Novecentas pessoas foram vítimas de burla informática e fraude financeira, em 2025, num universo em que houve registo de perto de 40 mil incidentes cibernéticos no país. A Procuradoria-geral da República diz que apesar dos esforços, continua difícil encontrar os criminosos. A informação foi avançada hoje, em Maputo, durante o quarto Seminário sobre Cibercriminalidade.
Com a evolução tecnológica, aliada à fraca literacia digital, Moçambique vem sendo cada vez mais palco de burlas e fraudes eletrônicas. E o número de vítimas é assustador.
A procuradoria geral da República, organizadora do quarto Seminário sobre Cibercriminalidade, diz que 72% dos processos de cibercrime recebidos no ano passado estavam ligados a burlas e fraudes eletrónicas, cujo combate é ainda um desafio.
A fraca legislação é apontada como um entrave para o combate aos cibercrimes. O Governo, ciente dos desafios, aponta outros caminhos para a protecção do espaço digital.
Para o ministro das Comunicações e Transformação Digital, a luta contra estes crimes exige cooperação nacional e internacional. Mas, mais do que leis, Muchanga O quarto seminário sobre Cibercriminalidade decorre em Maputo, entre 29 de Junho a 1 de Julho.