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Ataques Cabo Delgado: Procuradoria remete ao tribunal mais processos crimes

A Procuradoria Provincial de Cabo Delgado acusou 36 elementos do grupo armado que está a protagonizar actos de terror há cerca de 2 anos, supostamente com a pretensão de  instalar um Estado independente entre Moçambique e Tanzânia.

A informação foi confirmada pelo Ministério Público, que remeteu ao Tribunal Judicial, mais três processos crimes relacionado com o caso.

Segundo o comunicado de imprensa na posse do "O País",  nos processos de querela números 296/2/P/2018, com 6 arguidos, 27/2/P/2019 com 17,  e no 37/2/P/2019, constam cidadãos nacionais e estrangeiros, entre os quais de Tanzânia e Burundi.

Os arguidos com idades entre 17 a 69 anos de idade, de acordo com o comunicado, são acusados de cerca de 10 crimes, entre as quais, homicídio qualificado, crimes hediondos, sequestro e contra a organização do Estado.
Na lista dos acusados constam apenas três mulheres moçambicanas, com idades entre 18 a 27 anos. Para criar terror no seio da população, segundo acusação do Ministério Público, os arguidos decapitaram, esquartejaram e assassinaram um número não quantificado de pessoas, com recurso a armas de fogo do tipo AK47, flechas e catanas.

Desde que iniciaram os ataques armados em Cabo Delgado, o Ministério Público acusou cerca 300 arguidos, em nove processos crimes remetidos ao Tribunal Judicial da província, que concluiu o julgamento de apenas dois processos, e condenou menos de 150 réus a penas  que variam entre 12 a 40 anos de prisão.

 

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