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Arranca julgamento à antiga presidente da Coreia do Sul

Park chegou logo de manhã ao Tribunal do Distrito de Seul escoltada por um forte grupo de guardas. Trata-se da primeira vez que Park aparece em público desde que foi colocada em prisão preventiva em 31 de Março.

A antiga Presidente da Coreia do Sul, que responde por 18 acusações, incluindo corrupção, abuso de poder, extorsão e revelação de segredos de Estado, enfrenta uma pena que pode ir de dez anos a prisão perpétua caso seja condenada.

Nas duas sessões preparatórias prévias ao julgamento, às quais Park optou por não assistir, os seus advogados negaram todas as acusações que lhe são imputadas.

O Ministério Público considerou provado que Park criou uma rede através da qual pediu e obteve subornos de pelo menos em três empresas com destaque para a multinacional Samsung.

Park, que chegou algemada e evitou o contacto visual à chegada ao tribunal, perdeu a imunidade em 10 de Março, após o Tribunal Constitucional ratificar a destituição, aprovada pelo parlamento, controlado pela oposição, em Dezembro último.

Foi a primeira chefe de Estado a ser destituída desde que a Coreia do Sul voltou a realizar eleições democráticas, o que, por conseguinte, levou à convocatória de presidenciais antecipadas também pela primeira vez desde 1987.

Park, de 65 anos, que foi a primeira mulher a assumir a presidência na Coreia do Sul, é a terceira antiga chefe de Estado a ser julgada por corrupção depois de Chun Doo-Hwan e Roh Tae-Woo, condenados na década de 1990.

 

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