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O Presidente da República quer mais inovação, inclusão e investimento no sector segurador.

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, desafiou a Índico Seguros a consolidar o seu crescimento no mercado nacional e a preparar-se para uma expansão além-fronteiras, contribuindo cada vez mais para o desenvolvimento económico de Moçambique.

Daniel Chapo lançou o desafio durante a cerimónia de celebração dos 15 anos da Índico Seguros, realizada em Maputo, onde foi igualmente inaugurada a nova sede da companhia, na Avenida Julius Nyerere.

Para o Chefe do Estado, o crescimento da Índico Seguros deve servir de exemplo para outras empresas moçambicanas, demonstrando que é possível criar marcas nacionais competitivas, inovadoras e capazes de conquistar mercados internacionais.

“Queremos empresas moçambicanas que atravessem também fronteiras, disputem mercados da região, assim como empresas que nascem em Moçambique e marcam o território do mercado global”, afirmou Chapo.

O Presidente apontou como horizonte uma Índico Seguros presente em mercados como África do Sul, Angola, Nigéria, Portugal e Estados Unidos da América, considerando que a expansão de empresas nacionais para outros mercados constituiria motivo de orgulho para o país e para as futuras gerações.

 

MAIS INCLUSÃO NO ACESSO AOS SEGUROS

Entre os principais desafios deixados pelo Presidente da República está o da inclusão, com a necessidade de levar os serviços de seguros para segmentos da população que continuam com pouco ou nenhum acesso a estes produtos.

Daniel Chapo defendeu que o sector deve desenvolver soluções adequadas para agricultores, pescadores, comerciantes, transportadores, empreendedores e pequenas e médias empresas em todo o território nacional.

Neste sentido, desafiou as seguradoras a apostarem em microseguros, seguros agrícolas e seguros paramétricos, entre outros produtos acessíveis e ajustados à realidade moçambicana.

Para o Chefe do Estado, a inclusão financeira não deve limitar-se ao acesso a contas bancárias ou carteiras móveis, devendo igualmente significar a possibilidade de proteger o património e os investimentos das famílias e dos pequenos negócios.

DIGITALIZAÇÃO E INOVAÇÃO

A digitalização e a inovação constituem outro dos desafios colocados por Daniel Chapo ao sector.

O Presidente destacou o potencial da inteligência artificial, dos seguros móveis e dos novos modelos digitais de contratação e distribuição, defendendo produtos mais simples, contratação mais rápida, custos acessíveis e maior transparência.

Segundo o Chefe do Estado, a tecnologia deve ser utilizada sobretudo como instrumento de inclusão, permitindo que cidadãos residentes longe dos centros urbanos e das agências tenham acesso a soluções de seguros através do telemóvel.

O desafio ganha particular relevância num contexto em que o próprio sector segurador moçambicano tem vindo a apostar em canais digitais e soluções de atendimento remoto. (Índico Seguros)

 

SEGUROS DEVEM RESPONDER ÀS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

As mudanças climáticas e os novos riscos constituem igualmente uma preocupação para o Presidente da República.

Daniel Chapo recordou que Moçambique está particularmente exposto a ciclones, cheias, inundações, secas e outros fenómenos climáticos extremos, capazes de destruir em pouco tempo o património construído ao longo de anos. Perante este cenário, defendeu que o país não pode continuar a responder aos riscos apenas depois da ocorrência das calamidades.

O sector segurador deve, por isso, apostar na antecipação, prevenção e gestão de riscos, desenvolvendo soluções que protejam agricultores, empresas, infra-estruturas e comunidades. Para o Presidente, falar de seguros é também falar da resiliência económica e social de Moçambique.

 

REFORÇAR A CONFIANÇA DOS CIDADÃOS

Outro desafio colocado por Daniel Chapo é o reforço da confiança dos cidadãos nas seguradoras. O Chefe do Estado defendeu que quem contrata um seguro deve ter a certeza de que, perante um sinistro, encontrará uma instituição solvente, transparente e capaz de cumprir as suas obrigações. Por isso, considerou que o crescimento do sector deve ser acompanhado por boa governação, integridade, responsabilidade, competência, transparência e protecção do consumidor. “Quanto maior for a confiança dos cidadãos, maior será a penetração dos seguros na nossa economia”, afirmou.

 

SEGURADORAS CHAMADAS A FINANCIAR O DESENVOLVIMENTO 

Daniel Chapo deixou ainda um desafio de natureza económica: as seguradoras devem deixar de ser vistas apenas como instituições que protegem contra riscos e assumir também um papel no financiamento do desenvolvimento nacional.

O Presidente recordou que as seguradoras são investidores institucionais e defendeu uma maior mobilização dos recursos do sector, sempre com prudência e salvaguarda dos interesses dos segurados. Na sua perspectiva, a poupança mobilizada pelas seguradoras pode contribuir para financiar investimentos em estradas, habitação, fábricas, energia e agricultura.

“O dinheiro que hoje protege uma família ou uma empresa pode também ajudar a financiar a estrada, a habitação, a fábrica, a central eléctrica ou o empreendimento agrícola de que Moçambique precisa amanhã”, afirmou.

Para o Chefe do Estado, a independência económica de Moçambique dependerá também da capacidade de mobilizar a poupança nacional e transformá-la em investimento produtivo, emprego, empresas e riqueza.

 

EMPRESAS NACIONAIS DEVEM CRESCER COM RESPONSABILIDADE

Ao empresariado nacional, Daniel Chapo deixou igualmente a mensagem de que crescer implica assumir maiores responsabilidades.

O Presidente espera das empresas moçambicanas elevados padrões de governação, transparência, integridade, responsabilidade fiscal, valorização dos trabalhadores e investimento na juventude e na mulher. “Ser uma empresa nacional não deve significar apenas ter capital ou accionistas moçambicanos. Deve significar criar valor em Moçambique e para Moçambique”, afirmou.

Aos accionistas, administradores, trabalhadores, clientes e parceiros da Índico Seguros, Daniel Chapo endereçou felicitações pelos 15 anos de actividade, considerando a aquisição da nova sede uma decisão estratégica e um investimento de longo prazo.

O Presidente classificou a nova sede como símbolo de património, estabilidade e confiança, considerando que a decisão demonstra a intenção da empresa de aprofundar as suas raízes e continuar a investir no país. “Os próximos anos devem ser de diversificação, inovação e inclusão”

No encerramento da sua intervenção, Daniel Chapo sintetizou os principais desafios para a Índico Seguros e para o sector segurador moçambicano: diversificação, inovação e inclusão.

O Chefe do Estado quer mais seguros para os moçambicanos, mais soluções para as empresas, maior cobertura da agricultura, respostas aos novos riscos climáticos e tecnológicos e maior participação das seguradoras no financiamento da economia.

“Segurar é proteger aquilo que conquistamos e criar confiança para construir aquilo que ainda queremos alcançar”, afirmou Daniel Chapo.

O Presidente defendeu, por fim, uma economia em que os moçambicanos produzam mais, transformem mais, exportem mais e participem cada vez mais na criação da riqueza nacional, tendo o sector privado como parceiro na construção de um Moçambique mais produtivo, resiliente e economicamente independente.

 

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