O País – A verdade como notícia

Confiança de empresários recuperou nos finais de 2017

O indicador do clima económico (ICE), expressão que sintetiza a confiança das empresas do sector real, voltou a recuperar no mês de Outubro de 2017, interrompendo assim o ciclo desfavorável que vinha registando desde o mês de Julho do ano passado, revelam dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A apreciação positiva do ambiente económico foi influenciada pela previsão favorável das expectativas da procura (aumento do consumo) e de emprego, num ano marcado pelo prolongamento da instabilidade económica, que reduziu a procura e, por conseguinte, a facturação das empresas.

Os “Indicadores de Confiança e de Clima Económico” constituem uma publicação mensal sobre a conjuntura económica de Moçambique. É um estudo que expressa opinião de agentes económicos a cerca do andamento e perspectiva da sua actividade, particularmente sobre emprego, procura, encomendas, preços, produção, vendas e limitações de actividade. A informação em alusão é compilada com base no inquérito mensal de conjuntura realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) às empresas do sector não financeiro com vista a apurar o comportamento da economia num horizonte temporal de curto prazo de modo a proporcionar informação aos utilizadores sobre a gestão e monitoria da política económica.

De acordo com o mais recente relatório, que se refere ao mês de Outubro do ano recém-terminado, o indicador da perspectiva de procura aumentou e prolongou a trajectória positiva que vem registando pelo terceiro mês consecutivo. O aumento da procura pode ser traduzida pelo recuo da inflação (subida do nível geral de preços) que em 2016 atingiu um pico histórico de 25.27%, além do melhoramento de outros indicadores, com destaque para a recuperação das taxas de câmbio, que tem impacto directo nas contas das empresas.

Em resultado destas melhorias, em média, 28% das empresas inquiridas pelo INE enfrentaram algum obstáculo em Outubro, situação que representou uma redução de 5% de empresas com constrangimentos face ao mês anterior.

Partilhe

RELACIONADAS

+ LIDAS

Siga nos