste.

Esteve melhor o conjunto moçambicano no primeiro quarto, etapa na qual venceu pelo parcial de 20-11. No segundo quarto, os campeões sul-africanos, baseados em Cape Town, lideraram com um parcial de 29-25. No final do terceiro quarto, equilibradíssimo, o marcador indicava um parcial de 25-24, a melhor para o Ferroviário da Beira. Num jogo intenso, o UNZA Pacers controlou o derradeiro quarto com parcial de 22-15.

Jermel Michele Kennedy foi a melhor unidade do CFB, contabilizando 22 pontos e sete ressaltos (cinco defensivos e dois ofensivos) em 35:18 minutos na quadra. O canadense foi secundado por  William Kiah Perry, base americano, com 18 pontos, cinco ressaltos e igual número de assistências em 35:21 minutos na quadra.

Os “locomotivas” do Chiveve tiveram um média de 42.5% nos lançamentos de campo (31 em 73), 35.7% nos tiros exteriores (10 em 28), 61.9%  na linha de lances livres (13 em 21), 39 ressaltos dos quais 25 defensivos e 14 ofensivos.  Já o campeão sul-africano registou 32 em 72 nos lançamentos de campo (44.4%), 8 em 21 na zona dos 6, 75 metros (38.1%), 14 em 18 na linha de lances livres (77.8%), 44 ressaltos dois quais 29 defensivos e 15 ofensivos.

 

Resultados:

21 de Outubro de 2021

1ª jornada

Ferroviário da Beira 81-51 Matero Magic (Zâmbia)

Roche-Bois (Maurícias)  36-132 Ferroviário da Beira

UNZA Pacers (RAS)  86-85 Ferroviário da Beira

O Desportivo Maputo é a segunda equipa a garantir presença na liguilha de apuramento ao Moçambola 2022, que terá lugar brevemente em Vilankulo, após sofrer mais uma derrota no campeonato nacional de futebol, diante do Incomáti de Xinavane, por uma bola sem resposta.

Os “alvi-negros” já não conseguem chegar a pontuação que garanta a manutenção directa na prova, na edição do próximo ano, uma vez que, com a derrota, continua a somar 16 pontos, há 10 dos “açucareiros”, últimos da manutenção, quando faltam ainda por disputar duas jornadas.

Ou seja, mesmo que o Desportivo Maputo vença os dois jogos que faltam, diante do Ferroviário de Nampula e Associação Desportiva de Vilankulo, não consegue somar 10 pontos para garantir a manutenção directa.

Assim, os “alvi-negros” tornam-se na segunda equipa a confirmar presença na liguilha, depois do Textáfrica do Chimoio, que neste sábado empatou sem abertura de contagem diante do Costa do Sol, e mantém-se na cauda, agora com 14 pontos.

Desportivo Maputo e Textáfrica do Chimoio ficam a espera da terceira equipa que vai disputar a única vaga do Moçambola 2022, para totalizar 12 equipas, uma redução em duas, comparativamente a esta temporada.

Matchedje de Mocuba e Incomáti de Xinavane são os candidatos a essa vaga na liguilha, pese embora os “militares” de Mocuba estejam mais próximos de disputar essa etapa, uma vez que estão a seis pontos dos “açucareiros” na tabela classificativa.

Facto é que o Incomáti só não garante agora a manutenção directa devido ao confronto directo com o Matchedje de Mocuba, já que no canavial houve empate a um golo e em Quelimane os “militares” venceram por 3-0. Vale isto dizer que em caso de derrotas do Incomáti nas duas últimas jornadas, diante do Ferroviário de Nacala (fora) e Black Bulls (em casa), e vitórias do Matchedje de Mocuba frente ao Ferroviário de Maputo (fora) e União Desportiva de Songo (em casa), terminando a prova em igualdade pontual, a turma da Zambézia garante a manutenção e a turma de Xinavane segue para liguilha.

Facto mesmo é que o Matchedje de Mocuba tem jogos mais difíceis em relação ao Incomáti de Xinavane, que só precisa de um empate para garantir a manutenção.

A última equipa que vai disputar a liguilha com o Textáfrica do Chimoio e o Desportivo Maputo será conhecida nas próximas duas jornadas.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE