O País – A verdade como notícia

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo anunciou que a Editora Trinta Zero Nove (ETZN) foi uma das beneficiárias de uma subvenção da Linha de Apoio à Tradução e Edição (LATE), para a tradução em língua inglesa e publicação de duas obras literárias moçambicanas, nomeadamente O verso da cicatriz, de Bento Baloi, e a banda desenhada Ualalapi, com o texto de Ungulani Ba Ka Khosa e ilustrado por Adérito Wetela.

De acordo com uma nota de imprensa, as obras estão a ser traduzidas por Sandra Tamele e Richard Bartlett, respectivamente. “Este é, para nós, um marco significativo significativo porque publicaremos, pela primeira vez, vozes moçambicanas em língua inglesa, conferindo-nos a agência de não depender de uma editora anglófona para difusão da nossa literatura no estrangeiro. Tendo em conta que a ETZN assinou, em 2019, um contrato com o African Books Collective (ABC), que visa a distribuição dos nossos livros em formato impresso e digital, em mais de 80 plataformas online e livrarias, em todo o mundo. O ABC também distribui a inúmeras bibliotecas no Reino Unido e nos EUA, que são activas na nomeação de livros para renomados prémios literários, como o Dublin Literary Award, o maior prémio literário em língua inglesa para uma única obra”, avança a Trinta Zero Nove.

A parceria com o ABC foi um factor importante para a ETZN ter sido seleccionada para beneficiar da subvenção do Camões – Instituto da Cooperacão e da Língua e da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas. Os 80 pontos de venda para os quais o ABC distribui estão espalhados pelo mundo falante de língua inglesa, desde África do Sul, Tanzânia, Malawi, Zimbabwe, Reino Unido, Austrália e os Estados Unidos da América, que são os principais compradores de livros publicados pelo colectivo que existe há mais de 30 anos. Além da distribuição internacional no sistema print-on-demand (POD), a ETZN prevê a publicação em Moçambique, em edição bilingue, com uma tiragem de 1000 exemplares para cada obra.

Para Sandra Tamele, é importante traduzir a literatura moçambicana para o inglês para a internacionalizar com todos os benefícios que daí advêm, como maior visibilidade para o autor e aumento exponencial do número de leitores.

Em 2023, uma obra que beneficiou da mesma linha de apoio, traduzida por Sandra Tamele e publicada pela editora Paivapo, na África do Sul, foi considerada um dos 70 melhores romances do ano em língua inglesa pelo Dublin Literary Award.

Sandra Tamele, fundadora da ETZN, foi também a primeira editora moçambicana seleccionada pela Publishing Scotland, a Associação Escocesa de Editores e Livreiros, dentre centenas de candidaturas e convidada para participar nas jornadas profissionais. No programa, oito profissionais do sector do livro, desde agentes, editores a livreiros – todas mulheres –, provenientes de Moçambique, Alemanha, Brasil, Estados Unidos, Finlândia, França e Suécia, durante uma semana, participam em sessões com apresentação de livros no pipeline para publicação, no próximo ano, com visitas a editoras e livrarias, encontros com autores, além de participar no programa do Festival do Livro de Edimburgo, na Escócia.

Está disponível, no aplicativo STV Play, a mais nova telenovela moçambicana, intitulada Índico, escrita por Juju Rombe. A produção tem 24 capítulos e, no fim, o público terá poder de decidir que fim cada personagem terá.

Índico é uma produção 100 por cento moçambicana, em que, desde a escrita da mesma, a produção e a gravação foram feitas por moçambicanos e em Moçambique, onde a conta a história de uma família rica, cujo pai adoece e aí começa a confusão.

A telenovela “Retrata a realidade do nosso país. Qualquer moçambicano que foi a assistir esta novela vai-se sentir identificado porque há sempre uma história que tem que ver com o que está a acontecer na sua família ou consigo. Então, nós estamos a retratar aquilo que é o nosso dia-a-dia e trazer a tona de uma forma agradável, descontraída, confortável e alegre”, referiu a guionista.

Juju Rombe diz que a intenção é fazer com que o telespectador se reveja nas telas, nesta produção iniciada em 2018, mas atrapalhada pela COVID-19. Agora, em 2024, com alguns capítulos finalizados, já estreou no STV Play.

Além de entreter apenas o público moçambicano, a também actriz explicou que Índico servirá de montra para o público estrangeiro, que poderá ver a alegria do povo moçambicano, a diversidade da cultura, as praias lindas, já que algumas gravações foram feitas nalgumas estâncias turísticas.

“Vai chegar uma fase em que o público vai poder tomar decisões e participar na história. Por exemplo, se temos um vilão, nós vamos, antes de decidir o fim do vilão, perguntar ao público se morre ou fica preso. O público vai votar e o que for escolhido será implementado”.

A telenovela conta com cerca de 20 actores e, entre eles, Frederico Matlombe, que interpreta o personagem Lucas, o irmão mais velho, que, quando o pai adoece, vai passar por cima de tudo e todos para ficar com a fortuna e as empresas.

“Com esse meu comportamento, começo a ter muitos conflitos na telenovela, com os meus irmãos, tios e toda família vem para cima de mim. A telenovela traz muita coisa boa e com capítulos muito quentes, que vão prender a atenção do telespectador”, descreveu o actor.

Tânia Mabica é outra personagem e interpreta o papel de uma amante. Diz que o seu papel servirá também para chamar a sociedade à consciência de que esta prática também tem efeitos negativos para as famílias.

E, porque são de facto muitas coisas e não cabem nesta reportagem, Mabica, a amante da Índico, resume o que a telenovela é em poucas palavras: “Vai pipocar, porque está no limão. Por isso, convido a todos a baixarem o aplicativo STV Play, é simples. Inscreva-se, é gratuito. Só vai pedir o e-mail. Depois, poderá se deliciar desta produção”.

A telenovela Índico já está disponível no aplicativo STV Play, mas, em breve, irá estrear na STV.

Neste sábado, a Festa do Livro de Inhaca, na Ilha de Inhaca, vai reunir professores e livreiros nacionais. A quarta-edição do encontro literário é promovida pela Vereação de Educação, Cultura e Desportos do Conselho Municipal de Maputo.

Segundo se lê num comunicado de imprensa, “Práticas de leitura e educação financeira: potencialidades em contextos educativos” é o lema da Festa do Livro de Inhaca, um polo da Feira do Livro de Maputo.

Através do evento, a organização pretende inserir o distrito municipal na rota do livro e da leitura de Moçambique e do mundo.

A festa literária contará com a participação de editores, escritores, professores, dinamizadores de leitura e artistas moçambicanos, onde, segundo a coordenação da Feira, haverá painéis de apresentação, visitas às escolas, palestras, oficinas de escrita e ilustração, para além de diálogos entre os participantes.

Os munícipes de Inhaca terão a oportunidade de trocar ideias com escritores, aprofundar o intercâmbio literário e promover os hábitos de leitura e escrita.

O evento tem os seguintes objectivos, formar leitores e incentivar a leitura, aproximando o público do conhecimento amplo que os livros proporcionam; garantir o acesso aos livros, oferecendo, assim, a oportunidade de ampliar a cultura, o conhecimento por meio de lazer e entretenimento; despertar no público infanto-juvenil o interesse pela leitura, pela ciência e pelas artes através de prática lúdico-pedagógicas e oferta de actividades culturais e apresentar as actividades desenvolvidas em prol do livro e da leitura para a comunidade escolar e outras instituições do Distrito Municipal.

“Sons da minha terra” é o título do concerto do músico de Radjha Ally. O espectáculo que levará o público numa viagem pelos ricos ritmos e danças de Moçambique, esta sexta-feira, 30 de Agosto, a partir das 20 horas, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM).

Para o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), a apresentação promete ser uma celebração vibrante da cultura moçambicana, através da música e da dança.

No espectáculo “Sons da minha terra”, avança o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), Radjha não só explora as sonoridades do seu país como também apresenta, pela primeira vez, as músicas que farão parte do seu aguardado álbum de estreia, a ser lançado no final deste ano.

O concerto do músico contará ainda com as participações especiais das artistas moçambicanas Xixel Langa e Onésia Muholove, que se juntam a Radjha para tornar a noite ainda mais memorável.

Radjha Ally é natural de Nampula. Desde cedo, cresceu no mundo da música, interesando-se pelos ritmos tradicionais da região. O seu interesse pelas danças tradicionais levou-o a frequentar um curso de canto e dança na Escola do Exército de Moçambique.

Em 2014, concluiu a sua formação em música pelo Instituto Canzion, simultaneamente ao estudo de Teologia, curso que finalizou em 2016. Ainda em 2016, Radjha ingressou na Universidade Eduardo Mondlane para estudar Artes e Comunicação.

Radjha tem actuado com a sua própria banda, realizando espectáculos por todo Moçambique e participando em diversos festivais internacionais.

O poeta Álvaro Fausto Taruma uniu um grupo de artistas multidisciplinares para criar a performance “Não deixa arder até tarde o fogo”, uma adaptação inspirada na sua obra literária Criação do fogo.

A apresentação da performance está marcada para esta quarta-feira, às 18 horas, no recinto do Estúdio Criativo Anima, na Cidade de Maputo.
“Baseado no livro lançado em Abril deste ano, Criação do fogo mergulha nos desafios que Moçambique enfrenta, com destaque para o terrorismo em Cabo Delgado. A obra estende, ainda, a sua análise aos conflitos armados que persistem em várias regiões do mundo, desde África até ao Médio Oriente e Europa. A metáfora do fogo é central, representando tanto a destruição quanto a resistência e renovação”, lê-se na nota de imprensa.

De acordo com a mesma nota de imprensa, “Não deixa arder até tarde o fogo” combina dança, teatro, música, poesia, e projecção de imagens para criar uma experiência envolvente. A peça conta com as performances do actor Mateus Nhamuche, da bailarina e coreógrafa Afifah Zualo, e do malabarista de fogos Filimão Francisco. A trilha sonora é composta por Fu da Siderurgia, e as projecções visuais complementam a atmosfera imersiva do espectáculo, que tem encenação inspirada nos temas do livro.

Quanto à iniciativa, Álvaro Fausto Taruma afirma que o “espectáculo nasce da ideia de levar o livro ao público de uma forma que vá além da leitura convencional. A integração de expressões artísticas, como a dança, a música e a projecção de imagens, permite uma nova leitura da obra, aproximando os espectadores ao ambiente íntimo de Criação do fogo. Queremos que a poesia seja vivida como uma experiência sensorial, algo que transcenda o texto e toque directamente no coração e na mente de quem assiste”.

Criação do fogo foi recentemente nomeado na lista das 60 obras semi-finalistas do Prémio Oceanos, ao lado de outras obras moçambicanas, incluindo Mia Couto e Jeremias F. Jeremias.

“Não deixa arder até tarde o fogo” tem uma duração aproximada de 45 minutos a uma hora, oferecendo ao público uma imersão completa no universo literário de Álvaro Fausto Taruma.

Entre os dias 16 e 19 de Setembro, das 17h30 às 19h30, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo vai realizar o 33º Curso de Literaturas em Língua Portuguesa.

O Curso de Literaturas é a iniciativa cultural mais antiga do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, realizada em parceria com a Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), que em edições anteriores trouxe a Maputo autores como José Saramago e Lídia Jorge, ou, mais recentemente, José Luís Peixoto, Afonso Cruz, David Machado, Pedro Mexia, Alexandra Lucas Coelho, Joana Bértholo e Lúcia Vicente.

Pretende-se, com o Curso, promover a leitura e o sentido crítico dos leitores, bem como proporcionar um espaço de debate e contacto com escritores ou académicos convidados.

A 33ª edição do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa destaca o quinto centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões, que viveu dois anos em Nampula, numa abordagem transdisciplinar.

O programa do Curso decorre durante quatro dias, em período pós-laboral, e conta geralmente com um grande número de participantes, entre estudantes, escritores e uma comunidade profissional variada. Para esta edição do Curso de Literaturas, o Camões – Centro Cultural Português em Maputo convidou o escritor português Afonso Reis Cabral.

No dia 16 de Setembro, a abrir o programa do Curso, o convidado Afonso Reis Cabral partilhará a sua reflexão sobre a obra “Sonetos de Luís de Camões, escolhidos por Eugénio de Andrade”, mostrando um lado contemporâneo e transversal da obra do poeta. O dia seguinte, 17 de Setembro, será dedicado aos temas “A dimensão biográfica da poesia de Camões” e “Camões no Ensino Secundário em Moçambique: O que é que dele se sabe hoje?”, pelos docentes da Faculdade de Letras e Ciências Sociais (FLCS) da UEM, José Camilo Manusse e Lurdes Rodrigues.

No terceiro dia do Curso, dia 18 de Setembro, será apresentada uma nova criação alusiva ao tema do Curso, encenada por Rogério Manjate, num momento que terminará com uma partilha do processo criativo do encenador. A finalizar este programa, o dia 19 de Setembro será dedicado à partilha de leituras de Luís Vaz de Camões, pelos dinamizadores e participantes do Curso.

Todas as sessões do Curso de Literaturas em Língua Portuguesa contarão com a moderação de Mélio Tinga.

A participação no 33º Curso de Literaturas é livre, mas caso se pretenda certificado de participação no Curso, deverá ser feita uma inscrição prévia, entre 26 de Agosto e 6 de Setembro, e assistir a todas as sessões do Curso.

As inscrições poderão ser feitas na Biblioteca do Camões – Centro Cultural Português em Maputo ou nos Centros de Língua Portuguesa da Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane e da Faculdade de Ciências da Linguagem, Comunicação e Artes da Universidade Pedagógica de Maputo.

A Ministra da Cultura e Turismo, Eldevina Materula, participou, no último sábado, na cerimónia tradicional Kulamba Kubwalo, na Zâmbia, em representação do Presidente da República Filipe Nyusi.

A cerimónia que juntou Moçambique, Zâmbia e Malawi presta tributo ao Rei Kalonga Gawa Undi, líder máximo das comunidades chewas de Moçambique, Malawi e Zâmbia.

No evento, a expressão artística mais alta é o Nyau-Gule Wamkulu, património oral e imaterial da humanidade, uma das manifestações que transporta uma rica tradição histórica e sócio-cultural dos povos africanos.

Kulamba Kubwalo, dos povos chewa, é uma celebração conjunta que surge pelo facto dos três países partilharem a herança histórica e cultural reflectida nas línguas e tradições interligadas dos três países. A participação de Moçambique na cerimónia reforça os laços de cooperação e amizade que unem as comunidades bantu, em particular os povos chewa.

Para Eldevina Materula, apesar da imposição das fronteiras geográficas, os povos de Moçambique, Zâmbia e Malawi continuam uno e indivísivel.

Materula disse, no seu discurso, que o Governo de Moçambique continua empenhado em expandir as acções do Estado para cada comunidade, reconhecendo a importância crucial dos líderes comunitários, e sua importância na promoção do conhecimento local, na consolidação da paz e da unidade nacional, na luta contra a pobreza e mudanças climáticas, incentivando o aumento da produção, produtividade e no bem-estar social de todos os moçambicanos.

A cerimónia é organizada pelo Estado zambiano em coordenação com a família Real Undi da Zâmbia, que realiza anualmente um ritual tradicional praticado exclusivamente pela etnia chewa, achipetas e azimbas dos três países vizinhos, como símbolo de exaltação e prestação de tributo aos ancestrais dos seus povos de Moçambique, Malawi e Zâmbia, sob liderança do Rei Kalonga Gawa Undi.

Este evento foi, igualmente, uma oportunidade excepcional para os artistas trocarem experiências, ampliarem os seus horizontes e divulgar as suas criações artísticas.
De igual modo, a cerimónia tradicional Kulamba contribui para despertar o aprimoramento dos processos de execução de Nyau-Gule Wamkulu e garantir a preservação e a manutenção dos valores culturais dos povos de etnia chewa.

Materula vincou ainda que é compromisso de todas as forças prosseguir com este legado, respeitando a herança cultural e construindo uma sociedade onde a cultura é um factor de inclusão, que permite manifestar a identidade africana, nutrir a consciência patriótica, fortalecer a unidade na diversidade, como ferramenta estratégica para a promoção do desenvolvimento e preservação da história dum povo.

Milhares de pessoas marcaram presença na mais alta cerimónia de elevação da tradição do povos chewas, que contou com a presença de diversas individualidades com destaque o Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, da Embaixadora de Moçambique na Zâmbia, Mónica Mussa, e do Governador de Tete, Domingos Viola.

Entre quarta e sábado, a cidade de Düsseldorf recebe o que o Director do Festival KINANI, Quito Tembe, considera maior mercado global de dança contemporânea.

Depois de ter organizado a Bienal Danse L’Afrique e o KINANI, Quito Tembe aventura-se agora num vibrante evento global. O director moçambicano é um dos actuais curadores associados da Internationale Tanzmesse NRW, ao lado de Julia Asperska, Dan Daw e Natacha Melo. Juntos, eles formam a equipa de curadores responsáveis pela selecção do programa de espectáculos e pela co-curadoria da secção Talk & Connect.

Segundo uma nota de imprensa, os curadores associados trabalham para ampliar a rede da Tanzmesse, engajando-se em diálogos com artistas, profissionais da dança, organismos de financiamento e decisores políticos, reunindo uma vasta gama de vozes do setor.

“O Tanzmesse, na sua segunda edição, com a presença de um moçambicano na equipa, reúne mais de 1.200 programadores, curadores, artistas e profissionais da dança de todos os continentes, oferecendo uma plataforma única para a troca de ideias e a promoção de novas criações artísticas. Nesta edição, destaca-se também a significativa presença de profissionais do continente africano e a inclusão de espectáculos importantes, como Vagabundus, de Ídio Chichava e Hatched Ensemble, de Mamela Nyamza, dois dos quatro espectáculos em cartaz”, lê-se na nota de imprensa.

A presença de Quito Tembe, reconhecido como uma das 100 personalidades mais influentes de África, pela BANTUMEN, reforça a crescente importância de Moçambique no cenário global da dança contemporânea. Tembe leva ao Tanzmesse a riqueza cultural e a diversidade artística do continente africano, contribuindo significativamente para a visibilidade e o reconhecimento da dança africana no panorama internacional.

“Este evento promete ser uma vitrine de excelência para a dança contemporânea, e a participação de Quito Tembe, juntamente com outros profissionais africanos, sublinha o papel crucial de Moçambique e da África no desenvolvimento desta forma de arte em todo o mundo”, avança ainda a nota de imprensa.

 

Na próxima quinta-feira, a partir das 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Maputo, o poeta Léo Cote vai apresentar o seu novo livro de poesia aos leitores.

Intitulado “Instalação do corpo”, possui cerca de 100 páginas e é composto por três cadernos, designadamente, “Mitografia”, “O ciclo da ilha” e “A geografia do afecto”.

Para o editor da Gala-Gala, Pedro Pereira Lopes, citado na nota de imprensa da editora que chancela o livro, “Cote, autor de reconhecida obra, evidencia-se, com este livro maduro, lírico, narrativo e introspectivo, como uma das vozes mais densas e originais da poesia moçambicana pós-Charrua”.

Na cerimónia do dia 29, a obra literária será apresentada pelo jornalista e crítico literário Américo Pacule, e integra a colecção Biblioteca de Poesia Rui de Noronha, da Gala-Gala Edições.

Em “Instalação do corpo”, que sucede “Campo de areia” (2019), Léo Cote confessa-se em textos médios e longos, com versos circunspectos, explorando o corpo, a paixão, a poesia e a Ilha de Moçambique, com uma intensidade que ecoa as influências de Rui Knopfli, Luís Carlos Patraquim, Virgílio de Lemos ou, ainda, Sangare Okapi, lê-se na nota de imprensa.

Léo Sidónio de Jesus Cote nasceu em 1981, em Maputo. Frequentou o curso de Linguística e Literatura na Faculdade de Letras e Ciências Sociais da Universidade Eduardo Mondlane. Foi professor primário e secundário. Actualmente, actua como revisor linguístico. Fez parte do projecto JOAC (Jovens e Amigos da Cultura), entre 2003 e 2004. Em 2004, faz-se membro co-fundador do grupo Arrabenta Xithokozelo, que passou a animar as noites de poesia e música no Modaskavalu (Teatro Avenida). Publicou os livros de poesia “Carto poemas de sol a sal” (2012), “Poesia total” (2013), Prémio Literário 10 de Novembro do Conselho Municipal Maputo 2012, “Campo de areia” (2019), “Eroticus: onze poemas e uma quadra sobre medida” (2020) e o romance “Eva” (2021).

+ LIDAS

Siga nos