O País – A verdade como notícia

À entrada dos quartos-de-final do Campeonato Africano das Nações 2025, a definição da Bota de Ouro começa a ganhar corpo.

Os golos decisivos e a miscelânea das estrelas consagradas e os novos talentos conferem à artilharia um espectáculo diferenciado.

A luta pelo troféu de Melhor marcador está acirrada mais do que nunca. No topo da lista está Brahim Díaz. O atacante marroquino lidera com quatro golos em quatro jogos. A sua influência cresce a cada jogo e mantém a excelente forma em casa.

O golo marcado no jogo com a Tanzânia nos oitavos-de-final não só garantiu a classificação dos anfitriões para o jogo de amanhã, como também o colocou isolado na liderança dos artilheiros. Aqui se ressalta a sua importância para as ambições de Marrocos de conquistar o título.

Atrás do marroquino está Lassine Sinayoko, do Mali. O atacante marcou três golos em quatro partidas. A consistência nas finalizações durante a fase de grupos garantiu a classificação do país e manteve-o competitivo num torneio bastante disputado.

Os golos de Sinayoko chegam com frequência em momentos cruciais, um reflexo da capacidade do Mali de se manter perigoso mesmo sob pressão.

Marrocos está representado entre os artilheiros com Ayoub El Kaabi, também com três golos em quatro partidas. A presença física e a eficiência na área complementam a criatividade de Díaz, o que dá aos anfitriões um dos ataques mais equilibrados até o momento.

Riyad Mahrez continua a ser a principal ameaça da Argélia. Em dois jogos, marcou três golos. Apesar do tempo limitado em campo, a precisão nas finalizações do capitão argelino, mais uma vez, evidenciou a capacidade de mudar o rumo de um jogo com rapidez, uma qualidade que se pode provar vital à medida que o torneio se intensifica.

O capitão egípcio Mohamed Salah, os nigerianos Victor Osimhen e Ademola Lookman, todos com três golos cada, tornam competitiva a disputa pela artilharia da competição. Todos estão no activo na competição e a expectativa é elevada. Com as vagas nas meias-de-final em jogo, cada golo, agora, tem um peso extra. 

A selecção nacional de Futsal vai disputar o acesso ao Campeonato Africano das Nações (CAN) de Futsal, Marrocos 2026, diante da Mauritânia, na segunda e última fase de qualificação, conforme ditou o sorteio realizado nesta quarta-feira, em Rabat. Os jogos das duas mãos realizam-se nos fins-de-semana de 3/4 e 7/8 de Fevereiro próximo.

A qualificação envolve dezoito selecções africanas e será disputada em duas rondas, apurando sete equipas que se juntarão ao anfitrião e tricampeão africano, Marrocos, na fase final da competição.

Moçambique e Mauritânia entram directamente na segunda e decisiva eliminatória, a ser disputada em duas mãos. A primeira mão está marcada para os dias 3 ou 4 de Fevereiro de 2026, na Mauritânia, enquanto a decisão do apuramento terá lugar em Maputo, na segunda mão, agendada para 7 ou 8 de Fevereiro.

Nesta ronda decisiva, os vencedores dos confrontos garantirão presença no CAN de Futsal Marrocos 2026. Para além do embate entre Mauritânia e Moçambique, o sorteio definiu ainda os duelos Gana-Zâmbia e Guiné-Argélia, que completam o quadro de selecções a lutar pelas vagas restantes.

A primeira ronda de qualificação, que decorre entre 23 e 28 de Janeiro de 2026, apurará as equipas que irão defrontar as selecções mais bem posicionadas no ranking mundial, nomeadamente Angola, Costa do Marfim, Egipto e Líbia, igualmente na segunda fase.

Com este enquadramento, Moçambique terá pela frente um duplo compromisso decisivo, com o objectivo claro de garantir a presença entre as melhores selecções africanas de futsal no maior palco continental.

A selecção nacional iniciou com os trabalhos de preparação nesta semana, sob comando do seleccionador nacional, Nadir Norotam, e teve como principal foco a preparação física dos jogadores que estiveram envolvidos no campeonato nacional da modalidade.

“Este primeiro treino é basicamente para nós reactivarmos aquilo que é a essência física dos atletas e preparar já aquilo que é a nossa ideia, o nosso padrão de jogo e, paulatinamente, treino a treino, irmos aperfeiçoando aquilo que precisamos, ter os atletas minimamente bem preparados, depois de uma paragem, praticamente, de duas semanas depois do campeonato nacional”, disse o seleccionador nacional de Futsal.

Nadir Norotam não escondeu as ambições do conjunto nacional, que passa necessariamente por garantir a qualificação para o CAN de Marrocos, independentemente das dificuldades dos seus adversários.

“Algumas selecções estiveram presentes no Campeonato Africano das Nações de 2024, algumas poderão estar presentes agora. Para nós, primeiro é pensar no adversário e trabalhar o nosso melhor para tentarmos qualificar acima de tudo e a todo o custo”, frisou.

Já os jogadores destacam o privilégio de representar a selecção nacional como a grande conquista das suas vidas, mas também assumem o desejo de garantir a qualificação à fase final do CAN.

Ziraldo António assegura que a experiência dos jogadores mais rodados será determinante para puxar pelos jogadores mais novos e que integram a selecção pela primeira vez.

“É um privilégio, é um presente do trabalho que tenho feito ao longo da época no campeonato. Há muitos atletas novos, e acredito que vamos estar bem entrosados, passar a nossa experiência para os mais novos”, destacou Ziraldo.

Já Heloso Monjane mostrou-se confiante no apuramento da selecção nacional de Futsal para o CAN de Marrocos, afirmando que a condição física do plantel continua a bom nível, apesar da paragem de duas semanas.

“Consoante aquilo que foram os jogos do ‘nacional’ no passado mês de Dezembro, acredito que ainda estamos rodados o suficiente para podermos treinar todos e darmos o melhor de nós, então acredito que será sempre gradual para podermos ver os resultados”, argumentou.

Moçambique tem como melhor registo no Campeonato Africano das Nações o terceiro lugar alcançado em 2016, na África do Sul, que lhe deu o direito de disputar, pela primeira e única vez, o Campeonato do Mundo da modalidade.

 

Eis a lista dos pré-selecionados por Nadir Norotam:

𝐋𝐢𝐠𝐚 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐚 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐩𝐮𝐭𝐨: Carlos Ombe Júnior, Marssad Chembene, Fernando Gil de Sousa, Xavier Márcio, Délcio Zandamela, Mauro Cossa e Valdo Aníbal

𝐄𝐬𝐜𝐨𝐥𝐚 𝐝𝐞 𝐂𝐨𝐧𝐝𝐮𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐏𝐥𝐚𝐧𝐚𝐥𝐭𝐨: Ivan Andrade e Taimo Reginaldo

𝐌𝐚𝐩𝐮𝐭𝐨 𝐅𝐮𝐭𝐬𝐚𝐥 𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞: Zaid Pananchande, ILoisio Paulo Monjane, Vasco Mahoesse, Idelson Benesse, Oseias dos Santos, Mário Jona e Amin Dale

𝐏𝐄𝐓𝐑𝐎𝐌𝐎𝐂 𝐅𝐂: André Mangue, Abílio Levessene, Ecan de Castro e Chume Júnior

𝐆𝐫𝐮𝐩𝐨 𝐃𝐞𝐬𝐩𝐨𝐫𝐭𝐢𝐯𝐨 𝐝𝐞 𝐗𝐢𝐜𝐨𝐦𝐨: Ziraldo António e Lineu Alberto Máquina

𝐂𝐥𝐮𝐛𝐞 𝐅𝐞𝐫𝐫𝐨𝐯𝐢𝐚́𝐫𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝐍𝐚𝐦𝐩𝐮𝐥𝐚: Eugénio Mendes

𝐀. 𝐂𝐚𝐫𝐝𝐨𝐬𝐨 𝐅𝐂: Nélio José Ferrão

𝐄𝐕𝐎 𝐌𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚: Luís Almeida

𝐅.𝐒. 𝐑𝐢𝐩𝐨𝐥𝐥𝐞𝐭 (𝐄𝐬𝐩𝐚𝐧𝐡𝐚): Ricardo Ferreira

O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou e encorajou a Selecção  Nacional de Futebol, os “Mambas”, pela melhor participação de  sempre numa Copa Africana de Nações, marcada pela inédita  qualificação para os oitavos-de-final no CAN Marrocos 2025. 

Apesar da derrota frente à Nigéria, o Chefe do Estado sublinhou  que o feito histórico permanece e orgulha o País, estendendo o  reconhecimento às equipas técnica e médica, bem como à  Federação Moçambicana de Futebol.

Daniel Chapo destacou ainda as lições retiradas da  competição, apontando a necessidade de maior investimento  na formação, intensidade e capacidade competitiva, e  incentivou os jogadores a manterem a confiança, a humildade e  o compromisso com o trabalho para enfrentar os próximos  desafios.

Os três capitães dos Mambas, Dominguez, Mexer e Reinildo Mandava anunciaram o encerramento do seu ciclo na selecção nacional, ao fim de mais uma campanha no Campeonato Africano de Futebol (CAN-Marrocos 2025). Ícones da selecção nacional, os três jogadores marcaram uma geração que sonhou e sempre procurou algo maior para Moçambique. 

 Após o jogo contra a Nigéria, Reinildo Mandava tomou a palavra para anunciar a sua despedida dos Mambas, ao cabo de 12 anos vestindo as cores da bandeira de Moçambique, com muita responsabilidade e amor à selecção. 

Referência obrigatória, sobretudo para a nova geração, Mandava falou não como quem sai, mas como quem entrega o testemunho, sublinhando a honra e o peso que é envergar a camisola dos Mambas, deixando um legado de união, ambição e compromisso que ultrapassa resultados e continuará a orientar o futuro da Selecção Nacional de Moçambique.

 “Este foi o meu último jogo, a minha última campanha. Agora é tempo de dar força aos mais novos. A Selecção sempre foi uma terapia para mim. O meu coração estará sempre aqui”, sentenciou Reinildo Mandava.

Quem também anunciou a sua retirada é Mexer, um dos maiores rostos  da selecção nacional, que no seu discurso dirigido aos seus colegas, equipa técnica e direcção da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) deixou uma mensagem de esperança e responsabilidade. 

“Com esta geração vamos fazer coisas bonitas, acreditem. Eu, o Reinildo e o Dominguez partimos daqui, mas a Selecção Nacional continua. Corram sempre uns pelos outros, ainda que tenham desavenças fora do campo. Muito obrigado por estes anos, por partilharem este momento. Amamos todos vocês e vou sentir muita falta”, disse Mexer. 

 Ao cabo de mais de 20 anos envergando a camisola do Mambas, Dominguez, parco em palavras, anunciou o fim de um ciclo marcado por desafios, sonhos e conquistas.  O “puto maravilha” resumiu uma vida inteira dedicada à Selecção Nacional numa única expressão de gratidão. Não houve discurso longo, nem frases ensaiadas, apenas o silêncio pesado de quem deu tudo pelo país, de quem carregou a braçadeira com honra em momentos bons e difíceis.

A sua despedida foi o retrato mais puro do amor à pátria: contida, sincera e profundamente humana, capaz de tocar todo um balneário e de ficar gravada na memória de uma geração.

 O Seleccionador Nacional, Chiquinho Conde, não escondeu a dificuldade do momento, assumindo-o como um dos mais duros da sua liderança. 

“Foi tudo surpreendente. Tenho conversado várias vezes com o Reinildo e fiz de tudo para que isto não acontecesse. Se eu estou aqui é porque eles também quiseram. É um golpe duro, é como perder um membro da família”, confessou.

Num discurso profundamente humano, o técnico destacou que mais do que jogadores, Dominguez, Mexer e Reinildo são homens que marcaram o grupo. 

“Tudo o que sei como treinador aprendi convosco. Foram sempre dignos de representar uma nação. Aos mais jovens, peço que segurem este legado, porque ainda há muito por fazer. A minha admiração por vós nunca se vai perder”, anotou. 

 O Vice-Presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Paito Mucuana, manifestou o sentimento nacional. 

“É um momento de gratidão. Estamos tristes, mas profundamente orgulhosos daquilo que os Mambas fizeram. O país está orgulhoso. Conseguiram o que muitas gerações não conseguiram”, disse.  

O dirigente apelou ainda ao Reinildo para que reconsiderasse a sua decisão, reconhecendo a sua juventude e o peso desportivo e simbólico da sua presença.

 Dominguez, Mexer e Reinildo saem como referências de compromisso, sacrifício e liderança. A sua despedida não encerra apenas um ciclo competitivo, encerra um capítulo de identidade, união e ambição que redefiniu o lugar de Moçambique no futebol africano.

A Selecção Nacional de Futebol despediu-se ontem do Campeonato Africano de Futebol (CAN), após perder o jogo dos oitavos-de-final diante da Nigéria, por  0 – 4. Os Mambas saem da prova com um registo de uma vitória, por sinal a primeira em 39 anos, alcançada frente ao Gabão por 3-2, triunfo que valeu também a qualificação, pela primeira vez, para os oitavos-de-final. O combinado nacional averbou ainda três derrotas na competição, duas na fase de grupos frente à Costa do Marfim e Camarões e mais recentemente contra a Nigéria.

Thiago Silva já se encontra na Invicta. Em visita ao Estádio do Dragão, juntamente com o antigo colega Rubens Júnior, o defesa central brasileiro deixou claro o que os adeptos do FC Porto podem esperar desta sua passagem.

“Compromisso, respeito pela camisola e muito trabalho. Almejamos sempre os títulos, mas é uma coisa que fica muito distante do que podemos fazer. O que podemos fazer é trabalhar para os poder alcançar. Isso é o que os adeptos mais querem”, começou por afirmar, num vídeo publicado nas redes sociais do clube.

“Já fazem três ou quatro anos que o FC Porto não conquista o campeonato nacional, então o meu sonho é conquistá-lo. Espero que consigamos manter o nível exibicional que a equipa conseguiu na primeira volta”, acrescentou o jogador de 41 anos.

Sobre o seu regresso, considerou o seguinte: “Há uma história que não foi fechada e agora temos tudo para a fechar da melhor maneira possível”, disse.

Recorde-se que o defesa assinou um contrato válido até ao final da presente época, com mais uma de opção.

A decisão sobre a demissão de Ruben Amorim foi tomada esta segunda-feira, na sequência da ‘bombástica’ conferência de imprensa que se seguiu ao empate a uma bola entre Manchester United e Leeds United.

O Manchester United avançou, ao início da manhã de segunda-feira, para o despedimento de Ruben Amorim, na sequência da ‘bombástica’ conferência de imprensa levada a cabo pelo próprio, após o empate a uma bola concedido na deslocação a Elland Road, perante o Leeds United.

A notícia foi, inicialmente, avançada pelo portal The Athletic, e, entretanto, oficializada pelo próprio clube, em forma de comunicado emitido através das plataformas oficiais, depois de ter sido comunicado ao treinador português pelo director de futebol, Jason Wilcox (com quem mantinha, alegadamente, uma relação degradada, por conta da política de contratações) e pelo director executivo, Omar Berrada.

“Ruben Amorim abandonou o seu papel enquanto treinador principal do Manchester United. Ruben foi contratado em Novembro de 2024, e conduziu a equipa a uma final da Liga Europa, em Bilbau, em Maio”, pode ler-se, referindo-se à derrota sofrida perante o eterno rival, o Tottenham, por 1-0.

“Com o Manchester United a ocupar o sexto lugar na Premier League, a liderança do clube tomou, relutantemente, a decisão de que é a altura certa para levar a cabo uma mudança. Isto vai dar à equipa a melhor oportunidade da mais elevada posição na Premier League. O clube agradece ao Rúben pelo seu contributo, e deseja-lhe o melhor para o futuro”, completa.

Será, de resto, já Darren Fletcher, ‘lenda viva’ do clube e actual treinador dos sub-18, a assumir o leme da equipa principal, já na próxima quarta-feira, pelas 22h15 (hora de Maputo), aquando do embate da 21.ª jornada do principal escalão do futebol inglês, perante o Burnley, no Turf Moor.

A notícia original acrescenta que o contrato que une ambas as partes não contempla qualquer tipo de cláusula de rescisão, o que significa que, salvo acordo em contrário, os red devils terão mesmo de pagar ao ex-Sporting a totalidade dos ordenados aos quais este teria direito, até Junho de 2027.

Milhões ao Sporting e confiança de Sir Jim Ratcliffe de nada valeram

Ruben Amorim, recorde-se, chegou ao Manchester United em Novembro do passado ano de 2024, proveniente do Sporting, a troco de uma verba na ordem dos 11 milhões de euros. Na altura, foi-lhe confiada a tarefa de reconduzir o clube rumo a troféus, na sequência da (pouco feliz) passagem de Erik ten Hag por Old Trafford.

Por entre altos e baixos, o treinador português acabou por nunca conseguir afirmar-se como figura unânime junto da sempre ‘feroz’ imprensa desportiva britânica. Ainda assim, no passado mês de Outubro, recebeu uma mensagem de confiança por parte do co-proprietário do clube, Sir Jim Ratcliffe. 

“Não teve a melhor das temporadas, mas precisa demonstrar que é um bom treinador a três anos. Às vezes não compreendo a imprensa. Querem que o Ruben tenha sucesso do dia para a noite. Pensam que é como um interruptor. Que carregam no interruptor e são tudo rosas”, atirou, no podcast The Business.

No entanto, aquilo que era para serem três anos, viraram… três meses. Ruben Amorim deixa o Manchester United na sexta posição da Premier League, isto, já depois da eliminação da Taça da Liga, perante o Grimsby Town, do quarto escalão, logo na segunda ronda (e antes da entrada em cena na Taça de Inglaterra).

Afinal, o que disse Ruben Amorim?

O mal-estar entre Ruben Amorim e Manchester United ficou à vista de todos, na tão badalada conferência de imprensa pós-Leeds United: “Eu sei que vocês [jornalistas] recebem informação selectiva sobre tudo. Eu vim aqui para ser o manager [treinador-gestor com uma influência mais abrangente] do Manchester United, não para ser  treinador. Isso é claro”, disse na conferência de imprensa.

“Eu sei que o meu nome não é Conte, Mourinho ou Tuchel, mas sou o manager do Manchester United e assim vou continuar a ser por mais 18 meses ou até quando a direcção decidir mudar. Portanto, é esse o meu ponto e vou finalizar isso. Não vou desistir. Vou fazer o meu trabalho até que outra pessoa ocupe o meu lugar”, começou por afirmar.

“Vou ser o manager desta equipa, não apenas o treinador principal. Fui muito claro. Isto vai acabar dentro de 18 meses e toda a gente vai seguir em frente. Esse foi o acordo e o meu trabalho não é ser só treinador. Se as pessoas não sabem lidar com Gary Neville ou qualquer outro crítico, temos de mudar o clube”, prosseguiu.

“Só quero dizer isso. Vim para cá para ser o manager e todo os departamentos precisam de fazer o seu trabalho que eu faço o meu por mais 18 meses”, rematou, nas últimas palavras antes do ‘adeus’ com um registo de 24 vitórias, 18 empates e 21 derrotas ao cabo de 63 jogos oficiais, em todas as competições.

Os Mambas realizaram duas sessões de treinos em Fez, cidade onde vão defrontar a Nigéria para o jogo dos oitavos-de-final do CAN-2025. Os jogadores dizem que a motivação está em alta e estão prontos para o jogo. Já o médico garante que quase todos jogadores estarão disponíveis para o embate desta segunda-feira, a partir das 21h00.

Foram duas sessões efectuadas, sendo a primeira ao princípio da noite de sábado e a segunda na manhã deste domingo, no relvado anexo ao estádio que vai acolher o jogo, em Fez.

Os jogadores dizem estar preparados para o embate, e assumem que o objectivo é fazer melhor e chegar mais longe na competição.

Para que o objectivo seja alcançado, os Mambas dizem já ter a fórmula para ultrapassar a Nigéria.

Para já, o estado clínico dos jogadores é motivador. Mussa Calú diz que todos jogadores estão aptos para o embate desta segunda-feira diante da Nigéria.

Moçambique e Nigéria cruzam-se pela sexta vez esta segunda-feira a partir das 21h00. Os Mambas procuram a primeira vitória frente às Super Águias.

O Senegal e o Mali são as primeiras selecções a garantirem vagas nos quartos-de-final do Campeonato Africano das Nações, que decorre em Marrocos. Este domingo haverão mais dois jogos dos oitavos-de-final da competição.

Senegal e Sudão foi o primeiro jogo dos oitavos-de-final do CAN e apesar do seu favoritismo os senegaleses começaram tremer, quando aos seis minutos, Aamir Yunis colocou a bola longe do alcance de Edouard Mendy para abrir o marcador.

Mas cedo reagiu o campeão africano de 2021, através de Pape Gueyé, que aos 29 minutos desferiu um remate rasteiro para restabelecer a igualdade. Mas nada que fosse justo, já que o Senegal continua a dominar o jogo.

Só no limite do apito final da primeira parte que Pape Gueyé voltou a levantar o estádio com um remate indefensável à entrada da área, para repor justiça no marcador.

O Senegal não tirava o pé do acelerador e nem algumas tentativas do Sudão criavam perigo na zona recuada senegalesa. Para acabar com as dúvidas em relação ao vencedor, Ibrahim Mbayé sentenciou o jogo aos 77 minutos. E muitos outros golos ficaram por marcar, mas no final o Senegal venceu por 3-1 e qualificou-se aos oitavos-de-final da prova.

O adversário do Senegal foi conhecido ainda na noite deste sábado, quando Mali e Tunísia se defrontaram. Os malianos foram os mais sacrificados, mas mais felizes. Aos 26 minutos já jogavam com menos uma unidade após expulsão de Coulibaly.

A Tunísia aproveitou para encostar o adversário na zona recuada, sem no entanto conseguir os seus intentos.

Só mesmo a dois minutos do fim do jogo chegou ao golo por Firas, a dar indicação de um vencedor. Mas mesmo no último lance do tempo regulamentar o Mali ganhou uma grande penalidade e Sinayoko voltou a dar esperança aos malianos.

Uma esperança confirmada na marca das grandes penalidades, após três tentativas falhadas pelos jogadores da Tunísia, com o Mali a ter três remates certeiros e garantir vaga nos quartos-de-final.

Marrocos vs Tanzania e África do Sul vs Camarões são os jogos marcados para este domingo.

 

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