O País – A verdade como notícia

Autoridades alertam para riscos da compra de combustíveis em recipientes plásticos 

O Ministério dos Recursos Minerais e Energia alerta que é proibida a compra de combustíveis em recipientes plásticos. Já o Serviço Nacional de Salvação Pública explica que a conservação em casa pode causar incêndios.

Com a actual crise dos combustíveis, as garrafas plásticas são cada vez mais usadas para adquirir a gasolina e o gasóleo. Entretanto, associado a esta prática há o risco de incêndios, que podem até causar mortes.  

“Primeiro, na questão da própria compra em si. Temos observado a utilização de alguns recipientes de plástico, geralmente são recipientes de água ou até de refrigerantes que são utilizados para comprar e armazenar os combustíveis. É importante explicar que, a princípio, até já é proibido utilizar recipientes de plástico, sobretudo aqueles que conservam quantidades de água de 5 ou 6 litros, porque no processo de introdução de gasolina ou gasóleo,estes recipientes trazem consigo um fenômeno chamado corrente estática. Esta corrente estática, quando entra em fricção com os líquidos inflamáveis que estão em movimento a entrar para o interior do recipiente, pode ocasionar situações de faíscas e até incêndios. O mesmo também se pode dizer com relação, infelizmente, à utilização de plásticos, como conseguimos ver que está a começar a ser adoptada esta postura de compra de combustíveis com recurso a plásticos. Estamos em um cenário atípico, mas é importante ter algum bom senso e algum sentido de segurança, principalmente, entendendo que a gasolina é um líquido que arde por vaporização”, explicou Leonildo Pelembe, porta-voz do Serviço Nacional de Salvação Pública. 

O recipiente recomendado para a compra de combustíveis são os metálicos com a devida descrição., segundo o Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

São exatamente os metálicos, que já vem a mesma descrição, que é para combustível. Esses são os que são os recipientes corretos e adequados para que se faça o transporte de combustível. Mas, logicamente, porque nem todos têm condições ou conseguem ter esse tipo de recipientes, há-de-se espaço para que alguns recipientes plásticos, como, por exemplo, aqueles que são para lubrificantes, que são um bocadinho mais rígidos, oferecem alguma proteção, alguma segurança no transporte de combustível”, disse Aldino Malice, Inspector-Geral do MIREME

Conservar tais combustíveis em residências também é arriscado, alerta o Serviço Nacional de Salvação Pública.

Tem havido uma grande tendência de conservar estes combustíveis nas residências. Queremos chamar a atenção que estamos num período caracterizado por mudanças climáticas, em que por vezes vamos acordar com temperaturas altas e está conservação de combustíveis, sobretudo em relação à gasolina, mais uma vez, se for feita dentro das residências, ela vai libertar vapores e até pode ser necessário o suficiente apenas de ligar o interruptor para que haja um incêndio dentro da residência. Por isso é que não se pode conservar primeiro em recipientes plásticos porque pode haver fuga, pode haver corrosão, pode haver libertação de vapores, até pode haver derretimento do próprio plástico em si

Diante da aquisição massiva usando os referidos recipientes plásticos, o Ministério dos Recursos Minerais suspeita que seja para a revenda clandestina.

Queremos evitar que a especulação que está sendo feita seja crescente. Há pessoas que vão, eu acredito que sim, só vão acumular o combustível porque depois querem fazer um negócio. Acreditamos que exigem pessoas de má fé que tenham esse pensamento. Queremos evitar que isso aconteça. É por isso que se existe. É uma viatura que está parada porque acabou o combustível. Tem como comprovar. Tem um livrete, vai usar o livrete”.

Com vista a combater tais situações, o MIREME diz estar atenta ao cumprimento das normas nos postos de abastecimento. 

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos