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Mais dois jogadores moçambicanos respiram profissionalismo a partir do já aberto mercado internacional de transferências. Trata-se dos internacionais Elias Macamo, avançado do Ferroviário de Maputo, e Danito Mutambe, da União Desportiva de Songo, que vão reforçar a equipa angolana do Interclube de Luanda, que actualmente ocupa a 14ª posição do Girabola.

Os jogadores internacionais moçambicanos, Elias Paulo Macamo e Danito Mutambe, são apontados como novos reforços do Interclube, num contrato válido por uma época e meia.

De acordo com o jornal electrónico Lance Mz, Elias Macamo, avançado de 31 anos, chega ao emblema dos “polícias” de Angola depois de uma temporada ao serviço do Ferroviário de Maputo, onde anotou quatro golos em 11 jogos, num clube onde conquistou a Supertaça nacional.

Já o compatriota Danito Mutambe, central de 30 anos, deixa a União Desportiva do Songo, onde sagrou-se campeão do Moçambola e vencedor da Taça de Moçambique na época passada, com registo de nove jogos realizados, fazendo, por isso, parte da histórica equipa que bateu o recorde de mais vitórias numa única época no país.

Daniel Agostinho Mutambe, recorde-se, foi uma das vítimas de assalto e agressão na cidade do Lubango, em Angola, em 2023, quando representava a União Desportiva de Songo nas afrotaças.

Esta não é a primeira vez que o treinador do clube angolano aposta em jogadores moçambicanos, depois de já ter contado com os préstimos do internacional moçambicano Lau King, em 2023, na altura técnico do Sagrada Esperança, tendo sido, também, responsável pela ida de Shaquile Nangy ao Sagrada Esperança, em 2024.

O Interclube de Luanda atravessa uma fase delicada na presente temporada, ocupando actualmente a 14.ª posição do Girabola, zona de despromoção, com apenas 10 pontos em 10 jornadas. 

Esta é mais uma prova do valor do futebol moçambicano no panorama regional, com atletas a ganharem espaço em campeonatos competitivos. Recorde-se que para além de Angola, Moçambique tem jogadores a actuarem na África do Sul, Eswatini e Tanzania.

Para já, os dois jogadores fazem parte do leque de reforços que o clube vem fazendo neste mercado de transferências, para fazer face a saídas de alguns jogadores, com destaque para quatro deles, do plantel principal, nomeadamente Filipe e Dieu, ambos defesas, Cristian, médio, e Alalade, avançado.

Na sua mensagem nas redes sociais, o Grupo Desportivo Interclube expressou o seu agradecimento aos referidos atletas pela dedicação, profissionalismo e pelo contributo prestado ao clube durante o período em que envergaram as cores da agremiação.

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou pessoalmente a selecção nacional pela histórica participação no Campeonato Africano das Nações de Marrocos, onde alcançou a primeira vitória e a primeira qualificação à fase a eliminar. Chapo garantiu que o Governo já trabalha para garantir a premiação dos jogadores.

Parte da delegação moçambicana que esteve em Marrocos a disputar o CAN-2025 já se encontra em Maputo e ainda este sábado recebeu a visita do chefe do Estado numa instância hoteleira, que foi felicitar pessoalmente pela histórica participação.

Na ocasião, Daniel Chapo disse que é em nome dos moçambicanos no país e na diáspora que foi felicitar o combinado nacional pela prestação em Marrocos.

Chapo destacou ainda o facto da selecção nacional ter sido comandada por um moçambicano no banco técnico, para além de ter sido capitaneada por um jogador acima dos 40 anos de idade.

O presidente da República não deixou de tranquilizar os jogadores e todo staff no que diz respeito à premiação merecida. Chapo disse que tudo está encaminhado para que todos recebam o prémio da vitória e da qualificação.

Os jogadores agradeceram o gesto do presidente da República e prometeram continuar a elevar o nome de Moçambique em todas as competições que disputarem.

Em Maputo chegaram seis jogadores, equipa técnica e todo staff da Federação Moçambicana de Futebol que esteve em Marrocos.

Senegal e Marrocos qualificaram-se às meias-finais do Campeonato Africano das Nações 2025 após vencerem o Mali e os Camarões, respectivamente. Para hoje, sábado, teremos os jogos Argélia vs Nigéria, às 18h00, e Egipto vs Costa do Marfim, às 21h00.

Tanger foi a cidade que acolheu o primeiro jogo dos quartos-de-final, entre Mali e Senegal, com favoritismo dividido entre os dois francófonos. De tal forma que as oportunidades de golos também estiveram divididas nos primeiros minutos.

A diferença no marcador foi feita aos 27 minutos, quando Iliman Ndiaye, avançado do Everton, marcou o golo solitário da partida, a aproveitar um deslize do guarda-redes Djigi Diarra.

O Senegal cresceu ainda mais na partida e criou muitas mais oportunidades de marcar na primeira parte, mas a pontaria dos seus avançados não era eficiente.

Na segunda parte, e apesar de alguma reacção do Mali, foi o Senegal que continuou a ter maior pendor ofensivo e só não marcou o segundo porque Djigi Diarra defendeu todas bolas que fossem à sua baliza.

Senegal qualifica-se às meias-finais e procura recuperar o título conquistado pela última vez em 2021.

Já em Rabat, Marrocos e Camarões defrontaram-se no estádio que vai receber a final da competição, num encontro entre duas das principais candidatas ao título.

Os Camarões, segunda seleção africana mais titulada, partiam ainda em vantagem no histórico de confrontos, mas Marrocos entrou determinado a contrariar uma tendência pouco favorável aos anfitriões da CAN2025, tentando repetir a exceção da última edição, na Costa do Marfim.

A melhor entrada no jogo resultou no golo aos 26 minutos, quando Brahim Díaz colocou Marrocos em vantagem, reforçando a liderança na lista de marcadores (agora com cinco golos no torneio), com um ligeiro desvio após um primeiro cabeceamento de um colega, na sequência de um pontapé de canto.

Os ‘leões indomáveis’ tentaram reagir na segunda parte, mas, mais uma vez, as bolas paradas mostraram-se decisivas. Mas os “leões do Atlas” não tiravam o pé do acelerador e criavam mais perigo na baliza dos “leões indomáveis”. Teve que ser Ismael Saibari, aos 74 minutos, a domar o leão camaronês, novamente de bola parada, a fazer o 2-0 para o Marrocos.

Marrocos e Senegal esperam agora pelos vencedores dos jogos Argélia vs Nigéria, às 18h00, e Egipto vs Costa do Marfim, às 21h00, que disputam este sábado

O Comité Olímpico de Moçambique vai disponibilizar 10 bolsas de solidariedade a atletas de cinco modalidades para a preparação aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028. Os atletas mostraram-se satisfeitos e esperam poder alcançar resultados positivos e a qualificação para a prova interplanetária.

É o início oficial do ciclo olímpico para o Comité Olímpico de Moçambique, que já projecta a participação do país na competição que terá lugar em 2028, em Los Angeles, Estados Unidos da América.

A pretensão do Comité Olímpico de Moçambique é que o país tenha o maior número de atletas qualificados e, por isso, assinou o memorando para atribuição de 10 bolsas olímpicas.

Aníbal Manave, presidente do Comité Olímpico de Moçambique, começou por felicitar os atletas que receberam bolsas de solidariedade olímpica, que para ele não foram entregues aos que são escolhidos, mas aos que merecem.

“Isto é uma conquista. Tal como foi explicado aqui, não é meter a todos num pacote e depois sortear. As bolsas são conquistadas”, significando isto que “os 10 atletas que assinaram o contrato, são os que têm potencial para qualificar para os Jogos Olímpicos”, explicou Manave.

Ademais, segundo o presidente do Comité Olímpico de Moçambique, os atletas que beneficiaram destas bolsas “são os que têm mérito, e que ao longo destes anos todos vêm demonstrando que tem potencial, talento e que podem almejar outros voos”.

As bolsas foram atribuídas a dois atletas de Atletismo, nomeadamente Steven Sabino e Amélia Pinga, três atletas de Vela, Alcídio Lino e a dupla Deizy Nhaquile/Denise Parruque, outros três atletas de Canoagem, Joaquim Lobo e a dupla Teresa Chianane/Neuzia Banze, para além de Matthew Lawrence, da Natação, e Jacira Ferreira do Judo.

Os beneficiários vão ter uma preparação acompanhada e melhores condições, tanto no país, assim como fora, por forma a obterem resultados satisfatórios que garantam apuramento directo.

Por isso mostram-se felizes com a atribuição das bolsas e prometem trabalhar para alcançar os objectivos traçados pelo Comité Olímpico de Moçambique.

É o caso de Jacira Ferreira, que esteve nas últimas olimpíadas, em Paris, que diz ser gratificante e lisonjeador receber a bolsa, uma vez sentir que o seu esforço tem valido a pena e é reconhecido.

“Fazer parte deste grupo de atletas bolseiros vai nos ajudar na nossa preparação para Los Angeles, para nos focarmos apenas na preparação e não em outros aspectos como transporte, alimentação e outros. Estas bolsas vão nos permitir estarmos concentrados na nossa preparação, melhorar a nossa performance e podermos representar o país ao mais alto nível”, disse a atleta de Judo.

Por seu turno, Alcídio Lino, atleta de Vela, quer aproveitar a bolsa para estar melhor preparado para procurar a primeira qualificação aos Jogos Olímpicos, por isso agradeceu ao Comité Olímpico e à Federação de Vela e Canoagem por acreditarem no seu trabalho.

“Certamente será uma mais valia para a nossa preparação rumo aos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Temos muito trabalho pela frente e prometemos dar o nosso melhor”, destacou.

A direcção nacional do desporto saúda o trabalho que o Comité Olímpico de Moçambique tem estado a realizar em coordenação com as federações nacionais, que garantiram as melhores escolhas dos atletas para se beneficiarem destas bolsas.

Hélder Jossai, Director Nacional do Desporto, disse ainda esperar que a iniciativa possa ajudar mais atletas a conseguirem mínimos para os Jogos Olímpicos. “Neste momento conseguimos 10 atletas, e do trabalho que as federações vão fazendo, em coordenação com o Estado na monitoria, gostaríamos que fossem mais atletas a se beneficiarem dessas bolsas olímpicas”, frisou.

Por via desta monitoria e trabalho coordenado, Hélder Jossai prometeu que o Governo vai continuar a apoiar no que for possível para que estes atletas alcancem resultados traçados, mas também que mais atletas se beneficiem destas bolsas.

Cada bolseiro recebe, nesta fase, 900 dólares mensais, assegurando melhores condições de treino e competição até 2028. Os atletas no exterior mantêm-se em centros de alto rendimento. No país, o apoio cobre ginásio, alimentação e subsídios.

O Campeonato das Nações Africanas 2025 chega aos quartos-de-final depois de concluídos os oitavos. Mali–Senegal e Marrocos–Camarões jogam nesta sexta-feira, enquanto Argélia–Nigéria e Egipto–Costa do Marfim disputam seus jogos no sábado, em várias cidades de Marrocos. As oito selecções apuradas terminaram a fase de grupos em primeiro lugar.

O Campeonato das Nações Africanas 2025 entra na fase dos quartos-de-final, depois de concluídos os oitavos-de-final. A vitória da Costa do Marfim frente ao Burkina Faso (3-0), na terça-feira, definiu a última selecção apurada. As oito equipas qualificadas terminaram a fase de grupos no primeiro lugar das respectivas séries.

Os quartos-de-final têm início na sexta-feira, 9 de Janeiro, pelas 18 horas de Maputo, em Tânger, com o encontro entre Mali e Senegal. O Mali garantiu o apuramento frente à Tunísia através de uma decisão por grandes penalidades, enquanto o Senegal chega a esta fase depois de um percurso regular desde o início do torneio.

Ainda na sexta-feira, às 21 horas de Maputo, em Rabat, o anfitrião Marrocos defronta os Camarões. Trata-se de um encontro entre duas selecções com presença frequente nas fases decisivas da competição.

No sábado, às 18 horas de Maputo, em Marraquexe, a Argélia joga com a Nigéria. Os argelinos asseguraram a qualificação com um golo de Adil Boulbina no prolongamento frente à República Democrática do Congo, alcançando os quartos-de-final pela primeira vez desde 2019.

O programa encerra no sábado, às 21 horas de Maputo, em Agadir, com o jogo entre o Egipto e a Costa do Marfim. A selecção marfinense segue na prova depois de vencer o Burkina Faso, enquanto o Egipto continua em competição com uma regularidade que tem demonstrado ao longo do torneio.

Os quatro encontros vão determinar as selecções que avançam para as meias-finais do Campeonato das Nações Africanas 2025, que vão decorrer em quatro cidades marroquinas.

Leões Indomáveis rugem com agravo

Marrocos e Camarões defrontam-se nesta sexta-feira, a partir das 20h00 locais (21h00 de Maputo), no Estádio Príncipe Moulay Abdellah, em Rabat, em jogo revestido de grandes expectativas pela coerência competitiva dos Leões Indomáveis.

O quarto encontro numa fase final do Campeonato Africano das Nações, o primeiro no Século XXI, acontece 39 anos, 11 meses e 29 dias depois, e as esperanças de sobrevivência dos Leões do Atlas são questionáveis.

Reza a história que nas lutas de Leões, apenas uma vez, o rugido do leão-bérbere atingiu o Norte de África por empatar sem golos no CAN de 1986 na fase de grupos. Abdelkrim Krimau abriu o placar a favor do Marrocos, aos 63 minutos, e Roger Milla empatou aos 89 minutos. Ambas as equipas avançaram do Grupo B. Foi o primeiro confronto entre as duas equipas.

Em 1988, Camarões eliminou Marrocos, país anfitrião, nas meias-finais, com golo de Cyril Makanaky aos 78 minutos. O único golo do jogo destruiu todas as esperanças dos leões-da-barbária.

No terceiro desafio, Camarões voltou a derrotar Marrocos por 1-0 na estreia do Grupo B do CAN de 1992, com golo de André Kana-Biyik aos 23 minutos.

As duas vitórias e o empate dos Leões Indomáveis estão mal digeridas pelos leões-berbere na fase final do CAN. As emoções de outros confrontos noutras provas da CAF não contam para as estatísticas do jogo de hoje, segundo adeptos da selecção anfitriã.

Camarões permaneceu invicto diante de Marrocos nos primeiros jogos entre 1981 e 2017. Venceu seis jogos e empatou quatro.

Ao todo, Leões Indomáveis enfrentaram os confrades berberes em 13 ocasiões e registam seis vitórias, cinco empates e duas derrotas.

Parte da delegação moçambicana que esteve no Campeonato Africano de Futebol (CAN), sobretudo os jogadores que militam no Moçambola, chega ao país amanhã. A viagem, que inicia hoje, acontece dias depois de os atletas “estrangeiros”, ou seja, os que actuam fora de portas, terem regressado aos seus respectivos clubes. 

 Segundo uma nota da Federação Moçambicana de Futebol (FMF), o regresso da equipa nacional decorre de forma faseada. O primeiro grupo tem chegada prevista a Maputo às 07h35 e é composto pelos jogadores Manuel Kambala e Óscar Cherene, pelos técnicos Eduardo Jumisse, Guilherme Vasconcelos e Neves Limpo Júnior, pelo médico Mussa Calú, bem como por Énio Saize e Florêncio Mahumane, integrantes do staff.

 Pouco depois, ou seja às 08h15, chega a Maputo o segundo grupo, integrado pelos atletas Dominguez, Ernan e Chamboco.

 Já às 13h00 é esperada a chegada de André Piripiri (preparador físico), Alberto Solomone (massagista), Sténor Tomo (comunicação), bem como dos vice-presidentes Jorge Bambo e Martinho Macuana, completando o principal fluxo de regresso à capital do país.

 Paralelamente, Gildo Vilanculos tem chegada prevista à cidade da Beira às 12h25, juntando-se aos seus compatriotas após o cumprimento dos compromissos internacionais da Selecção Nacional.

 

À entrada dos quartos-de-final do Campeonato Africano das Nações 2025, a definição da Bota de Ouro começa a ganhar corpo.

Os golos decisivos e a miscelânea das estrelas consagradas e os novos talentos conferem à artilharia um espectáculo diferenciado.

A luta pelo troféu de Melhor marcador está acirrada mais do que nunca. No topo da lista está Brahim Díaz. O atacante marroquino lidera com quatro golos em quatro jogos. A sua influência cresce a cada jogo e mantém a excelente forma em casa.

O golo marcado no jogo com a Tanzânia nos oitavos-de-final não só garantiu a classificação dos anfitriões para o jogo de amanhã, como também o colocou isolado na liderança dos artilheiros. Aqui se ressalta a sua importância para as ambições de Marrocos de conquistar o título.

Atrás do marroquino está Lassine Sinayoko, do Mali. O atacante marcou três golos em quatro partidas. A consistência nas finalizações durante a fase de grupos garantiu a classificação do país e manteve-o competitivo num torneio bastante disputado.

Os golos de Sinayoko chegam com frequência em momentos cruciais, um reflexo da capacidade do Mali de se manter perigoso mesmo sob pressão.

Marrocos está representado entre os artilheiros com Ayoub El Kaabi, também com três golos em quatro partidas. A presença física e a eficiência na área complementam a criatividade de Díaz, o que dá aos anfitriões um dos ataques mais equilibrados até o momento.

Riyad Mahrez continua a ser a principal ameaça da Argélia. Em dois jogos, marcou três golos. Apesar do tempo limitado em campo, a precisão nas finalizações do capitão argelino, mais uma vez, evidenciou a capacidade de mudar o rumo de um jogo com rapidez, uma qualidade que se pode provar vital à medida que o torneio se intensifica.

O capitão egípcio Mohamed Salah, os nigerianos Victor Osimhen e Ademola Lookman, todos com três golos cada, tornam competitiva a disputa pela artilharia da competição. Todos estão no activo na competição e a expectativa é elevada. Com as vagas nas meias-de-final em jogo, cada golo, agora, tem um peso extra. 

A selecção nacional de Futsal vai disputar o acesso ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de Futsal, Marrocos 2026, diante da Mauritânia, na segunda e última fase de qualificação, conforme ditou o sorteio realizado nesta quarta-feira, em Rabat. Os jogos das duas mãos realizam-se nos fins-de-semana de 3/4 e 7/8 de Fevereiro próximo.

A qualificação envolve dezoito selecções africanas e será disputada em duas rondas, apurando sete equipas que se juntarão ao anfitrião e tricampeão africano, Marrocos, na fase final da competição.

Moçambique e Mauritânia entram directamente na segunda e decisiva eliminatória, a ser disputada em duas mãos. A primeira mão está marcada para os dias 3 ou 4 de Fevereiro de 2026, na Mauritânia, enquanto a decisão do apuramento terá lugar em Maputo, na segunda mão, agendada para 7 ou 8 de Fevereiro.

Nesta ronda decisiva, os vencedores dos confrontos garantirão presença no CAN de Futsal Marrocos 2026. Para além do embate entre Mauritânia e Moçambique, o sorteio definiu ainda os duelos Gana-Zâmbia e Guiné-Argélia, que completam o quadro de selecções a lutar pelas vagas restantes.

A primeira ronda de qualificação, que decorre entre 23 e 28 de Janeiro de 2026, apurará as equipas que irão defrontar as selecções mais bem posicionadas no ranking mundial, nomeadamente Angola, Costa do Marfim, Egipto e Líbia, igualmente na segunda fase.

Com este enquadramento, Moçambique terá pela frente um duplo compromisso decisivo, com o objectivo claro de garantir a presença entre as melhores selecções africanas de futsal no maior palco continental.

A selecção nacional iniciou com os trabalhos de preparação nesta semana, sob comando do seleccionador nacional, Nadir Norotam, e teve como principal foco a preparação física dos jogadores que estiveram envolvidos no campeonato nacional da modalidade.

“Este primeiro treino é basicamente para nós reactivarmos aquilo que é a essência física dos atletas e preparar já aquilo que é a nossa ideia, o nosso padrão de jogo e, paulatinamente, treino a treino, irmos aperfeiçoando aquilo que precisamos, ter os atletas minimamente bem preparados, depois de uma paragem, praticamente, de duas semanas depois do campeonato nacional”, disse o seleccionador nacional de Futsal.

Nadir Norotam não escondeu as ambições do conjunto nacional, que passa necessariamente por garantir a qualificação para o CAN de Marrocos, independentemente das dificuldades dos seus adversários.

“Algumas selecções estiveram presentes no Campeonato Africano das Nações de 2024, algumas poderão estar presentes agora. Para nós, primeiro é pensar no adversário e trabalhar o nosso melhor para tentarmos qualificar acima de tudo e a todo o custo”, frisou.

Já os jogadores destacam o privilégio de representar a selecção nacional como a grande conquista das suas vidas, mas também assumem o desejo de garantir a qualificação à fase final do CAN.

Ziraldo António assegura que a experiência dos jogadores mais rodados será determinante para puxar pelos jogadores mais novos e que integram a selecção pela primeira vez.

“É um privilégio, é um presente do trabalho que tenho feito ao longo da época no campeonato. Há muitos atletas novos, e acredito que vamos estar bem entrosados, passar a nossa experiência para os mais novos”, destacou Ziraldo.

Já Heloso Monjane mostrou-se confiante no apuramento da selecção nacional de Futsal para o CAN de Marrocos, afirmando que a condição física do plantel continua a bom nível, apesar da paragem de duas semanas.

“Consoante aquilo que foram os jogos do ‘nacional’ no passado mês de Dezembro, acredito que ainda estamos rodados o suficiente para podermos treinar todos e darmos o melhor de nós, então acredito que será sempre gradual para podermos ver os resultados”, argumentou.

Moçambique tem como melhor registo no Campeonato Africano das Nações o terceiro lugar alcançado em 2016, na África do Sul, que lhe deu o direito de disputar, pela primeira e única vez, o Campeonato do Mundo da modalidade.

 

Eis a lista dos pré-selecionados por Nadir Norotam:

𝐋𝐢𝐠𝐚 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐩𝐮𝐭𝐨: Carlos Ombe Júnior, Marssad Chembene, Fernando Gil de Sousa, Xavier Márcio, Délcio Zandamela, Mauro Cossa e Valdo Aníbal

𝐄𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐝𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐥𝐚𝐧𝐚𝐥𝐭𝐨: Ivan Andrade e Taimo Reginaldo

𝐌𝐚𝐩𝐮𝐭𝐨 𝐅𝐮𝐭𝐬𝐚𝐥 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞: Zaid Pananchande, ILoisio Paulo Monjane, Vasco Mahoesse, Idelson Benesse, Oseias dos Santos, Mário Jona e Amin Dale

𝐏𝐄𝐓𝐑𝐎𝐌𝐎𝐂 𝐅𝐂: André Mangue, Abílio Levessene, Ecan de Castro e Chume Júnior

𝐆𝐫𝐮𝐩𝐨 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐗𝐢𝐜𝐨𝐦𝐨: Ziraldo António e Lineu Alberto Máquina

𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐅𝐞𝐫𝐫𝐨𝐯𝐢𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐍𝐚𝐦𝐩𝐮𝐥𝐚: Eugénio Mendes

𝐀. 𝐂𝐚𝐫𝐝𝐨𝐬𝐨 𝐅𝐂: Nélio José Ferrão

𝐄𝐕𝐎 𝐌𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚: Luís Almeida

𝐅.𝐒. 𝐑𝐢𝐩𝐨𝐥𝐥𝐞𝐭 (𝐄𝐬𝐩𝐚𝐧𝐡𝐚): Ricardo Ferreira

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou e encorajou a Selecção  Nacional de Futebol, os “Mambas”, pela melhor participação de  sempre numa Copa Africana de Nações, marcada pela inédita  qualificação para os oitavos-de-final no CAN Marrocos 2025. 

Apesar da derrota frente à Nigéria, o Chefe do Estado sublinhou  que o feito histórico permanece e orgulha o País, estendendo o  reconhecimento às equipas técnica e médica, bem como à  Federação Moçambicana de Futebol.

Daniel Chapo destacou ainda as lições retiradas da  competição, apontando a necessidade de maior investimento  na formação, intensidade e capacidade competitiva, e  incentivou os jogadores a manterem a confiança, a humildade e  o compromisso com o trabalho para enfrentar os próximos  desafios.

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