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Moçambique teve uma estreia agri-doce no Campeonato do Mundo de Boxe que decorre em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, ao vencer um combate e perder outro. A delegação moçambicana nesta prova é composta por quatro pugilistas.

Tiago Muxanga, que domingo havia vencido um combate do boxe amador através de KO, nem chegou a subir ao ringue do Mundial de Dubai, na categoria dos 71 Kg, passando automaticamente para a segunda eliminatória, depois da reprovação do seu adversário, Yacouba Lauali Baro, do Níger, na sessão de pesagem.

Quem entrou na quadra e não teve o melhor desempenho foi o pugilista Manuel Paulo, na categoria dos 54 Kg, que perdeu por 2-3 diante de Anushervon Fazilov, do Tajiquistão.

Apesar de ter estado bem nos três assaltos e ter dado uma boa resposta aos avanços do seu adversário, Manuel Paulo acabou por não convencer o juri, que deu a vitória ao pugilista de Tajiquistão.

Moçambique ainda tem dois pugilistas que farão sua estreia na competição, nomeadamente Bernardo Marrime, nos 67 Kg, a medir forças com Almaz Orozbekov, do Quirguistão, na noite desta sexta-feira, e Armando Sigaúque, que defronta o australiano Ahmad Jamal, na categoria dos 57 Kg, no domingo.

Para esta competição, a organização definiu como prémios valores monetários que variam dos 300 mil dólares para os vencedores, 150 mil dólares para os finalistas vencidos, e 75 mil destinados aos que conquistarem o bronze.

Os atletas que alcançarem os quartos-de-final irão para casa com 10 mil dólares, uma inovação na premiação, pois nunca na história atletas sem medalhas tinham sido premiados.

A equipa sénior feminina do Ferroviário de Maputo estreia este sábado na Liga Africana de Basquetebol feminino, diante do First Bank da Nigéria, para a primeira jornada do grupo B. Já o Sporting de Luanda, que conta com três moçambicanas, estreia diante do REG do Ruanda, também no sábado.

É a edição 2025 da Taça dos Campeões Africanos em femininos, ora denominada Liga Africana de Basquetebol Feminino, a WBAL. O Ferroviário de Maputo regressa à prova na qualidade de campeã nacional da Liga Mozal, para defender o título africano conquistado ano passado.

Para esta edição as locomotivas estão inseridas no grupo B, juntamente com  FAP dos Camarões, KPA (Quénia) e  First Bank da Nigéria.

A defesa do título inicia sábado, a partir das 17h00 de Maputo, quando defrontar as nigerianas do First Bank, equipa que não tem criado muitas dificuldades às campeãs africanas, já que em cinco jogos entre ambas as moçambicanas venceram quatro e perderam um jogo.

As treinadas de Nasir Salé voltam à quadra no domingo, às 12h00 horas, diante do FAP dos Camarões, fechando a fase de grupos na segunda-feira às 17h00, frente ao KPA do Quénia.

Moçambique está presente na WBAL também representado por três atletas que representam o Sporting de Luanda de Angola. Trata-se de Eleotéria Lhavanguane, Nilsa Chiziane e Vilma Covane, que marcam estreia, no grupo A, frente ao REG do Ruanda, sábado às 19h30.

O grupo A integra ainda a anfitriã Al Ahly do Egipto e o FBA da Costa do Marfim, enquanto o grupo C é composto por APR do Ruanda, BBC do Malawi, CNSS da República Democrática do Congo e ASC Dakar do Senegal.

A WBAL disputa-se em Cairo até ao dia 15 de Dezembro corrente.

O internacional moçambicano Geny Catamo deve renovar o seu contrato com o Sporting de Portugal nos próximos dias, para mais dois a três anos de ligação. É uma pretensão que a direcção leonina quer transformar em realidade antes do jogador se juntar aos Mambas para o CAN de Marrocos, ainda este mês de Dezembro.

Com a renovação já em marcha, Catamo vai ver a sua cláusula de rescisão aumentar de 60 para 80 milhões de euros, para além do aumento salarial, ainda não revelado.

Geny Catamo, que deverá ser opção de Rui Borges na noite desta sexta-feira diante do Benfica no derby lisboeta, é dos jogadores de destaque nos leões, tendo disputado, esta temporada, 17 jogos, 10 dos quais no campeonato, sendo 11 como titular, num total de 833 minutos, com um golo e três assistências.

Recorde-se que no verão passado Fenerbahçe e Aston Villa estiveram interessados em Geny Catamo e ambos chegaram aos 20 milhões de euros, mas não ao valor pretendido pelos leões, que era na ordem dos 25 a 30 milhões de euros.

Os pugilistas moçambicanos seleccionados para disputarem o Campeonato do Mundo de Boxe, em masculinos, já conhecem os seus adversários, depois da realização do sorteio, esta quarta-feira, em Liverpool, Inglaterra.

Assim, Manuel Paulo e Tiago Muxanga serão os primeiros moçambicanos a subirem ao ringue esta quinta-feira. Tiago Muxanga será o primeiro a subir ao ringue para enfrentar Yacouba Lauali Baro, da Nigéria, na sessão das 17 horas locais (15h de Maputo).

Por seu turno, Manuel Paulo, na categoria dos 54kg, vai enfrentar Fazilov A., de Tajikistão a partir das 21 horas locais (19 horas de Maputo). Estes serão dos dois moçambicanos a pisarem o tartan do ringue.

Já na sexta-feira será a vez de Bernardo Marime, no escalão de 67 kg, entrar em cena, defrontando, no Dubai Duty Free Tennis Stadium, Orozbekov A., do Quirguistão, sendo que Armando Sigauque será o último, no dia 7 de Dezembro, domingo, a subir no ringue para medir forças com Jamal A., da Austrália. 

Este campeonato mundial é tido como histórico em todos os sentidos, principalmente porque vai contar com a participação de 480 atletas, representantes de 118 países.

Para chegar às medalhas, nomeadamente as meias-finais, os pugilistas moçambicanos terão de vencer, pelo menos, 4 combates, algo que não se afigura fácil numa prova onde cintilam os melhores do mundo.

Entretanto, os pugilistas nacionais partiram para Liverpool com ambições elevadas de chegar o mais longe possível na competição, para além de continuar a ganhar mais experiências que os permitam ter brilhantes exibições nas provas que se seguem, com destaque para os regionais e continentais.

A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), acabou por ceder a pressão da Associação Europeia de Clubes (ECA), para que os jogadores africanos não sejam dispensados a 8 de Dezembro, como estava inicialmente previsto. A FIFA definiu agora o dia 15 de Dezembro como data limite para que os clubes europeus dispensem os jogadores africanos para o CAN-2025.

Houve pressão dos dois lados, nomeadamente da Confederação Africana de Futebol, para que os clubes europeus dispensassem jogadores africanos mais cedo para juntarem-se às respectivas selecções, por forma a prepararem a participação no CAN, mas também por parte da Associação Europeia dos Clubes, para que a dispensa fosse mais tarde, pro forma que os clubes fiquem com os jogadores até a realização da sexta jornada da fase da liga da Liga dos campeões e outras competições europeias de clubes.

No meio dessa pressão estava a Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), procurava agradar os dois lados. Entretanto, a primeira decisão não terá agradado a parte europeia nesta disputa.

É que a FIFA tinha definido o dia 8 de Dezembro para que os clubes europeus dispensassem jogadores africanos para juntarem-se às 24 selecções apuradas ao CAN de Marrocos, algo que a Associação Europeia dos Clubes não concordou.

A FIFA voltou a se reunir e recentemente definiu uma outra data para que os clubes da Europa dispensem jogadores para o CAN. Foi a 29 de Novembro que a FIFA definiu o dia 15 de Dezembro como data limite para que os jogadores africanos convocados possam se juntar às respectivas selecções, uma decisão que sobrepõe-se à decisão inicial de dispensar os jogadores para a prova continental antes do dia 08 de Dezembro.

Segundo o jornal francês L’Equipe, a FIFA cedeu à pressão sem informar as federações envolvidas, numa atitude que não agrada ao continente africano, visto que o acordo inicial era dispensar os futebolistas no final de semana de até ao dia 08 de Dezembro.

Assim, os jogadores terão mais duas jornadas nos respectivos clubes para provas internas e mais uma jornada das competições europeias, antes de serem dispensados para as seleções nacionais.

Caso para dizer que os jogadores moçambicanos convocados por Chiquinho Conde e que actuam em clubes europeus só ficam livres para se juntarem aos Mambas a partir do dia 15, ou seja, dentro de 11 dias.

Com esta decisão, os actuais “habitués” nas convocatórias de Chiquinho Conde, casos de Reinildo Mandava, Bruno Langa e Geny Catamo, terão mais três a quatro jogos ao serviço das respectivas equipas antes de integrarem os Mambas.

Outrossim, os jogadores que actuam internamente ainda não tem data para o fecho das provas nacionais, nomeadamente o Moçambola e a Taça de Moçambique, uma vez que as datas iniciais foram ultrapassadas devido à paragem que o campeonato nacional teve a meio do ano devido a problemas financeiros.

Por exemplo, o Moçambola 2025 estava previsto que terminasse a 7 de Dezembro, entretanto ainda está a disputar a 23ª jornada, faltando ainda três jornadas para o fim, para permitir que tenha lugar a “final four” da Taça de Moçambique, inicialmente prevista para decorrer de 10 a 14 de dezembro.

Com estas dúvidas da chegada dos jogadores que actuam fora de portas, bem como dos que actuam internamente, aumentam as incertezas em relação à realização do estágio pré-competitivo em Algarve, Portugal, nas datas inicialmente agendadas, nomeadamente de 8 a 21 de Dezembro, tendo em conta que as selecções nacionais devem se apresentar com cinco dias de antecedência ao palco de jogos.

Recordar que o Campeonato Africano das Nações de Marrocos está marcado para ser disputado de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026, depois de ter sido adiado de Junho de 2025, devido à realização do Mundial de Clubes, que teve um novo formato implementado pela agremiação que gere o futebol Mundial e que decorreu nos Estados Unidos da América.

Pela primeira vez na história do desporto motorizado, o Autódromo Internacional de Maputo vai acolher, na temporada 2026, corridas internacionais de automobilismo, inseridos no tradicional e emblemático Extreme Festival, Silver CUP e do Campeonato SA BackDraft.

A grande conquista é o resultado do excelente trabalho que vem sendo desenvolvido com sucesso pela direcção do ATCM, departamento de velocidade e pelo Director de Corridas, Manuel da Silva (Manecas), bem como dos comissários de pista no exercício das suas funções nas corridas no ATCM.

Entretanto, no âmbito dos preparativos da época desportiva 2026 do desporto motorizado, o automóvel promovido e organizado pelo ATCM, membro da FIA, a direcção e o departamento de velocidade da agremiação promove, nesta quarta-feira, no Club House do ATCM, acções de auscultação e debates juntos dos principais intervenientes, nomeadamente pilotos, equipas e seus representantes nas corridas dos Modificados e Super Picanto.

A iniciativa faz parte das várias acções que têm vindo a ser desenvolvidas pela agremiação para assegurar a qualidade da organização e aumentar o nível competitivo dos dois campeonatos, os únicos de Moçambique, que estão a ser promovidos com sucesso pela colectividade, e das corridas internacionais programadas para a temporada 2026 no ATCM.

Uma das grandes inovações asseguradas para a próxima época desportiva nos Modificados e no Super Picanto é a integração das corridas do Silver CUP, Campeonato SA BackDraft, no calendário desportivo do ATCM, o que constitui um grande ganho para o país a nível desportivo, turístico e cultural.

A materialização para a realização de algumas corridas dos Campeonatos SA BackDraft e Silver CUP e Extreme Festival, em Maputo, no ATCM, na próxima época, foi feita aquando da realização com sucesso no passado dia 8 de Novembro da corrida internacional das 4 Horas de Maputo, marco histórico conseguido com sucesso pela direcção do ATCM, liderada por Rodrigo Rocha, 56 anos depois.

Costa do Marfim vai preparar a revalidação do título na Espanha. Gabão, segundo adversário dos Mambas, prefere estar em Agadir, no Marrocos, para ambientar-se ao clima, enquanto os Camarões trocaram o seu seleccionador nacional, depois de falhar a qualificação para o Mundial.

Quando faltam 18 dias para o arranque do Campeonato Africano das Nações e 20 dias da estreia do grupo F, onde os Mambas estão inseridos, Costa do Marfim, Camarões e Gabão movimentam-se para fazer face à prova rainha do continente africano.

Camarões troca de seleccionador nacional

Entre o afastamento nas eliminatórias para o Campeonato do Mundo de 2026 e a estreia do Campeonato Africano de Nações em três semanas, Camarões, último dos adversários dos Mambas no CAN de Marrocos, demitiu seu técnico e contratou um substituto.

O novo treinador, David Pagou, chegou e imediatamente fez alterações na pré-convocatória que tinha sido anunciada pelo seu antecessor, tirando do grupo o capitão Vincent Aboubakar e o guarda-redes André Onana.

Pagou substituiu Marc Brys, o veterano treinador belga cuja nomeação, no ano passado, pareceu ter sido uma escolha do Ministério do Desporto, contrariando os desejos da federação de futebol liderada pelo ídolo camaronês Samuel Eto’o.

A federação publicou na segunda-feira uma lista de queixas contra Brys, incluindo acusações de subterfúgio e insubordinação.

O último jogo de Brys foi a derrota por 1-0 diante do Congo nas eliminatórias africanas para a Copa do Mundo, no mês passado.

Pagou é um técnico experiente no campeonato camaronês e convocou 28 jogadores para o Campeonato Africano das Nações, deixando de fora Onana, que joga no Trabzonspor, da Turquia, emprestado pelo Manchester United, e Aboubakar, de 33 anos.

Vincent Aboubakar conta, pela selecção camaronesa, com 45 golos. Ainda assim, atrás apenas de Samuel Eto’o, que tem 56 remates certeiros, incluindo o golo da vitória na final de 2017, contra o Egipto, que garantiu o título africano.

A selecção de Camarões conta com o atacante do Manchester United, Bryan Mbeumo, e prepara-se para a estreia na fase de grupos do CAN no dia 24 de Dezembro diante do Gabão, no mesmo dia em que a actual campeã, Costa do Marfim, defronta Moçambique.

Os Mambas defrontam os Camarões no último dia do ano, 31 de Dezembro, para a terceira jornada do grupo.

Gabão vai estagiar em Agadir antes do CAN

O segundo adversário dos Mambas no CAN de Marrocos é o Gabão, selecção em que actua Aubameyang, a maior estrela. A selecção gabonesa vai estagiar em Marrocos, precisamente em Agadir, antes do arranque do Campeonato Africano das Nações, segundo informou a Gabon Time.

Gabão vai defrontar Moçambique na segunda jornada no Estádio de Agadir, no dia 28 de Dezembro, às 14h30.

A selecção do Gabão, que atravessou um bom momento na qualificação para o Mundial 2026 e foi o segundo melhor de todos os grupos, pretende começar no dia 11 de Dezembro a sua preparação para o torneio.

Nos play-offs continentais de qualificação para o Mundial 2026, as “Panteras” perderam para a Nigéria e falharam o acesso ao jogo decisivo, ora disputado pela Nigéria e Congo, ganho pelos congoleses, que vão disputar o intercontinental, em Março do próximo ano.

Costa do Marfim prefere Espanha para estágio

Por seu turno, a Costa do Marfim, campeã africana em título e primeira adversária dos Mambas no CAN, prepara um plano estratégico para garantir uma participação digna e que ajude a revalidar o título.

Por isso, segundo anunciou a Federação Marfinense de Futebol durante a sua assembleia-geral realizada no último sábado, vai efectuar um estágio pré-competitivo em Marbella, na Espanha, onde vai realizar jogos de controlo, sendo que ainda não foram revelados os adversários, com a República Democrática do Congo a ser uma hipótese forte.

O estágio dos Elefantes deverá iniciar-se no dia 10 de Dezembro, um dia após o anúncio da convocatória final.

Costa do Marfim e Moçambique defrontam-se no dia 24 de Dezembro, no Estádio de Marraquexe, às 19h30 de Maputo.

O Campeonato Africano das Nações de Marrocos terá lugar de 21 de Dezembro de 2025 a 18 de Janeiro de 2026.

Sem ter conseguido a sua qualificação para a fase final da Liga Africana de Basquetebol Feminino, a WBAL, o Costa do Sol estará presente na prova através de suas atletas.

Trata-se da extremo Eliotéria Lhavanguane e das postes Vilma Covane e Nilsa Chiziane que vão reforçar o clube angolano que procura, desta forma, elevar o nível competitivo e fortalecer a ambição em conquistar o título continental.

Para além das três jogadoras do Costa do Sol, o campeão angolano de basquetebol feminino conta ainda com os préstimos da outra moçambicana, a Chanaya Pinto, que foi cedida pelo Quinta dos Lombos de Portugal.

Em conferência de imprensa realizada no domingo último no Centro Cultural Paz Flor, foram apresentadas ao público as três atletas moçambicanas que vão reforçar o plantel nesta fase da prova.

Elioteria Lhavanguane, extremo de 28 anos, com 1,90 metros de altura, que, segundo escreve o clube leonino de Luanda, “destaca-se pela versatilidade ofensiva e capacidade de leitura de jogo, sendo uma peça que acrescenta mobilidade e intensidade à posição 3”.

Por seu turno, Vilma Covane, extremo poste de 29 anos de idade, 1,85 metros de altura, uma poste 4/5, “reconhecida pela força física e presença dominante no garrafão, chega para reforçar o poder defensivo e ofensivo próximo ao cesto”, segundo a visão do Sporting Clube de Luanda.

Já no que toca a Nilsa Chiziane, poste de 33 anos de idade e 1,89 metros de altura, o Sporting Clube de Luanda escreve que é uma jogadora “cheia de experiência e com grande presença no jogo interior, trazendo consistência, liderança e capacidade de decisão em momentos críticos”.

Motivadas e conscientes da responsabilidade, as três atletas assumiram o objectivo de representar Angola e o Sporting Clube de Luanda com garra, disciplina e espírito de superação, elevando o nome do clube no maior palco do basquetebol feminino africano.

Aliás, o clube angolano escreve, na sua página nas redes sociais, que “o Sporting Clube de Luanda demonstra claramente a sua ambição de lutar pelo troféu da WBAL e elevar o nome de Angola ao mais alto nível do basquetebol feminino africano. A equipa prepara a viagem para o Cairo confiante para enfrentar os maiores desafios do continente”.

A equipa técnica, liderada pela treinadora Ángela Cardoso destacou que o projecto competitivo assenta em três pilares fundamentais, nomeadamente fortalecimento táctico, estabilidade emocional e coesão colectiva.

A treinadora reforçou o compromisso de manter um modelo de jogo dinâmico, agressivo na defesa e eficaz nas transições, capaz de responder ao alto nível de exigência da prova continental.

A Liga Africana vai decorrer no Cairo (Egipto), entre os dias 6 e 15 de Dezembro.

O Ferroviário de Maputo partiu, na tarde desta terça-feira, para o Cairo, Egipto, onde, a partir de sexta-feira, vai lutar pela revalidação do título da Liga Africana de Basquetebol feminino. A delegação das “locomotivas” é composta por 22 elementos, dos quais 12 atletas, sendo nove moçambicanas e três estrangeiras, que vão procurar revalidar o título de campeão africano da modalidade.

As tricampeãs nacionais partiram para Cairo nesta terça-feira, com o objectivo claro nesta edição da WBAL, a Liga Africana de Basquetebol feminino, nomeadamente de procurar revalidar o canecão e conquistar o seu quarto título continental, depois de ter conquistado o terceiro em Dakar, no ano passado.

Na hora da partida, foi notória a alegria e a ambição das jogadoras em trazer, mais uma vez, a glória para o país, depois de ter conquistado, recentemente, o tricampeonato nacional da modalidade, o 11º no seu historial.

Esta deslocação a Cairo é o regresso da equipa feminina do Ferroviário de Maputo a um palco em que já foi feliz, em 2019, quando conquistou o segundo título, numa final épica diante das angolanas do Interclube.

Para esta edição, o Ferroviário reforçou-se com três atletas estrangeiras, nomeadamente a extremo-poste norte-americana Destiny Pitts, a base Makira Cook, também dos EUA, e a egípcia Hala Mostafa, numa delegação composta por 22 elementos, entre atletas, treinadores, fisioterapeuta, médico, técnicos de equipamentos e estatística e dirigentes.

A equipa técnica, liderada por Nasir Salé, integrando ainda Carlos Dezanove e Manuela Bucuane, leva para o Egipto 12 atletas, sendo nove moçambicanas e três estrangeiras.

Sílvia Veloso, a MVP do último campeonato nacional de basquetebol sénior feminino, lidera o grupo, juntamente com as colegas Bruna Argélio, Ingvild Mucauro, Rosa Cossa, Dulce Mabjaia, Anabela Cossa, Odélia Mafanela, Carla Covane e Stefânia Chiziane.

As estrangeiras chamadas pela equipa técnica são as norte-americanas Destiny Pitts, que regressa ao conjunto moçambicano depois de ter representado as “locomotivas” no ano passado, e Makira Cook, que vem pela primeira vez, para além da egípcia Hala Mostafa, jogadoram que chegam para acrescentar experiência, talento e poder ofensivo à campeã africana em título.

Com um grupo forte e motivado, o Ferroviário de Maputo promete lutar até ao fim e levar o nome de Moçambique ao mais alto nível do basquetebol africano feminino.

Além do Ferroviário de Maputo (Moçambique) participam da competição o Al Ahly Sporting Club (Egipto), APR Women BBC (Ruanda), ASB Makomeno (RD Congo), ASC Ville de Dakar (Senegal), C.N.S.S. (RD Congo), F.A.P Women (Camarões), KPA Women’s Basketball Team (Quénia), REG Women BBC (Ruanda) e Sporting Clube de Luanda (Angola).

A equipa “locomotiva” de Maputo fez uma escala em Adis Abeba, antes de desembarcar na capital egípcia na madrugada de quarta-feira, onde fará duas sessões de treinos antes do arranque da prova, na sexta-feira, uma edição que vai decorrer até 14 de Dezembro corrente.

A delegação do Ferroviário de Maputo é chefiada por Deolinda Mabote.

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