Realizou-se, ontem, o polémico referendo que visa permitir a alteração da Constituição do Burundi. A votação decorreu num clima de medo e violência, tendo a Human Rights Watch denunciado a morte de 15 opositores, violação sexual de seis pessoas e mais oito pessoas foram raptadas pelas forças armadas e a liga da juventude do partido no poder.
Apoiantes do presidente do Burundi, Pierre Nkurunziza, haviam dito que quem votasse contra o referendo seria considerado o inimigo do Estado.
Caso o referendo seja aprovado, Nkurunziza poderá concorrer a mais dois mandatos presidenciais com duração de 14 anos. E isto significa que Nkurunziza poderá permanecer no poder até 2030.
A oposição considera a realização deste referendo uma morte à democracia.