O Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se, em Washington, capital dos Estados Unidos da América (EUA), com potenciais parceiros e investidores norte-americanos dos sectores das infra-estruturas, turismo, energia e financiamento internacional, numa agenda que resultou na manifestação de interesse em reforçar investimentos em Moçambique e apoiar projectos estratégicos de desenvolvimento económico e social.
Os encontros decorreram durante o primeiro dia da estadia do Chefe do Estado nos EUA, onde vai co-presidir, hoje, à sessão inaugural do Fórum sobre Fragilidades 2026, junto do Presidente do Grupo Banco Mundial, Ajay Banga.
Em momentos separados, o estadista moçambicano recebeu Linda Thomas-Greenfield, antiga Embaixadora dos EUA junto das Nações Unidas, Garrick Gish, CEO da U.S. International Finance Partners (IFP), e Paul Sullivan, presidente de Negócios Internacionais da ACROW Bridge.
No final da audiência, Linda Thomas-Greenfield destacou a importância do encontro e reafirmou o seu compromisso em apoiar a mobilização de investimentos para Moçambique. “E espero que, através desta reunião e de futuras reuniões com o Governo de Moçambique, consigamos encontrar oportunidades para trazer investidores para o país, que venham responder às oportunidades e às necessidades que o Presidente expôs”, afirmou.
A antiga diplomata norte-americana explicou que, na qualidade de representante da APCO Worldwide e colaboradora da iniciativa liderada por Akinwumi Adesina, ligada à Cimeira de Investimento Global em África, pretende trabalhar com o Governo moçambicano na identificação de investidores interessados em sectores prioritários. Segundo referiu, o Presidente Chapo apresentou necessidades ligadas à energia, infra-estruturas e segurança, áreas consideradas fundamentais para impulsionar o crescimento económico nacional.
Por sua vez, Garrick Gish revelou que as conversações se concentraram nas oportunidades existentes na indústria do turismo e da hotelaria, sectores que considera possuírem elevado potencial para atrair capital internacional. “Esperamos poder visitar o país pessoalmente nas próximas semanas para analisar várias oportunidades em diferentes mercados internos em Moçambique e avaliar o que é que poderemos fazer, trazendo investimento direto estrangeiro”, declarou.
O responsável da IFP acrescentou que a empresa, especializada na mobilização de capital e estruturação de financiamentos para grandes projectos internacionais, pretende explorar possibilidades de parceria com instituições financeiras norte-americanas e europeias, associadas a marcas internacionais de hotelaria de luxo, com vista ao desenvolvimento de novos empreendimentos turísticos no país.
No domínio das infra-estruturas, Paul Sullivan reafirmou o compromisso da ACROW Bridge e da sua parceira Conduril na implementação do projecto de construção de 112 pontes em Moçambique, no âmbito do Memorando de Entendimento assinado com o Governo moçambicano no final de Fevereiro deste ano.
“O Presidente falou sobre o profundo compromisso com o progresso, com os resultados. Acho que as palavras são importantes, mas as acções são muito mais”, afirmou Sullivan, sublinhando que o projecto está a ser desenvolvido em estreita coordenação com o Ministério dos Transportes e Logística e a Administração Nacional de Estradas (ANE).
Segundo o dirigente da ACROW Bridge, as partes analisaram o progresso da iniciativa e reiteraram o objectivo de concluir a entrega das pontes até ao final de 2026, contribuindo para melhorar a conectividade, facilitar o transporte de pessoas e bens e reforçar a cooperação económica entre Moçambique e os Estados Unidos da América.
Daniel Chapo é o único Chefe de Estado convidado ao Fórum sobre Fragilidades 2026, devendo transmitir a experiência de Moçambique na abordagem das temáticas do evento: Fragilidade, Segurança e Conflito.
O Fórum sobre Fragilidades realiza-se em intervalos de dois anos. Para a edição 2026 contará com a participação de três mil pessoas, sendo mil fisicamente e duas mil virtualmente, de entre gestores públicos e privados, representantes de organizações da sociedade civil (ONGs), académicos e quadros de instituições financeiras internacionais.