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O País – A verdade como notícia

Comerciantes abandonam novos mercados para vender nas bermas das estradas na Zambézia

A construção de mercados ao longo das estradas visa melhorar as condições de comercialização de produtos agrícolas e reforçar a segurança rodoviária. Entretanto, na província da Zambézia, alguns comerciantes continuam a ocupar as bermas das estradas, apesar da existência de infra-estruturas destinadas a acolher a actividade comercial, construídas no âmbito do promove transporte, financiado pela União Europeia. O sector de estradas reconhece a situação e anuncia medidas de sensibilização das famílias para incentivar a utilização dos mercados construídos.

Nos troços Magige, na Zambézia, e Mutuali, na província de Nampula, foram investidos mais de 200 milhões de euros, através do apoio da União Europeia, com o objectivo de melhorar a mobilidade e facilitar o escoamento de produtos agrícolas.

No âmbito das intervenções, foram igualmente construídos mercados ao longo dos traçados, para proporcionar espaços adequados à comercialização de produtos e reduzir os riscos associados à venda nas bermas das estradas.

Contudo, a existência destas infra-estruturas não tem sido suficiente para afastar todos os vendedores das margens das vias. Alguns comerciantes continuam a desenvolver as suas actividades junto à estrada, expondo-se ao perigo de acidentes e criando potenciais constrangimentos à circulação rodoviária.

“Há uma batalha titânica que o sector está a tratar no que diz respeito a ocupará o área de reserva de estradas, as chamadas zonas de Protecção parcial de estradas, elas tem sido muito usada não só para efeitos da actividade económica como para construção de infraestruturas privadas, não obstante a legislação interditar este facto. A estratégia que estamos a adoptar, uma vez que nos últimos seis anos temos vindo a travar esta batalha, é continuar a disseminar as comunidades apesar de resistência as mudanças das comunidades” disse Belmiro Mundovo Director dos projectos centrais de obras na Administração Nacional de Estradas. 

Segundo explicou, a situação representa um desafio para as autoridades, uma vez que o investimento em mercados pretende precisamente conciliar a actividade comercial com a segurança dos utentes das estradas. “Por alguma razão as pessoas querem estar no sítio onde acreditam que o seu negócio flui melhor. Para o futuro, provavelmente deve existir muita mais envolvimento das estruturas locais na escolhas exacta dos espaços para mercados. Isso não faltou aqui na Zambézia” precisou. 

O sector de estradas reconhece o problema e anuncia que vai avançar com acções de sensibilização junto das famílias, visando promover a utilização dos mercados construídos e desencorajar a ocupação das bermas para fins comerciais.

A iniciativa de construção de mercados, actualmente implementada como projecto-piloto na Zambézia, deverá ser alargada a outras regiões do país. A medida pretende garantir que mais moçambicanos disponham de espaços apropriados para a comercialização de produtos, contribuindo para a organização da actividade económica e a melhoria da segurança rodoviária.

No quadro do mesmo projecto, a província da Zambézia beneficia ainda de uma abordagem que contempla a inclusão de escolas primárias localizadas ao longo dos troços intervencionados, com o propósito de reforçar a segurança das comunidades escolares.

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