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O País – A verdade como notícia

Seis pessoas morreram em queda de helicóptero no Zimbabwe

Seis pessoas morreram na queda de um helicóptero no Zimbabwe, incluindo o magnata zimbabweano Wicknell Chivayo e a sua esposa, Lucy Muteke, segundo um porta-voz da família e as autoridades.

O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira, numa fazenda na área rural de Marondera, na província de Mashonaland Leste, a pouco mais de 70 quilómetros da capital do Zimbabué, Harare.

“Sim, confirmamos que Wicknell Chivayo e sua esposa morreram nesta tragédia”, disse o porta-voz da família, Herbert Chivayo, no local do acidente, em declarações publicadas hoje pelo jornal The Herald.

O porta-voz da polícia, Paul Nyathi, também indicou, na noite de quarta-feira, que a aeronave “transportava seis ocupantes”, embora não tenha divulgado os nomes.

O porta-voz do governo, Nick Mangwana, confirmou que “ocorreu um acidente de helicóptero envolvendo um proeminente empresário, quatro passageiros e dois pilotos”, sem especificar as identidades.

“As informações atuais indicam que não houve sobreviventes neste acidente”, enfatizou Mangwana, endereçando condolências às famílias e amigos das vítimas.

Imagens de vídeo do local do acidente, transmitidas pela emissora pública ZBC, mostram pequenos pedaços da fuselagem espalhados em linha reta por quase 100 metros e a vegetação rasteira carbonizada pelas chamas.

Chivayo, de 43 anos, era um magnata conhecido pela proximidade com o presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, e com o partido do governo União Nacional Africana do Zimbábue – Frente Patriótica (ZANU-PF).

Fundador da Intratrek Zimbabwe – empresa de engenharia e infraestrutura que opera no sector da energia e energias renováveis -, ficou conhecido pelas suas extravagantes demonstrações públicas de riqueza, que contrastavam fortemente com as dificuldades económicas de muitos dos seus compatriotas.

Chivayo frequentemente presenteava músicos, jornalistas, organizações desportivas e forças de segurança com presentes luxuosos.

Uma investigação dos media do Zimbabwe revelou que, entre 2024 e 2025, gastou mais de 9,3 milhões de dólares em carros de luxo e outros presentes.

O bilionário, que em 2004 foi condenado a três anos de prisão por lavagem de dinheiro, também tinha ligações com líderes africanos, como o presidente queniano, William Ruto, que em agosto o convidou para a cerimónia de noivado tradicional da filha, Charlene.

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