A três dias da celebração do Dia da Mulher Moçambicana, 7 de Abril, cresce a procura por capulanas nos principais centros comerciais da cidade de Maputo. Houve lojas lotadas e longas filas, neste sábado, de mulheres determinadas a garantir o traje para a data. Há quem vá à loja às quatro da madrugada para marcar a fila.
A poucos dias do 7 de Abril, neste sábado, as lojas transformaram-se em pontos de encontro, onde cores, ansiedade e tradição se cruzavam. Mulheres jovens e adultas formaram longas filas, determinadas a garantir a capulana, num movimento que vai muito além da simples compra de um tecido.
Na Baixa da capital do país, o cenário é de enchentes e persistência. Há quem tenha esperado mais de cinco horas para ser atendida, mas ninguém arredou pé.
Para muitas mulheres, até mesmo com bebés no colo, o relógio deixa de importar. O essencial é sair com a capulana nas mãos, pronta para vestir o espírito de união que marca a celebração.
Com o sorriso a sobrepor-se ao cansaço e expectativa em alta, as mulheres explicam que o gesto carrega um significado profundo. É igualmente uma homenagem à luta e à entrega de Josina Machel, símbolo da força e emancipação feminina em Moçambique.
Do lado dos comerciantes, o ritmo é intenso e animador, houve um aumento significativo da procura em relação aos anos anteriores e garantem esforços para responder à elevada demanda.
No meio da correria, instala-se também um sentimento colectivo de celebração, pois mais do que vestir uma capulana, as mulheres preparam-se para firmar a sua história.

