Antigos combatentes e desmobilizados de guerra dizem que os valores das suas pensões são insignificantes e estão longe de satisfazer as necessidades básicas para a sua sobrevivência. A preocupação foi apresentada à Assembleia da República, que prometeu remeter ao Governo.
O Fórum de Ex-combatentes, uma organização que congrega antigos combatentes e desmobilizados de guerra, está desavindo com o Governo por causa dos subsídios, e, nesta terça-feira, foi pedir mediação da Presidente da Assembleia da República.
Ao fim da audiência, Benedito Infula, vice-presidente do Fórum Moçambicano de Ex-Combatentes (FOMEC), informou que o grupo recebe uma pensão irrisória, independentemente da patente que os desmobilizados ostentam
“Ali não há diferença de patência, até major está tem 2,7 mil […] É difícil gerir esse dinheiro. Como é que a criança vai à escola com 2,7 mil? Então, a preocupação aqui maior é de salário para o combatente”, questiona.
Os combatentes dizem ter recebido garantias de Margarida Talapa, que vai questionar o Governo sobre o assunto.
“Disse que não vai falar com o Presidente da República e questionou por que a ministra não atende esta camada social.”
No mesmo dia, a presidente do Parlamento recebeu a nova direcção da Cruz Vermelha em Moçambique e reafirmou a sua prontidão para ajudar o País no evento climático El Niño, “sobretudo para criar condições favoráveis para as populações que estão afectadas”, garantiu Alexandre Formisano.
O Parlamento pediu a colaboração da instituição para apoiar a casa do povo para melhor fiscalizar o cumprimento do Direito Internacional Humanitário.