O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança defendeu, esta segunda-feira, em Maputo, que o fortalecimento das instituições do Estado depende da existência de líderes íntegros, disciplinados e comprometidos com o interesse nacional, durante a cerimónia de promoção e patenteamento de oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).
Na ocasião, o Chefe do Estado afirmou que as promoções representam muito mais do que uma progressão na carreira, constituindo um reconhecimento do Estado pelo profissionalismo, patriotismo, competência técnica, disciplina, lealdade e sentido de responsabilidade demonstrados pelos oficiais ao longo das respectivas carreiras.
Foram promovidos o oficial Francisco Makanja à patente de Brigadeiro, para exercer as funções de Director-Geral-Adjunto dos Serviços Sociais das FADM; Vítor José Raimundo Novela, promovido para assumir o comando do Ramo da Polícia Costeira e Fluvial; e os oficiais Emília Joaquim Celestino de Matos e Isaac Gabriel Nhamassane, elevados à patente de Primeiro Adjunto-Comissário da Guarda Penitenciária, para desempenharem funções de direcção no Serviço Nacional Penitenciário.
Dirigindo-se aos empossados, o Presidente da República afirmou que os moçambicanos esperam líderes capazes de inspirar, decidir em circunstâncias difíceis e assumir responsabilidades, tanto pelos sucessos como pelos fracassos das instituições que dirigem.
“O País não espera justificações perante as dificuldades, mas sim respostas, soluções e resultados concretos”, sublinhou.
Relativamente aos Serviços Sociais das FADM, o Chefe do Estado defendeu a necessidade da sua modernização, tornando-os mais eficientes, inclusivos e próximos dos beneficiários. Entre as prioridades apontadas figuram a melhoria da transparência na prestação dos serviços, a descentralização através da criação de representações provinciais e a garantia de igualdade no acesso aos benefícios, sem qualquer tipo de discriminação.
No domínio da Polícia Costeira e Fluvial, destacou que a segurança marítima constitui um desafio estratégico para Moçambique, tendo em conta a extensa linha costeira e a importância crescente da economia azul. Neste contexto, apelou ao reforço do combate ao terrorismo, à pesca ilegal, ao tráfico de droga, ao crime organizado e a outras actividades ilícitas que ameaçam a soberania nacional e os recursos marítimos do País.
Quanto ao Serviço Nacional Penitenciário, orientou os novos dirigentes a reforçarem a disciplina, a ética, a integridade e o profissionalismo, bem como a intensificarem o combate à corrupção, à entrada de objectos proibidos nos estabelecimentos penitenciários e à criminalidade organizada no interior das cadeias.
O Presidente da República recomendou igualmente o reforço das medidas de prevenção da radicalização conducente ao extremismo violento, através da inteligência penitenciária, da identificação precoce dos factores de risco e da implementação de programas de reabilitação e reinserção social.
Na mesma intervenção, reiterou o reconhecimento do Estado pelo trabalho desenvolvido pelas Forças de Defesa e Segurança, com destaque para os militares e agentes destacados na província de Cabo Delgado, onde continuam a combater os grupos terroristas.
Segundo afirmou, o sacrifício dos homens e mulheres das forças de defesa e segurança tem sido determinante para a preservação da integridade territorial, da estabilidade política, económica e social do País.
Na conclusão do discurso, desejou êxitos aos oficiais promovidos nas novas responsabilidades, apelando-lhes para que pautem a sua actuação pela lealdade, integridade, competência, coragem, disciplina e elevado sentido de missão, honrando a confiança neles depositada pelo Estado moçambicano.