O País – A verdade como notícia

A selecção nacional de futebol, Mambas, realizou, esta quarta-feira, a terceira sessão de treinos com vista ao jogo da sexta-feira, diante da Somália. Geny Catamo treinou condicionado e continua a ser dúvida para a equipa técnica.

Naquele que foi o primeiro treino com todos os jogadores integrados e com presença de Geny Catamo e Ratifo, e o primeiro realizado no Estádio nacional do Zimpeto, depois de duas sessões no campo da Black Bulls, a equipa técnica já começa a ensaiar o esquema táctico e sistema técnico a ser utilizado no embate diante da Somália, na sexta-feira.

Mas ainda há dúvidas em relação ao onze que será escalado para esse embate, uma vez que Geny Catamo treinou condicionado e continua a ser dúvida para o jogo.
De acordo com o médico da selecção nacional, Raúl Cossa, Geny Catamo foi submetido a um exame mais apurado e agora é apenas ter paciência e esperança que se recupere para ser opção no desafio diante da Somália.

“De uma forma geral, o estado clínico dos jogadores é bom, mas temos, de facto, o caso do Geny Catamo, que, como todos sabemos, sofreu uma lesão que o obrigou a ser substituído no jogo da final da Taça de Portugal”, começou por dizer Raúl Cossa, para depois confirmar que recebeu o relatório clínico dos “leões” a dar conta da lesão.
Entretanto, ainda de acordo com o médico dos Mambas, depois das várias análises feitas “chegou-se a conclusão que o Geny ainda tinha uma certa inflamação ao nível dos músculos”.

Para já, e face à situação, “o Geny vai trabalhar com os colegas, mas de forma condicionada”, segundo Raúl Cossa, reiterando que “vamos ver a evolução da recuperação até sexta-feira, para saber se pode ser utilizado ou não”.

Naquele que foi o seu primeiro treino com a selecção nacional, o internacional moçambicano Geny Catamo treinou condicionado com uma fita adesiva especial sobre o perna esquerda, que visa acelerar a sua recuperação.

 

Motivação em alta nos Mambas

Quanto à motivação no balneário, os jogadores asseguram que estão preparados e motivados para o jogo diante da Somália. Ricardo Guima e Kimiss Zavala foram os porta-vozes do colectivo no treino desta quarta-feira.

Guima diz que o ambiente “está como sempre tem vindo a acontecer até aqui, positivo, como uma família e preparados para o jogo da sexta-feira”.

O moçambicano que actua no Chaves de Portugal diz que já há uma informação sobre o adversário, nomeadamente a sua forma de jogar e as suas ambições. “Sabemos que eles já estão aqui há algum tempo de estágio, mas estamos preparados. Agora cabe ao mister montar a táctica para o jogo e nós estamos aqui opara cumprir e alcançar os nossos objectivos”.

Por seu turno, Kimiss Zavala disse que é uma satisfação enorme estar na selecção, principalmente por “poder partilhar o balneário com os mais velhos e dividir o campo com Mexer, Domingues, Reinildo e outros”.

Sobre a integração de novos jogadores, Guima não tem dúvidas de que Pepo vem para ser uma mais valia na selecção e que vai ajudar os Mambas a alcançar os seus objectivos. “Vejo que ele vem para ajudar, que é o mais importante”, realçando ainda que “conheço o Pepo de Portugal e sei que é uma pessoa que vai acrescentar mais qualidade”.

Os Mambas vão realizar mais uma sessão de treinos antes do jogo marcado para sexta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, a partir das 15:00, da terceira jornada da fase de grupos de apuramento ao Mundial2026.

A união e espirito de grupo foram determinantes para que o Nacional da Madeira regressasse à primeira Liga Portuguesa três épocas depois. Em entrevista exclusiva ao “O País”, Witi revela que se sente realizado, orgulhoso e com o sentimento de missão cumprida por nunca ter abandonado o clube nos momentos difíceis.

Chegou ao Nacional da Madeira em 2015 transferido da Liga Desportiva de Maputo. Lutou por um enquadramento, conquistou o seu lugar, tornou-se relevante e fez-se como jogador. Witness Quembo ou simplesmente Witi nas lides do futebol, acompanhou todas etapas do Nacional.

Festejou quando necessário, mas também aprendeu a enfrentar desafios, de tal sorte que na época 2020/21 deu a cara quando a sua equipa desceu de divisão. O internacional moçambicano mergulhou no “submundo” da segunda divisão, acreditou no projecto dos madeirenses e entregou-se ao trabalho.

Nas primeiras duas épocas longe da elite do futebol português, o Nacional teve de enfrentar muitas dificuldades, não conseguindo, por isso, impor-se. Witi esteve lá e foi decisivo em alguns jogos, ainda que não estivesse no seu melhor em termos de produtividade.

Três épocas depois volta o celebrar o regresso à primeira liga, como senão bastasse como uma das peças-chave para essa tão importante conquista do Nacional da Madeira.

“Começamos mal o campeonato, tendo em conta que tivemos duas derrotas. Ainda assim, eu e os meus colegas unimos esforços no sentido de melhorarmos os aspectos que já tínhamos mostrado”, anota Witi.

O Nacional teve de apostar numa nova abordagem, na perspectiva de mudar o rumo da história e, por via disso, perseguir os objectivos traçados pela direcção do emblema madeirense.
“A força do grupo foi muito importante, de tal sorte que as coisas acabaram saindo da melhor maneira possível. Chagamos ao último jogo do campeonato a lutar pelo título. De resto foi uma época incrível e memorável. Penso que nenhum de nós irá esquecer a época que fizemos”.

Witi assinou uma época de sonhos a título individual. Fez assistências, marcou e foi fundamental nos momentos decisivos do Nacional. Esse facto, segundo o internacional moçambicano, só foi possível graças à contribuição e apoio dos seus colegas.

“Nunca tinha feito uma época excelente como esta. Devo agradecer aos meus colegas pela ajuda, pois se não fosse por eles não teria conseguido fazer assistências e marcar golos. Há que destacar esse espírito de interajuda que existe na nossa equipa”.

O regresso do Nacional à primeira liga é, para o extremo moçambicano, a realização de um sonho.

“Fui para Portugal quando tinha 17 anos. O Nacional da Madeira abriu as portas para mim e isso não tem preço. Desde que eu cheguei ao clube e com a idade que eu tenho agora contribuir para o regresso à liga é o mínimo que eu poderia fazer”, anota Witi, explicando que em nenhum momento pensou em abandonar o clube.

“Tive muitas propostas, mas eu acreditei muito no clube. O meu objectivo era ajudar o Nacional a conquistar coisas grandes. Felizmente devolvi o clube onde ele merece estar, olhando para a sua história e para o compromisso que os adeptos têm para com este emblema”.

Witi assinou a sua última época pelo Nacional da Madeira, clube pelo qual alinha desde 2015. O seu futuro ainda está no segredo dos deuses.

“Neste momento estou focado na selecção nacional. Tivemos dois jogos importantes e que precisamo ganhar para nos aproximarmos à zona de qualificação para o Mundial. Sobre o meu futuro é com o meu empresário. Ele é que resolve isso”, explica.

Ferroviário de Maputo saiu, domingo, do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ) com o estatuto de heptacampeão nacional de atletismo, confirmando, desta forma, a sua hegemonia internamente na modalidade raínha dos Jogos Olímpicos.

Os corredores “locomotivas”, uma vez mais, foram “mais rápidos” na pista de tartan e dominaram as provas nos escalões de seniores masculinos e feminos e juvenis em ambos os sexos.

Na luta com o Matchedje, velho rival, o Ferroviário de Maputo venceu nos masculinos no maior escalão com um total de 34 pontos, enquanto o Matchedje, segundo classificado, contabilizou 32. Com ascensão nos últimos anos, as Águias Especias ficaram na terceira posição com 12 pontos. O Ferroviário das Mahotas quedou-se na quarta posição com 10 pontos, seguido do seu homónimo da Beira com apenas quatro.

Na competição feminina, as “locomotivas” somaram 19 pontos, o Matchedje 14, e as Águias Especiais 12.

As provas de juniores masculinos, onde houve muita contestação, foram ganhas pelo Matchedje com 47 pontos, seguido do Ferroviário de Maputo com 43. Na terceira posição ficou o Dondo, representante da Beira, com, 13 pontos.

Por sua vez, o Matchedje foi proclamado vencedor em juniores femininos com 34 pontos, tendo superado o Desportivo de Maputo, segundo lugar, com 15 pontos, e Ferroviário da Beira, no terceiro posto, com um total de 13 pontos.

No escalão de juvenis masculinos, Ferroviário de Maputo chamou a si o protagonismo ao arrecadar 124 pontos contra 104 do Matchedje.

No quadro feminino, o clube verde e branco contabilizaram 119 pontos, enquanto o Matchedje amealhou 57 e o Desportivo 52.

Depois de ter sido cancelado no último sábado, 1 de Junho, devido à problemas de desarranjo intestinais de seis jogadoras do 1.º de Agosto, o jogo 2 do “play-off” da final da Liga Azule (Campeonato Angolano de Basquetebol sénior feminino) foi remarcado para esta terça-feira, às 18h00, no pavilhão Arena do Kilamba.

“Infelizmente, seis jogadores do 1.º de Agosto tiveram problemas intestinais, quando se preparavam para entrar na quadra, situação que forçou a não realização da segunda partida dos play-off da final do Campeonato Nacional”, revelou sábado a organização, ao dar a conhecer os reais motivos da não disputa da prova.

Seja como for, e depois de uma coordenação com as duas partes, a organização da 39.ª edição do Campeonato Nacional sénior feminino de basquetebol de Angola definiu mesmo que não seria averbada falta de comparência ao D’Agosto, tal como chegou a equacionar-se.

Na última quinta-feira, no jogo 1 do “play-off” da final, o Grupo Desportivo Interclube, reforçado com as moçambicanas Tamara Seda e Ingvild Mucauro, venceu o 1.º de Agosto por 60-56, desafio dominado pelo signo de equilíbrio. Nesse duelo, Mucauro esteve em destaque com 15 pontos, 8 ressaltos e 5 assistências.

A internacional basquetebolista moçambicana terminou o jogo com uma eficiência de 28%. O Interclube conquistou as primeiras cinco edições do “nacional da bola ao cesto” de Angola (1987, 1988, 1989, 1990 e 1991).

Já a formação “Agostina” arrebatou oito títulos de forma consecutiva, feito jamais alcançado por outra colectividade.

As “militares” venceram as edições de 1999, 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005 e 2006, respectivamente.

Ano passado, o Interclube conquistou a prova depois de vencer o 1ºde Agosto, por 76-69, na terceira e decisiva partida do “play-off” da final.

Geny Catamo, Guima e Ratifo, são os únicos jogadores que não estiveram no primeiro treino dos Mambas, tendo em vista o jogo contra a Somália, na sexta-feira, referente à terceira jornada do Grupo G de qualificação ao Mundial 2026. Mais ainda, a utilização de Geny Catamo está tremida, por conta da lesão contraída ao serviço do Sporting

É a primeira vez que a selecção nacional volta a trabalhar depois da partipação, em Janeiro, na Costa do Marfim, no Campeonato Africano de Futebol. Desta vez a missão é outra, lutar para garantir um lugar no Mundial de 2026. A Somália é o primeiro obstáculo por ultrapassar, já na sexta-feira.

Chiquinho Conde sabe que não será tafefa fácil, mas garante que os jogadores estão preparados para vencer. “Pena não termos tido oportunidade de noc concentrar na Data-FIFA, que podiamos ter aproveitado para observar os novos jogadores, mas vamos agora, com estes jogadores, trabalhar um pouco dentro daquilo que é a nossa ideia de jogo para atacarmos o jogo com a Somália”, disse Chiquinho Conde.

Para o seleccionador nacional, mais do que fazer o jogo pelo jogo, o mais importante é “continuarmos com esta senda de vitórias na nossa casa e também catapultar aquilo que é a nosa ideia para o segundo jogo”.

Entretanto, o primeiro treino dos Mambas não contou com todos jogadores convocados, tendo se notado, desde logo, as ausências de Geny Catamo e Ricardo Guima, por terem aterrado ao país apenas esta segunda-feira, e Stanley Ratifo, que apenas hoje chega à capital do país.

Chiquinho Conde minimiza estas ausências e diz que “quanto a Geny e Guima esperamos que se juntem ao grupo já esta terça-feira, pois chegaram hoje (segunda-feira) e ficaram a repousar. Já Ratifo só chega na terça-feira e esperamos que até quarta-feira já possa trabalhar com o grupo”.

Entretanto, Geny Catamo chega à selecção com algumas queixas, facto que preocupa a equipa técnica que pode não ter que utilizar o jogador, pelo no embate da sexta-feira.

“Pelo que o relatório clínico do Sporting nos apresenta ele deve continuar a fazer o tratamento para recuperar da lesão que contraiu há alguns dias e depois agudizou-se no jogo da final da Taça de Portugal com o FC Porto. Mas espero que ele se recupere. Amanhã (hoje), segundo o médico da Federação Moçambicana de Futebol, Geny vai fazer uma ecografia para ver a extensão da lesão e depois vamos avaliar”, disse o seleccionador nacional.

Mas mais do que avaliar a lesão do jogador e ver a sua disponibilidade, Chiquinho Conde diz que é fundamental que o próprio jogador esteja apto para jogar. “Muitas das vezes é preciso perceber do próprio jogador aquilo que são as condições físicas e psicológicas para poder jogar”, argumenta.

Outrossim, para Chiquinho Conde, é que apesar de Moçambique ser favorito a vencer o jogo “precisa provar em campo”, uma vez que “os rankings não vencem os jogos”. Cionde refere-se ao facto de Moçambique estar acima da Somália no ranking da FIFA como um facto que não é, por si só, motivo para se pensar que será um ganho.

 

“Fui bem recebido e estou pronto”, diz Pepo

Para Pedro Santos este é o primeiro contacto com os Mambas. Pepo diz que foi bem recebido e que vai conhecendo os colegas pouco a pouco. “Fui bem recebido desde que cheguei ao aeroporto e já começo a me simpatizar com os moçambicanos. Os jogadores vou conhecendo um a um, mas já conheço alguns, como Bruno Langa, Guima e Reinildo. Os outros estou a conhecê-los aqui e sei que são bons jogadores”, disse.

Pepo disse ainda estar apto para dar a sua contribuição e ajudar a selecção a vencer e alcançar seus objectivos. “A selecção já tem muita qualidade e eu espero, de alguma maneira, dar mais qualquer coisa para conseguirmos bons resultados, boas exibições”, disse acrescentando que “estou pronto para dar o meu máximo e vencer”.

Apesar de reconhecer a qualidade dos Mambas, Gildo entende que é preciso encarar da sexta-feira com muitas cautela. “Não defendo, como outros podem querer defender, que vamos defrontar um adversário fraco. Não entro por ai. Eles tem suas qualidades e suas armas e nós vamos fazer de tudo para contrariar isso”, disse Gildo.

O médio ofensivo dos Mambas acrescentou ainda que já havia muita vontade dos jogadores em se juntar, depois de não terem tido espaço na Data-FIFA e que “o ambiente está bom e todos estamos motivados para os dois jogos”.

Gildo terminou pedindo o apoio dos adeptos nas bancadas do Estádio Nacional do Zimpeto, para que puxem pela equipa por forma a se chegar o mais rápido ao objectivo de vencer.

Os Mambas tem dois marcados nos próximos dias, nomeadamente diante da Somália, na sexta-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto, e no dia 10, frente a Guiné Conacri, para a terceira e quarta jornadas do Grupo “D” da Zona Africana de Qualificação para o Campeonato do Mundo da FIFA de 2026, a ser co-organizado pelos Estados Unidos da América, México e Canadá.

O combinado nacional volta a treinar esta terça-feira, no Estádio Nacional do Zimpeto.

 

Geny homenageado pela conquista da Liga Portuguesa

O internacional moçambicano Geny Catamo foi ontem homenageado pela Federação Moçambicana de Futebol, em reconhecimento à sua participação decisiva na conquista do título do Spiorting de Portugal no campeonato local, na temporada 2023-2024.

Na cerimónia, que contou com a presença dos jogadores da selecção nacional, membros da Secretaria de Estado do Desporto, da direcção da Federação Moçambicana de Futebol, dos dirigentes dos clubes, com destaque para o Maxaquene e Black Bulls, onde foi formado, o internacional moçambicano viu seu esforço reconhecido.

Na ocasião, o presidente da Federação Moçambicana de Futebol, Feizal Sidat, disse que a cerimónia não era somente para celebrar as conquistas individuais do Geny Catamo, mas também “é o reflexo do potencial do futebol moçambicano e da importância do investimento da formação dos nossos clubes aqui em Moçambique”.
“Geny representa o que há de melhor no futebol em Moçambique”, disse Feizal Sidat.

O presidente da Black Bulls, Juneid Lalgy, destacou o papel do jogador na promoção do futebol na Europa, em particular em Portugal, enquanto a Secretaria de Estado do Desporto espera que com esta homenagem Geny Catamo possa inspirar mais jovens jogadores.

O laureado agradeceu o gesto e prometeu continuar a trabalhar para o bem da sua carreira e para promover o futebol moçambicano.

Recorde-se que o jogador moçambicano teve um papel crucial na conquista do título pelo Sporting, contribuindo com cinco golos, dois dos quais marcados no “derby” de Lisboa diante do Benfica, que terminou com a vitória dos “leões” por 2-1, naquele que foi o jogo que decidiu o título de campeão da Liga Portugal.

A final da Liga dos Campeões foi vivida, sábado, com muita emoção e intensidade no Centro Cultural Franco Moçambicano, local que acolheu um evento único promovido pela Heineken. Os adeptos manifestaram, na ocasião, a sua satisfação pela conquista de mais um troféu na prova: “La 15”.

Centro Cultural Franco-Moçambicano transformado, em miniatura, no mítico Estádio de Wembley, palco da final da 69ª edição da “Champions League”. E da oitava final da maior prova de clubes do velho continente.

Cenário montado, aficcionados do Real Madrid e Borussia de Dortmund posicionados e unidos pelo futebol, o chamado ópio do povo. Bancadas à preceito bem desenhadas e instaladas pela organização, público bem acomodado para testemunhar mais um momento proporcionado pela Heineken, sempre com a componente de “consumo responsável” na crista da onda.

Primeira parte com o Dortmund em crescendo, criando inúmeras oportunidades. URanger dos dentes e aflição tremenda dos adeptos do Real Madrid.

Com recurso a tecnologia, não faltaram momentos de actualização dos acontecimentos nas quatro linhas com gente distante ou até mesmo no “Franco”.

Actualizações que, na segunda parte, ganharm contornos mais positivos. No Centro Cultural Franco Moçambicano, com as emoções a subirem cada vez mais, viu-se depois os merrengues a retirarem a profundidade ao Dortmund e, a partir desse momento, as circunstâncias mudaram. Explosão com o primeiro golo.

Era só o começo da confirmação da glória. O estabelecer da norma, na Liga dos Campeões, veio com o segundo golo que colocou os adeptos do Real em modo festivo. As finais não se jogam, mas sim ganham-se. Real Madrid fez, muito bem, jus a esta máxima.

“Foi um jogo muito bem abordado pelo Real Madrid. Na primeira parte, o adversário criou-nos muitas dificuldades. Mas, na segunda parte, melhoramos a nossa prestação e conquistamos o título com todo mérito”, destacou, visivelmente emocionado, Carlos Cumbe, adepto do Real Madrid.

Com a emoção a tomar conta de si, Milton Menezes começou por indicar os 15 títulos que o clube merrengue açambarcou, destacando a sua grandeza na Europa do futebol.

“Somos o maior clube do mundo. O Real Madrid é grande. Vencemos com categoria. Viva o Real Madrid”, manifestou.

Oportunidades, diga-se, não faltaram aos alemães para levarem outro resultado. A velha máxima de quem não marca arrisca-se a sofre, fez escola na final.

“Na verdade, tivemos muitas oportunidades de golo mas não conseguimos finalizar. Fomos bastante perdulários”, lamentou Kevin, adepto do Borussia de Dortmund.

Agora com 15 Ligas dos Campeões, o capital maioritário da competição incumbe aos blancos a realização das regras. E associar este momento a uma realização festiva, está no quadro de responsabildiade social da Heineken.

Enfim, o Real Madrid precisou de carregar no botão de emergência para, em Wembley, chegar a mais uma orelhuda.

Numa carta dirigida ao Presidente da República, Filipe Nyusi, os atletas denunciam falta de seriedade e desprezo e humilhação por parte da Secretaria de Estado do Desporto, que deve cerca de 14 milhões de Meticais, ao abrigo do Regulamento de Premiação Desportiva. Dizem-se humilhados e desprezados pelo Governo.

Num caso sem igual no país, com contornos trágico-cómicos, atletas que conquistaram medalhas desde 2017 até 2024, escreveram uma carta ao Presidente da República, Filipe Nyusi, a pedirem a sua intervenção para o pagamento de 14 milhões de Meticais, ao abrigo do regulamento de premiação desportiva aprovado pelo Governo em 2013. O caso arrasta-se desde 2017, uma vez que desde lá não veêm as cores do dinheiro.

É que, goradas(?) as conversações com a Secretaria de Estado do Desporto, instituição com a qual mantiveram alguns encontros desde 2022 que redundaram em fracasso, os medalhados decidiram, segunda-feira, redigir uma missiva. Tal resulta, igualmente, do facto de o secretário de Estado do Desporto, Carlos Gilberto Mendes, ter prometido em três ocasiões que iria pagar o valor acumulado com os atletas que elevaram bem alto a bandeira de Moçambique em eventos de grande dimensão.

Na carta enviada ao “O País”, os  mesmos começam por recordar ao chefe de Estado que, a cada mês de Dezembro, exalta as conquistas dos desportistas no tradicional Estado Geral da Nação, onde também quantifica o número de medalhas conquistadas a cada ano.

“Certamente, chegam-lhe notícias maravilhosas a respeito de acções patrióticas por nós  efectuadas, muitas vezes, além-fronteiras. Como cidadãos, acompanhamos no final de cada ano o Estado Geral da Nação, onde  Sua Excelência detalha minuciosamente cada uma das nossas conquistas como sinal de  elevação do orgulho nacional, inclusive nos momentos desafiantes”, lê-se na carta.

Depois da nota introdutória, os atletas que reclamam o pagamento de prémios ao abrigo do Decreto nº 10/2023, de 10 de Abril, Regulamento de Premiação Desportiva, falam do seu empenho, a cada prova, para fazerem ecoar o hino nacional em grandes palcos e a abanar da bandeira multicolor.

“Foi necessário destacar os alegres pontos anteriores, porque somos caracterizados pela alegria de vencer e a nossa carta não se iniciaria de outra forma. Somos um conjunto de desportistas moçambicanos de várias modalidades, que mais se destacaram em  provas internacionais nos últimos sete anos, elevando significativamente a bandeira nacional diante das restantes nações africanas e do Mundo.”

Agastados com a longa espera, manifestam a sua frustração por não verem cumpridas as promessas feitas pelo Governo do dia. E, numa das passagens, quais pedintes, chegam mesmo a pedir socorro do mais alto magistrado da Nação.

“Excelência, é com muita dor que lhe endereçamos esta carta, que, embora repleta de medalhas e troféus de grandeza africana e mundial, é um manifesto de pedido de socorro, em relação ao estado da premiação dos desportistas medalhados em provas internacionais, ao abrigo do Decreto n.º 10/2013. Passam sete anos que o Governo não paga aos desportistas pelos títulos conquistados a nível continental e mundial. Este grupo vem tentando um contacto de esclarecimento diante da Secretaria de Estado do Desporto (SED) e do Fundo de Promoção Desportiva (FPD) desde 2022”.

Adiante, queixam-se da Secretaria de Estado do Desporto não estar a ser sensível e flexível neste processo, detalhando a sequência da sua acção.

“Deslocação às suas instalações, onde nos foi negada a recepção; exigência de envio de cartas explicativas da nossa reclamação, sendo que as mesmas nunca foram respondidas; tentativas de marcação de audiência, sem respostas; tentativa de conversas espontâneas, cuja recepção sempre nos foi negada.”

Outrossim, denunciam que somente foram recebidos pelo facto de a imprensa se ter feito à Secretaria de Estado do Desporto, num dos dias em que marcharam até às instalações deste órgão.
“Até que um dia, pela força da presença da imprensa, fomos recebidos pelo  director nacional de Desporto de Alto-rendimento, Sr. Francisco da Conceição, com garantia de marcação de audiência com o secretário de  Estado do Desporto; audiência conjunta com o secretário de Estado do Desporto, INADER, FPD e Comité Olímpico de Moçambique (COM).”

Recordam que a Secretaria de Estado do Desporto se comprometeu a pagar os valores em causa de forma faseada. “O  reconhecimento da falha por parte do Secretário de Estado do Desporto  resultou em  promessas  de pagamento dos prémios de forma faseada (iniciando dos premiados mais antigos aos mais recentes), com o processo a iniciar-se até finais do mês  de Março de 2024, uma vez que, na mesma semana da audiência, o  processo já se havia iniciado no Ministério das Finanças e somente se aguardava o desembolso dos valores”.

Segundo os atletas,  houve juras de que “os pagamentos não podiam ocorrer naquela altura porque se aproximavam os Jogos Africanos de Accra; abertura por parte do secretário de Estado do Desporto para o diálogo paralelo enquanto o processo avança; abertura para que um ou dois representantes do grupo se deslocassem à SED para esclarecimento sobre o ponto de situação do processo, logo  a seguir aos Jogos Africanos”.

Ademais, dizem que o secretário de Estado do Desporto, qual encenador das “mentiras que os homens contam”, não coopera neste processo. “Excelência, é triste a verdade de que nenhuma destas promessas foi cumprida. Pelo  que a SED, além de não efectuar os pagamentos prometidos, não cooperava em dar satisfações sobre o ponto da situação do processo, quando o grupo tentava entrar em contacto ao abrigo do acordo das alíneas c) e d) acima, com o agravante de nos terem informado que assunto não mais seria tratado connosco.

Para estes,  com o andar da carruagem, a premiação desportiva parece não ser prioridade por parte do Executivo, que aprovou um regulamento no qual reconhece monetariamente os atletas medalhados em provas internacionais.

“Excelência, com o estado actual desta situação, entendemos que não é prioridade destas entidades resolver este assunto, uma vez que as mesmas, além de terem evitado de todas as maneiras o contacto com este grupo, quando tiveram de o fazer, proferiram mentiras, inclusive perante aos órgãos de comunicação social, para não dizer diante de toda a nação moçambicana, o que nos preocupa bastante, vindo do mais alto nível da gestão do desporto nacional, que responde em nome do Governo de Moçambique.”

Numa outra linha,  dizem-se desprezados e humilhados. “O grupo dos medalhados sente-se bastante desprezado pela gestão do desporto nacional e questiona-se se e realmente faz parte da agenda para o desporto nacional produzir atletas com alto nível de competitividade e que possam dignificar a bandeira  nacional além-fronteiras, uma vez que o coração deste objectivo somos nós, que hoje somos humilhados e desvalorizados por exigir um simples esclarecimento sobre um  direito que é nosso por lei e que não se cumpre há sete (7) anos. Excelência, pedimos o seu pronto-socorro!”

Os árbitros moçambicanos Celso Alvação, Arsénio Maringule e Simões Guambe foram nomeados pela FIFA para ajuizarem o jogo entre o Togo e o Sudão do Sul, referente à terceira jornada do grupo B de qualificação para o Campeonato do Mundo de 2026, a disputar-se no dia 5 de Junho em lomé, capital do Togo.

Celso Alvação, árbitro da COPAF de Inhambane, vai ser o árbitro principal do jogo, enquanto Arsénio Maringule, da COPAF da Província de Maputo, será o primeiro assistente. Por sua vez, Simões Guambe, da COPAF da Cidade de Maputo, vai exercer as funções de quarto árbitro.

O quarteto fica completo com a integração do segundo assistente proveniente de Angola, nomeadamente Ivanildo Lopes.

Esta não é a primeira vez que os árbitros moçambicanos são chamados para ajuizarem jogos internacionais, sendo porta para mais pontuação para fazerem parte da lista restrita da Confederação Africana de Futebol para as fases finais da provas continentais.

 

Alguns jogadores da selecção nacional convocados por Chiquinho Conde para integrar os trabalhos dos Mambas na dupla jornada de qualificação ao Mundial de 2026, diante da Somália, a 7 de Junho, em Maputo, e do Guiné-Conacri, a 10 do mesmo mês, em Marrocos, já começam a chegar a capital do país.

Esta semana, chegaram dois jogadores, Gildo Vilankulos e Pedro Santos, também conhecido por Pepo. Este último junta-se pela primeira vez ao combinado nacional.

Os dois jogadores viram os seus campeonatos terminados, tal como muitos dos outros jogadores, mas, porque as provas das equipas que representam, o Sporting da Covilhã e Caldas Sporting Clube, ambos da terceira divisão, terminaram há duas semanas, foram dos primeiros a aterrarem na capital do país.

Gildo Vilankulos disputou, esta temporada, pelo Sporting da Covilhã, 30 jogos, dos quais 28 para a Liga 3 e dois para a Taça de Portugal, tendo jogado 1696 minutos, marcado apenas um golo e feito três assistências.

Pela selecção nacional disputou dois jogos de preparação ao CAN, três da fase final do CAN, um de qualificação e outros dois de qualificação ao Mundial 2026, ou seja, oito jogos, 321 minutos, nenhum golo e uma assistência.

Já Pedro Nunes Santos, “Pepo”, jogador de 30 anos de idade, que actua no Caldas de Portugal, e naturalizado recentemente, foi a grande novidade da convocatória dos Mambas. O jogador vai juntar-se ao conjunto liderado por Chiquinho Conde, de olhos postos na dupla jornada do Grupo G de qualificação para o Mundial 2026.

Pepo disputou, na temporada 2023/24, 28 partidas, das quais 27 para a Liga 3 e um para a Taça de Portugal, onde jogou 2111 minutos, marcou três golos e fez quatro assistências. Pode fazer sua estreia já na dupla jornada de qualificação ao Mundial, diante da Somália, no dia 7 de Junho, às 15h00, no Estádio Nacional do Zimpeto, ou frente a Guiné Conacri, em Marrocos, no dia 10 de Junho, às 21h00, no Stadium El Abdi El Jadida.

Os restantes jogadores vão chegar ainda esta semana, sendo que a concentração de toda delegação está prevista para domingo, dia 2 de Junho, devendo iniciar com os trabalhos de preparação na segunda-feira, 3 de Junho.

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