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O País – A verdade como notícia

O internacional moçambicano, Reinildo Mandava, marcou um dos golos da vitória do Lille quarta-feira diante do Lorrient, por 3-1, na partida em atraso da 20.ª jornada da Ligue 1, campeonato francês de futebol.

É o futebolista moçambicano do momento. A cada dia, dá claros sinais da sua evolução e apetência para dar o salto para um grande clube europeu.

As suas exibições na Ligue 1 há muito que enchem a alma de qualquer adepto e apaixona a exigente, especializada e critica imprensa francesa. Em mais um capítulo ou episódio no qual ficou evidente a sua qualidade, Reinildo Mandava marcou, na quarta-feira, o primeiro golo na temporada 2021-2022 na Liga Francesa de futebol.

O esquerdino facturou aos 31 minutos, concluindo com um golpe de cabeça a uma assistência do internacional português Renato Sanches. A vitória começou a ser desenhada, no entanto, aos dez minutos quando o jovem avançado Isaac Lihadji abriu o activo. Oito minutos depois, Moritz Jenz tentou fazer o corte, mas mandou a bola para o fundo das redes, ampliando para os “Dogues”.

No final da segunda etapa, o Lorient reduziu a desvantagem por Sambou Soumano. O jogador senegalês ganhou um ressalto após tentativa de corte de Vincent Le Goff e fez balançar as redes do Lille.

Para além de ter marcado um dos tentos do Lille, Mandava foi ainda considerado o melhor jogador em campo pelo sítio do clube. Na rubrica “L’Home”, o sítio escreve: “Afiado nas suas intervenções defensivas, contundente na contribuição ofensiva, Reinildo confirma a sua boa forma actual. O TGV de Moçambique ainda teve a alegria de marcar o primeiro golo na Ligue 1, no coração de sua quarta temporada com os ‘Mastiffs’. O lateral esquerdo – que não é o maior – saiu da luta para colocar um belo golo, colocar o resultado em 3-0 e deixar a sua equipa tranquila num jogo decididamente bem encaminhado”, lê-se.

Com este resultado, o Lille é agora oitavo, com 32 pontos, a dois pontos do ‘europeu’ Rennes, quinto, e a cinco do terceiro lugar, do Marselha, enquanto o Lorient continua a fase negativa e é 18.º, com somente 17 pontos, a um do posto que vale a permanência.

 

PRESIDENTE DO LILLE MANDA RECADOS

A vitória do Lille diante do Lorient (3-1) não deixou o presidente do campeão francês totalmente satisfeito. Após o jogo, o presidente Olivier Létang teceu duras críticas aos jogadores, que não conseguiram dilatar a vantagem de três golos conseguida nos primeiros 31’.

“Não podemos voltar a ter uma segunda parte como esta. Temos uma diferença de golos de +2, o que não é propriamente brilhante neste momento. A vencer por 3-0 ao intervalo têm de respeitar o futebol, continuar a mostrar vontade de vencer, respeitar o adversário e continuar a proporcionar. Não consigo deixar de sentir alguma frustração porque podíamos ter marcado mais golos. Estamos satisfeitos com os três pontos, mas é preciso ter cuidado com esta mentalidade”, desabafou o dirigente, citado pelo jornal “A Bola”.

Há, sem sombra de dúvidas, muito por explorar para que Moçambique volte a atacar os lugares de pódio em África. Desde que, num trabalho aturado de “scouting” dos activos espalhados em várias ligas, sejam identificados atempadamente os valores que podem representar o país em provas de grande dimensão. É assim que fez a Nigéria, tricampeã africana. É o caminho que seguiu o Senegal, país com mais “Afrobaskets” conquistados na história da prova:

O que é certo é que, nos EUA, Bulgária, Espanha, Portugal, entre outros países por identificar, há atletas que podem, e como, acrescentar grande valor a selecção nacional. Na segunda divisão da Espanha, Liga Feminina 2, conhecida por LF2, prova que qualifica para a Liga Endesa (prova principal onde jogam Tamara Seda e Leia Dongue) evolui uma moçambicana que está a dar cartas. Trata-se de Carla Covane, poste que há bem pouco tempo evoluiu no basquetebol collegial norte-americano: University of Cumberlands e Seward County Community College. Na sua primeira experiência no basquetebol profissional, a poste está a evoluir e mostrar serviço no GDKO Bizkaia. A 8 de Janeiro, Carla Covane esteve perto de um duplo-duplo (13 pontos e sete ressaltos dos quais cinco defensivos e dois ofensivos) na derrota da sua equipa diante do Melilla (65-56), em jogo da 13ª jornada do grupo “A” da fase regular.

Melhor cestinha, a irmã da também poste Vilma Covane concretizou 5 em 11 lançamentos de campo (45%) e 3 em 4 na linha de lances livres (75% de aproveitamento).

Covane foi secundada, nesta partida por Usua Iruskieta que contabilizou 12 pontos em 29 minutos na quadra.

No global, o conjunto da internacional basquetebolista moçambicana teve um registo de 17 em 45 lançamentos de campo (37.8%), 4 em 14 tiros exteriores (28.6%) e 10 em 15 na linha de lances livres (66.7%).

No último jogo do ano civil 2021, precisamente a 18 de Dezembro, Carla Covane contribuiu com 15 pontos e seis ressaltos defensivos na vitória do GDKO Bizkaia diante do Dela Torre, por 57-48.

Terceira classificada no “Afrobasket” 2016, no Cairo, Egipto, Covane concretizou 6 em 8 lançamentos de campo (75%) e 3 em 4 na linha de lances livres (75%) em 17 minutos na quadra.

Num jogo dramático, realizado a 11 de Dezembro, Carla Covane arrancou um duplo-duplo (10 pontos e 13 ressaltos, sendo seis ofensivos e sete defensivos), insuficiente, porém, para evitar a derrota do GDKO Bizkaia frente ao Leon (69-66).

Estes foram os seus “targets”: 2 em 12 nos lançamentos de campo (16.7%), 0 em 1 nos tiros exteriores (0%) e 6 em 8 na linha de lances livres (75%).

Covane tem uma média de 10, 2 pontos, 6, 8 ressaltos (total de 27, sendo 18 defensivos e nove ofensivos), 42.9% nos lançamentos de campo (15 em 35) e 75% na linha de lances livres (12 em 16).

O GDO Bizkaia é 14° classificado (de um total de 14 equipas) no grupo A da LF2 com um saldo de 2-10 (duas vitórias e dez derrotas), sendo que o cesto average é de 669-670.

As equipas estão divididas em dois grupos por critérios geográficos. Os quatro melhores classificados da “regular season” de cada série qualificam-se para os  “play-offs”, onde ficam agrupadas (quatro formações cada) onde as duas melhores seguem para as finais. Os vencedores das finais ascendem a Liga Endesa.

O próximo jogo de Carla Covane será a 22 de Janeiro, quando a sua equipa medir forças com o Almeria.

As condições do pavilhão dos Desportos do Ferroviário de Nampula, que apresenta um lençol freático que dificulta a realização de qualquer actividade naquele recinto sempre que chove, vai “desviar” a edição 2021 da Liga Moçambicana de Basquetebol Mozal daquele ponto do país. Nampula foi escolhida para sediar o grupo B, do qual fazem parte o Costa do Sol, vice-campeão nacional; Associação Juvenil de Napipine, A Politécnica e CD Municipal da Beira. O presidente da Associação Provincial de Basquetebol de Nampula, Albino Dimene, confirmou ao “O País” que não há condições para se realizar a prova nesta época chuvosa.

Qual o ponto de situação em relação ao acolhimento de um dos grupos da edição 2021 da Liga de Basquetebol Mozal? Em termos globais, de quanto é que a APBN precisa para viabilizar a prova?

Infelizmente, a Associação Provincial de Basquetebol de Nampula não pode acolher a fase de grupos pelas condições do pavilhão. Mesmo havendo mobilização de 4 milhões, que seria o custo, não podemos acolher.

Um dos pontos críticos é o estado do pavilhão, que, quando chove, permite a infiltração de água e dificulta a prática de qualquer actividade…

Sim. As condições do pavilhão, na época chuvosa, não nos favorecem. Existe um lençol de água que passa por baixo do pavilhão. Neste momento, uma intervenção de vulto não seria ideal e acredito que a direcção dos CFM Norte já tem uma solução adiada há anos. Este problema é recorrente.

Dos contactos feitos pela APBN, qual tem sido a resposta do Governo local e do empresariado?

Infelizmente, prefiro não responder a esta questão!

Até que ponto esta situação poderá influenciar para a não realização, um dia, de provas de grande dimensão na província de Nampula?

Influencia negativamente daí que, por enquanto, não haverá Liga. Mas, acredito que, na época seca, poderá ser realizada com pompa e circunstância.

O que deve, na sua óptica, mudar para que Nampula possa, de facto, estar no mapa destas competições, uma vez que, no passado, também falhou a organização da prova?

Não falhou nada. Digo isto porque todos sabemos que a pandemia da COVID-19 veio mudar a forma de estar e posicionamento em relação às competições. Desde que seja no mês de Outubro, haverá, sim, festa de basquetebol em Nampula.

 Quais são, nesta altura, as alternativas?

Por agora, o representante de Nampula irá deslocar-se a Maputo para alcançar os seus objectivos, que passam pela manutenção na “Liga”, neste caso o 5º lugar. Assim sendo, a liga ficaria composta por sul-centro-norte, objectivo primordial da zona norte desde o início da prova.

Em fase de colher o “primeiro milho”, em resultado do apetrechamento das suas equipas principais de basquetebol, o Costa do Sol continua a fazer uma campanha irrepreensível no Campeonato da Cidade de basquetebol sénior feminino.

Os números não mentem: 12 vitórias em iguais números de jogos, liderança mais que merecida na segunda maior prova do calendário do basquetebol indígena.

Sábado, havia esperança fundada, entre os aficionados da modalidade, que o confronto entre as equipas “must” da actualidade, fosse equilibradíssimo e recheado de momentos de espectacularidade. Afinal, estava-se em presença dos dois melhores conjuntos da actualidade, protagonistas das finais dos últimos nacionais e também do Campeonato da Cidade (CC).

Nada disso aconteceu. Foi superior o Costa do Sol de Leonel “Mabê” Manhique que, nos três primeiros quartos, condicionou o seu adversário. Aliás, no primeiro quarto, o Costa do Sol liderou com um parcial de 20-11

E o segundo quarto não trouxe nada de diferente. É que, sem concentração, agressividade defensiva e clarividência nos ataques, o Ferroviário de Maputo apresentou-se apático na quadra. Agradeceu o Costa do Sol que fugiu no resultado, saindo ao intervalo a vencer por 40-23, portanto, 17 pontos de diferença.

Recuperar o resultado e forçar o seu opositor a cometer erros era, certamente, o objectivo do Ferroviário de Maputo no terceiro quarto. Mas, com mais soluções, as “canarinhas” não abrandaram o seu ritmo de jogo, tendo, nesta etapa, fugido no resultado para 60-31. E, no derradeiro quarto, Leonel Manhique deu-se ao luxo de fazer a rotação da equipa. O Ferroviário de Maputo esboçou uma reacção, fez a sua melhor pontuação no jogo (21 pontos).

Com esta vitória, o Costa do Sol cimentou a liderança do Campeonato da Cidade, agora com 24 pontos, mais dois que o Ferroviário de Maputo.

Na terceira posição, encontra-se a A Politécnica com 20 pontos, enquanto o Maxaquene é quarto classificado.

Destaque ainda, nos jogos realizados fim-de-semana, para a equipa satélite do Ferroviário de Maputo (B) que perdeu diante da estreante Lázio por dois pontos: 43-41. O Ferroviário “B” passou para a 4ª posição com 17 pontos, enquanto a Lázio é lanterna vermelha com 14.

 

A POLITÉCNICA DÁ RÉPLICA, MAS CAI

É uma campanha interessante que está a fazer a renovada e jovem equipa d’ A Politécnica na segunda maior prova do calendário do basquetebol da capital. Os “putos” de José “Matilo” Macuácua encostaram às cordas a galáctica equipa do Costa do Sol, numa partida em que perderam por 48-43. O Costa do Sol lidera a prova, agora com 26 pontos, mais que o Maxaquene.

Sensação da prova, o Maxaquene quase atingiu a “chapa 100” do confronto com o vice-campeão da cidade, Ferroviário de Maputo “A”, a quem venceu por 94-62. O Ferroviário de Maputo é, agora, 6º classificado com 17 pontos, mas menos quatro jogos que os líderes.

O Ferroviário de Maputo “B” não fez melhor diante do Aeroporto, adversário com o qual perdeu por seis pontos: 66-50.

Quem sabe sabe. E com Kedinho, o Kendal Allen Manuel, não é e nem podia ser diferente. O valoroso base moçambicano, de 24 anos e 1m94, já está a fazer a diferença no Union Tarbes-Lourdes Pyrénées Basket, clube da “Nationale Masculine 1 ”, NM1, campeonato francês de basquetebol da segunda divisão. Um claro exemplo de que se pode dar o salto para patamares outros. Tão conhecido na NCAA, aspira agora tocar o céu.

Sempre com “targets” consistentes, e socorremo-nos dos números e brilhantes prestações no Oregon State Beavers e no Montana Grizzlies dos EUA, o internacional basquetebolista moçambicano tem na motivação, irreverência e espírito de sacrifício os ingredientes para se (a)firmar no basquetebol profissional.

A 14 de Janeiro, Kendal  Allen Manuel contabilizou 16 pontos, seis ressaltos e duas assistências no duelo em que o Tarbes-Lourdes perdeu diante do Angers, por 83-80.

Três dias antes, ou seja, a 11 de Janeiro, Kedinho contribuiu com 11 pontos, dois ressaltos e três assistências na apertadíssima vitória do Union Tarbes-Lourdes Pyrénées Basket diante do Toulouse, por 76-75.

No último duelo de 2021, Kendal Manuel contabilizou 10 pontos, um ressalto e quatro assistências na vitória da sua equipa frente ao Challans, por 83-64.

Com a dorsal número 2, Kedinho lidera o Union-Lourdes em termos de pontuação com média de 13.8 pontos por jogo (11.7 eficiência), seguido de Gaylor Lobela, francês de 26 anos e 2m06, com 12.4, e ainda 2.4 assistências.

Em 18 jogos (média de 33.3 minutos por jogo) na “regular season” 2021-2022, Kendal Manuel apresenta uma média de 3.5 ressaltos, sendo superado por Luca Nikolic (7.4), Jonathan Jeanne (5.4), Anthony Prugnieres (5.1) e Gaylor Lobela (4.1).

Influente, o filho mais velho de “Potolas”, antigo praticante de basquetebol, apresenta uma média de 45.3% nos lançamentos de campo, 43.9% nos tiros exteriores e 69.0 % na linha de lances livres. É, de resto, o quarto jogador do Union Tarbes-Lourdes com melhor percentagem na linha de lances livres, depois de Luka Nicolic (85.4%), Kilian Incredule (83.3%) e Jonathan Jeanne (80.8%)

Kendal Manuel marcou mais de 10 pontos pela 15ª vez em 18 jogos na França – NM 1 esta temporada, em sete ocasiões em jogos em casa e oito fora.

O recorde de pontuação do craque que representou Moçambique nas janelas de apuramento para o Mundial de basquetebol China- 2019 e qualificação ao “Afrobasket” 2021 é de 24 (pontos por jogo). Inspiradíssimo, “Kedinho” liderou com 24 pontos a sua equipa na vitória frente ao Angers por 95-70.

O internacional basquetebolista moçambicano volta a entrar em cena no próximo dia 21 de Janeiro, quando o seu conjunto defrontar o Bordeaux.

Kedinho representou o Oregon State Beavers nas temporadas 2016-2017 (médias de 7, 8 pontos, 2.4 ressaltos e 1.6 assistências) em 32 jogos, e 2017-2018 (2.6 pontos, 1.2 ressaltos e 0.3 assistências) em 29 partidas.

Explodiu, claro, no bom sentido, no Montana Grizzlies na época 2019-2020 com médias de 15.1 pontos, 3.5 ressaltos e 1.3 assistências em 31 jogos.

Uma curta passagem pela Espanha, precisamente pelo ICG Forca Lleida da divisão 2, conferiu-lhe médias de 5.0 pontos e 1.0 assistências e ressaltos.

O Atlético Madrid da Espanha apresentou uma proposta formal para assegurar a contratação de Reinildo Mandava, internacional moçambicano ao serviço do Lille da França. Os valores não foram mencionados, mas as negociações estão avançadas com o campeão espanhol.

É a primeira grande proposta formal pelo internacional moçambicano, apresentado esta semana pelo Atlético Madrid da Espanha. Mesmo sem avançar os valores envolvidos na proposta apresentada pelo campeão espanhol para levar o campeão francês a Madrid, os jornais franceses e espanhóis revelam que as negociações estão bastante avançadas.

Por vários meses, as negociações com o Lille sobre uma possível extensão de seu contrato não evoluíram, e parece bastante improvável que continua a vestir as cores do campeão francês na próxima temporada.

Jogador-revelação da temporada passada no campeão francês, o Lille, na posição de lateral-esquerdo, Reinildo é um homem muito assediado. O moçambicano do LOSC, que disputou o onze da Ligue 1 do ano de 2021 para a revista francesa L’Equipe, termina o seu contrato no próximo mês de Junho.

Para já, Reinildo está livre para negociar com outros clubes para a próxima temporada.

No verão passado, o Nápoles sondou o jogador, mas sem proposta, tendo o seu nome sido associado também ao FC Porto. Mas o jogador, de 27 anos, pode finalmente assumir o comando da La Liga quando seu contrato expirar.

Esta é uma oportunidade necessariamente interessante para o jogador formado no Ferroviário da Beira e com passagens pelo Benfica e Belenenses, ambos de Portugal, que chegou ao LOSC Lille há três anos por menos de três milhões de euros (empréstimo com opção de compra exercido no verão de 2019).

Chegado ao Lille para ser suplente de Domagoj Bradaric, Reinildo ultrapassou completamente o seu concorrente a partir do Outono de 2020, e suas actuações no primeiro semestre de 2021 contribuíram para a solidez defensiva da equipa, em busca do título da Ligue 1.

Um pouco em dificuldade neste verão, como muitos dos seus parceiros, o moçambicano ressurgiu no outono e assinou notáveis ​​actuações na Liga dos Campeões. Na presente temporada futebolística, Reinildo disputou 24 jogos, 15 dos quais da Ligue 1, seis da Liga dos Campeões, dois da Taça da França e um da Supertaça.

O Atlético Madrid é o actual 4º classificado da La Liga com 33 pontos, resultantes de nove vitórias, seis empates e cinco derrotas. O conjunto de Diego Simeone contabiliza 33 golos marcados e 24 sofridos.

Eduardo Jumisse já não é treinador-adjunto da Black Bulls. O jornal “O País” sabe que o técnico será apresentado esta terça-feira como o novo treinador principal do Desportivo da Matola, clube que milita na segunda divisão.

Não houve nem estreia no banco técnico dos “touros”, e o antigo internacional moçambicano já está de saída da casa dos campeões nacionais.

Eduardo Jumisse, segundo apurou o jornal “O País”, deverá assinar por uma época com os “matolenses”, na qualidade de técnico principal daquele emblema, e o principal objectivo passa por qualificar a formação da Divisão de Honra ao Moçambola.

Na Black Bulls, para além de coadjuvar Inácio Soares, na equipa principal, Jumisse era a principal aposta para a formação de novos talentos.

Eduardo Jumisse, que actuava como médio-defensivo, já representou em Portugal, o Portimonense, Gil Vicente, Cinfães e União da Madeira, Leixões. Ainda no estrangeiro vestiu as cores do FC Vaslui, da Roménia, Ermis Aradippou, do Chipre e ainda pelo 1º de Agosto de Angola.

Antes de sair do país jogou pelo Maxaquene, Liga Desportiva de Maputo e União Desportiva do Songo, tendo pendurado as botas em 2020, depois de se tornar no principal reforço do Ferroviário de Nampula.

O ex-médio-defensivo estreou-se na selecção nacional, em Junho de 2010, tendo vestido as cores dos Mambas por 23 vezes, sem registo de golos marcados.

Concluída a sua carreira de futebolista, Jumisse, actualmente com 37 anos, iniciou os primeiros passos para se tornar treinador. Na semana passada até fez parte da equipa técnica que arrancou com os trabalhos de preparação da época futebolística 2022, da Black, mas tudo indica que a sua estreia num clube de futebol será ao leme do Desportivo da Matola, que deverá oficializar o técnico, esta terça-feira.

Com o nível “C” da CAF, adquirido recentemente, após uma formação ministrada pela Federação Moçambicana de Futebol, Eduardo Jumisse estreou-se num banco técnico com a selecção nacional, na penúltima jornada de qualificação ao Mundial do Qatar, como assistente de Chiquinho Conde, em Outubro do ano passado, diante dos Camarões.

Eduardo Jumisse deverá assumir o Desportivo da Matola em substituição de Gervásio Mavume.

 

SUBSTITUTO DE JUMISSE JÁ EXISTE E É PORTUGUÊS

O director desportivo da Black Bulls, Dino Dulá, começou por confirmar a saída do treinador Eduardo Jumisse, que tinha assinado um contrato com a colectividade válido até ao final da temporada 2022.

Segundo a direcção da Black Bulls, a rescisão do contrato com o treinador moçambicano, Eduardo Jumisse, foi amigável. Dino Dulá explica que Eduardo Jumisse apresentou a vontade de avançar para outros desafios.

“Ele teve uma nova oportunidade para trabalhar no Desportivo da Matola e ele pediu que entrássemos em um acordo para a rescisão de contrato e também porque seria uma oportunidade única para ele, já que vai ser o treinador principal do Desportivo da Matola”,

A Black Bulls revelou no momento que para o lugar de Jumisse, na equipa principal, a colectividade foi ao estrangeiro buscar um técnico português, sendo que para orientar as camadas de formação a aposta será Jaime Mazive, treinador formado em Educação Física.

“Jumisse em princípio ia assumir o cargo de treinador principal da equipa júnior, neste momento nós já reestruturamos e ficamos com Jaime Mazive como treinador da equipa principal dos juniores e para a equipa técnica entrou Tiago Quaresma, que é um treinador português, que já vai chegar no final deste mês, e irá ocupar a vaga deixada pelo Jumisse”, avançou.

Tiago Quaresma, de 35 anos de idade, tem passagens pelo Padroense, Alfenense, Pasteleira, e mais recentemente pela equipa B do Leixões, estas duas últimas formações da Série 1 da 2ª Divisão Distrital do Porto, em Portugal.

O piloto moçambicano que esteve no Rally Dakar diz que foi uma boa experiência participar da maior competição mundial do desporto motorizado. Paulo Oliveira falava à sua chegada a Maputo, este domingo.

O piloto moçambicano, Paulo Oliveira, tinha deixado o país em Dezembro do ano passado, para participar, pela primeira vez, no Rally Dakar, com ambições elevadas e com objectivo de cumprir as 12 etapas, por forma a ser reconhecido na maior prova mundial de todo-o-terreno.

Oliveira regressou ao país este domingo, tendo sido recebido pelo secretário de Estado do Desporto, o presidente do ATCM e outras personalidades que não quiseram deixar de prestar homenagem ao piloto que representou o país na prova da Arábia Saudita.

Não faltou música para a recepção e muito menos os colegas de profissão, os motoqueiros. O piloto mostrou-se orgulhoso da sua participação na competição.

Nas suas primeiras palavras, Oliveira disse estar emocionado com a recepção calorosa e com a participação na prova. “Foi um orgulho enorme, tinha-me comprometido com o povo que iria estar presente pela primeira no Rally Dakar e foi com muita emoção e orgulho que participei. Foi duro, mas conseguimos cumprir a promessa”, disse Oliveira.

Das 12 etapas que corporizaram a edição deste ano do Rally Dakar, Paulo Oliveira cumpriu 11 delas, não tendo terminado a 11ª devido a problemas mecânicos com a sua motorizada. Depois da disputa da última etapa, Oliveira terminou a prova na 116ª posição da classificação geral. Ainda assim, faz um balanço positivo da sua participação.

“É preciso dizer que faço isto por paixão. São muitos que são motoqueiro e sabem como isto é difícil. Passar 12 horas em cima de uma moto, a galgar terrenos que não conhecíamos e terrenos com dificuldades, onde caímos e levantamos, tivemos problemas técnicos, é preciso ter uma força física e mental muito grande para cumprir e cumprimos”, explicou, acrescentando que “a paixão que tenho pelas motos foi feita com muito trabalho, dedicação e foco”.

Paulo Oliveira, que teve uma queda na quarta etapa, diz que foi graças ao foco e a uma força superior que conseguiu cumprir as restantes etapas. “No primeiro dia que perdi o foco fui ao chão e caí. Foi duro e doloroso, mas tivemos alguém, lá em cima, a olhar por nós e nos deu força para continuar e continuamos até chegarmos à final. Isso foi o mais importante”, resume a sua participação o piloto moçambicano.

 

RALLY PARA TRÁS, PROJECTOS PELA FRENTE

Com o Rally Dakar na história, outra página será aberta por Paulo Oliveira, que pretende alcançar mais voos no futuro. “Não vamos arrumar as botas depois desta participação no Rally Dakar. Temos já alguns projectos, um deles que não tenho escondido e que será em coordenação com o ATCM, que é desenvolvermos uma academia e começarmos a desenvolver este tipo do desporto para jovens”, apresentou Paulo Oliveira.

Mais há mais: “quanto a projectos desportivos, ainda é cedo para vermos o que vamos fazer, mas existem e queremos cumprir todos eles ainda este ano que acaba de começar”.

Sobre a participação no próximo Rally Dakar, com sorriso no rosto, Paulo Oliveira disse apenas que “é tempo de descansarmos um pouco e reflectirmos também, mas para o ano teremos mais novidades”.

Paulo Oliveira foi o primeiro piloto moçambicano a participar da prestigiada competição mundial do desporto motorizado, o Rally Dakar, que teve lugar, este ano, na Arábia Saudita, de 01 a 14 de Janeiro corrente.

 

MENDES, ROCHA E SALIMO ORGULHOSOS DA PRESTAÇÃO DE OLIVEIRA

Depois da sua chegada ao país, Paulo Oliveira, acompanhado pelo secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, que, ao seu lado, montado também numa motorizada, e seguido por vários motoqueiros que foram receber o piloto, fizeram uma pequena passeata pelas artérias da capital do país para agradecer o apoio.

Uma passeata que foi terminar no ATCM, onde Carlos Gilberto Mendes considerou que a participação de Paulo Oliveira no Rally Dakar orgulha todos os moçambicanos e marca um arranque de um ano que espera que seja próspero para o desporto moçambicano.

“Participar de um Rally Dakar, para quem não faz ideia, é o mesmo que disputar o Campeonato do Mundo de futebol. Paulo Oliveira faz parte dessa nata muito pequena, dos melhores do mundo e, por isso, parabéns por isso”, começou por dizer Gilberto Mendes que contou ainda que o sonho de participar nesta prestigiada competição mundial de todo-o-terreno foi tido como uma aventura.

Mendes diz que é orgulho para o Governo ver desportistas, como Paulo Oliveira, a seguirem os seus sonhos sem recuar. Isso engrandece o desporto moçambicano, principalmente para este ano 2022.

“2022 começa muito bem para o desporto. Começou logo com o Paulo a entrar no Dakar. Foi a primeira figura do desporto, logo em Janeiro. E depois tivemos as equipas moçambicanas a conquistarem medalhas no regional de voleibol de sala. Isso prova que o desporto está bom neste ano”, disse Gilberto Mendes que espera que sejam portas abertas para que o ano seja, de facto, de muito sucesso para o desporto moçambicano.

Já Rodrigo Rocha, presidente do ATCM, realça a persistência e coragem de Paulo Oliveira nesta sua primeira aparição no Rally Dakar. “Paulo teve uma queda numa das etapas, não contou a ninguém e pegou na sua moto e continuou, teve problemas mecânicos com a sua moto e contou só com ele, que é esse um dos objectivos do Dakar, ainda assim conseguiu chegar ao fim”, reconheceu Rocha.

Para o presidente do maior clube do desporto motorizado do país, Paulo Oliveira carregou o país às costas, até porque “todo Moçambique, durante estes 14 dias, só queria saber onde e como o Paulo está. Foi a primeira vez em que uma nação esteve toda ela ligada através de uma modalidade”, disse Rodrigo Rocha, que também é vice-presidente da Federação Internacional de Automobilismo, FIA.

Por seu turno, Salimo Abdula, director-geral da Intelec, que falava em nome dos patrocinadores que garantiram a presença de Paulo Oliveira no todo-o-terreno de Rally Dakar, disse que o piloto superou as expectativas dos moçambicanos com esta participação.

“Paulo fez de tudo para honrar, não só o compromisso desse sonho, mas a todos os moçambicanos, para além de elevar a nossa bandeira para podermos estar na maior prova do mundo deste nível”, reconheceu.

Abdula disse ter ficado preocupado com as duas fases negativas que Paulo Oliveira teve, nomeadamente a queda, na quarta etapa, e os problemas mecânicos com a moto, na 11ª etapa, ainda assim disse estar satisfeito com o compromisso que tinha consigo mesmo, de manter vivas as esperanças e continuar até ao final.

“Essa era a esperança que eu tinha deste Paulo, de que não seriam a queda que o iria travar, mas seria alguma avaria técnica que o impedisse e ele tivesse que carregar a moto às costas até ao final. Mas, ele fez isso e, mais uma vez, não nos desapontou”.

Paulo Oliveira terminou a sua participação no Rally Dakar na 116ª posição de uma competição que teve mais de 170 pilotos na corrida de motorizadas.

A firma brasileira CSMV confirma que representa a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) junto à FIFA e ao CAS. A FMF contratou a firma CSMV para recorrer da decisão do organismo que gere o futebol planetário, de a FMF pagar uma indemnização de 24 milhões de meticais ao técnico português, Luís Gonçalves.

A novela entre a Federação Moçambicana de Futebol e o técnico português ainda promete muitos capítulos. Desde que a FIFA condenou o órgão que superintende o futebol moçambicano a pagar uma indemnização de 24 milhões de meticais ao ex-seleccionador nacional, Luís Gonçalves, e seis milhões a um dos adjuntos, Tiago Capaz, as águas não mais foram cristalinas na FMF. A Federação Moçambicana de Futebol continua a gerir o assunto no maior secretismo.

“O País” sabe que Feizal Sidat e a sua equipa têm estado a desdobrar-se para encontrar uma solução para o caso, numa autêntica corrida contra o relógio. Como primeiro passo, a FMF contratou uma firma brasileira denominada CSMV Advogados, especializada, dentre várias coisas, no Direito Desportivo.

Com esta investida, a Federação Moçambicana de Futebol pretende recorrer da decisão da FIFA e, por via disso, caso ganhe a causa, evitar pagar a indemnização ao técnico português. Num total desespero, as investidas da FMF não pararam por aí.

A Federação Moçambicana de Futebol tenta, a todo custo, encontrar uma solução amigável junto do técnico português. É que, caso a FMF avance com o recurso, poderá gastar valores astronómicos, o que não seria benéfico para a agremiação.

Senão vejamos: para submeter o recurso ao Tribunal Arbitral do Desporto, a FMF teria que desembolsar cerca de 27, 000, 00 mil francos suíços, cerca de 1.875.000,00 (um milhão e oitocentos e setenta e cinco mil meticais).

E, para activar a assessoria do escritório brasileiro, neste caso, para submeter o recurso, exige-se o pagamento de 10% do valor da causa!

O valor da causa é de 374.000,00 (trezentos e setenta e quatro mil dólares norte-americanos), cerca de 24.000.000,00 (vinte e quatro milhões de meticais).

Os 10% correspondem a USD 37.000,00 (trinta e sete mil dólares), cerca de 2.400.000,00 MT (dois milhões e quatrocentos mil meticais).

“O País” entrou em contacto com a firma brasileira CSMV Advogados, com vista a obter mais dados sobre o recurso da FMF junto à FIFA. Através de um correio electrónico, Alexandre Ramalho Miranda, associado especialista em Desporto e Entretenimento da CSMV Advogados, confirmou a ligação da firma com a FMF.

“De facto, podemos confirmar que representamos a FMF na FIFA e no CAS. A esse respeito e tendo em vista as informações solicitadas, estamos aguardando autorização da FMF para poder lhe passar mais detalhes, dados, e valores,”, lê-se na mensagem.

Com 10 anos de existência, durante os quais já defendeu, com sucesso, vários casos de fórum desportivo, a CSMV é uma firma bem reconhecida no Brasil.

Liderada por André Carvalho Sica, especialista em Direito Desportivo (Consultivo e Contencioso), a CSMV é, neste momento, a solução encontrada pela FMF para dar a volta ao texto.

Luís Gonçalves submeteu uma queixa à FIFA por achar que a decisão do seu afastamento do comando técnico dos Mambas pela Federação Moçambicana de Futebol era ilegal, uma vez que, no contrato, a qualificação para o CAN não era o único objectivo, pois incluía, igualmente, a participação na fase de qualificação ao Mundial Qatar 2022.

Ademais, o vínculo contratual chegava ao fim a 30 de Novembro de 2022 depois de ter iniciado a 15 de Agosto de 2019.

 

“ É UMA REALIDADE COM A QUAL TEMOS QUE NOS INDIGNAR”, DIZ TIMBANA

O antigo Bastonário da Ordem dos Advogados, Tomás Timbana, mostra-se agastado com a contratação de um firma brasileira pela Federação Moçambicana de Futebol para recorrer da sentença da FIFA no litígio com Luís Gonçalves. “É uma instituição internacional onde a federação está a ser demandada. E, litigar instituições internacionais, requer especificidade e terá sido por isso que a federação decidiu contratar internacionais. Mas o que me parece importante é que nisso é o não envolvimento de advogados locais em situações deste género. E não é a primeira vez que isso acontece. Do lado do Governo e empresas públicas têm sido recorrentes quando são demandados internacionalmente, literalmente, ignoram os advogados locais, os escritórios moçambicanos, que são conhecedores da realidade local, são os conhecedores do direito local.

E isto tem várias consequências que, muitas vezes, não se olha para elas. Primeiro, se contratassem um escritório de advogados locais, passar-se-ia experiência para os advogados locais. Se contratassem um advogado local, os impostos seriam pagos aqui, enquanto quando se contrata um escritório internacional não há especificidade nenhuma que se passa para os advogados locais. Portanto, é uma realidade com a qual temos que nos indignar pelo facto de não se envolver profissionais locais em situações deste género”.

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