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Buchili apela à reflexão sobre metodologia de investigação e prevenção do crime

Foto: O País

A procuradora-geral da República, Beatriz Buchili, diz que o recrudescimento da criminalidade é preocupante e causa insatisfação dos cidadãos. Sobre o desfecho da investigação de alguns crimes, Beatriz Buchili pediu ao SERNIC para, em conjunto, encontrar melhores estratégias para combater o mal.

A Procuradoria-Geral da República e o Serviço Nacional de Investigação Criminal juntaram-se, esta quarta-feira, em Tete, numa reunião de três dias para melhorar a articulação.

Da agenda constam temas como o aprimoramento da investigação, crime organizado, principalmente os crimes económicos e financeiros, branqueamento de capitais, corrupção, terrorismo, raptos, tráfico de droga e de pessoas. Beatriz Buchili pediu ao SERNIC propostas e sugestões para combater a criminalidade. “Outrossim, é do domínio público o nível de insatisfação dos cidadãos relativamente ao desfecho de alguns casos criminais que têm assolado a nossa sociedade. Por isso, é altura de, em conjunto, unirmos esforços, apresentando propostas e sugestões claras sobre o que pretendemos, não só para o aperfeiçoamento das nossas acções, bem como para o correcto funcionamento das nossas instituições como órgãos com competência para a instrução e acção penal”, disse Beatriz Buchili.

A Procuradora-Geral da República pediu, também, que se repense a metodologia de investigação e prevenção do crime. “Preocupa-nos o recrudescimento da criminalidade no geral e, em particular, dos raptos e da imigração ilegal, crimes estes que exigirão de nós, Ministério Público e SERNIC, um reposicionamento quanto às metodologias de investigação e prevenção, de modo a fazermos face aos novos e cada vez mais sofisticados métodos de actuação dos criminosos”, desafiou Beatriz Buchili, para depois acrescentar: “Por isso, devemos reforçar a nossa capacidade de intervenção, nomeadamente no trabalho operativo, na recolha de evidências, na cooperação jurídica e judiciária internacional e na articulação entre os diversos actores que intervêm na prevenção e combate a este tipo de criminalidade”.

Por sua vez, a ministra do Interior, Arsénia Massingue, realçou que é preciso purificar as fileiras, e o processo deve começar dentro da instituição que dirige. “Não deve haver contemplação nem compaixão quando se trata de sancionar e retirar do nosso seio aqueles colegas que colaboram com o crime – é o ponto de partida para o combate à criminalidade organizada. Comecemos no nosso seio, reorganizemo-nos internamente, para que sejamos impermeáveis ao crime organizado que muito deseja penetrar para fragilizar as nossas duas instituições”, frisou Arsénia Massingue.

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