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Governo e parceiro colocam mais financiamento para zonas rurais

Estão disponíveis 726 milhões de meticais da Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais para os próximos cinco anos. O valor é co-financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola e será gerido pelo Moza Banco.

É mais uma linha de financiamento que é colocada à disposição, com foco para a zona Rural. A província de Nampula foi o palco para a sua divulgação na manhã desta quinta-feira.  

“A Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais, é uma iniciativa estruturada pelo Governo da República de Moçambique, em parceria com o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA),que  responde à um desafio central do nosso processo de desenvolvimento: fazer com que o financiamento chegue, de forma adequada, sustentável, responsável e com custos comportáveis, aos produtores, aos empreendedores e às empresas que geram bens e serviços, produção, emprego e rendimento no meio rural”, explicou Salim Valá, ministro da Planificação e Desenvolvimento.

A Linha de Financiamento a Empreendimentos Rurais conta com 726 milhões de meticais para os próximos cinco anos. O valor é co-financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, que também colocou dinheiro na primeira fase que decorreu de 2019 a Março de 2026.

Jaana Keitaanranta, directora do FIDA em Moçambique, deixou uma garantia: “como FIDA e o Governo aqui presente, faremos todos os esforços de apoiar para que este modelo seja referência, não só no país, mas também na região. Pedimos igualmente que continuem a dar especial apoio aos grupos de poupança e crédito produtivo,  que se tem desenvolvido bastante e tem tido um papel cada vez mais preponderante nas finanças rurais inclusivas.

O FIDA gera a nível internacional uma carteira de 315 milhões de dólares, dos quais, 90% são doações. Moçambique é para o FIDA o terceiro país que mais beneficia dos seus fundos.

O Moza Banco é a instituição confiada para gerir e disponibilizar os 726 milhões de meticais aos beneficiários. “É falar de atividades que sustentam e geram rendimento para muitas famílias moçambicanas e que se concentram precisamente em províncias como esta. Todos os destinatários têm que ter consciência que estes não são fundos perdidos, por estar envolvido a entidade do Estado não significa que nós não temos que devolver”, alertou Manuel Soares, Presidente da Comissão Executiva (PCE) do Moza Banco.

Nampula posiciona-se e na voz do chefe do Executivo provincial, Eduardo Abdula, diz que parte deste financiamento deve beneficiar o desenvolvimento do agricultor local.

“Queremos que esta linha ajude a mudar a forma como olhámos para o produtor rural, que este deixa de ser visto apenas como produtor de subsistência e tenha condições para transformar num verdadeiro empresário rural”.

No período da tarde, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, a sua comitiva e o PCE do Moza Banco deixaram as formalidades e fizeram-se ao distrito de Rapale para conhecer alguns beneficiários do Fundo de Desenvolvimento de Iniciativas Locais.

No ano passado, a margem financeira do Governo foi apertada, por isso dos mais de 356 mil projectos submetidos ao FDEL a nível nacional, foram aprovados e financiados 18.562. Este ano, o valor foi dobrado para ter mais beneficiários.  

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