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O País – A verdade como notícia

Metade da água potável de Maputo é desperdiçada

Mais da metade da água potável produzida pela empresa Água e Saneamento de Maputo perde-se antes de chegar aos consumidores devido à degradação das condutas. Para resolver o problema, a empresa necessita de mil milhões de dólares.

Criada há cinco meses, a empresa Águas e Saneamento de Maputo herdou uma rede que fornece o precioso líquido a apenas 40% dos potenciais consumidores na cidade e província de Maputo. A produção da empresa está aquém das necessidades das famílias e empresas.

A cidade de Maputo e Província precisam diariamente de cerca de 500 mil metros cúbicos de água, no entanto, a capacidade de produção  capacidade do sistema é de de 300 mil metros cúbicos, em défice de perto de 50% preenchido por pequenos sistemas de provedores privados, além de uma vasta população que continua a recorrer a fontes tradicionais de abastecimento de água.

Pelo facto de a sua infra-estrutura de abastecimento estar obsoleta, a empresa tem perdido mais de 50% da água que produz. Para minimizar as perdas e expandir o fornecimento para mais pessoas, a firma necessita de mil milhões de dólares.

“Nós neste momento estamos, do volume que produzimos, com uma perda de cerca de 60%, ou seja, 60% da água que é produzida não chega a ser consumida, pelo menos de forma oficial. As perdas de água aqui têm duas dimensões, temos perdas físicas, as perdas físicas, por um lado, resultam da condição da infraestrutura, a nossa infraestrutura está relativamente velha, precisa de ser requalificada, e está fragilizada em relação ao nível de pressão que a água tem. 

Para corrigir anomalias nas condutas, a empresa terá de interromper o abastecimento de água nos dias 7 e 8 de Novembro em alguns bairros da cidade de Maputo e Matola. Para já, a direcção da empresa recomenda aos consumidores a reclamarem facturas acima do consumo real e pagarem só depois da regularização da situação.

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