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Arábia Saudita pressiona Cristiano Ronaldo a acabar com a “greve”

Cristiano Ronaldo festejou o 41.º aniversário em protesto contra aquilo que considera ser um tratamento desigual do Fundo de Investimento Público para com o Al Nassr, e, na Arábia Saudita, esperam que o regresso ocorra já hoje ante o Al-Ittihad Jeddah.

Cristiano Ronaldo celebrou, nesta quinta-feira, o 41.º aniversário, no meio daquele que é um momento inédito da carreira, marcado pela recusa de jogar com a camisola do Al Nassr, clube que considera estar a ser alvo de um tratamento desigual por parte do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita em relação aos principais rivais.

O organismo detém a maioria do capital social dos quatro principais emblemas do país, entre eles, o Al Hilal, que, só no já encerrado mercado de transferências de verão, adquiriu sete reforços (Kader Meité, Saimon Bouabré, Murad Al-Hawsawi, Rayan Al-Dossary, Sultan Mandash, Pablo Marí e, o mais mediático de todos, Karim Benzema, que entrou em ‘rota de colisão’ com o Al-Ittihad Jeddah), ao passo que Jorge Jesus só pôde contar com um (Haydeer Abdulkareem).

Face a isto, o internacional português entrou naquilo a que está a ser chamado de “greve”, colocando, inclusive, em causa a continuidade no Médio Oriente, pese embora tenha renovado contrato, há menos de meio ano, até Junho de 2027, mostrando-se totalmente comprometido com o projecto desportivo delineado pelo país.

Ainda assim, o próprio tem-se mantido em silêncio… com excepção de uma fotografia publicada, na quarta-feira, nas redes sociais, na qual se mostrou a treinar, dois dias depois de ter ficado de fora da lista de convocados, no triunfo conquistado sobre o Al-Riyadh, no Prince Faisal bin Fahd Stadium, por 0-1.

Um gesto que, de acordo com informações adiantadas, nesta quinta-feira, pela estação televisiva britânica Sky Sports, as autoridades que regem o desporto saudita estão a torcer para que signifique que esta acção de protesto está em vias de terminar, dada a importância que o jogador formado no Sporting assume para o próprio governo.

O Al Nassr tem encontro marcado com o Al-Ittihad Jedah, de Sérgio Conceição, para as 19h30 (hora de Moçambique) desta sexta-feira, num embate de tal dimensão que os responsáveis esperam que seja “demasiado grande” para que fique de fora, até porque pode valer um ‘salto’ para a liderança do campeonato saudita.

“Os dirigentes estão surpreendidos por este estar infeliz – apesar de auferir uns supostos 500 mil libras [576,8 mil euros] por dia – e querem que jogue, na sexta-feira”, aponta a publicação, que recorda, ainda, que o madeirense “está contratualmente obrigado a jogar, a não ser que esteja lesionado”, pelo que uma nova ‘falta’ pode vir a deixá-lo em apuros.

 

Arábia Saudita ainda acredita em Cristiano Ronaldo

No referido artigo é, ainda, referido que, apesar de toda esta polémica, Cristiano Ronaldo mantém o “total apoio” por parte da Arábia Saudita, ainda que as mais altas instâncias não estejam de acordo com os argumentos que este tem vindo a apresentar para justificar a indisponibilidade de jogar pelo Al Nassr.

Isto porque, além das quantias monetárias e dos poderes que lhe foram oferecidos, insistem que o investimento na janela de transferências de Janeiro só não foi maior… porque, no verão, foram gastos mais de 100 milhões de euros, nas contratações de João Félix, Kingsley Coman, Mohamed Simakan, Saad Al-Nasser, Haroune Camara, Abdulmalik Al-Jaber, Iñigo Martínez e Nader Al-Sharari.

 

Mercado de Janeiro teve recorde de transferências e menos investimento

O mercado de transferências de Janeiro de 2026 estabeleceu um novo recorde no número de movimentações no futebol profissional masculino, embora com uma quebra no investimento total em comparação com o período homólogo de 2025.

Já no futebol feminino, registou-se um valor recorde de gastos, apesar de uma ligeira diminuição no número de transferências.

De acordo com o relatório January Transfer Snapshot 2026 da FIFA, o futebol masculino registou mais de 5900 transferências internacionais em Janeiro de 2026. Este número representa um máximo histórico para uma janela de inverno, superando em pouco mais de 3 por cento o recorde anterior, estabelecido há 12 meses.

No que toca aos valores envolvidos, os clubes investiram mais de 1,6 mil milhões de euros em taxas de transferência, o que assinala uma descida de cerca de 18% face a Janeiro de 2025. Ainda assim, este montante é mais de 20% superior aos valores registados em Janeiro de 2023.

O futebol feminino também atingiu um marco histórico. Pela primeira vez, os clubes ultrapassaram a barreira dos oito milhões de euros gastos em transferências internacionais durante o mercado de Janeiro, um aumento superior a 85% em relação ao recorde anterior, de Janeiro de 2025.

Foram registadas mais de 420 transferências, uma ligeira quebra de quase 6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

No sector masculino, os clubes ingleses lideraram o investimento, com um gasto total superior a 300 milhões de euros. O top-5 de países mais gastadores ficou completo com clubes de Itália, Brasil, Alemanha e França.

Em sentido inverso, foram os clubes franceses que mais encaixaram com vendas, recebendo mais de 180 milhões de euros, seguidos por emblemas de Itália, Brasil, Inglaterra e Espanha.

O Brasil destacou-se como o país com o maior número de jogadores contratados, à frente de Espanha, Argentina, Inglaterra e Portugal. Já a Argentina foi o país com o maior número de transferências para o exterior, com Inglaterra, Brasil, Espanha e Estados Unidos a completarem os cinco primeiros lugares.

No futebol feminino, os clubes de Inglaterra foram os que mais investiram (mais de quatro milhões de euros), sendo também os que realizaram o maior número de contratações.

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