O País – A verdade como notícia

O Ministério da cultura e turismo e o artista plástico Ernesto Matsinhe Mafuiane (Butcheca)  lançaram, sábado, no contexto da décima edição da feira internacional de turismo “FIKANI”, uma capulana,  que teve como base de inspiração uma obra de arte, no caso um quadro de pintura.

Uma obra de arte que deu origem à capulana colorida, que só pelas suas cores vivas já se destacava. Edelvina Materula, Ministra da Cultura, fez saber que a ideia de replicar  a obra de arte em múltiplas capulanas tem o objectivo de proporcionar o acesso à arte  trazendo, assim,  ganhos e valorização.

“Aos artistas plásticos e outros criativos moçambicanos e, ainda, ao empresariado nacional, queremos deixar a mensagem de que a arte, a cultura e a criatividade podem ser fontes de negócio e de geração de rendimentos. Pelo que, sejamos proactivos em realizar negócios nesta área. Facto que já vem ocorrendo com a cessão de direitos de cópia para obras de arte plástica na Literatura Nacional”, disse Materula.

A ministra acrescentou, ainda, que “a Capulana Butcheca encontra-se exposta na Feira FIKANI, no stand do Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas, pois é desta forma, e em locais como este, onde devemos capitalizar, promover e valorizar a nossa arte e os nossos artistas. Chegados aqui, quero em meu nome pessoal e em nome do Ministério da Cultura e Turismo, declarar oficialmente lançada a Capulana Butcheca. Um bem-haja a todos os artistas e criativos moçambicanos”.

Já o autor da obra, Butcheca, explicou que a réplica do quadro em capulana simboliza vida. “As cores, o vermelho que representa vida. Sem esquecer também das serpentes que representam a cura, então, esta obra é vida”.

Butcheca deixou um apelo para que os artistas plásticos, sobretudo os mais novos, imprimam às suas obras para ganharem mais renda.

Familiares, músicos e amigos prestaram hoje o último adeus ao músico Salimo Muhamed, falecido na última quarta-feira. Em representação do Governo, Eldevina Materula garantiu que as obras do músico serão preservadas. 

O Paços do Município de Maputo ficou preenchido, este sábado, para acolher a cerimónia da última despedida do músico Salimo Muhamed.

Familiares, músicos e amigos juntaram-se para prestar homenagem ao homem cujas obras transcendem a vida familiar.

Em representação ao Governo, a ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, descreveu Salimo Muhamed como um homem igual a ele próprio e que muito fez pelas artes. 

Afinal, mais do que músico, Salimo Muhamed notabilizou, também, como activista. Talvez, por isso que algumas das suas músicas e intervenções eram de apelo para justiça social.   

Os restos mortais de Salimo Muhamed foram cremados no cemitério hindú, na Cidade de Maputo. 

O músico deixa cinco filhos e igual número de netos.

O presidente da República, Filipe Nyusi, disse que recebeu com grande pesar a notícia da morte de Salimo Muhamad. Nyusi entende que o músico contribuiu para tornar as artes moçambicanas uma referência no pós-independência.

Filipe Nyusi reagiu à morte do artista moçambicano Salimo Mohammad, durante a abertura da Feira Internacional de Turismo, onde afirmou que a morte do artista deixa um vazio na cultura nacional.

“Enquanto terminava a noite de ontem, tomei conhecimento, com imenso pesar,  do desaparecimento físico de uma célebre figura da cultura e do turismo, portanto, das artes moçambicanas, trata-se do músico Salimo Muhamad, também conhecido por Simião Mazuze.

O Chefe de Estado acrescentou ainda que “Salimo Muhamad contribuiu para a construção de uma referência sobre as artes moçambicanas do pós-independência, tendo sido um dos primeiros integrantes da banda RM, com a participação deste artista no desenvolvimento cultural nacional e a sua diferença em criar sons e ritmos que identificassem a cultura nacional, por isso deixa um enorme vazio nas artes moçambicanas”.

 

A música moçambicana está de luto. Morreu, na noite desta quarta-feira, Salimo Muhamad. O autor de “Mamana Maria” e “Sambrowera fandango” estava internado no Hospital Central de Maputo há mais de uma semana.

Domingos Simeão Mazuze Júnior é o seu nome de registo, tendo passado a ser chamado Salimo Muhamad quando se converteu ao Islão. Nasceu a 13 de Agosto de 1948, em Xai- Xai, Gaza, e completaria, dentro de dias, 76 anos de idade.

Desde novo que revelou interesse pela música, mas foi nos anos 1970, cumprindo o serviço militar na Força Aérea, em Portugal, que fez as suas primeiras gravações. E depois seguiram vários discos.

De regresso ao país, em 1974, Salimo Muhamad passou a actuar, inicialmente, com o seu irmão Alexandre Mazuze, uma colaboração que durou até 1977, quando foi detido e conduzido ao campo de reeducação, em Bilibiza, Niassa. Ali eram mantidos os que as autoridades da época consideravam subversivos.

Novamente em Maputo, finda a punição em Niassa, na década de 1980, forma, com Pedro Langa e outros artistas, o grupo Xigutsa Vuma, que dura pouco, mas marca a produção da chamada música ligeira moçambicana.

Entre as suas canções, abarcando temáticas de amor, crítica social ou activismo político, contam-se “Mamana Maria”, “Bilibiza”, “Xantima ibodlela”, “Magubane”, “Gungula nhautomi”, “Sambrowera fandanga”, entre outras.

A canção “Xantima ibodlela”, tida como apelo à reconciliação, gravada na década de 1980, em plena guerra civil em Moçambique, foi banida das emissões de rádio. Nela, o cantor convidava as partes em guerra (Frelimo e Renamo) a trocarem as armas pelo diálogo, o que veio a acontecer em 1992, em Roma, depois de um milhão de mortes e muita destruição.

O amante da música via no país muito talento, mas pouco investimento.

Além de cantar, Muhamad, que era também formado em pintura decorativa, foi actor de cinema, com participação na longa-metragem Tempo dos Leopardos, uma produção de 1985.
Na política, Salimo Muhamad foi deputado da Assembleia Municipal da Matola, como membro do partido MDM.

A poestisa e activista social Énia Lipanga vai participar, neste Agosto e em Setembro, em várias actividades artísticas no Brasil. A autora de Ensaios da partida espera promover a sua obra e a arte moçambicana naquele país.

Há alguns anos que Énia Lipanga alimenta esse desejo de levar o seu trabalho ao Brasil. Nada por acaso. O país de Machado, Caetano e Senna… o país de Elis, Bethânia e Rebeca sempre acolheu a arte da poetisa moçambicana com entusiasmo. “Com a chegada das redes sociais, comecei a perceber um aumento significativo no consumo dos meus escritos por leitores brasileiros. Recebi diversos convites ao longo do tempo, mas sempre quis fazer uma viagem completa, onde pudesse interagir de forma mais profunda com partes do Brasil, onde já sinto que tenho raízes”, Gracejou.
Com naturalidade, surgiu o convite da Secretaria de Cultura, Artes e Esportes da Universidade Federal de Santa Catarina, como que um impulso que, afinal, a poetisa precisava. “Alinhado à minha vontade e à disponibilidade de tempo, decidi aceitar este convite e aproveitá-lo para unificar outros convites que já tinha recebido anteriormente”.

Com efeito, neste mês de Agosto e em Setembro, Énia Lipanga vai, finalmente, realizar a sua primeira digressão internacional no Brasil, designadamente, em São Paulo, Rio de Janeiro, Florianópolis, Santa Maria e Boa Vista. O pretesto, para o efeito, é “Composta de Ti(s)”, que é o conceito da digressão que pretende levar uma série de eventos que misturam poesia, activismo e trocas culturais.

No Brasil, começando por São Paulo, Énia Lipanga será recebida por poetisas feministas numa sessão que inclui roda de conversa com a União de Mulheres de São Paulo, abordando o tema “Arte que salva” e o sarau cultural “Palavras são palavras, já conhecido em Maputo”.

No Rio de Janeiro, a marca GDarkestampas apresentará uma amostra da colecção de roupas “Sou África”, criada em homenagem à escritora em 2018. E não se ficará por aí. A activista também vai apresentar, em Niterói, uma edição especial do sarau “E quando me tornei corpo?” e participar numa conversa na Universidade Federal Fluminense. “Um dos destaques desta viagem poderá ser o encontro à porta fechada com a renomada escritora Conceição Evaristo, onde ambas partilharão as suas experiências e perspectivas sobre literatura e activismo”, lê-se na nota de imprensa sobre a digressão.

Em Florianópolis, Énia Lipanga tem agendados eventos na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), vai ministrar uma palestra sobre as vozes femininas moçambicanas e, numa nova sessão de “E quando me tornei corpo?”, o sarau da poetisa vai contar com a participação especial da escritora Eliane Debus.

Por fim, na Boa Vista, Énia Lipanga fará uma conversa sobre os seus livros e sobre o que julga ser moçambicanidade. Nesse caso, a artista pretende proporcionar uma oportunidade de os brasileiros conhecerem mais a sua obra e as perspectivas culturais nacionais.

A propósito de se dar a conhecer no Brasil, Énia Lipanga afirma o seguinte: “Espero ampliar a minha voz num país onde Moçambique ainda é pouco conhecido. Desejo que esta digressão sirva como uma ponte cultural, onde possa partilhar a riqueza da poesia moçambicana e, ao mesmo tempo, aprender e interagir com os poetas e escritores brasileiros. Já colaborei com alguns deles em antologias e outros projectos, mas esta será a primeira vez que teremos a oportunidade de nos encontrar pessoalmente e trocar experiências de forma mais directa”.

De igual modo, Énia Lipanga espera que a viagem reforce a importância da literatura como ferramenta de activismo social, especialmente em questões de género e direitos humanos. A artista quer que o público brasileiro conheça mais sobre as lutas e conquistas das mulheres moçambicanas e como a poesia pode ser um meio poderoso de resistência e transformação. E garante: “Levo comigo a minha poesia livre, erótica e de intervenção social. Levo a minha africanidade e moçambicanidade. Estou ansiosa para partilhar a beleza e a profundidade da nossa cultura através dos meus escritos e das performances que farei”.

Énia Lipanga tem a ideia de implantar o sarau cultural “Palavras são palavras” no Brasil. Por isso mesmo, quer tratar de explorar essa possibilidade.

Não menos importante, a poetisa e activista pretende, com a digressão no Brasil, trazer de volta uma bagagem repleta de novas experiências, conhecimentos e amizades. Quer aprender com os poetas e escritores brasileiros, absorver a diversidade cultural do Brasil e trazer essas influências para o seu trabalho. “Acredito que esta troca enriquecerá a minha perspectiva e a minha arte, proporcionando-me novas inspirações e ideias para futuros projectos. Espero também fortalecer os laços entre os movimentos de poesia e de mulheres dos dois países, criando uma rede de apoio e colaboração que possa perdurar para além desta digressão”.

 

Às 19 horas de hoje, a Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM) será o palco de uma celebração da diversidade e inclusão com a apresentação da performance “Queer Scenes”, dirigida e coreografada por Yuck Miranda.

Produzida pela ULAYO – Plataforma Queer, e apoiada pelo Institut Français, a performance explora a Xitchuketa e outras danças tradicionais moçambicanas, oferecendo uma plataforma para a troca de memórias e experiências e abrindo espaço para uma discussão sobre as “cenas queer” em Moçambique.

Além dos movimentos corporais, a performance incorpora a utilização de instrumentos musicais, e contará com a participação especial do músico Radjha Ally, que enriquecerá o espectáculo com a sua voz.

“Queer Scenes”, de Yuck Miranda, evoca uma nostalgia para aqueles familiarizados com as danças de bairro e os espaços periféricos, ao mesmo tempo que oferece uma interpretação contemporânea da expressão queer no país.

Yuck Miranda é um actor e performer moçambicano cujo trabalho abrange representação em cinema/TV, teatro, música, movimento, dança, coreografia, realização e ensino. Unindo versatilidade e experiência na realização, performances centradas no corpo e na sua expressão através do movimento, e facilitação de diálogos complexos, cria obras que defendem os direitos LGBTQIA+ e das crianças. A sua pesquisa centra-se em figuras queer que existiram antes, durante e depois do colonialismo na África Subsaariana, próximas das suas experiências como pessoa queer no mundo.

Esta quarta-feira, às 18 horas, a Fundação Fernando Leite Couto (FFLC), na Cidade de Maputo, vai inaugurar a exposição “Fragmentos da vida II”, de Titos Pelembe.
Podendo ser visitada até dia 31 deste mês, a exposição reúne obras concebidas por diferentes técnicas, entre a pintura em tela, até às esculturas em cerâmica e papel.
De acordo com a FFLC, “Fragmentos da Vida II” realiza-se na sequência da primeira exposição que teve lugar em Agosto de 2018, no mesmo espaço.

Na nova mostra, explorando temas actuais, Titos Pelembe usa diferentes abordagens técnicas, diversos materiais e conceitos inovadores, criando formas com consistência e precisão que lhe atribuem um perfil contemporâneo, mas também, tradicionalista. “Os diferentes materiais desde os processos de transformação natural do barro à cerâmica, a pintura e até a (re)utilização de resíduos em forma de pasta de papel ou pedaços de plástico, todo este ciclo, contempla o meu percurso, actual estágio criativo e um pensamento crítico e curatorial partilhado por este meio”, afirma Titos Pelembe, em nota de imprensa.

Na mesma nota, a curadora Yolanda Couto avança que nas obras em exposição encontra-se o “presente e o passado” e recorda, “A cerâmica, que tem em Moçambique uma longa tradição, é uma das modalidades das artes visuais que volta aqui a assumir um importante papel”.

“Através de máscaras e esculturas figurativas que antes apareciam ligadas a elaboradas cerimónias e costumes que guiavam a sociedade, hoje, os artistas apropriam-se desses valores para os modernizar. Nesta exposição multidisciplinar e nesta etapa importante do desenvolvimento da sua vida de artista, a diversidade cultural e histórica em Moçambique reflecte-se nas formas de expressão temperadas de exigente consciência oficinal e moldadas pelo olhar do investigador”, diz Yolanda Couto.

Titos Pelembe nasceu em 1988, em Maputo. É artista multidisciplinar e curador investigador independente. Doutorando em Educação Artística, Mestre em Arte e Design para o Espaço Público e graduado no curso de Especialização em Design de Tecnologias para a Saúde pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto. Licenciado em Artes Visuais pelo Instituto Superior de Artes e Cultura, graduado nos cursos médios de Cerâmica e Formação Psicopedagógica pela Escola Nacional de Artes Visuais (Maputo). Membro activo do Colectivo de Investigação ID – Identidades (Porto). Realizou estágio de curadoria na Fundação Calouste Gulbenkian e na Escola de Artes da Universidade Católica do Porto (2022).

 

O estilista Nivaldo Thierry considera que a internacionalização da moda moçambicana permite abrir janelas para o desenvolvimento da economia criativa nacional com ganho a curto, médio e longo prazo.

O estilista acredita que a exposição internacional de produtos moçambicanos permite grande fluxo de vendas e cria espaço para a procura por artigos de moda Made in Mozambique. O conceituado estilista fez estas considerações a quando da sua participação na CPLP Fashion Week 2024(CPLPFW), Portugal.

A semana da moda dos países falantes da língua portuguesa teve lugar no Hotel Real Palácio, em Lisboa, e foi corporizada por desfile principal, palestras e talks com várias personalidades. Houve também o “Fashion Business Connect”, um espaço que visava a valorização e integração de empreendedores e pequenos negócios no próprio evento, com o intuito de dar mais abertura a novos mercados, quebrar tabus sobre o segmento e inserir pequenos negócios no maior evento de moda da comunidade de países de língua oficial portuguesa.

Segundo uma nota de imprensa, Thierry não só usou o espaço para exibir as suas criações, mas para dialogar sobre a moda e mostrar o conceito moçambicano sobre produção e economia do sector.

Para o estilista, carregar a bandeira de Moçambique para o evento constituiu uma grande responsabilidade pelo facto de Moçambique ter um mercado vasto da moda, mas, sobretudo, porque mais uma vez o espaço foi útil para exibir as novas tendências da moda moçambicana e mostrar através de troca de saberes e peças de vestuário, a evolução que o País tem estado a alcançar no campo da moda. “Queremos continuar a trabalhar a favor da indústria da moda em Moçambique. Estar num dos mais prestigiados eventos dos países falantes de língua portuguesa é encorajador e sinónimo de que as marcas moçambicanas têm espaço no mercado internacional. A marca Nivaldo Thierry representou com honra a nossa pátria amada”, disse o estilista.

De acordo com a organização do evento, a semana da moda dos países da CPLP tem como principais objectivos divulgar o trabalho dos criadores, unir sinergias na divulgação da produção de moda nos países da CPLP, internacionalizar os desfiles e fomentar novos negócios.

O evento tenciona igualmente criar uma experiência interactiva e imersiva que não apenas diverte, mas também educa os participantes sobre a importância da moda sustentável e da tecnologia na criação de uma indústria da moda mais responsável e ética.

O CPLPFW é um evento anual, que reúne estilistas e marcas de dos países de língua portuguesa, super modelos, celebridades, convidados e importantes compradores do universo fashion, e realizou-se neste princípio de Agosto.

A nona edição do Festival Nacional de Hip-Hop “Punhos no ar” vai arrancar às 15h do próximo sábado, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, na Cidade de Maputo. Desde a sua criação em 2016, fruto da colaboração entre a Nexta Vida Entertainment, o Café Bar Gil Vicente e o Centro Cultural Franco-Moçambicano, o festival tem sido um pilar fundamental na promoção do Hip-Hop nacional.

Para este ano, pela primeira vez, todas as 11 capitais provinciais do país, incluindo alguns distritos, estarão unidas para a maior festa de Hip-Hop nacional.

“Com uma programação repleta de artistas revolucionários, o evento promete elevar a cultura urbana a novos patamares, contando com apresentações musicais, batalhas de freestyle e demonstrações de graffiti”, avança a nota de imprensa.

Dentre os vários rappers agendados para esta edição, destacam-se Flash Enccy, Konfuzo412 e Denny OG (Matola); Dygo Boy, Trez Agah, Hernani, Gina Pepa e Khronic (Maputo); 2Head (Nampula) e Stupa Serious (Quelimane).

O evento não só enaltece a cultura Hip-Hop, mas também promove a integração e o intercâmbio entre fãs e praticantes de todas as províncias do país.

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