A economia nacional cresceu 1,7% no segundo trimestre deste ano. O sector dos serviços avançou, enquanto a actividade industrial recuou, com a Indústria Manufactureira a registar uma das quedas mais expressivas.O cenário desenhou-se, entre Abril e Junho, onde a economia manteve-se em terreno positivo, prolongando a recuperação iniciada no fim de 2025. O crescimento foi sustentado sobretudo pelos serviços, onde o turismo e a actividade financeira apresentaram maior dinamismo.
O sector primário que cresceu 1,8% também teve um papel importante, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística..“O desempenho da actividade económica no segundo trimestre de 2026 é atribuído, em primeiro lugar, ao sector terciário com variação positiva de 2.5% (…) Hoteis e Restaurantes com variação de 14.5%, seguido pelo ramo de Serviços financeiros com variação de 4.2%. Os ramos da Agricultura, Pecuária, Caça, Silvicultura, Exploração Florestal e Actividades relacionadas tiveram maior participação na economia com peso de 31.6%.”, indicam dados do INE.
A Indústria de Extracção Mineira também registou progressos, mas a Pesca teve comportamento contrário e fechou o período em terreno negativo.
É, contudo, na indústria que se concentra o principal sinal de alerta. O sector secundário foi o único dos três grandes sectores a contrair no segundo trimestre, arrastado pela queda acentuada da actividade manufactureira em 11,2%. Electricidade, Gás e Distribuição de Água conseguiram crescer, mas não foram suficientes para compensar a retracção da indústria.“O sector secundário apresentou uma tendência contrária ao terciário e primário, com variação negativa de 6.0% (…) A Formação Bruta de Capital registou uma variação de menos 16.5%, resultado da redução da variação de existências quando comparadas ao igual período de 2025.”
Os moçambicanos consumiram mais no segundo trimestre, com o consumo final a crescer 7,9%. O consumo privado, que representa a maior componente da procura interna e do PIB, aumentou 8,4%, enquanto o consumo público cresceu 6,5%. As exportações também tiveram desempenho positivo, mas o investimento registou uma forte contracção.