Os líderes dos BRICS apelam à máxima contenção perante a escalada do conflito no Médio Oriente e defendem o diálogo e a diplomacia como caminhos para travar o agravamento das hostilidades.
A posição foi assumida na Declaração de Nova Deli, adoptada este sábado, durante a 18.ª Cimeira dos BRICS, que reúne os líderes dos países membros na Índia.
O bloco manifesta profunda preocupação com o aumento das tensões na região e pede às partes envolvidas que evitem qualquer acção que possa agravar ainda mais o conflito.
Os BRICS defendem igualmente a protecção da população civil e das infra-estruturas civis, além do respeito pela soberania e integridade territorial dos Estados, em conformidade com os princípios da Carta das Nações Unidas.
Mas a preocupação do grupo vai além da dimensão militar. Os líderes alertam para os impactos da crise sobre o comércio internacional, as cadeias de abastecimento e a segurança energética, defendendo a manutenção do fluxo regular de bens e energia.
O bloco rejeita ainda medidas coercivas e sanções unilaterais que considera contrárias ao direito internacional, numa referência que ocorre num contexto de fortes tensões envolvendo o Irão e de medidas económicas contra Teerão e Moscovo.
A declaração ganha particular relevância porque os BRICS reúnem países com posições distintas perante a actual crise. Entre os membros está o Irão, directamente envolvido no conflito, enquanto os Emirados Árabes Unidos mantêm uma relação estratégica com os Estados Unidos.