Cerca de 200 pessoas foram mortas em ataques atribuídos a paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), contra várias cidades em redor de Gutaina, no estado do Nilo Branco, no sul do Sudão, segundo anunciou uma ONG.
A associação Emergency Lawyers, que reúne juristas e monitoriza as violações dos direitos humanos no Sudão, afirmou, através da sua conta no X, que “as RSF atacaram civis desarmados, matando 200 pessoas, incluindo mulheres e crianças, e ferindo outras centenas de pessoas”.
De acordo com as agências Europa Press e France-Presse, esta Organização Não Governamental (ONG) falou de “um massacre” nas cidades de Al Kadaris e Al Jaluat, apontando que “os ataques incluíram execuções sumárias, raptos, desaparecimentos forçados e pilhagens”.
As RSF não responderam ainda a estas acusações, que se juntam a outras sobre atrocidades cometidas pelo grupo, durante a guerra civil, que dura há quase dois anos.
A Emergency Lawyers disse que “estes ataques brutais constituem crimes de guerra e crimes contra a humanidade”, e salientou que “as RSF são directamente responsáveis por estas violações brutais contra civis desarmados”.
O porta-voz do Secretário-Geral das Nações Unidas, Stéphane Dujarric, disse, na segunda-feira, que a situação humanitária no Sudão continua “extremamente preocupante”.
“Estamos especialmente preocupados com o impacto da violência sobre os civis dentro e ao redor do campo de deslocados de Zamzam, em Al Fasher, capital de Darfur do Norte”, disse Stéphane Dujarric.