Presidente da Frelimo abre primeiro acampamento nacional da OJM em Gurué, que reúne mais de 1.200 jovens para reflectir sobre os desafios da juventude e o futuro do país.
O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, defende o envolvimento activo da juventude na conquista da independência económica de Moçambique. O dirigente falava esta sexta-feira, no distrito de Gurué, província da Zambézia, durante a abertura do primeiro Acampamento Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e o lançamento das comemorações dos 49 anos da organização.
O encontro reúne mais de 1.200 jovens provenientes de diferentes pontos do país e decorre até domingo, com uma agenda centrada na formação patriótica e ideológica, unidade nacional, empreendedorismo, empregabilidade, disciplina, ética e moral. Os participantes vão igualmente reflectir sobre a situação política, económica e social da juventude moçambicana.
Antes da cerimónia de abertura, Daniel Chapo orientou um comício, no qual defendeu a preservação da paz e o diálogo nacional. Entretanto, apelou à juventude para não perder de vista o passado histórico do país, considerando que o conhecimento da história é fundamental para compreender o presente e preparar o futuro. Na ocasião, alertou ainda para as diferentes formas de actuação do que classificou como inimigo do povo moçambicano.
“ É importante que a juventude saiba que no presente, a guerra de armas pode ter parado, mas o inimigo do povo moçambicano, tem várias formas de agir para alcançar o memo objectivo. Nós nunca podemos estar distraídos, são as mesmas pessoas que ficaram 500 anos aqui, nos colonizaram a nos chamar de indígenas e a nos vender como escravos, como se vende panela, coco, prato e nós éramos vendidos da mesma maneira” disse o presidente apelando a OJM a vigilância.
Já na abertura do acampamento, o Presidente da Frelimo voltou a colocar a independência económica no centro do seu discurso, defendendo que a juventude deve assumir um papel de liderança nesse processo. “Independência econômica não significa isolamento do nosso país, não significa rejeitar a corporação internacional ou investimento estrangeiro. Para nos indecência econômica, em termos práticos caros jovens, é a capacidade de nosso país transformar os nossos recursos naturais , dominarmos o conhecimento científico e as tecnologias modernas incluindo a inteligência artificial, para sermos capazes de produzir cada vez mais aquilo que consumimos” disse o presidente, manifestando o desejo de ver Moçambique transformado num país industrializado, com capacidade tecnológica e financeira para impulsionar a criação de mais postos de trabalho, sobretudo para os jovens. Destacou igualmente as reformas legislativas no sector mineiro e petrolífero, apontando-as como parte dos esforços para o desenvolvimento económico.
O combate à bajulação no seio das instituições e da sociedade foi outra das questões abordadas pelo dirigente. Mas foi o apelo à prática do bem que mereceu particular atenção dos presentes, tendo a sala permanecido em silêncio enquanto Daniel Chapo desenvolvia a sua mensagem.
Na mesma ocasião, Constantino André Secretário-Geral da OJM defendeu a ideia de uma OJM mais próxima de jovens em diversos pontos de actividades, para responder o chamamento do presidente na independência econômica. Aliás, deixou claro que os jovens bajuladores estarão em desvantagem pois este acampamento quer reflectir para Expurgar do nosso meio, jovens bajuladores, malandros e fofoqueiros.
O primeiro Acampamento Nacional da OJM decorre sob o lema: “OJM, 49 anos honrando a nossa história, unindo a juventude e construindo o futuro, rumo à independência económica”.