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O País – A verdade como notícia

O sorteio da fase de grupos das eliminatórias de apuramento para o Campeonato Africano das Nações (CAN-2023), prova a ser disputada na Costa do Marfim, realiza-se no dia 19 deste mês na África do Sul.

É já no dia 19 de Abril que os Mambas irão conhecer os seus adversários na corrida à 34ª edição do Campeonato Africano das Nações, competição em que já não participam desde 2010.

A fase final do CAN será disputada de 23 de Junho a 23 de Julho, com a participação de 24 selecções. Moçambique vai disputar esta fase depois de ter ficado isento da pré-eliminatória.

Os “Elefantes”, designação da selecção da Costa do Marfim, estão apurados automaticamente para a prova, devido à condição de anfitriões.

Os 48 países serão repartidos em 12 grupos de quatro selecções, qualificando-se os dois primeiros classificados de cada série para a fase final do CAN-2023.

Apesar de serem anfitriões e estarem já qualificados, os “Elefantes” também vão competir nas eliminatórias, para dar ritmo aos  seus jogadores. Os jogos da 1ª e 2ª jornadas estão agendados entre 1 e 14 de Junho. A CAF agendou, de 19 a 27 de Setembro, as partidas da segunda e terceira rondas.

Os desafios da 5ª (penúltima) e 6ª (última) jornada aguardam pela definição da instituição africana, entre Outubro (não há Data FIFA) e Novembro (Data FIFA).

Além de Moçambique e Costa do Marfim (anfitrião), vão disputar a campanha de apuramento para a fase final do CAN-2023, a África do Sul, Argélia, Botswana, Benin, Burundi, Burkina-Faso, Cabo Verde, Camarões, Congo, Comores, eSwatini, Egipto, Etiópia, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Angola, Guiné Bissau e Quénia.

Completam a lista das 48 selecções qualificadas para a fase de grupos das eliminatórias da prova, o Lesotho, Libéria, Líbia, Madagáscar, Malawi, Mali, Mauritânia, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Níger, Nigéria, Ruanda, São Tomé e Príncipe, Senegal, Serra Leoa, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Togo, Tunísia, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe. A edição anterior foi disputada nos Camarões, de 9 de Janeiro a 6 de Fevereiro deste ano, por 24 selecções, devido à pandemia da COVID-19.

A segunda edição da embrionária e promissora Liga Africana de Basquetebol, precisamente a Divisão Nilo, está em andamento no “Dr Hassan Moustafa Indoor Sports Complex”, no Cairo, Egipto.

Moçambique já não tem nenhuma equipa a evoluir na revolucionária prova organizada conjuntamente pela gigante NBA e a FIBA-África, mas há uma figura incontornável do basquetebol indígena que representa o país: Zinóbia Dulce Machanguana.

Ducha é a “team manager” do Cobra Sport do Sudão do Sul, conjunto que perdeu na estreia diante do Zamalek do Egipto, por 80-63.

O conjunto, a que Zinóbia Machanguana está desportivamente a passar o seu conhecimento, vai disputar os quatro primeiros lugares, no sistema todos contra todos numa volta, para garantir uma das oito vagas na fase derradeira, a ter lugar no Pavilhão de Kigali, Ruanda, de 21 a 28 de Maio.

O Cobra Sports tem ainda como adversários o BC Espoir Fukash, Cape Town Tigers, FAP e Petro de Luanda. Uma conferência difícil para o Cobra Sports, numa cidade que foi talismã para Zinóbia Machanguana em 2019, porquanto fazia parte da comitiva do Ferroviário de Maputo que conquistou a Taça dos Clubes Campeões Africanos.

Com bagagem na modalidade da bola ao cesto, a irmã de Clarisse Eulália Machanguana (Manucha ou mesmo “Match”), Raúl Machanguana e Helénio “Fifi” Manchanguana procura transmitir a experiência acumulada ao longo de muitos anos e, seguramente, marcada por uma passagem pelo basquetebol norte-americano.

Para ser mais preciso: Zinóbia Machanguana evoluiu no Rhode Island dos EUA, onde vestiu a mítica camisola 23 que consagrou Michael Jordan.

Ducha destacou-se como atleta no Maxaquene e Ferroviário de Maputo, sendo que, neste último clube, conquistou títulos internamente e foi vice-campeã na Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, em 2006, em Libreville, no Gabão.

Carlos Ibrahimo Aik era o “coach”, numa equipa em que pontificavam Júlia “Julinha” Machalela, Janete Monteiro, Ana Flávia Azinheira, Deolinda Gimo, entre outras.

Como dirigente, chegou a chefiar o departamento de basquetebol do Ferroviário de Maputo, tendo contribuído, antes, a par de Isidro Amade, para a conquista da Taça dos Clubes Campeões Africanos de 2018, em Maputo, e 2019, no Cairo, Egipto.

Em 2015, integrou, como atleta, a equipa do Ferroviário de Maputo que ficou em terceiro lugar na fase final da Taça dos Clubes Campeões Africanos de Basquetebol, em Luanda, Angola. Desempenhou, já nas vestes de dirigente, um papel importante para o segundo lugar no Campeonato Africano de Clubes disputado também na capital angolana, em 2017.

Costa do Sol e Black Bulls irão protagonizar a final da edição 2022 da Liga Jogabets. Os “canarinhos” derrotaram, sábado, o Ferroviário de Maputo (5-4), resultado encontrado na transformação de grandes penalidades após o nulo registado no tempo regulamentar. Já os “touros” bateram a Liga Desportiva de Maputo (3-2) também nas grandes penalidades após 1-1 no tempo regulamentar.

No clássico do futebol moçambicano, os “locomotivas” entraram com clara disposição de chegarem ao golo, elaborando mais com interligação entre os seus sectores. Mas, no último reduto, faltava algum critério na definição dos lances. O Costa do Sol, esse, procurou apresentar os seus argumentos nas quatro linhas, mas não esteve com clareza no último terço. Ao intervalo, o resultado foi de 0-0. A segunda parte, repartida, trouxe algumas jogadas de envolvimentos de ambas as partes, mas os intervenientes revelaram falta de pontaria. As oportunidades mais flagrantes do golo pertenceram aos “canarinhos” que, aos 21 minutos, viram Franque negar o golo a Ciganinho num golpe de cabeça.

Depois, perto do final da partida, Telinho encheu o pé com o guarda-redes Franque a fazer uma defesa incompleta. Beto só precisava de encostar, mas falhou escandalosamente. O Costa do Sol marcou os cinco “penalties” (Jorge, Sala, Danilo, Bud e Telinho) com o avançado Telinho a cobrar o decisivo após Juga errar no alvo.

Na primeira meia-final, a Associação Black Bulls derrotou a Liga Desportiva de Maputo (3-2) na marcação de grandes penalidades, após o empate a uma bola no tempo regulamentar. Numa partida sem grande espectacularidade, Melque colocou os campeões nacionais em vantagem ainda na primeira parte. Dainho empatou a partida.

Numa partida em que o internacional moçambicano Reinildo Mandava foi totalista, jogando a lateral esquerdo, o Atlético de Madrid perdeu, sábado, por 1-0 na visita ao terreno do Maiorca em partida da 31.ª jornada da Liga espanhola.

O único golo da partida acabou por surgir aos 68 minutos, depois de o árbitro da partida, alertado pelo VAR, assinalar um penálti por falta de Reinildo na grande área madrilena. Muriqi não perdoou na conversão do consequente castigo máximo e bateu Oblak, fazendo o 1-0 que subsistiria até ao apito final, com o Atlético, mesmo com Félix em campo, a não ser capaz de criar real perigo.

Vinda de seis vitórias nas últimas seis jornadas, mas com um desaire para a Liga dos Campeões ante o City a meio da semana, a turma de Simeone foi quem mais procurou o golo na primeira parte, mas frente a um adversário que tinha perdido os seus últimos sete jogos na competição, foi incapaz de marcar.

A derrota deixa o Atlético de Madrid ainda no quarto lugar, com os mesmos 57 pontos, tantos como o Barça, terceiro (que dois jogos em atraso), mas agora com apenas mais um do que o quinto classificado, o Bétis, que nesta jornada já venceu, fora, o Cádiz. Quanto ao Maiorca, o triunfo permitiu-lhe fugir aos lugares de despromoção e colocar-se no 17.º posto.

 

ZAINANIDE E CLÉSIO PERDEM DIANTE DE PAÇOS

O Marítimo, conjunto no qual evoluem os internacionais moçambicanos Zainadine Jr e Clésio Baúque, perdeu, sábado, no terreno do Paços de Ferreira (0-2) em desafio da 29ª jornada da Liga Portuguesa.

Neste duelo, Zainadine Jr foi titularíssimo enquanto Clésio Baúque foi lançado aos 46 minutos para o lugar de Vidigal.

O marcador foi aberto por Butzke aos nove minutos de jogo. Nuno Santos, aos 29, ampliou a vantagem para 2-0. O espanhol Butzke acabou por desfalcar os pacenses a partir do intervalo, devido à lesão, entrando Denilson Jr para o lugar. Os insulares também mexeram, principalmente no ataque, mas sem efeito.

Paços de Ferreira venceu, neste sábado, o Marítimo por 2-0. Os castores regressaram às vitórias na I Liga, depois de um desaire em Alvalade, e impuseram a segunda derrota seguida aos madeirenses.

Com este resultado, o Paços de Ferreira soma 36 pontos e sobe ao sétimo lugar, ainda que, à condição, ultrapassando o Estoril e pressionando o Vitória SC. Já o Marítimo desce ao nono lugar e fica com os mesmos 33 pontos que tinha.

Acreditar até o fim. Superar a fase menos conseguida, com resultados e exibições irregulares, e acelerar na fase decisiva na Liga Endesa -Liga Feminina- é meta para o Kutxabank Araski, conjunto onde reluzem as internacionais basquetebolistas moçambicanas Leia “Tanucha” Dongue e Tamara Seda.

Sábado, no “Pavillón Municipal A Malata”, numa das “três finais” na corrida aos “play-off”, o Kutxabanki Araski derrotou o Baxi Ferrol por 62-42, em desafio da 28ª jornada da Liga Endesa.

Com esta vitória por 20 pontos, a equipa das valorosas basquetebolistas moçambicanas subiu da 12ª para a 9ª posição agora com 39 pontos, os mesmos que o Gernika Bizkaia (8º). As oito primeiras classificadas seguem para os “play-offs”.

Tamara Seda e Leia Dongue entraram para o cinco inicial da “coach” Madelén Urieta. Seda contribuiu com 4 pontos e 6 ressaltos (em 24:38 minutos na quadra), tendo concretizado 2 em 5 lançamentos de campo.

Em 22:10 minutos na quadra, Leia Dongue fez sete pontos aos quais acrescentou cinco ressaltos (dois ofensivos e três defensivos). Tanucha, candidata a melhor extremo poste da Liga Endesa, concretizou 3 em 7 lançamentos de campo.

O Kutxabanki Araski, mais esclarecido na quadra, entrou melhor alcançando um parcial de 12-2. Uma boa reacção das “Ferrolanas” com pressão alta e mais clarividentes no ataque, permitiu que no final do primeiro quarto conseguissem reduzir para quatro pontos: 10-16.

As meninas de “Alava”- Kutxabanki Araski- iniciaram o segundo quarto sem esclarecimento ofensivo e cometeram muitos erros no balanço defensivo. Rezam as crónicas que um triplo de Natalia Rodríguez abriu o segundo quarto.

O Baxi Farrol apostou, nesta etapa, em tiros na zona dos 6, 75 metros (1 de 13 em triplos ao intervalo; 3 de 22 no final) sem se mostrar acertivo.

A partir daí, Leia Dongue, Tamara Seda e companhia condicionaram o seu adversário e controlaram o segundo quarto, vencendo por um parcial de 17-5. Ao intervalo, o marcador indicava 33-15, vantagem para o Kutxabanki Araski.

As visitantes- Kutxabanki Araski- fugiram, no terceiro quarto, para 23 pontos (38-15) fruto da melhor abordagem ofensiva e defensiva no “Pavillón Municipal A Malata”.

Lino López, “coach” do Baxi Ferrol, pediu um descontou de tempo para fazer os ajustes na equipa. No final do terceiro quarto, o parcial era de 48-27 para o Kutxabanki Araski.

Depois de atingir a maior vantagem na partida (25 pontos), o Kutxabanki Araski baixou a intensidade no jogo. Foi nesta etapa que a diferença situou-se nos 20 pontos.  A verdade é que o jogo já estava sentenciado e  Madelén Urieta conseguiu fazer a rotação do seu plantel.

O próximo jogo será na próxima quarta-feira, 13 de Abril, diante do Durán Maquinaria ensino, 10ª classificado com 39 pontos. A fechar a fase regular da Liga Endesa, Leia Dongue e Tamara Seda batem-se a 17 de Abril com o Valencia B.C, líder da prova com 52 pontos.

Os jogos dos play-offs, quartos-de-final, estão agendados para os dias 24  e 28 de Abril, enquanto as meias-finais jogam-se entre os dias 1 e 5 de Maio. O “play-off” da final, a melhor de cinco jogos, realiza-se nos dias 8 de Maio (jogo 1),  12 (jogo 2) e 15 (jogo 3).

O troféu da “Champions League” foi apresentado sexta-feira e sábado aos moçambicanos por Clarence Seedorf, no quadro do Tour da Taça da Liga dos Campeões promovido pela Heineken, patrocinador oficial da maior prova de clubes do mundo.

“Die Meister/Die Besten/Les grandes équipes/The Champions!”. Traduzido: “Os mestres/Os melhores/As grandes equipas/ Os campeões!”.

“The Champions”, uma adaptação de Tony Britten da música “Zadok the Priest” de George Frideric Handel, é de toda inspiradora!  Estimula campeões e estrelas de todo o planeta. Os versos soaram no átrio do Conselho Municipal de Maputo.

Tão só para acompanhar a entrada do troféu mais ambicionado das provas de clubes em todo o mundo esteve no país durante três dias. E nada melhor que Clarence Seedorf para apresentá-lo.

É que a estrela dos País Baixos não só é embaixador da Taça da Liga dos Campeões como também carrega consigo o estatuto de único jogador a conquistar a “Champions” três vezes em três clubes diferentes.

Seedorf açambarcou o troféu pela dinâmica equipa do Ajax (1994-95), galática do Real Madrid (épocas 1996-1997) e formidável do AC Milan (2003-2004).

É obra! Pelo que é reconhecido como embaixador do “Tour da Taça da Liga dos Campeões” que escalou de 7 a 9 de Abril a capital do país.  E, no primeiro contacto com o movimento desportivo moçambicano, uma menção, como não podia deixar de ser, a duas lendas do futebol nascidas em Moçambique: Eusébio da Silva Ferreira e Mário Esteves Coluna. “Futebolistas como Eusébio e Mário Coluna fizeram história na prova, vencendo a competição. Trata-se de duas grandes referências da Liga dos Campeões. Queremos que haja mais jogadores de alta qualidade como Eusébio e Coluna”, reconheceu Seedorf na conferência de imprensa de apresentação da Taça da Liga dos Campeões.

A cosmopolita cidade de Maputo faz parte de um grupo de quatro cidades escolhidas para receber a Taça da Liga dos Campeões, nomeadamente Adis-Abeba, na Etiópia, e Lagos e Abuja, na Nigéria.

Depois, o troféu segue a Paris, palco da final da edição 2021-2022 da Liga dos Campeões!  O Stade de France foi o local escolhido para acolher do jogo decisivo da mais importante competição de clubes da Europa. O estádio tem a capacidade de abrigar 79.959 torcedores. Foram gastos 407 milhões de euros na construção.

A decisão foi forçada pela evolução do conflito entre a Rússia e a Ucrânia. De resto, o jogo decisivo havia sido marcado  para  São Petersburgo.  Actualmente,  é pouco utilizado por equipes de futebol, apenas para amistosos da seleção francesa defutebol, devido à preferência dos clubes pelo Estádio Parc des Princes, mais próximo do centro de Paris. Foi a sede da Final da Copa do Mundo de Rugby de 2007 e de outras partidas da mesma competição. Também é utilizado para shows e já recebeu grandes espectáculos de diversos artistas como Madonna, Beyoncé, U2, Rihanna e Coldplay, entre outros. No rugby, este hospeda regularmente jogos do calendário nacional e internacional como a final do Top 14 e os jogos da seleção francesa de rugby.

 

 

HEINEKEN QUER INSPIRAR TALENTOS NACIONAIS

Trazer a Taça da Liga dos Campeões enquadra-se na responsabilidade social da Heineken. Mais: proporcionar aos amantes de futebol moçambicano um momento ímpar para se inspirarem em histórias de sucesso.

“Para nós, Heineken, é um orgulho testemunhar a presença deste troféu e da lenda do futebol europeu Clarence Seedorf que já levantou a mesma em quatro ocasiões. Hoje- sexta-feira- ao recebermos estes grandes símbolos da Liga dos Campeões da UEFA, confirma-se o nosso anseio de enraizamento na sociedade moçambicana que é grande apreciadora do futebol europeu, principalmente desta competição”, notou Neyde Pires, directora dos Assuntos Corporativos da Heineken Moçambique.

O Governo agradece. E faz fé para que este movimento desperte as estrelas nacionais para atingirem grande patamares, tal como de Reinildo Mandava, jogador do Atlético Madrid que está nos quartos-de-final da prova onde vai disputar o jogo da segunda mão do Wanda Metropolitano diante do Manchester City em vantagem de 1-0 na eliminatória.

“É uma honra receber esta Taça. Espero que, com este gesto, a passagem de tão emblemático símbolo do futebol, alguma coisa a mais fique em termos de referência e aquilo que temos no nosso futebol”. Palavras de Carlos Gilberto Mendes, secretário de Estado de Desporto. Numa tarde cinzenta na capital do país, fez-se uma passeata por várias artérias para a exibição da chamada “orelhuda” naquela que foi a primeira etapa do “Tour” no país.

Seedorf dirigiu ainda um networking, perante centenas de convidados, para além de ter deixado fotografar ao lado de todos aqueles que se dirigiram sábado ao Conselho Municipal de Maputo para verem “in loco” a chamada “orelhuda” na parada da mesma.

A cidade de Quelimane, capital da Zambézia, apresentou oficialmente a sua candidatura para ser a Capital Africana do Desporto em 2023, uma prova organizada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Ciência e Cultura). Segundo o presidente do Conselho Autárquico da cidade de Quelimane, Manuel de Araújo, o resultado será conhecido no segundo semestre deste ano.

Entretanto, a confirmar-se a aprovação de Quelimane para ser a sede africana do Desporto seria a primeira vez que uma cidade africana iria receber a prova. E para Manuel de Araújo, Quelimane quer ser a porta de entrada do evento internacional no continente africano.

“Nunca houve antes. Este é um movimento ligado à Unesco, que também abriga a questão do desporto”, esclareceu de Araújo a motivação para avançar com a candidatura de Quelimane para ser a Capital Africana do Desporto.

A iniciativa vai mobilizar todo o tecido desportivo da cidade e será uma oportunidade para pôr mais gente a praticar desporto, segundo argumento apresentado pelo presidente do município de Quelimane.

Manuel Araújo não esconde que há muito por se fazer naquela cidade caso seja a escolhida para ser a sede Africana do Desporto, daí que há necessidade de fazer mais investimentos. “Já estamos a nos preparar para isso e vamos montar a nossa vereação do desporto, exatamente nesse sentido. Não tenho dúvidas que seremos bons candidatos”, disse.

Manuel de Araújo está ciente de que há mais candidatos para acolher esta actividade, mas prefere continuar a elevar muito a fasquia, até porque o prestígio de ser a primeira vez que o evento escala África faz com que o presidente do Município de Quelimane olhe o céu como o limite.

“Eu sempre elevei a minha fasquia, portanto não vamos nos surpreender. Sempre tentei fazer o melhor, o impossível e, para mim, só há um limite, que é o céu”, frisou de Araújo.

Para acolher o evento desportivo da Unesco em 2023 podem candidatar-se todas as cidades africanas. Esta é uma iniciativa da UNESCO, que contempla todas as modalidades, quer amadoras, quer profissionais.

A localidade de Macaneta, no distrito de Marracuene, Província de Maputo, foi palco de uma prova pedestre denominada “Corrida de Macaneta”, no âmbito da preparação dos atletas moçambicanos rumo aos Jogos Olímpicos de Paris 2024.

A prova, organizada pela Embaixada da França em Moçambique e ESwatini, em coordenação com o Comité Olímpico de Moçambique, Governo do Distrito de Marracuene e a Federação Moçambicana de Atletismo, decorreu também no âmbito da celebração do Dia Internacional do Desporto ao Serviço do Desenvolvimento e da Paz que se comemorou esta quarta-feira.

Participaram da “Corrida de Marracuene” perto de 250 alunos provenientes das Escolas Francesa de Maputo, Secundária Gwaza Muthini e Albert Einstein, Primária de Mbuva, Macaneta e Centro Educacional, sendo que a mesma tinha como objectivo iniciar o processo de sorteio de dois alunos (em masculino e feminino) para representar o país nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2024.

António Afonso, em masculinos, foi o grande vencedor, ao percorrer a distância com o tempo de 37 minutos, 23 segundos e 05 centésimos, seguido de Francisco Nhaca (43:04:22) e Francisco Magaia (45:10:12) a fecharem o pódio.

Em femininos, Lina Mandlaze fez o percurso em 40 minutos, 05 segundos e 03 centésimos, fechando o pódio Otília Nhaca, com o tempo de 42 minutos, 06 segundos e 14 centésimos e Célia Marcel, que fez 43 minutos e 20 centésimos.

A efeméride contou com a presença para além dos organizadores, do Conselheiro da Embaixada da França, do Secretário-Geral do Comité Olímpico de Moçambique, Penalva César, da Secretária Permanente Distrital de Marracuene, Calmira Chongo, do Director Provincial de Juventude Emprego e do Desporto, Joaquim Fernando Mundlovo, Presidente da Federação Moçambicana de Atletismo, Kamal Badru, dos Membros do Governo Distrital, Chefes do Posto Administrativo Sede, Localidade Sede e de Macaneta.

Depois desta prova, a Federação Moçambicana de Atletismo projecta a realização de um curso de juízes e cronometristas, entre 25 a 29 deste mês, para além do provincial de mini atletismo “Samora Machel”, que terá lugar em todas províncias.

Recorde-se que a Federação Moçambicana de Atletismo vai realizar sua Assembleia Geral a 7 de Maio próximo, em Inhambane, na mesma data em que vai organizar o Nacional de mini Atletismo “Samora Machel”, que vai contar com os vencedores das provas provinciais.

 

Masculinos:
• 1° António Afonso 37:23:05
• 2° Francisco Nhaca 43:04:22
• 3° Francisco Magaia 45:10:12

Femininos:
• 1° Lina Alberto Mandlaze, 40:05:03
• 2° Otília Nhaca 42:06:14
• 3° Célia Marcel, 43:00:20

As meias-finais da Liga Jogabets da Cidade de Maputo disputam-se este sábado, no campo do Costa do Sol, envolvendo equipas da capital do país que estarão na edição deste ano do Moçambola. Black Bulls vs Liga Desportiva de Maputo e Ferroviário de Maputo vs Costa do Sol são os embates das meias-finais.

Dois jogos, quatro equipas, uma disputa! São as meias-finais do Campeonato Provincial da Cidade de Maputo, a primeira competição da temporada futebolística 2022, a Liga Jogabets.

Uma fase que será disputada totalmente pelas quatro equipas que vão representar a capital do país na maior prova de futebol de clubes do país, o Moçambola 2022, nomeadamente Black Bulls, Costa do Sol, Ferroviário de Maputo e Liga Desportiva de Maputo.

 

BLACK BULLS VS LD MAPUTO A ABRIR

Os dois jogos terão lugar no relvado sintético do Matchiki Tchiki, com início às 13h15, quando Black Bulls e Liga Desportiva de Maputo entrarem em campo.

Os “touros” são claros favoritos a vencer esta partida diante dos comandados de Dário Monteiro, até porque venceram quase todos os jogos desta competição, a excepção do empate diante do Ferroviário de Maputo, na primeira jornada da Série A.

A turma de Inácio Soares tem o melhor ataque desta prova, com 34 golos apontados, dos quais 32 na fase de grupos e outros dois nos quartos-de-final, tendo sofrido apenas quatro golos. Por isso mesmo a Black Bulls é um alvo a ter em conta por parte da Liga Desportiva de Maputo, que terá que puxar dos galões se quiser chegar à final da prova.

As duas equipas têm pouco histórico entre si, não fosse o facto dos “touros” só na época passada terem ascendido ao campeonato nacional de futebol do nosso país. E foram apenas duas as vezes que se cruzaram em provas oficiais, no Moçambola 2021, ambas ganhas pelos “touros”, por 2-1 e 0-1 respectivamente.

Na tarde deste sábado será a terceira partida entre ambos conjuntos e a Liga Desportiva de Maputo, ainda que com jogadores menos conhecidos e não renomados, vai querer surpreender e chegar à final para discutir os 250 mil meticais de premiação.

 

“LOCOMOTIVAS” E “CANARINHOS” EM FINAL ANTECIPADA

A fechar o dia, quando forem 15h15, Ferroviário de Maputo e Costa do Sol medem forças naquela que é a final antecipada desta prova.

São duas das melhores equipas do país, com ambições claras de conquistar qualquer prova em que entram para disputar, pese embora os troféus não cheguem tal como desejam.

O Costa do Sol conquistou o seu último troféu em 2019 para o Moçambola, mas também é detentor da primeira prova da Cidade de Maputo, ora designada Torneio Mavila Boy, em 2020.

Já o Ferroviário de Maputo não conquista títulos desde 2016, quando conquistou a Supertaça nacional, sendo que a última vez que conquistou o Torneio de Abertura da cidade de Maputo foi em 2012.

Duas das melhores equipas do país que já se defrontaram por várias vezes, com destaque para os últimos dez anos, onde se cruzaram por 22 ocasiões. Os “locomotivas” da capital do país levam vantagem no confronto directo, tendo vencido por nove vezes contra cinco vitórias do Costa do Sol.

Há ainda registo de oito empates, sendo que o Ferroviário de Maputo marcou 23 golos e o Costa do Sol 20.

Este sábado muito haverá por dizer em torno deste jogo que é, sem sombra de dúvidas, uma final antecipada entre equipas que jogam pelo título, pelo prestígio e pela honra.

Sábado, no campo do Costa do Sol, procuram-se os finalistas da Liga Jogabets da Cidade de Maputo.

 

CAMPEÃO DE INHAMBANE CONHECIDO DOMINGO

Quanto à província de Inhambane, o vencedor do Campeonato Provincial será conhecido este domingo, quando Associação Desportiva de Vilankulo e Temusa Costa do Sol da Massinga se defrontarem na final.

Os “canarinhos” da Massinga passaram com distinção no seu grupo B, onde tiveram apenas um empate diante do seu adversário da final, que terminou em segundo lugar na fase regular. Nas meias-finais as duas equipas da Série B derrotaram as duas da Série A, com os “hidrocarbonetos” e vencerem o Ferroviário de Inhambane à tangente, naquela que foi a vingança da derrota na supertaça provincial, enquanto o Temusa Costa do Sol da Massinga deixava pelo caminho a turma policial de 17 de Maio da PRM.

A Associação Desportiva de Vilankulo procura conquistar o troféu para entrar mais moralizada no Moçambola 2022 que arranca a 7 de Maio próximo, depois de perder a Supertaça provincial.

Em Sofala e Manica já foram encontrados os campeões provinciais, nomeadamente o Ferroviário da Beira e o Textáfrica de Chimoio, enquanto nas restantes províncias ainda se joga.

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