Skip to main content

O País – A verdade como notícia

Jean Losciuto é o novo treinador da equipa principal de futebol do Ferroviário de Maputo, clube pelo qual assinou um contrato válido por um ano. De nacionalidade belga, o técnico tem, dentre várias missões, garantir a conquista do Moçambola 2022.

O enredo sobre o novo treinador do Ferroviário de Maputo já teve o seu desfecho, com os “locomotivas” a dissiparem equívocos sobre quem irá assumir o comando técnico da equipa principal de futebol. E, para tal, o executivo superiormente liderado por Teodomiro Ângelo foi à Europa Ocidental, no caso na Bélgica, onde das já conhecidas cidades medievais com uma arquitetura renascentista, a solução foi o treinador de 49 anos de idade, Jean Losciuto.

Do bloco de notas do Ferroviário de Maputo consta que o belga teve passagens pelo Togo (Anges, em 2013), Ruanda (APR, em 2014), Burquina Faso (ASFA, 2014-2015), Nigéria, onde foi assistente de Sundey Oliseh na selecção (2025-2016), África do Sul (Black Leopard, em 2016 e Richards Bay, em 2018), Egipto (Lyc Eymale, em 2018-2019) e, muito recentemente, pela Guiné Equatorial (Cano Sport).

É, por isso, descrito como um exímio conhecedor do futebol africano. Por essa via, o carácter cosmopolita de Jean Losciuto arrebatou os corações das hostes “locomotivas”, que, com ele, esperam alcançar altos voos.

Apesar do curriculum invejável, em todos os clubes por onde Jean Losciuto passou não há registo de nenhuma conquista.

 

ESCOLHA CERTA

No Ferroviário de Maputo só há certezas. E a convicção vem do presidente dos “locomotivas “da capital, Teodomiro Ângelo, que afirma que Jean Losciuto é escolha certa para o clube, olhando para aquelas que são as ambições do Ferroviário na época futebolística 2022.

“Estamos com sede de vitórias no futebol”, diz Teodomiro Ângelo. Aliás, é uma afirmação de quem sabe o que diz. Para o presidente, com tanto investimento feito, é imprescindível que o Ferroviário de Maputo conquiste a maior prova futebolística nacional, o Moçambola.

Apesar de a sede de vitórias ser tanta, Teodomiro Ângelo está ciente de que, para lograr resultados positivos, é preciso que haja muito trabalho, empenho e, acima de tudo, muita união dentro do clube, este último elemento que, na opinião do presidente do Ferroviário, sempre caracterizou a família “locomotiva”.

“Esperamos também que Jean Losciuto, para além de conquistar o Moçambola, venha acrescentar valor ao clube”, afirma Teodomiro Ângelo, que explica que o técnico belga terá, também, a missão de olhar para os escalões de formação.

Para Jean Losciuito, é um privilégio trabalhar no Ferroviário de Maputo. No rol de promessas, o técnico belga garante que fará de tudo para merecer a confiança depositada em si, o que, segundo ele, passa por desenvolver um trabalho vistoso e, sobretudo, cumprir com os objectivos traçados.

“Espero contar com o apoio de todos, de modo a alcançarmos os nossos objectivos. O Ferroviário de Maputo é um clube histórico, daí que temos a missão de fazer o melhor”, considera Jean Losciuito.

A equipa técnica do Ferroviário de Maputo será composta por Jean Losciuto (treinador principal), Carlos Baúte (treinador-adjunto), Manuel Valói (treinador de guarda-redes) e Lourenço Tembe (preparador físico).

 

“OFICINAS”ABREM SEGUNDA-FEIRA

O Ferroviário de Maputo vai abrir oficialmente as suas “oficinas” na próxima segunda-feira, com os olhos postos, tal como já o dissemos, na conquista do Moçambola 2022. Teodomiro Ângelo diz que o plantel já está a 80 por cento fechado, faltando, porém, algumas posições-chave, cujas contratações terão o aval do treinador.

A abertura da época no Ferroviário de Maputo será antecedida pelos testes de despiste da COVID-19, em cumprimento ao protocolo sanitário estabelecido pelas autoridades de saúde. Na época passada, o Ferroviário de Maputo terminou o Moçambola na sétima posição, com 37 pontos.

O Lille, clube no qual evolui o internacional moçambicano Reinildo Mandava, foi terça-feira afastado nos 16 avos de final da Taça de França, ao perder (2-2, 3-4 penalidades) na deslocação ao terreno do Lens. Mandava foi totalista no duelo disputado no Stade Bollaert-Delelis, tendo sido admoestado com um cartão amarelo.

Os actuais campeões nacionais franceses, que alinharam com Tiago Djaló, José Fonte e Renato Sanches de início, arrancaram melhor a partida, com o jovem belga Amadou Onana a bisar em apenas cinco minutos (28′ e 33′). A vantagem de dois golos assentava bem ao Lille ao intervalo, mas, na segunda parte, tudo mudou. Com a obrigatoriedade de correr atrás do resultado e da eliminatória, o Lens lançou três jogadores nos primeiros 20 minutos, com o médio-ofensivo luso, David Costa, a ser um dos eleitos à saída.

Cinco minutos após as primeiras alterações na equipa, deu-se o golo do Lens, com autoria de Fofana (67′). A formação anfitriã apertava o cerco ao campeão e foi já, no período de descontos, aos 90+5′, que chegou à igualdade, novamente por Fofana, levando o encontro para os penáltis.

Na marcação das grandes penalidades, o Lens acabou por levar a melhor, falhando apenas uma das cinco execuções. Já o Lille falhou duas vezes, pelos pés dos internacionais portugueses José Fonte e Renato Sanches, que ficam directamente ligados à eliminação da equipa.

Reinildo volta a jogar, neste caso para o campeonato, já no sábado, quando o Lille receber o Lorient- Bretagne. A equipa de Reinildo Mandava parte para este duelo na condição de 8º classificado da Ligue 1 com 28 pontos, enquanto o seu adversário ocupa a 19ª e penúltima posição com 16 pontos.

MEXER PERDE 3-0

O internacional moçambicano Edson Sitoe, mais conhecido por Mexer, viu a sua formação Bordéus cair igualmente na Taça da França, ao perder, domingo, diante do Stade Brestois, por 3-0, em desafio dos 16-avos-de-final da prova.

Mexer não constou da ficha desta partida realizada em Brest. O Stade Brestois adiantou-se no marcador aos seis minutos por intermédio de Steve Mounnié, na transformação de uma grande penalidade. Os donos da casa elevaram a contagem para 2-0, novamente na marca dos 11 metros, desta feita por Romain Faivre.   Jérémy Le Douaron estabeleceu, no tempo de compensação, o resultado final em 3-0.

O conjunto de Mexer volta a entrar em cena na próxima sexta-feira, recebendo o Marselha em jogo inserido na 20ª jornada da Ligue 1. À entrada desta ronda, os girondinos ocupam a 17ª posição com 17 pontos, enquanto o Marselha é 3º com 33.

O Piloto moçambicano terminou a terceira etapa do Rally Dakar na posição 121, melhorando a marca registada na segunda etapa. Paulo Oliveira diz estar entusiasmado e quer chegar à final da prova.

Depois de ter terminado na 104ª posição na primeira etapa e na 101ª posição na segunda etapa, Paulo Oliveira teve que redobrar os esforços para melhorar a sua posição na etapa desta terça-feira. Mas, acabou traído pelo percurso bastante sinuoso e cumpriu os 255 km da etapa com o tempo de três horas, 52 minutos e 57 segundos, ainda assim a confirmar a sua capacidade de resistência física e mental ao longo desta corrida.

Ainda assim, a etapa, que seria de 355 km, acabou por ser encurtada em cerca de 100km devido ao mau tempo que se fez sentir em Al Qaisumah, fazendo com que a corrida tivesse apenas 255km.

O piloto moçambicano terminou esta etapa do Rally Dakar na posição 121, e mostrou-se feliz pela marca, garantindo trabalhar para melhorar ainda mais.

“Foi uma prova bastante corrida, e estamos felizes por termos cumprido até ao final. Agora é preparar a moto para a próxima etapa e queremos fazer sempre o melhor para chegarmos à final. Nosso objectivo é fazermos todas as etapas e chegarmos a final”, disse Paulo Oliveira.

Na companhia de KTM 50, Paulo Oliveira competiu, esta quarta-feira, na quarta etapa que ligou Al-Qaisumah a Riade, num troço de 707km. Este trajecto é caracterizado por dunas, trilhos e rochas difíceis de ultrapassar. O Dakar dirige-se para sul em direcção à capital Riade, onde esta quinta-feira acontece a quinta etapa, com um percurso de 560 km, dos quais 214 cronometrados.

Nesta etapa, Oliveira terminou muito longe da sua posição anterior, posicionando-se para lá da 125ª posição.

Esta é a primeira vez em que o país participa na prestigiada corrida de motos do Rally Dakar.

A internacional basquetebolista moçambicana, Chanaya Pinto, a actuar no Oregon State University da NJCAA, EUA, iniciou o ano civil. O Oregon State University derrotou, no passado dia 2 de Janeiro, o Carroll College (MT) por 88-57.

Em 16:00 minutos na quadra, Chanaya Pinto contabilizou dois pontos e igual número de roubos de bola, aos quais acrescentou três ressaltos.

A basquetebolista apresentou um registo de 1 em 2 nos lançamentos de campo e 0 em 1 nos lançamentos livres. No último duelo do ano 2021, a 18 de Dezembro, Chanaya Pinto não teve, igualmente, muitos minutos na quadra, tendo em 11:00 contabilizado um ponto e três ressaltos na derrota do Oregon State University diante do Kansas St, por 68-56.

Uma semana antes, ou seja, a 13 de Dezembro, Chanaya Pinto contabilizou quatro pontos, duas assistências e três ressaltos no embate no qual o Oregon State University venceu o McNeese, por 109-38.

Em 11 jogos (217 minutos na quadra) disputados na época 2021-2022, Pinto apresenta uma média de 46.7% nos lançamentos de campo (21 em 45), 38.5% nos tiros exteriores (5 em 13), 65.4% na linha de lances livres (17 em 26).

Mais: capturou 45 ressaltos (35 defensivos e 10 ofensivos), média de 4.1 ressaltos/jogo, 15 assistências, sete roubos de bola e 14 “turnovers”.  65 pontos contabilizados perfazem uma média de 5.8 pontos/jogo.

Duas vezes nomeada melhor jogadora da semana da NJCAA All – American no Northwest Florida State College, Chanaya Pinto liderou o Northwest Florida State College ao seu primeiro campeonato nacional de basquetebol feminino da NJCAA como estudante do segundo ano em 2020-21, ganhando honras de segunda melhor equipa da prova em toda a América.

A média de 14,6 pontos e 8,3 ressaltos por jogo nas “Raiders” no campeonato, contabilizando 19 duplos no torneio, incluindo um “double-double” de 19 pontos e 10 ressaltos contra o Trinity Valley Community College no jogo do título, fizeram de Pinto uma atleta preponderante.

A “rookie” no “Afrobasket” 2019 também recebeu honras da Conferência de todos os Estados e de todo o “Panhandle FCSAA / Região VIII”, sendo nomeada para a equipa ideal.

Pinto marcou 20 pontos em cinco jogos na época 2020-21, incluindo o melhor desempenho da carreira de 28 pontos contra o Gulf Coast State College e um duplo-duplo de 22 pontos e 14 ressaltos contra o Indian River State College. Considerada uma das atletas mais promissoras do continente pela FIBA-África, Chanaya Pinto mostrou-se muito forte a defender, com 13 apresentações de roubos múltiplos, destacados por uma exibição de cinco roubos no vs Tallahassee Community College.

Chanaya Pinto conquistou a FCSAA / Reconhecimento da Região VIII em todos os Estados e em todo o Panhandle.

Média de 13,9 pontos e 8,3 ressaltos por jogo, marcando dois dígitos 25 vezes com cinco desempenhos de 20 pontos.

Pegou rebotes de dois dígitos 10 vezes – incluindo um par de jogos de 15 rebotes – e marcou oito duplas.

Classificou-se em oitavo no FCSAA com 72 roubos de bola no total, registando vários roubos de bola em 22 de 31 jogos com um par de cinco roubos de bola.

A equipa masculina de basquetebol do Ferroviário da Beira inicia, próxima semana, os trabalhos de preparação, tendo em vista a sua participação na edição 2022 da elite 12 da Basketball Africa League (BAL), prova que irá decorrer em três cidades, nomeadamente Dakar (Senegal) Cairo (Egipto) e Kigali (Ruanda).

A cumprirem, desde Dezembro, um período de férias após a inédita qualificação para a prova organizada pela NBA e FIBA-África, os jogadores e equipa técnica deverão apresentar-se, segundo a fonte do clube, já na próxima segunda-feira, devendo realizar testes da COVID-19 antes mesmo de regressarem às quadras.

O “coach” Luiz Herandez encontra-se a passar férias na Espanha, sua terra natal, sendo que já traçou o plano de preparação para atacar esta competição.

Inicialmente previsto para esta sexta-feira, 7 de Janeiro, a bolha para a escolha de atletas estrangeiros, por parte das equipas participantes na BAL, foi adiada devido à COVID-19. Na fase final, segundo as regras e para conferir maior qualidade à BAL, todas as formações podem reforçar os seus plantéis com quatro jogadores estrangeiros.

Os “locomotivas” do Chiveve ganharam o direito de representar Moçambique na BAL, após vencerem o Cape Town City da África do Sul, por 77-75, nas meias-finais da Divisão Este, disputada na África do Sul.

À excepção do FAP dos Camarões, do AS Salé e do AS Police do Mali – todos presentes na temporada inaugural da BAL -, City Oilers (Uganda), AS Nigelec (Níger) e do SLAC da Guiné – um trio que falhou a corrida à BAL nas eliminatórias de 2019 – sete equipas irão marcar a sua estreia na prova.

Os estreantes são BC Espoir Fukash (República Democrática do Congo), SOA (Costa do Marfim), New Star (Burundi), Ulinzi Warriors (Quénia), Kurasini Heats BC (Tanzânia), Cape Town Tigers (África do Sul) e Ferroviário da Beira (Moçambique).

A 2ª edição da Basketball Africa League (BAL) arranca a 5 de Março de 2022, em Dakar, no Senegal, e incluirá partidas no Cairo, Egipto, e Kigali, no Ruanda. A BAL contará, mais uma vez, com os 12 melhores clubes de igual número de países africanos. A boa nova é que, este ano, a competição irá movimentar um total de 38 jogos em três meses.

Em termos de calendarização, a segunda temporada da BAL incluirá 15 jogos na Arena de Dakar, no período entre 5 e 15 de Março. O Complexo Desportivo Hassan Mostafa Indoor, no Cairo, Egipto, vai acolher também 15 jogos entre os dias 9 e 19 de Abril.

Já a Arena de Kigali, no Ruanda, acolhe oito jogos dos “play-offs” e finais de 21 a 28 de Maio. Os adeptos, segundo o sítio da BAL, podem registrar seu interesse em adquirirem ingressos para a competição.

Durante a segunda temporada de BAL, as 12 equipas serão divididas em duas conferências de seis equipas cada. Cada conferência terá uma fase de grupos de 15 jogos, na qual cada equipa mede forças com os outros cinco conjuntos na sua conferência. Os oito melhores classificados da fase de grupos apuram-se para os “play-offs” da BAL.

O piloto moçambicano, Paulo Oliveira, fez a sua estreia na prestigiada corrida mundial do desporto motorizado, o Rally Dakar, no passado domingo, integrando um lote de perto de 150 motociclistas, carregando a chapa de inscrição 166. Esta é a primeira vez em que a bandeira moçambicana é hasteada numa competição de tamanho prestígio e Paulo Oliveira faz um balanço positivo do seu primeiro dia nas areias do Rally Dakar.

“O primeiro dia do Rally Dakar a sério, estávamos ansiosos por conhecer as pistas da Arábia Saudita. Foram 333 quilómetros feitos ao cronómetro e mais cerca de 300 de ligações, num total de 700 quilómetros, o que nos deu mais de nove horas em cima da mota e foi bom para o primeiro dia, para que pudéssemos habituar para o que vai acontecer nos próximos dias”, disse Paulo Oliveira em jeito de balanço.

Quanto às etapas, “temos muita duna, muita arreia”, que são características que Paulo Oliveira vai encontrar ao longo dos mais de 8000 mil quilómetros no Rally Dakar.

Mas, nem com isso, as coisas deixaram de correr de feição num processo que as contas serão feitas no final. “Correu-nos bem, felizmente, porque recuperamos alguns lugares e terminamos nos lugares 90”, disse Paulo Oliveira, acrescentando que está feliz com a posição alcançada no primeiro dia.

Para já há objectivos traçados para os próximos dias, nomeadamente “irmos terminando dia-dia, irmo-nos conhecendo também e começarmos a criar uma consistência para que no último dia estejamos no palanque final”.

Esta é a 44ª edição desta que é a segunda competição do motorsport mais importante do mundo, depois da Fórmula 1, que para o ano 2022 terá um percurso de 8177 quilómetros, 4258 dos quais cronometrados. Paulo Oliveira participa nesta competição mundial com a sua KTM 450 afinadíssima.

Importa salientar que, antes mesmo da primeira etapa, Paulo Oliveira chamou a atenção dos delegados com o seu capacete que exalta a cultura moçambicana e foi bastante elogiado pelo seu equipamento.

A edição deste ano do Rally Dakar tem a participação de mais de 750 intervenientes, entre pilotos e navegadores, sendo que os aspectos ligados a questões sanitárias estão a ser devidamente cumpridos, com testes regulares a todos os participantes.

Esta é a primeira presença de Moçambique no Rally Dakar, que este ano se disputa em Jeddah, na Arábia Saudita, entre 1 e 14 de Janeiro corrente, e que tem como porta-bandeira, Paulo Oliveira.

A Federação Internacional de Futebol (FIFA) condenou a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) a pagar uma indemnização de cerca de 30 milhões de Meticais ao antigo seleccionador nacional de futebol, Luís Gonçalves, e ao seu então adjunto Tiago Capaz. A decisão foi tomada após chegar à conclusão de que o afastamento da equipa técnica dos Mambas não obedeceu ao que estava previsto nos respectivos contratos.

Luís Gonçalves viu o seu percurso interrompido pela Federação Moçambicana de Futebol nos Mambas, após falhar a qualificação ao Campeonato Africano das Nações que inicia domingo, nos Camarões.

O técnico achou que a decisão do órgão máximo, que superintende o futebol nacional, era ilegal, uma vez que, no contrato, não estava estabelecido que ir ao CAN era o único objectivo, pois incluía, igualmente, a participação na fase de qualificação ao Mundial Qatar 2022. Outrossim, o vínculo contratual chegava ao fim a 30 de Novembro de 2022 depois de ter iniciado a 15 de Agosto de 2019.

O luso-moçambicano e o seu adjunto submeteram o caso ao organismo máximo do futebol mundial, FIFA, que, por sua vez, deu razão aos dois treinadores.

Como resultado, a FMF deve pagar uma indemnização de aproximadamente 24.000.000,00 MT (vinte e quatro milhões de meticais) a Luís Gonçalves e acima de seis 6.400.000, 00MT (seis milhões e quatrocentos mil meticais) a Tiago Capaz, segundo escreve o jornal Notícias na sua edição desta segunda-feira.

Após a decisão, a FMF tinha um prazo de 20 dias para recorrer da decisão, mas não o fez. Assim sendo, a FMF não tem outra saída senão pagar a indemnização em causa, pois, caso contrário, se arrisca a ver o país a incorrer em uma série de penalizações, particularmente, a suspensão e participação do futebol moçambicano em provas internacionais.

Sobre o caso, o órgão dirigido por Feizal Sidat promete pronunciar-se nos próximos dias.

O novo ano terá várias competições desportivas, com destaque para o futebol, iniciando com a disputa do Campeonato Africano das Nações (CAN), nos Camarões, a partir do próximo domingo, fechando com o Campeonato do Mundo, que terá lugar no Qatar, em Novembro e Dezembro. Ao nível nacional, destaque para as cinco provas sob égide da FMF, os compromissos dos Mambas, da Black Bulls e Ferroviário da Beira, nas competições africanas

O ano 2022 já arrancou e com ele vários desafios para o futebol moçambicano, continental e mundial. É que o retorno (quase) sem restrições do futebol começa este ano, depois de dois anos mergulhado na pandemia da COVID-19.

O futebol moçambicano é que mais desafios tem neste ano, com o regresso das várias modalidades, categorias e competições sob égide da Federação Moçambicana de Futebol. O organismo que gere o futebol moçambicano tinha efectuado um plano de competições, em 2020 e 2021, que incluíam os Campeonatos Provinciais que juntavam equipas da primeira e segunda divisões e dos campeonatos provinciais, numa mesma prova que também é uma espécie de torneio de abertura, para além de mais quatro provas, entre as quais a Taça de Moçambique e o Moçambola.

A pandemia não deixou que os planos da FMF se efectivassem nesses dois anos e, inclusive, em 2020, não houve nenhuma competição ao nível nacional.

O plano transitou para este ano, com cinco provas programadas para o escalão principal, nomeadamente a Supertaça, os Campeonatos Provinciais (com envolvimento de todas as equipas de cada província), a Taça de Moçambique, os Campeonatos Provinciais, que vão apurar as equipas para o Moçambola 2023, e o Moçambola 2022.

O maior desafio será a organização dessas provas que envolvem valores avultados para as equipas, que devem inscrever-se a si e os seus jogadores, as associações provinciais, a Liga Moçambicana de Futebol e a própria Federação Moçambicana de Futebol, para que cada uma das competições seja realizada e com qualidade exigida.

 

MAMBAS COM ANO PREENCHIDO

Se as provas acima referenciadas devem arrancar em Fevereiro e terminarem em Novembro, num calendário apertado, mais complicado ficará ainda com a agenda dos Mambas neste ano, com provas regionais e continentais, para além de jogos amigáveis à mistura.

O CAN dos Camarões, que inicia este domingo, devia ter-se realizado ano passado, mas, devido à pandemia da COVID-19, foi adiado para este ano. Vale dizer que, no próximo ano, teremos mais uma edição do Campeonato Africano das Nações, na Costa do Marfim, e a fase de qualificação terá lugar este ano. Ou seja, no mínimo, os Mambas terão quatro jogos de qualificação ao CAN, entre Setembro e Outubro, num grupo que irá ao sorteio à margem do CAN dos Camarões.

Mas há mais: em Março, na Data-FIFA do play-off de qualificação ao Mundial, os Mambas podem realizar dois jogos amigáveis, como forma de dar traquejo aos pupilos de Chiquinho Conde, que precisam de “beber” da táctica e técnica a serem implementadas pelo seleccionador nacional.

Em finais de Maio e princípios de Junho, os Mambas vão ainda disputar o torneio regional da Cosafa, com responsabilidades de fazer melhor que nas anteriores edições, o que passa por chegar à final, para depois procurar o título inédito.

Em Novembro, quando as selecções qualificadas ao Mundial estiverem a preparar a sua participação na prova da FIFA, os Mambas poderão disputar mais jogos amigáveis, prevendo-se que sejam entre 12 e 15 jogos dos Mambas este ano.

Ainda ao nível de África, destaque para a participação inédita da Associação Black Bulls, campeã nacional, nas eliminatórias da Liga dos Campeões, bem como do Ferroviário da Beira, na Taça CAF. As duas equipas moçambicanas têm ambições de chegar à fase de grupos das duas provas e, quiçá, chegar o mais longe possível.

Aliás, os “locomotivas” de Chiveve já estiveram na fase de grupos das afrotaças e querem repetir a proeza, enquanto os “touros” querem fazer história no continente, depois de vencer o país futebolístico.

 

CAN A PARTIR DE DOMINGO

Ao nível continental, a maior prova de selecções inicia já no domingo, nos Camarões, com 24 formações à procura do ceptro.

Sem algumas das principais selecções candidatas, casos da África do Sul e da Zâmbia, e mais uma vez sem Moçambique, eliminado num grupo onde estavam Camarões, Cabo Verde, ambas qualificadas, e Quénia, os PALOP serão representados apenas por duas selecções, nomeadamente os “Tubarões Azuis” e os “Djurtus” da Guiné-Bissau.

A nível regional, a SADC estará representada apenas pela selecção do Zimbabwe.

Ou seja, será uma prova com 24 selecções divididas em grupos, nomeadamente Camarões (anfitrião), Senegal, Argélia, Mali, Tunísia, Burquina Faso, Guiné-Equatorial, Comores, Gabão, Gâmbia, Egipto, Gana, Guiné-Conacri, Zimbabwe, Costa do Marfim, Marrocos, Nigéria, Sudão, Malawi, Etiópia, Mauritânia, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Serra Leoa.

Comores e Gâmbia fazem a sua estreia absoluta numa fase final de um Campeonato Africano das Nações.

Esta competição inicia este domingo e vai prolongar-se até 06 de Fevereiro próximo.

 

MUNDIAL PELA PRIMEIRA VEZ NO FINAL DE ANO

Histórico será fechar o ano com a disputa do Campeonato do Mundo de futebol. Tradicionalmente, a prova vai decorrer em Junho e Julho, mas, devido a condições climáticas no Qatar, país desértico por natureza, onde as temperaturas são elevadas em todas as estações do ano, a FIFA optou por agendar para Novembro e Dezembro, quando as temperaturas são baixas e oscilam entre os 28 e 35ºC.

Ainda assim, os estádios tiveram que ser remodelados, com a inserção de ar-condicionado, o que poderá ajudar a minimizar o impacto do calor.

Será uma prova a ser disputada por 32 selecções, com o continente africano a ser representado por cinco selecções que sairão dos play-off a serem disputados em Março, cujo sorteio será realizado à margem do CAN dos Camarões, em Assembleia-Geral extraordinária da Confederação Africana de Futebol.

Ao nível do continente africano, a qualificação será disputada pelas seguintes selecções: Argélia, Tunísia, Nigéria, Camarões, Mali, Egipto, Gana, Senegal, Marrocos e República Democrática do Congo.

No geral, já são 13 as selecções qualificadas para a fase final do Mundial do Qatar, com destaque para Alemanha, Dinamarca, Bélgica, França, Croácia, Espanha, Sérvia, Inglaterra, Suíça, Países Baixos, qualificadas pela zona europeia, Brasil e Argentina, que já ocuparam duas das quatro vagas da América Latina.

Para já, e além da África (CAF), faltam ainda encontrar os três representantes da Europa, mais dois da CONMEBOL (América Latina), três da CONCACAF (América do Norte, Central e Caraíbas), quatro da AFC (Ásia) e mais duas que sairão dos play-off entre o quinto da América Latina, o quarto da América do Norte, Central e Caraíbas, o quinto da AFC e o representante da Oceânia (OFC), única região que não qualifica nenhuma selecção de forma directa.

O árbitro assistente moçambicano, Arsénio Marrengula, consta na lista dos 64 escolhidos para ajuizar os jogos do CAN-2021, a realizar-se nos Camarões, de 9 de Janeiro a 6 de Fevereiro de 2022. Na lista consta ainda os nomes de um árbitro da Guatemala e um VAR do México, para além de um quarteto feminino.

Arsénio Marrengula será o representante moçambicano no Campeonato Africano das Nações, CAN dos Camarões, em Janeiro e Fevereiro próximo. O árbitro assistente foi eleito pela Comissão de Árbitros da CAF como um dos 64 juízes que vão apitar os 52 jogos da prova que arranca dentro de nove dias.

Marrengula, que já esteve nos últimos Jogos Olímpicos Tóquio-2020 que realizaram-se de 23 de Julho a 8 de Agosto, onde fez parte dos quartetos que apitaram as partidas entre a Nova Zelândia 1-0 Coreia do Sul e Alemanha 3-2 Arábia Saudita, é o único moçambicano que vai estar presente na maior festa do futebol africano.

Arsénio Marrengula de 35 anos de idade também foi auxiliar no CHAN, que realizou-se em Marrocos e Camarões, respectivamente.

A lista dos juízes é composta por 24 árbitros principais, 31 árbitros assistentes e oito árbitros assistentes de vídeo (VAR) de 36 países, entre africanos e americanos.

O torneio terá início no domingo, 9 de Janeiro de 2022, com a partida entre Camarões e Burkina Faso, no Estádio Olembe, em Yaounde.

O Director de Arbitragem da CAF, Eddy Maillet, justificou a escolha dos 64 árbitros eleitos nos seguintes termos: “os árbitros foram seleccionados com base na sua experiência, habilidade e forma actual. Nos últimos meses, foram submetidos a diversos testes de aptidão, por meio de cursos preparatórios e partidas competitivas reais. Só os melhores vão participar neste evento extraordinário. A lista inclui dois árbitros da CONCACAF como parte de nosso programa de intercâmbio de habilidades entre confederações”.

O quarteto feminino, Salima Mukasanga (Ruanda), Carine Atemzabong (Camarões), Fatiha Jermoumi (Marrocos) e Bouchra Karboubi (Marrocos), continua o seu caminho iniciado na Taça das Nações de Sub-17 de 2019 e no Campeonato das Nações Africanas para Internos (CHAN), e estará presente nesta competição sénior de selecções, a maior montra do futebol africano.

Todos os árbitros seleccionados concluirão seus preparativos finais em Camarões, uma semana antes do jogo de abertura. Os mesmos serão monitorados de perto antes e durante a competição por uma equipa de especialistas técnicos e instrutores.

+ LIDAS

Siga nos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE