O País – A verdade como notícia

O livro “Dzimbadas”, de Sérgio Zimba, já tem data de lançamento. Os cartoons serão apresentados ao público esta terça-feira, às 17h30, numa cerimónia a ter lugar no Instituto Guimarães Rosa (antigo Centro Cultural Brasil-Moçambique), na Cidade de Maputo.

O livro será apresentado pelo humorista e cartoonista Bruno Belchior, num evento que terá como um dos convidados o poeta Tchaka Waka Bantu.

No seu prefácio, o escritor Marcelo Panguana refere que “Dzimbadas” transporta consigo personagens pescados na realidade circundante, com todos os tiques que a caracterizam: a violência, o amor, a esquizofrenia, a corrupção, o machismo, as politiquices, a estupidez, a mesquinhez e outras coisas que tais, e Zimba, prolonga-se Panguana ri-se deles, e para que o seu riso não seja solitário convoca-nos, para que sejamos capazes de rirmo-nos, todos, de nós próprios, página à página, nesse humor provocante, acutilante, elegante e por isso saudável.

“É exactamente este seu sentido de humor, que nos conforta, renova e nos redime de todos os nossos pecados. O resto não tem nenhuma importância”, escreve o escritor rendido ao cartoonista.

De acordo com Marcelo Panguana, Sérgio Zimba não precisa de recorrer a fervorosos discursos no alto de qualquer palanque para que a sua voz se oiça; não necessita de inventar metáforas como aquelas que decoram os livros dos escritores mais venerados do seu país; não tem necessidade de exibir panfletos pelas ruas para expressar o seu descontentamento; apenas lhe basta o papel, a caneta, a tinta-da-china, para dar evasão a esse sentido crítico que se manifesta através do seu sentido de humor.

“Trata-se duma espécie de militância que Sérgio Zimba persegue ao longo dos últimos anos e que o transformaram num dos humoristas mais credenciados desta pátria”, aponta Marcelo Panguana, citado num comunicado de imprensa sobre a sessão de lançamento do livro.

Os cartoons de Sérgio Zimba contam, de forma satírica, aquilo que acontece nos nossos conturbados dias, demostrando que um artista deve ser também um homem atento ao que ocorre em todas esferas sociais, um homem do seu tempo, um humorista que “não faz graça de graça”.
O livro “Dzimbadas” é uma edição da Editora TPC e conta com a maquetização de Bruno Belchior, de Madeira Zimba, revisão de Pedro Muzonda e coordenação editorial de Cremildo Bié.

Conforme disse ao jornal O País, no seu novo projecto, Sérgio Zimba reúne em livro um conjunto de cartoons diversificados. Partindo de um contexto afectado pela pandemia da COVID-19, Zimba retrata, vivamente, a vida social dos moçambicanos. Por isso mesmo, garante, os leitores “Vão encontrar no meu livro coisas sérias retratadas de forma hilariante, do nosso dia-dia”.

A ideia do livro “Dzimbadas” tem motivação “documental” e “memorialista”. Ao produzi-lo, o autor quis prender parte das situações que, em 2020, alteraram as rotinas dos moçambicanos e de vários cidadãos do mundo, numa crise sanitária com efeitos económicos muito graves.

Assim, em “Dzimbadas” há peripécias que lembram o poder dos mahindras (viaturas usadas pela polícia em Moçambique) na fiscalização dos que, nas barracas, teimaram em gozar o proibido prazer da convivência, num contexto em que as palavras de ordem eram “ficar em casa”.

Com o seu livro, Sérgio Zimba espera, portanto, manter a memória colectiva activa, de modo que os leitores saibam sempre como lidar com as pandemias ou com as crises que, ciclicamente, afectam os países. “Apesar de a COVID ter passado, as narrativas do livro continuam actuais.

Porque há mensagens intemporais. Até porque a COVID não é a primeira pandemia do mundo e pode ser que apareçam mais coisas. Esse aspecto da prevenção, por exemplo, é uma lição a manter”, sublinhou ao jornal O País.

SOBRE O AUTOR

Sérgio Salvador Domingos Zimba, do seu nome completo, nasceu no Hospital Distrital da Moamba, no dia 31 de Julho de 1963. É filho de Domingos Mundau Zimba (já falecido) e de Felismina Baloi Zimba. Toda a sua infância foi passada em Ressano Garcia, sua terra de coração.
Depois de concluir o ensino primário na localidade de em Ressano Garcia, seguiu para Namaacha, onde prosseguiu com os estudos secundários e posteriormente para a Escola Secundária Francisco Manyanga, na cidade de Maputo.

Começou a publicar os seus cartoons no Jornal Domingo, no ano de 1990. Tinha neste semanário uma rubrica denominada “Coisas de Maputo”. Colabora com várias instituições públicas e privadas.
No seu acervo bibliográfico conta com 12 livros publicados.

Na próxima sexta-feira, o músico Cheny wa Gune vai apresentar o concerto M’Saho, a partir das 20 horas, na Sala Grande do Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), na Cidade de Maputo.

O espectáculo musical, de acordo com o comunicado de imprensa do Centro Cultural Franco-Moçambicano, vai oferecer uma viagem imersiva pelas tradições do povo chope, em que a timbila, em fusão com instrumentos modernos, cria uma experiência única de celebração da cultura moçambicana.

Membro fundador da banda Timbila Muzimba e líder do Cheny Wa Gune Quarteto, Cheny é conhecido pela sua abordagem inovadora da música tradicional.

O concerto musical promete ser uma performance poética e dançante, com o público convidado a participar de forma espontânea, criando um ambiente único e imersivo.

Para tornar a noite ainda mais especial, o concerto contará com convidados surpresa, prometendo momentos emocionantes e inesperados, adianta a organização.

O escritor Aurélio Furdela vai apresentar, próxima sexta-feira, às 18 horas, o seu mais recente livro, “Zero sobre Zero, o espião que veio de Kigali’’, no África Tropical, na província de Inhambane.

O  romance policial de Aurélio Furdela se estrutura em quatro capítulos e um epílogo. 

O primeiro capítulo, (Período Tarde), apresenta os personagens e o cenário onde decorrerá a investigação. No segundo capítulo, (Período Noite), a trama começa a ser construída. No terceiro capítulo (Período Manhã), a investigação ganha momentum. No capítulo IV (Período Tarde), os fios de meada entrelaçam-se, por fim, deixando vislumbrar o perfil do indivíduo por detrás de todos os crimes em investigação. O epílogo é a parte final do romance.

Para Gabriel Muthisse, prefaciador da obra, Moçambique não tem tradição no policial. “Aurélio Furdela é um pioneiro desta forma de prosear, o que é mais interessante ainda se consideramos que a prosa literária, no geral, também está na sua infância’’, pode’se ler ainda no comunicado de imprensa: “…o espião ruandês, neste livro, não é neutralizado. Aliás, tudo indica que ele logra levar a cabo outra acção malévola…’’.

Aurélio Furdela é autor das seguintes obras literárias: “De medo morreu o susto’’;  “O golo que meteu o árbitro’’; “As hienas também sorriem’’; “Saga d’Ouro”.

O escritor está representado nas antologias “Lusofônica la nuova narrativa in língua portoghese” (2005), com o conto “Da mocidade à velhice de lacrina”, traduzido para italiano e “A minha Maputo” (2012), com o conto “Um homem com 33 andares na cabeça”, também inserido na revista brasileira Macondo. Como dramaturgo escreveu e publicou várias peças originais para o programa de teatro radiofónico “Cena Aberta”, da Rádio Moçambique, nas quais destaca-se “Gatsi Lucere”, publicada posteriormente em livro pela AMOLP, 2005. Autor de duas radionovelas, no âmbito do programa N’weti. 

Como letrista, salienta-se da sua lavra a autoria da canção oficial da X Edição do Festival Nacional da Cultura -2018.

 

 

O empresário e promotor de eventos, Júlio Pedro Sitoe, mais conhecido por Julinho, do Complexo Big Brother, foi eleito, por unanimidade e aclamação, Secretário-Geral da Associação de Empresários, Promotores de Eventos e Espectáculos (ADEPEE), em substituição de Litho Sitói.

Segundo um comunicado de imprensa, a eleição dos novos órgãos sociais da Associação de Empresários, Promotores de Eventos e Espectáculos aconteceu na Assembleia-Geral da agremiação, realizada no passado dia 6 de Fevereiro, em Maputo.

Júlio Pedro Sitoe é coadjuvado pelo promotor de eventos e músico Roberto Isaías, que fez parte da anterior direcção. Na mesma sessão, foram eleitos como vogais, Fayaz Hamide (DJ Faya), Dánio Carimo, Lucinda Mocumbi, Jelton Sitói, DJ Dilson e Mito Gulamo.

Para a Mesa da Assembleia Geral, foram eleitos Aurélio Maússe (Presidente), Alberto Niquice (Vice-Presidente) e Arsénio Sérgio (Secretário).
Já o Conselho Fiscal é composto José Abdul (Presidente), Zaina Assina Badrudine Alide Mustafá (Vice-Presidente) e Abdul Cadre Chitará (Relator).

Tendo em conta que o Governo, no seu Plano Estratégico da Cultura, privilegia iniciativas que concorrem para a promoção de actividades culturais e turísticas, a ADEPPE quer contribuir com a estruturação da Indústria de eventos e espetáculos, com o objectivo de fortalecer os promotores com vista a aumentar e melhorar as suas produções para maior geração de renda e emprego na Indústria Cultural Criativa (económia criativa).

A Associação dos Empresários, Promotores de Eventos e Espetáculos é uma agremiação sem fins lucrativos, com personalidade jurídica, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, independente dos órgãos do Estado, sendo livre e autónomo nas suas regras de funcionamento e reconhecida a 8 de Abril de 2016.

A X-HUB – Incubadora de Negócios Culturais e Criativos tem um programa de incubação artística que iniciou segunda-feira. Direccionado a 20 artistas, o que equivale a cinco bandas nacionais, o programa beneficia criadores de Inhambane, Nampula e Niassa.

A iniciativa da X-HUB visa impulsionar a economia criativa local, proporcionando aos artistas um espaço para o desenvolvimento e aperfeiçoamento das suas competências.

O programa contará com uma residência artística e formações especializadas, destinadas aos cinco grupos musicais seleccionadas através de um rigoroso escrutínio conduzido por um júri de especialistas, composto por membros indicados pelo Instituto Nacional das Indústrias Culturais e Criativas – INICC, Centro Cultural Franco-Moçambicano – CCFM, Cooperação Espanhola – AGAPE e músicos moçambicanos renomados, avança a nota de imprensa da X-Hub.

As bandas seleccionadas para a primeira edição do programa de Incubação artística são: Marove, Groove Land e Marimbas, todas de Nampula, Os Kassimbos, de Niassa, e Timbila Groove, de Inhambane.

A incubação artística é uma iniciativa da Khuzula, com o financiamento do fundo Création Africa – Moçambique, da Embaixada de França em Moçambique, em colaboração com o Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), e é implementado pela X-HUB.

O conceito central do projecto de incubação artística está focado na criação de um programa de residência criativa que ofereça às bandas moçambicanas a oportunidade de formação em várias disciplinas relacionadas à indústria musical, como: produção musical e técnica, gestão de carreiras e direitos autorais, marketing e promoção.

O programa contará ainda com sessões de mentoria e visitas guiadas aos principais espaços culturais do país, que acolhem grandes festivais de arte, como o Festival Azgo.

A formação surge com o objectivo de proporcionar acesso a recursos educacionais e formação específicas que possam impulsionar o crescimento e projecção das bandas nacionais no mercado musical, tanto nacional como internacional.

A segunda fase do projecto inclui uma residência artística, com duração de 30 dias, a decorrer na cidade de Maputo, e que incluirá uma série de formações técnicas e artísticas.

No âmbito das actividades dos Sábados das Crianças, os centros culturais Franco-Moçambicano (CCFM) e Moçambicano-Alemão (CCMA) realizam um workshop de desenho orientado por Nuno Silas, para crianças dos 6 aos 12 anos, a ter lugar na sala de exposições do CCFM, na Cidade de Maputo, no dia 15 de Fevereiro, às 10h30.

Na oficina, os pequenos participantes vão aprender a observar e recriar o que vêem ao seu redor, explorando formas, cores e texturas de maneira lúdica e criativa.

Com técnicas acessíveis e orientadas, cada criança poderá desenvolver o seu próprio estilo e descobrir novas formas de expressar a imaginação.

Nuno Silas, artista visual moçambicano, é o autor da exposição que está patente desde esta terça-feira, nas salas de exposições dos centros culturais Franco-Moçambicano e Moçambicano-Alemão, proporcionando uma ligação directa entre a sua obra e a experiência do workshop.

 

Esta quarta-feira, às 18 horas, a Fundação Fernando Leite Couto (FFLC) abre a temporada cultural 2025 com a exposição individual da artista plástica Nelsa Guambe. 

Para FFLC, Nelsa Guambe continua a dialogar com Moçambique através da sua técnica apurada e sensibilidade para penetrar no mais profundo interior da alma humana, olhando para o outro como a si mesma. O que esta exposição intitulada, não ao acaso, “Memórias daqui”, revela, é a sua vontade de interpretar as pessoas e a sociedade à sua volta, através do desenho e pintura, sugerindo outras imagens para além do que realmente se vê.

“Nos retratos de mulher de enormes olhos deslumbrados Nelsa procura encontrar, em cada olhar, o sítio ideal para criar fantásticas e excitantes fantasias. Essas mulheres são como que um reportório de sentimentos, pensamentos e humores particulares. Nelsa utiliza a sua arte para explorar a multiplicidade da identidade feminina. Nos retratos que ela cria, há uma fusão entre o pessoal e o universal, onde cada rosto reflecte traços da sua própria essência, mas também da diversidade que compõe o feminino”, lê-se na nota de curadoria.

Como se procurasse atribuir um outro sentido à vida, enquanto escuta e interpreta a angústia, o sonho, o desejo, a doença e a cura, as vaidades, simplicidades, mas também o mistério e a transfiguração da paisagem onde os seres se colocam.

A curadora Yolanda Couto analisa que a obra de Nelsa Guambe convida o observador a contemplar a complexidade da aparência feminina, que não se limita a estereótipos fixos ou controláveis. “Em vez disso, essa identidade feminina emerge como fluida, dinâmica e surpreendente, especialmente para aqueles que têm a coragem de se aprofundar em seus próprios mundos interiores”.

SOBRE A ARTISTA

Nelsa Guambe (1987, em Chicuque) reside em Maputo e trabalha em áreas multidisciplinares, tais como pintura, ilustração, fotografia, curadoria, produtora e gestora cultural.

É uma artista autodidata que começou a pintar após concluir a licenciatura em Administração Pública e Estudos de Desenvolvimento pela UNISA (Universidade da África do Sul), em 2010. Os seus trabalhos mais recentes, entre outros, representam um diálogo interno sobre vários acontecimentos e emoções pessoais e colectivas.

Realizou várias exposições individuais em Maputo: Associação Moçambicana de fotografia (2015), Centro Cultural Franco Moçambicano (2016), DEAL Espaço Criativo (2019), DEAL Galeria (2022); FNB Johannesburg Art Fair (2022), e participou em exposições colectivas em Moçambique e no estrangeiro, incluindo: Núcleo de Arte, Maputo(2011), Franco Moçambicano Maputo (2012), Galeria Kunstraum – Abertura Maputo (2012), Detmold Lutherische Kirche, Alemanha (2012), Polana Serena Hotel Maputo (2014), 1:54 Contemporary Art Fair, Londres (2019), Latitude Artfair, Johnesburgo, (2019), Cape Town Art fair (2023), Afriart Gallery (Kampala), 2023), Turbine Art Fair, Johannesburg, (2023), Centro Cultural Português, Maputo (2023), IFA-PureGold: Upcycled/upgraded – uma exposição em digressão por uma década (Hanoi, Yangon, Londres, Bangkok, Hamburgo, Brasil, Barcelona). Em 2017 co-fundou o DEAL Galeria, é vencedora do Prémio Nacional de Literatura Infanto-Juvenil na categoria de Ilustração.

No dia 20 de Fevereiro, às 17h30, no Instituto Guimarães Rosa (antigo Centro Cultural Brasil-Moçambique), Cidade de Maputo, a Gala-Gala Edições vai lançar o livro “Blasfêmeas, Sangue e Poesia: Novas Vozes Femininas”, uma antologia que reúne 18 novas vozes da poesia moçambicana como Kaya M, Hera de Jesus e N’wantshukunyani Khanyisani.

Segundo uma nota de imprensa, entre os dias 20 de Julho e 20 de Setembro de 2022, a Gala-Gala Edições recebeu textos para a chamada “Blasfêmeas — Sangue e Poesia”, válida para autoras que ainda não haviam publicado livros (ainda que antologiadas). 

A organização recebeu, ao todo, 96 textos de 32 autoras. 

Os textos seleccionados imaginam o lugar da mulher na sociedade moçambicana e no mundo e denunciam os males que enfrentam.

Para a editora,, a iniciativa visa dar a conhecer o trabalho de novas vozes da poesia escrita por mulheres, para quem, a poesia e a música fizeram sempre parte do seu quotidiano,mas não antes tiveram a oportunidade de publicar em livro. Por isso “BlasFêmeas”, pois “queremos que este seja um acto de heresia, de empoderamento, de liberdade, de pôr as novas poetisas [ou mesmo poetas] a declamarem os seus amores, as suas liberdades, lutas e direitos”.

A antologia, de 104 páginas, homenageia Noémia de Sousa, a “mãe dos poetas” de Moçambique, que, ao longo da sua vida e obra, abriu portas para muitas mulheres (e homens) expressarem as suas verdades e complexidades. Ademais, a publicação celebra a sua influência geracional na literatura, um ano antes do seu centenário (a acontecer em 2026).

O lançamento do livro contará com a apresentação da estudiosa Sara Jona Laisse e será comentada pelo poeta Sangare Okapi.

“Blasfêmeas, Sangue e Poesia: Novas Vozes Femininas” integra a colecção Plural da Gala-Gala Edições.

No âmbito da exposição “Madjoni-Djoni – Retratos de Mineiros e Famílias Moçambicanas na África do Sul”, Nuno Silas, autor da mesma mostra, em colaboração com os Centros Culturais Franco-Moçambicano (CCFM) e Moçambicano-Alemão (CCMA), apresenta e modera a conferência “Migração e Movimentos de Resistência: A Jornada e os Desafios”, que terá lugar no Auditório do CCFM, na Sexta-feira, 14 de Fevereiro, às 11h, antecedida de uma visita guiada à exposição, às 10h.

De acordo com a organização, a conferência visa promover um espaço de reflexão e debate sobre as dinâmicas da migração e as formas de resistência que surgem em contextos de deslocamento, impulsionados por questões económicas, políticas, sociais ou ambientais. Com um olhar atento à migração de moçambicanos e outros africanos, o evento abordará especialmente as formas de resistência associadas a esses movimentos migratórios e suas repercussões culturais, artísticas, literárias e sociais.

Com uma abordagem interdisciplinar, avança uma nota de imprensa, a conferência propõe uma análise dos efeitos e consequências da migração, tanto nos territórios de origem como nos de destino. Artistas, académicos e investigadores das áreas de literatura, música, cinema e antropologia estarão presentes, enriquecendo o debate e trazendo diversas perspectivas sobre os desafios enfrentados pelos migrantes, bem como as formas inovadoras de resistência e adaptação que surgem ao longo do processo.

O evento oferece uma oportunidade para explorar a experiência migratória e reflectir sobre as trajectórias de resistência que marcam a luta pela dignidade, identidade e pertença.

 

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