Os antigos Presidentes da República, Joaquim Chissano e Armando Guebuza, manifestaram profundo pesar pela morte da antiga Primeira-Ministra, Luísa Dias Diogo, e enalteceram o seu legado como inspiração para os moçambicanos, sobretudo mulheres que sonham com um Moçambique melhor.
“O país perdeu uma filha, servidora exemplar do Estado, íntegra e comprometida com o interesse público”, afirmou Chissano, lembrando a dedicação de Luísa Diogo e o seu papel na promoção da mulher na liderança política.
Armando Guebuza destacou igualmente, o legado da antiga governante. “Foi uma dirigente firme, patriota e dedicada, que deixou uma marca duradoura na governação e na gestão económica do país”, disse, sublinhando a importância do exemplo de Diogo para futuras gerações.
Luísa Diogo foi a primeira mulher a assumir o cargo de Primeira-Ministra de Moçambique, entre 2004 e 2010, e anteriormente serviu como Ministra do Plano e Finanças.
A Ministra das Finanças, Carla Louveira, destacou o legado institucional deixado por Luísa Diogo. “Perdemos uma referência na gestão das finanças públicas e no fortalecimento das instituições do Estado. O seu exemplo de rigor e compromisso deve ser preservado e seguido”, afirmou, acrescentando que a sua trajetória inspira todos os servidores públicos.
A antiga Primeira-Dama, Maria da Luz Guebuza, sublinhou que o legado de Luísa Diogo deve ser seguido, sobretudo pelas mulheres. “Ela mostrou que as mulheres moçambicanas podem liderar ao mais alto nível com competência e coragem. O seu percurso deve inspirar novas gerações”, declarou, destacando a contribuição da antiga Primeira-Ministra para o empoderamento feminino e o desenvolvimento do país.
As cerimónias fúnebres decorrem esta sexta-feira, com honras de Estado, culminando com o enterro no Cemitério de Lhanguene, em Maputo, reunindo familiares, dirigentes políticos, representantes do Governo e cidadãos que prestam a última homenagem à antiga Primeira-Ministra.

