O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, anunciou esta segunda-feira a sua recandidatura a um segundo mandato de cinco anos nas eleições presidenciais marcadas para 15 de Novembro.
Aos 66 anos, Neves pretende continuar à frente da Presidência da República, cargo que ocupa desde 2021. Antes disso, exerceu as funções de Primeiro-Ministro durante 15 anos, entre 2001 e 2016.
Ao anunciar a decisão, numa conferência de imprensa realizada na cidade da Praia, José Maria Neves afirmou que pretende colocar a experiência adquirida ao serviço do desenvolvimento do país e dar continuidade às causas que tem defendido.
“Concorrerei a um novo mandato de cinco anos para colocar a experiência que adquiri ao serviço do futuro, para defender as causas que tenho perseguido e que não podem ser limitadas a um único ciclo eleitoral, e para construir uma nação vitoriosa e próspera”, declarou.
Com o anúncio da recandidatura, a Presidente da Assembleia Nacional, Janira Hopffer Almada, deverá assumir interinamente a Presidência da República durante os próximos dois meses.
Até ao momento, nove pessoas já manifestaram intenção de concorrer à Presidência de Cabo Verde. Os potenciais candidatos devem, contudo, submeter a documentação exigida ao Tribunal Constitucional até quarta-feira.
Em Cabo Verde, os candidatos à Presidência da República são propostos por cidadãos e figuras da sociedade civil. Os partidos políticos podem apoiar candidaturas, embora o Presidente da República não possa exercer o cargo na qualidade de membro de um partido.
José Maria Neves indicou que pretende contar com o apoio do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde (PAICV), força política que liderou anteriormente, mas apelou também a um apoio mais abrangente à sua candidatura.
Com cerca de 520 mil habitantes, Cabo Verde é um arquipélago situado no Oceano Atlântico, a aproximadamente 600 quilómetros da costa ocidental africana. Antiga colónia portuguesa, tornou-se independente em 1975.
O país é considerado uma referência democrática no continente africano. Desde a realização das primeiras eleições multipartidárias, em 1991, Cabo Verde tem mantido uma relativa estabilidade política, sem registo de violência eleitoral significativa, mesmo durante períodos de coabitação entre forças políticas diferentes na Presidência e no Governo.
Apesar dos avanços políticos e institucionais, o arquipélago continua a enfrentar desafios sociais e económicos, entre os quais se destacam a pobreza e o desemprego, sobretudo entre os jovens.