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FUNDEC e MEC caminham juntos para o desenvolvimento da educação

O Ministro da Educação e Cultura apela aos empresários para que apoiem o Governo na construção de 9.122 salas de aula, com vista a aliviar o sofrimento de milhares de crianças que estudam debaixo das árvores. Edson Macuacua lançou o apelo  num encontro que manteve com a FUNDEC, durante o qual o presidente desta agremiação, Agostinho Vuma, anunciou a oferta de 25 mil livros para o ensino da língua inglesa no país.

Os problemas que afectam o sector da educação em Moçambique não são de hoje e continuam a desafiar as autoridades. Entre as situações mais preocupantes está o facto de 445.774 crianças frequentarem aulas debaixo das árvores, muitas delas sem condições básicas para aprender.

 

Perante este cenário, o Ministro da Educação e Cultura, Edson Macuacua, lançou, esta sexta-feira, um apelo aos empresários associados à  Fundação para a Competitividade Empresarial   (FUNDEC), presidida por Agostinho Vuma, para que mobilizem o sector privado a juntar-se ao Governo na resolução destes problemas.

 

“Gostaríamos de convidar o sector empresarial a assumir connosco o desafio de construirmos 9.122 salas de aula, para tirarmos as crianças desta situação de vulnerabilidade, expostas ao relento”, apelou Edson Macuacua.

 

O governante defende que o envolvimento dos empresários deve acontecer no âmbito da responsabilidade social das empresas, considerando que a educação é uma causa que exige o compromisso de toda a sociedade.

“Temos 445.774 crianças que têm aulas sentadas no chão, sem carteiras. Queremos convidar os empresários para uma parceria social, de modo a tirarmos essas crianças do chão e colocá-las numa carteira”, acrescentou Macuacua.

O ministro considera que, se o Governo e o sector privado assumirem conjuntamente este desafio, estarão a investir no capital humano, criando condições para que Moçambique tenha uma economia mais competitiva e cidadãos preparados para responder às exigências do mercado global.

O apelo foi acolhido por Agostinho Vuma, que se fez acompanhar de cerca de 30 empresários dos sectores madeireiro, da construção civil, da agricultura, gráfica, universidades, indústrias culturais e criativas, entre outros.

 

Como primeiro sinal de compromisso com o desenvolvimento da educação, o presidente da FUNDEC anunciou a oferta de 25 mil livros de língua inglesa ao Ministério da Educação e Cultura, destinados a apoiar o processo de ensino e aprendizagem nas escolas. “Trazemos aqui um diferenciador das audiências que Sua Excelência teve até hoje”, afirmou Agostinho Vuma, antes de anunciar o donativo.

 

“A Fundação vai disponibilizar ao Ministério da Educação e Cultura um donativo de 25 mil livros de língua inglesa, destinados a apoiar o processo de ensino e aprendizagem”, vincou o empresário.

Segundo Vuma, a iniciativa resulta da aproximação entre a FUNDEC e um projecto internacional denominado International Old Books.

 

Na ocasião, a FUNDEC manifestou igualmente a intenção de trabalhar em estreita colaboração com o Ministério da Educação e Cultura, através da criação de um espaço de reflexão orientado para a apresentação de propostas e produção de resultados concretos em benefício do ensino em Moçambique.

 

A PROPOSTA DE COLABORAÇÃO ASSENTA EM TRÊS GRANDES ÁREAS.

“Primeiro, aproximar a educação das necessidades do mercado de trabalho, promovendo o diálogo sobre competências, formação técnico-profissional, inovação curricular e empregabilidade.

Segundo, aproximar o sistema educativo do sector produtivo nacional, identificando oportunidades de investimento, fornecimento de bens e serviços e desenvolvimento de parcerias que valorizem as empresas moçambicanas. 

Terceiro, promover a cultura e as indústrias criativas como sectores económicos, capazes de gerar emprego, rendimento, identidade e riqueza nacional. A nossa ambição é que este encontro, com uma duração aproximada de duas horas, constitua o ponto de partida para uma plataforma permanente de diálogo, concertação e acompanhamento de soluções. Queremos passar da mesa de reflexão à mesa de trabalho e, desta, à concretização.” concluiu. 

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