Um mês e meio depois dos saques e vandalização, alguns estabelecimentos comerciais já começaram a retirar as cortinas de ferro, decorrem os trabalhos de reabilitação para reabertura e outros já estão a funcionar, embora com algum receio.
É o verdadeiro sentido da frase, mãos à obra… Depois de meses de insegurança, Matola já começa a voltar à normalidade, e o comércio tenta se reerguer…
Num banco, por exemplo, embora ainda com papelão a proteger o vidro, já iniciaram os trabalhos para reabertura, o empreiteiro diz que precisa de 15 dias para concluir as obras.
Em um outro banco, também, já há sinais de reabilitação.
“As câmeras já estão aqui, já colocaram lâmpadas, tudo o que tinham tirado já colocaram. Aí dentro não sei o que montaram, aquele material que trouxeram já está todo montado, faltam apenas algumas e uma empresa de limpeza, para vir fazer limpeza e se organizarem os ATM´s”, disse o segurança de um banco.
Embora grande parte dos estabelecimentos ainda continuem fechados, alguns já retiraram as cortinas de ferro e está-se a trabalhar.
“Isto praticamente voltou a funcionar na semana passada. Reabilitaram as janelas, essa montra aqui e o portão principal do BCI estava vandalizado”, disse uma fonte que preferiu não se identificar.
De facto, apesar de já se estar a trabalhar, há algumas instituições que preferem continuar com a segurança reforçada.
No bairro do Patrice, em muitos locais, ainda há marcas dos saques e incêndio. Muitos ainda não têm condições para se reerguer e continuam fechados. Mas há também os que decidiram arriscar e reabrir.
“Começamos a reabrir quase há duas semanas, desde o ano passado (…) É um novo stock tudo o que está aqui. Não há nada que não tenha sido comprado”, disse Salimo Mubai, comerciante no bairro de Patrice Lumumba.
O estabelecimento reabriu, mas segundo a explicação está diferente do que era, pois o dinheiro que conseguiram juntar não chegou para comprar todos os produtos.
“O que está aqui é a base. O mais importante é a base daquilo que a população quer, mas antes apanhava quase tudo aqui”, explicou Mubai .
Mas esse não é o único problema é que dos 15 trabalhadores que tinha, apenas 5 voltaram a trabalhar, pelo menos até que as coisas se normalizem.
“Os outros ainda estão a espera de ser chamados, mas não sei quando é serão chamados”, acrescentou o proprietário do estabelecimento comercial.
Havia no estabelecimento um espaço que funcionava como um armazém, no fim da pilhagem, os saqueadores atearam fogo. Agora, decorre o trabalho de conferragem para repor o tecto.