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O País – A verdade como notícia

O presidente da Federação Moçambicana de Futebol (FMF),Feizal Sidat, diz que a decisão de o Moçambola 2022 ser disputado por 12 equipas é irreversível. Sidat afirma ainda que as decisões do organismo que tutela o futebol moçambicano são incontestáveis.

Acabou o “barulho” e, por isso mesmo, já não há margem para discussão. O Moçambola 2022 será mesmo disputado por 12 equipas. Sidat encerra assim o debate sobre o desejo dos clubes, que pretendiam um Moçambola com 14 equipas.

Entre prós e contras, a verdade é que, contrariamente aos últimos anos, na próxima temporada os amantes do desporto-rei em Moçambique terão de aprender a conviver com a nova realidade: um Moçambola com o número reduzido de equipas.

Para Feizal Sidat, o “dossier” já está fechado.

“Não haverá mais “Liguilha”. O Matchedje de Mocuba é a 12.ª equipa. Esse assunto não é mais motivo de debate”, afirma Sidat. Sidat diz não entender por que motivo os clubes ainda levantam esse assunto, pois o comunicado já foi enviado às associações provinciais.

O Desportivo Maputo e Textáfrica de Chimoio, clubes que à semelhança do Matchedje de Mocuba deveriam disputar a “Liguilha” contestam a decisão do organismo que superintende o futebol moçambicano. Os mesmos entendem que a FMF tomou uma decisão unilateral e que não vai ao encontro do desejo dos clubes.

Sobre esse assunto, Sidat considera haver um contrassenso por parte dos clubes, pois a FMF convocou os mesmos para lhes comunicar sobre a necessidade de disputarem a “Liguilha”, decisão que, no entanto, não foi vista com bons olhos.

Recentemente a Liga Moçambicana de Futebol (LMF) convocou uma reunião com os clubes, tendo como ponto de agenda a discussão do número de equipas no Moçambola 2022. Questionado sobre essa reunião, o presidente da FMF disse que a mesma deveria ter sido convocada para auscultações e não propriamente para discutir a viabilidade do Moçambola com 12 equipas, tendo em conta que é do conhecimento da LMF.

Aníbal Manave foi reeleito na última sexta-feira para o segundo mandato ao cargo de presidente do Comité Olímpico de Moçambique (COM), com um total de 17 votos. Manave concorria para a sua própria sucessão como candidato único.

Como já se antevia, tomando em consideração que Aníbal Manave concorria para sua próprio sucessão como candidato único, acabou sendo confirmado presidente do COM, numa eleição em que as federações votantes aprovaram por unanimidade todos documentos apresentados, com destaque para o relatório e contas.

Manave já projecta o próximo ciclo olímpico, tendo como cavalo de batalha a criação de condições, de modo a vincar e largar o movimento olímpico em Moçambique. O reeleito presidente do COM está ciente de que terá muito trabalho pela frente, daí que já projecta atacar os problemas estruturantes da agremiação, partindo de uma boa organização interna.

Aliás, considera que os problemas financeiros não devem ser o foco, mas sim os atletas é que devem ser o centro das atenções, pois são eles que fazem o movimento olímpico ter pernas para a andar e, por via disso, criar uma boa imagem do organismo que dirige.

Apesar de reconhecer que os problemas financeiros não são o foco, Manave é preciso encontrar soluções para o funcionamento normal da instituição. Para tal, entende que é preciso, também, envolver o sector privado nas acções do COM, como forma de aliviar o Governo, que como disse, tem sido “sufocado”.

As federações moçambicanas esperam por um Comité Olímpico mais actuante e, sobretudo, que traga soluções aos desafios actuais do movimento olímpico. Para essas agremiações, é necessário que o COM crie mecanismos viáveis no que diz respeito à atribuição de bolsas de estudos para os atletas, envolvendo mais atletas, quer masculinos, assim como femininos.

O Secretário do Estado do Desporto desafia ao Comité Olímpico de Moçambique a ser mais proactivo, de modo a que se obtenham resultados positivos. Ainda assim, Gilberto Mendes considera que o COM tem estado a levar a cabo um trabalho visível.

Das 20 federações e outras organizações com direito ao voto, três não se fizeram presentes à Assembleia-Geral, nomeadamente, a Federação Moçambicana de Vela e Canoagem, Boxe e Ginástica.

Maxaquene e Universidade Pedagógica protagonizam, sexta-feira, 17 de Dezembro, na “catedral” do basquetebol moçambicano, o jogo de cartaz da 13ª jornada da 2ª volta do Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores masculinos. O histórico Maxaquene ocupa a segunda posição com 19 pontos, menos três que o líder Costa do Sol.

Os “tricolores”, que recentemente asseguraram uma vaga na próxima edição da Liga Moçambicana de Basquetebol – após conquistarem a “poule” de apuramento da zona sul – terão pela frente uma formação que se encontra na 5ª posição com 17 pontos.

O Maxaquene tem a particularidade de ter vencido, na 1ª volta, conjuntos como Ferroviário de Maputo e Costa do Sol, fortes candidatos ao título.

Mas, do outro lado, terá pela frente uma Universidade Pedagógica que, em 11 jogos, venceu seis e perdeu cinco. O conjunto, orientado por Lourenço Buque, conta com uma equipa jovem, contrariamente a que se apresentou na edição 2019 da Liga Moçambicana de Basquetebol, com muitos atletas experientes.

Ainda na sexta-feira, às 19h30, no pavilhão da A Politécnica, os campeões da cidade em título medem forças com o Ferroviário de Maputo “B”, num duelo entre o 3º e 6º classificados da prova, com 18 e 13 pontos, respectivamente. A A Politécnica, treinada por José “Matilo” Macuácua, vem de uma vitória diante do Ferroviário de Maputo por 74-56.

Frente-a-frente, duas equipas jovens que procuram melhorar a cada jogo. A anteceder a esta partida, ou seja, às 17h45, o Atlético defronta o líder Costa do Sol.

Os “canarinhos” são claramente favoritos a alcançarem a vitória, até porque jogam diante de um conjunto sem argumentos, para fazer face à sua estrutura composta por jogadores de selecção nacional.

Já no sábado, em jogos referentes aos seniores femininos, A Politécnica defronta, às 16h00, no seu pavilhão, o Maxaquene. É um duelo entre o 3º classificado (A Politécnica) e 5º (Maxaquene), portanto dois conjuntos com campanhas distintas no Campeonato da Cidade de Basquetebol em seniores femininos. Às 13h00, o Costa do Sol mede forças com o Ferroviário de Maputo “B”, num jogo a contar para a 13ª jornada da 2ª volta sem seniores femininos. É um jogo a que o Costa do Sol é obrigado a vencer porquanto tem melhor estrutura que a jovem formação do Ferroviário de Maputo “B”.

A fechar a maratona de jogos, Desportivo de Maputo defronta a Universidade Pedagógica, em partida marcada para às 15h00.

O Campeonato da Cidade de Basquetebol deverá sofrer um interregno, a partir do dia 19 de Dezembro, para dar lugar à celebração das festas do Natal e fim do ano.

Decorre, desde terça-feira, no Salão Nobre do Conselho Municipal da Matola, a edição 2020-2021 do Campeonato Nacional de Xadrez, prova que tem como principal objectivo definir os xadrezistas que irão representar a selecção nacional, obedecendo, naturalmente, aos critérios estabelecidos pela federação da modalidade.

É, na verdade, uma lufada de ar fresco para os xadrezistas moçambicanos, porquanto a prova do género já não se realizava há sensivelmente dois anos. Mais, um grande desafio para o elenco liderado por Milton Botão, tendo em conta as restrições e limitações impostas pela pandemia da COVID-19.

Para já, e disputadas seis jornadas, a Federação Moçambicana de Xadrez diz que a prova está a decorrer sem sobressaltos: “a avaliação é positiva, uma vez que as partidas estão a decorrer na normalidade”, frisou o número um da FMF.

Nos juniores, segundo os critérios definidos pela organização da prova, os quatro primeiros classificados garantem a presença na próxima edição do Campeonato Nacional de Xadrez. E, para Milton Botão, a prestação dos xadrezistas, em todos os escalões, tem sido satisfatória: “Em termos competitivos, posso dizer que estamos satisfeitos. Os xadrezistas estão num bom nível e ansiosos, uma vez que já há dois anos em que não se realizava o evento de género”.

O quadro feminino tem registado um crescimento notável nos últimos anos, com algumas xadrezistas a darem tudo de si para melhorar o quadro competitivo.

“O quadro feminino é composto por oito xadrezistas e, neste momento, existe uma boa competitividade. Tivemos até jogadoras que já conseguiram empatar com a actual campeã nacional Vânia Vilhete”, clarificou a fonte.

No escalão de juniores e infanto-juvenil, as partidas irão contar apenas para o Rating Nacional. É preocupação da Federação Moçambicana de Xadrez formar com qualidade. Daí a aposta nestes escalões de formação para potenciar os mais novos de modo a que tenham um futuro.

“É um momento ímpar e acreditamos que o xadrez está de volta, vemos a emoção nos infanto-juvenis, sobretudo, nesse intercâmbio provincial”.

Para esta quinta, sexta-feira e sábado, está prevista a disputa da 6ª, 7ª, 8ª e 9ª jornadas do Campeonato Nacional de Xadrez. O que se pode esperar das próximas jornadas? Questionámos ao presidente da Federação Moçambicana de Xadrez.

“Neste momento, faltam por disputar seis jornadas – de 3 a 9. Esperamos muitas surpresas, porque até agora nada está definido”, notou.

A prova decorre num ambiente marcado pela pandemia da COVID-19. A Federação Moçambicana de Xadrez reconhece que não tem sido fácil organizar provas do género num contexto de crise e restrições provocadas pela doença. “É muito complicado realizar provas neste contexto, porque muitas regras e protocolos devem ser seguidos. O protocolo sanitário exige a existência de muito material de higiene, exige que se façam testes e limita aglomerados. Felizmente, fizemos os testes e continuamos com a prova sem sobressaltos”, assegurou Milton Botão.

Red devils já tinham anunciado que decidiram fechar as instalações de treino do plantel principal na cidade desportiva de Carrington, para minimizar o risco de contágio.

O jogo entre Brentford e Manchester United, da 17.ª jornada da Liga inglesa de futebol, que deveria realizar-se esta terça-feira, foi adiado devido a um surto do Coronavírus nos red devils, anunciou o clube.

“O conselho da Premier League tomou a decisão do adiamento, com base nas diretrizes dos conselheiros médicos”, informou o Manchester United, clube dos portugueses Cristiano Ronaldo, Diogo Dalot e Bruno Fernandes.

Na segunda-feira, o clube já tinha anunciado que decidiu fechar as instalações de treino do plantel principal na cidade desportiva de Carrington, para minimizar o risco de contágio, depois de um pequeno grupo de jogadores e funcionários terem testado positivo.

Na Liga inglesa, o Manchester United, que substituiu recentemente o treinador Ole Gunnar Solskjaer pelo alemão Ralf Rangnick, é quinto classificado, com 27 pontos, a 11 do líder Manchester City, e a um do West Ham, que ocupa o quarto lugar, o último de acesso à Liga dos Campeões.

Entretanto, vários clubes da Premier League estarão a considerar cortar nos salários dos jogadores que não estiverem ou não quiserem ser vacinados. A medida, que chega a ser radical, surge depois de um recorde de 42 casos positivos dentro da competição, registados na última semana.

O plano, segundo escreve o Daily Mail nesta terça-feira, passa por cortar nos vencimentos caso os atletas sejam forçados a isolarem-se por falta da vacina, não remunerando esse período no qual o infectado estará longe das actividades do clube.

A Premier League já teve vários jogos adiados nas últimas duas jornadas por conta dos surtos existentes nos clubes, causados pela variante Ómicron. Estima-se que cerca de 68% dos atletas da primeira divisão inglesa de futebol estão completamente vacinados, números satisfatórios, mas longes de uma maioria segura.

Que seja conhecido, Tottenham, Manchester United e Norwich tiveram problemas com a COVID-19 nos últimos dias, uns por suspeitas de infecção, outros com maiores certezas.

 

MANCHESTER CITY DEMOLIDOR

O Manchester City, próximo adversário do Sporting na Liga dos Campeões, segurou a liderança da Liga inglesa de futebol, de forma impressiva, com uma vitória por 7-0 sobre o Leeds, na 17.ª jornada da prova.

Os “citizens”, com Rúben Dias e Bernardo Silva no onze e João Cancelo fora por suspensão, chegam com esta goleada aos 41 pontos, mais quatro do que Liverpool e cinco do que Chelsea, que só jogam na quinta-feira.

No estádio Etihad de Manchester, a vitória do clube da casa foi claríssima e começou a desenhar-se muito cedo, com o golo de Phil Foden, aos oito minutos, após o qual houve tempo para mais seis golos.

Jack Grealish ampliou para 2-0, aos 13 minutos, após o que marcaram o belga Kevin de Bruyne, aos 32 e 62 minutos, o argelino Ryad Mahrez, aos 49, John Stones, aos 74, e o holandês Nathan Aké, aos 78.

A goleada do Manchester City, adversário do Sporting nos oitavos de final da Champions League, por 7-0, ao Leeds, permitiu a Pep Guardiola atingir (mais) um recorde na carreira, desta vez ao tornar-se no treinador da Premier League a conseguir chegar aos 500 golos mais rapidamente.

A equipa comandada por Guardiola chegava a este desafio com 499 golos sob o leme do espanhol, pelo que atingiu o meio milhar de golos logo aos 8′, por Phil Foden, naquele que foi o jogo 207, na Premier League, no comando dos citizens, do antigo médio do Barcelona e da seleção espanhola .

Os internacionais basquetebolistas moçambicanos Ismael “Timo” Nurmamade e Helton Ubisse e o americano William Perry estão na lista dos melhores jogadores da Divisão Este da Elite 16 da fase de qualificação à Basketball Africa League (BAL).

Entre o Wembley Stadium (Joanesburgo) e a sempre recomendável cidade da Beira, há marcas indeléveis registadas por uma astuta geração de basquetebolistas que não só colocou Moçambique entre as doze melhores equipas do continente africano como também deixou maravilhada a organização da exigente Basketball Africa League (BAL). Ismael “Timo” Nurmamade é quanto baste para, com a extraordinária mudança de direcção e acerto nos tiros exteriores e curtos, fazer reluzir qualquer “team”. Timo provou, e a bem do basquetebol moçambicano, que ainda assombra, de forma literal, os seus adversários e imprime qualidade na quadra. Colocou, de resto, uma vírgula na ousadia dos anfitriões Cape Town Tigers no decisivo duelo das meias-finais da segunda janela de qualificação à Basketball Africa League (BAL).

O craque machuabo, com o mítico “8”, qual fã inconfesso da lenda Kobe Bryant, liderou o CFB com 24 pontos e três assistências na vitória, a 10 de Dezembro, diante dos campeões sul-africanos por 77-75. Na final, mais do mesmo: 25 pontos e dois ressaltos foram os números registados na vitória diante do Cobra Sports do Sudão do Sul, por 91-65.

Há dias em que não esteve bem. Certo! Só que Timo é Timo e Timo é resiliência. É, por isso, listado como um dos sete melhores jogadores da Divisão Este da Elite 16 do torneio de qualificação da embrionária Basketball Africa League (BAL).

 

TIMO: O CRAQUE MACHUABO ESTÁ DE VOLTA?

O craque do Ferroviário da Beira foi uma das melhores unidades nestas eliminatórias da Basketball Africa League (BAL).

O extremo-base arrancou exibições sólidas na fase de grupos (Grupo H2 da Divisão Este), marcando 14 pontos contra Cobra Sports (Sudão do Sul) e Ulinzi Warriors (Quénia). O jogador, de 30 anos, teve uma exibição ainda melhor nas meias-finais diante do Cape Town Tigers. Seus 24 pontos, num duelo emocionante e imperdível decidido já no fim, foram decisivos. Foi um espectáculo vê-lo actuar.

 

ELTON UBISSE, O “POWER FORWARD”

 

“Power forward” forjado no rival Ferroviário de Maputo, tendo em 2017 dado o salto para o Chiveve após conquistar o título numa equipa liderada pelo sérvio Bojan Seckik, Elton Ubisse esteve outrossim em bom plano na Elite 16 da Divisão Este das eliminatórias para a BAL.

Desviado da natação para o basquetebol, Ubisse teve uma evolução constante. Diz, a BAL, que Helton Ubisse é uma presença forte debaixo das tabelas (zona restrita) e com boa capacidade de jogar de cara e costas para o cesto.

Muito forte fisicamente, cria os necessários desequilíbrios ofensivos “partindo” muitas defesas. O internacional basquetebolista moçambicano esteve muito forte no jogo de abertura contra o Cobra Sports do Sudão do sul, contabilizando 17 pontos e cinco ressaltos (três defensivos e dois ofensivos) em 30:56 minutos na quadra.

Ubisse, que em 2017 contabilizou 27 pontos no jogo 5 dos “play-offs” da final a Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal diante do Ferroviário de Maputo, foi determinante também diante do Cape Town Tigers, em jogo das meias-finais da Elite 16 da Divisão Este.

Helton Ubisse terminou o jogo com um duplo-duplo (14 pontos e 11 ressaltos dos quais seis ofensivos e cinco defensivos) em 28:15 minutos na quadra.  No “pick and roll”, desestabiliza qualquer defensiva. É um jogador muito influente a jogar na zona restrita.

 

WILLIAM PERRY: O FABULOSO BASE

 

Não podia deixar de estar entre os melhores! Nem tão pouco. Qualidade acima da média fazem dele um base que faz jogar e pontua. Falando em pontuar, William Kiah Perry fez em todos jogos acima de dois dígitos. Senão vejamos: 16 pontos na estreia diante do Cobra Sports, 18 pontos frente ao Ulinzi Wariors do Quénia, 16 pontos nas meias-finais diante do Cape Town Tigers e 12 na final frente ao Cobra Sports.

Defensivamente, e apesar de ser franzino, faz igualmente o seu papel ainda que não seja o seu forte fazendo pressão ao portador de bola e, nos ataques dos adversários, presença constante nas ajudas.

Perry foi um dos maiores intérpretes e artífice da consistência do Ferroviário da Beira. O armador foi o coração do ataque do clube moçambicano.

Tem mais: pausa e acelera o jogo. Faz o passe no “timing” certo. A capacidade de William Perry em conduzir os ataques, desequilibrando qualquer defesa com os seus dribles é outra das qualidades do norte-americano.

 

ALVARO MASA PARA NÃO VARIAR

Cliente da Liga Moçambicana de Basquetebol, no entanto que reforço do Ferroviário de Maputo, o espanhol Alvaro Masa não deixou os seus créditos em mãos alheias. Como reforço do New Star do Burundi, Masa evidenciou toda a sua classe arrancando um duplo-duplo (14 pontos e 13 ressaltos) na vitória do New Star diante do Matero Magic da Zâmbia, por 78-70.

Na estreia, a 7 de Dezembro, o espanhol fez das suas ao liderar a sua equipa com 25 pontos e seis ressaltos no duelo diante do Cape Town Tigers (partida em que venceram por 83-71).

Infelizmente, os 33 pontos contabilizados diante do Cobra Sports do Sudão do Sul não foram suficientes para garantir a qualificação directa do New Star para à BAL.

Destaque, ainda, para Dieudonne Ndizeye do Ruanda que reforçou o Cobra Sports do Sudão do Sul. O atirador, que jogou na temporada inaugural da BAL pelo Patriots Basketball Club, mostrou-se letal.

O Cobra Sports do Sudão do Sul beneficiou-se, e como, de Dieudonne quando este se mostrou com as mãos quentes. O ruandês marcou 32 pontos, a maior pontuação do jogo, contra o Ulinzi Warriors do Quénia, ajudando o clube do Sudão do sul a avançar para as meias-finais.

O veterano Kenny Gasana, que também fez parte da vistosa actuação do New Star, mostrou liderança.

O armador e atirador do Ruanda apresentou desempenhos inspiradores nas vitórias contra Cape Town Tigers e Matero Magic. Além de suas brilhantes actuações nas quais contabilizou 20 pontos,  Kenny Gasana também assumiu as funções de armador e ajudou a definir a equipa em fases cruciais dos jogos.

Há ainda a assinalar as exibições de Landry Ndikumana (New Star), Billy Preston e Evans Ganapamo  (Cape Town Tigers) que estiveram em grande plano nesta fase de qualificação para a Elite 12 da Basketball Africa League (BAL).

Em 27 dias, todos os olhos do mundo estarão nos Camarões, para a 33ª edição do Campeonato Africano das Nações, Camarões-2021, que será disputada de 9 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2022.

O Campeonato Africano das Nações, também conhecido como AFCON ou CAN, é o torneio de futebol mais importante da África, organizado pela Confederação Africana de Futebol (CAF).

Foi realizado pela primeira vez em 1957, no Sudão, com a participação de três selecções, nomeadamente Sudão, Egipto e Etiópia.

O número de selecções participantes aumentou gradualmente com o tempo, tendo sido quatro em 1962, seis em 1963, oito a partir de 1968, doze em 1992, dezasseis em 1996 (apenas 15 jogaram em 1996 e 2010), até chegar a 24 equipas a partir da edição de 2019, que decorreu no Egipto.

Um total de dezoito países já sediaram a competição, com duas edições a serem em conjunto, nomeadamente no ano 2000, em que Gana e Nigéria acolheram a prova, o mesmo acontecendo em 2012, quando Gabão e Guiné Equatorial dividiram a organização.

Com 32 edições disputadas até ao momento, 14 selecções já foram coroadas com o título, com destaque para o Egipto, a nação mais titulada do continente, que conquistou sete vezes o CAN, seguido dos Camarões, com cinco conquistas, e do Gana com quatro.

Zâmbia e África do Sul são os únicos países da região austral de África que já lograram levantar o troféu do CAN, nomeadamente em 2012 e 1996.

Para esta edição dos Camarões, a região austral de África estará representada pelas Comores, Zimbabwe e Malawi, tendo ficado pelo caminho selecções de renome, casos da África do Sul, Zâmbia, Angola e Moçambique. Aos Palancas e Mambas, junta-se ainda São Tomé e Príncipe, que ainda não logrou a qualificação a uma fase final, nas selecções dos PALOP afastados desta competição continental, onde estão apenas Cabo Verde e Guiné-Bissau.

Recorde-se que Moçambique foi afastado da fase final justamente pelo Cabo Verde, diante de quem perdeu na última jornada, no Estádio Nacional do Zimpeto. Nesse grupo, ficaram qualificados os Camarões, em primeiro, e Cabo Verde, em segundo.

Moçambique fez a sua estreia numa fase final do Campeonato Africano das Nações em 1986, nos Camarões, tendo participado em outras três fases finais, nomeadamente 1996, 1998 e 2010, sua última participação, em Angola.

De todos os países africanos, há 10 nações que ainda não disputaram o Campeonato Africano das Nações, nomeadamente Chade, Djibuti, Eritreia, Lesotho, República Centro-Africana, São Tomé e Príncipe, Seychelles, Somália, eSwatini e Sudão do Sul.

Após mais de cinco milhões de votos de adeptos de 200 países diferentes, a Globe Soccer Awards anunciou, esta segunda-feira, os finalistas para os prémios que pretende entregar no próximo dia 27 de Dezembro, em gala a realizar no Dubai.

Entre os finalistas estão jogadores bastante conhecidos, entre os quais quatro portugueses, nomeadamente Cristiano Ronaldo, que volta a concorrer ao prémio de melhor jogador, assim como Jorge Mendes ao de empresário do ano, enquanto Rúben Dias está entre os seis melhores defesas e Luís Campos como melhor director.

CR7, distinguido oito vezes pela Globe Soccer Award, terá, agora, a concorrência de Karim Benzema (Real Madrid), Robert Lewandowski (Bayern), Kylian Mbappé (PSG), Lionel Messi (PSG) e Mohamed Salah (Liverpool), este último em primeiro lugar nas votações da página da organização.

Já Rúben Dias concorre para o prémio de melhor defesa e tem como rivais Trent Alexander Arnold (Liverpool), César Azpilicueta (Chelsea), Leonardo Bonucci (Juventus), Giorgio Chiellini (Juventus) e Antonio Rudiger (Chelsea). Chiellini está a liderar na votação.

Jorge Mendes, por 10 vezes vencedor do prémio de melhor agente (só perdeu em 2016), concorre com Jonathan Barnett, Federico Pastorello, Mino Raiola e Pini Zahavi. Luís Campos conta com a concorrência de Piero Ausilio, Begiristain Mujika, Robert Olabe e Marc Overmars.

O Flamengo do Brasil, finalista vencido da Copa América, perdida para o Palmeiras, também do Brasil, lidera a premiação para melhor clube masculino, o mesmo acontecendo com o Barcelona na premiação feminina.

Emiliano Martínez, guarda-redes da Argentina, lidera a votação para melhor guarda-redes, enquanto Thomas Tuchel está à frente na votação para melhor treinador. Marrocos, por seu turno, deixa atrás selecções como Argentina, Brasil, Itália e França na escolha da melhor do ano.

 

VEJA AS VOTAÇÕES ATÉ ESTA TERÇA-FEIRA:

Melhor jogador masculino

Karim Benzema                4.9%

Robert Lewandowski         13%

Kylian Mbappé                 8.6%

Lionel Messi                     14.8%

Cristiano Ronaldo             25.8%

Mohamed Salah                32.9%

 

Melhor jogador feminino

Lucy Bronze                     2.1%

Samantha Kerr                  5.4%

Jennifer Hermoso             38.5%

Lieke Martens                   14.8%

Alex Morgan                    6.8%

Alexia Putellas                  32.4%

 

Melhor equipa masculina

Al Ahly (Egipto)                33.4%

Al Hilal (Sudão)                19.8%

Atético (Espanha)              0.8%

Chelsea (Inglaterra)           6.1%

Flamengo (Brasil)              38.6%

Man. City (Inglaterra)        1.3%

 

Melhor equipa feminina

Barcelona (Espanha)          57.5%

Bayern (Alemanha)           16.2%

Chelsea (Inglaterra)           5.6%

Man. City (Inglaterra)        2.5%

PSG (França)                    18.2%

 

Melhor defesa

Alexander-Arnold             30.7%

César Azpilicueta              1.5%

Leonardo Bonucci             6.1%

Giorgio Chiellini               35.2%

Rúben Dias                      6.3%

Antonio Rudiger               20.3%

 

Melhor Guarda-redes

Thibaut Courtois              25.5%

Gianluigi Donnarumma     18.3%

Emiliano Martínez             26%

Edouard Mendy                20.3%

Manuel Neuer                  9.8%

 

Melhor treinador

Didier Deschamps             2.8%

Hansi Flick                       7.9%

Josep Guardiola                13.2%

Roberto Mancini               14.6%

Lionel Scaloni                             6.4%

Thomas Tuchel                 55.2%

 

Melhor Selecção

Argentina                         15%

Brasil                               11.7%

França                             13.5%

Itália                                21.4%

Marrocos                         38.4%

A homenagem, que decorreu esta segunda-feira, no Auditório Ferdinand Wilson, sede da FMF, foi um acto de reconhecimento aos feitos alcançados pela selecção nacional de futebol de praia este ano. Uma cerimónia que foi dirigida pelo vice-presidente para a área de Administração e Finanças, Jorge Bambo, e que contou com a presença de várias personalidades ligadas ao desporto moçambicano, quadros da Casa do Futebol, jogadores, treinadores e staff dos heróis dos pés descalços.

Os homenageados participaram de um almoço durante o qual foram reconhecidos com certificados de mérito e apreço e mini-troféus, pela sua entrega, empenho e dedicação após todas as conquistas alcançadas este ano, bem como pelas participações que foram tendo ao longo do ano.

A selecção de futebol de praia, recorde-se, terminou em segundo lugar no Campeonato Africano das Nações, no Senegal, em Maio passado, depois participou no Campeonato Mundial da Rússia, em Agosto, e conquistou o torneio regional da COSAFA, em Dezembro corrente.

 

DIRECÇÃO DA FMF ASSINALA DOIS ANOS DE MANDATO

Esta terça-feira, 14 de Dezembro, Feizal Sidat celebrou dois anos desde que foi eleito para dirigir os destinos da Federação Moçambicana de Futebol para o quadriénio 2019-2022. Na sua mensagem pela passagem dos dois anos à frente dos destinos da Casa de Futebol, Sidat escreve que “volvido esse período de tempo, olhamos para trás e nos orgulhamos das diversas conquistas alcançadas pelo nosso elenco, com apoio de todos os parceiros”.

“Ao assumirmos a FMF, uma das nossas acções de vulto foi recuperar a credibilidade da Casa do Futebol na praça, reestruturando e pagando grande parte das dívidas encontradas”, escreve, acrescentando que “reestruturamos também a máquina operativa, introduzindo novos departamentos que hoje funcionam em pleno e trazem valor acrescentado ao processo de gestão do futebol nacional.”

No âmbito das actividades e conquistas, Feizal Sidat destaca as marcas deixadas por algumas selecções nacionais, entre as quais a conquista do torneio COSAFA Sub-20 em 2020 e qualificação ao CAN Mauritânia, a qualificação ao CAN Futebol de Praia, Senegal-2021, tendo a selecção terminado em segundo lugar, e a participação inédita no mundial da modalidade, e a conquista do torneio COSAFA de Futebol de Praia 2021.

No que diz respeito às infra-estruturas, o presidente da FMF, na sua mensagem, destaca a alocação de sedes próprias para as Associações Provinciais de Gaza, Manica e Nampula, bem como a Cidade de Maputo, que foi cedida a antiga sede, a construção de campos de futebol em Chimoio, Xai-Xai e Maxixe.

Paralelamente a isso, o presidente de Direcção da FMF fala de obras avançadas, nomeadamente três campos de relva sintética que são feitos com base em fundos da FIFA/FMF, nomeadamente no campo municipal de Chimoio, da Maxixe e de Xai-Xai.

“Volvidos dois anos, sentimo-nos orgulhosos pelo percurso trilhado e comprometemo-nos na materialização do nosso lema: Por um Futebol Moderno e Inclusivo”, termina a sua mensagem.

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