As forças de segurança da Nigéria resgataram 39 estudantes sequestrados em Maio deste ano, no estado de Oyo, no sudoeste do país, pondo fim a quase dois meses de cativeiro. Na mesma operação foram igualmente libertados cinco dos sete professores raptados durante o ataque.
A libertação foi confirmada pelo governador do estado de Oyo, Seyi Makinde, durante uma visita ao hospital militar onde os antigos reféns recebem assistência médica. O governante manifestou satisfação pelo desfecho da operação e enalteceu o empenho das forças de segurança, revelando, contudo, que alguns agentes perderam a vida durante a missão de resgate.
Segundo as autoridades, os estudantes e professores libertados apresentam sinais de debilidade física e psicológica, consequência das duras condições em que permaneceram durante o cativeiro. As vítimas encontram-se sob observação médica e deverão beneficiar de acompanhamento psicológico para ultrapassar os traumas sofridos.
O sequestro ocorreu em Maio e voltou a evidenciar o agravamento da crise de segurança que afecta a Nigéria. Até há pouco tempo, os raptos em massa de estudantes eram mais frequentes nos estados do norte do país. No entanto, o ataque registado em Oyo demonstra a expansão desta ameaça para o sudoeste nigeriano.
Na mesma semana do ataque em Oyo, dezenas de crianças foram igualmente sequestradas no estado de Borno, no nordeste, reforçando as preocupações quanto ao aumento da violência em diferentes regiões do país.
Os sequestros de estudantes continuam a constituir uma das principais tácticas utilizadas por grupos armados, que recorrem a estes ataques para exigir resgates e pressionar as autoridades. Embora o resgate dos 39 estudantes e de cinco professores represente um alívio para as famílias, o episódio volta a expor os persistentes desafios que a Nigéria enfrenta no combate à insegurança e ao crime organizado.