Dezenas de pessoas com albinismo marcharam, neste sábado, pelas ruas da cidade de Maputo, para exigir maior inclusão social, igualdade de oportunidades e acesso ao protector solar, um produto considerado essencial para a prevenção do cancro da pele.
A iniciativa enquadra-se nas celebrações do Dia Internacional de Consciencialização sobre o Albinismo, assinalado anualmente a 13 de Junho, e visou chamar a atenção para os desafios que continuam a afectar esta camada da população.
Munidos de cartazes e palavras de ordem, os participantes percorreram várias artérias da capital moçambicana para denunciar o estigma social, a discriminação e as dificuldades de acesso ao emprego que ainda enfrentam.
Entre as principais reivindicações dos manifestantes destacou-se o acesso ao protector solar, cuja utilização regular é fundamental para proteger a pele dos efeitos nocivos da exposição ao sol. Segundo os participantes, o elevado custo do produto continua a impedir que muitas pessoas com albinismo tenham acesso a este meio indispensável de prevenção.
As celebrações do Dia Internacional de Consciencialização sobre o Albinismo contaram igualmente com a participação de pessoas com diferentes tipos de deficiência, numa demonstração de solidariedade e defesa conjunta da inclusão social.
A efeméride culminou com a realização de um workshop subordinado ao lema “Na Minha Pele”, durante o qual foram debatidos os desafios, as conquistas e as perspectivas para a promoção dos direitos das pessoas com albinismo em Moçambique.
Os participantes defenderam a adopção de medidas concretas para garantir o acesso à saúde, à educação, ao emprego e à protecção social, reiterando o apelo para que as pessoas com albinismo sejam reconhecidas e tratadas com dignidade e respeito.