A Peace Parks Foundation vai disponibilizar cerca de 23 milhões de dólares americanos em 2026 para apoiar a continuidade das operações e o desenvolvimento de quatro parques nacionais em Moçambique.
A conservação da fauna bravia em Moçambique vai contar com um novo impulso financeiro. A Peace Parks Foundation anunciou um orçamento de cerca de 23 milhões de dólares americanos para garantir a continuidade das operações e apoiar o desenvolvimento de quatro parques nacionais no país.
O apoio abrange os parques nacionais do Maputo, Banhine, Limpopo e Zinave, além das áreas de conectividade ecológica integradas no corredor transfronteiriço do Grande Limpopo.
Segundo Bartolomeu Soto, representante da Peace Parks Foundation, o investimento pretende reforçar a gestão das áreas de conservação e assegurar a recuperação dos ecossistemas.
“Para o corrente ano de 2026, temos disponível um orçamento de cerca de 23 milhões de dólares americanos para apoiar a continuidade das operações e do desenvolvimento dos quatro parques, nomeadamente Parque do Maputo, do Banhine, do Limpopo e do Zinave, incluindo as áreas de conectividade ecológica na área transfronteiriça do Grande Limpopo.”
No Parque Nacional de Banhine, a organização destaca os avanços no processo de repovoamento da fauna, com a introdução de diferentes espécies e a preparação da chegada de girafas.
“Vieram impalas, zebras, boicavalos, pivas e xangos. Neste ano, planifica-se a chegada das primeiras vinte girafas. Estes animais não serão apenas números. São vida. São um marco da recuperação do ecossistema.”
A Peace Parks Foundation defende que a sustentabilidade dos parques depende de uma gestão cada vez mais profissional e de novos modelos de parceria.
“Acreditamos que o futuro do Banhine também passa por uma gestão cada vez mais forte, profissional e sustentável.”
A organização espera ainda avanços na implementação do Regulamento de Gestão Colaborativa, que poderá permitir a criação de uma entidade autónoma envolvendo a Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) e a Peace Parks Foundation.
“A criação do modelo de parceria público-privada prevista no novo quadro regulamentar poderá permitir o estabelecimento de uma entidade autónoma, constituída pela ANAC e pela Peace Parks, para apoiar a gestão e desenvolvimento do parque.”
Actualmente, a fundação assume uma parte significativa dos custos de funcionamento destas áreas protegidas.
“Hoje, aproximadamente 80% dos custos operacionais destes parques são provenientes da Peace Parks Foundation”, concluiu Bartolomeu Soto.