O Arcebispo da Arquidiocese de Maputo considera que a morte do bispo de Quelimane é uma grande perda para a Igreja Católica. Diz que a conferência Epoiscopal irá pronunciar-se, assim que forem esclarecidas as circunstâncias.
A Igreja Católica em Moçambique está de luto pela morte de Dom Osório Citora Afonso.
O Arcebispo de Maputo, Dom João Carlos Nunes, recordou o legado do prelado, destacando a sua dedicação à missão evangelizadora, a experiência pastoral e a visão universal da Igreja que procurava transmitir.
Segundo Dom João Carlos, a morte de Dom Osório foi recebida com surpresa e tristeza. O arcebispo recordou que teve o privilégio de trabalhar com o falecido bispo durante o período em que este serviu como bispo auxiliar da Arquidiocese de Maputo.
Durante esse tempo, Dom Osório participou em diversas visitas pastorais, celebrou sacramentos, animou comunidades cristãs e esteve envolvido em iniciativas de reforma e renovação da vida diocesana. Para Dom João Carlos, a experiência que o prelado adquiriu junto da Santa Sé constituiu uma importante mais-valia para a Igreja em Moçambique.
“Nós acreditamos que, acima de tudo, Deus é Pai e o Senhor é Deus. Vai saber consolar os corações que estão sendo sentidos por esta terra. E a mensagem que temos, acima de tudo, é que não percamos a esperança. É mais uma provação que nós passamos e que penso que, juntos, unidos, focalizados na nossa missão de evangelizar, acima de tudo, penso que isso ajudará a todos neste momento.”
O arcebispo lamentou que a missão de Dom Osório à frente da Diocese de Quelimane tenha sido interrompida prematuramente. Segundo explicou, o bispo encontrava-se ainda numa fase de reorganização e reestruturação da diocese, trabalho que ficou por concluir.
Num momento de dor, Dom João Carlos apelou aos fiéis para que mantenham a esperança e a confiança em Deus.
Relativamente às circunstâncias da morte, o arcebispo referiu que ainda não existem informações conclusivas, aguardando-se o resultado das diligências em curso para o esclarecimento dos factos.
Ao recordar o legado deixado por Dom Osório, Dom João Carlos destacou a sua capacidade de transmitir uma visão ampla da missão da Igreja. Segundo afirmou, o prelado procurava constantemente recordar que a Igreja Católica é uma comunidade universal, presente em todo o mundo, e que os fiéis devem olhar para além das realidades locais, mantendo uma perspetiva global da fé e da vida cristã.
Para a Igreja Católica em Moçambique, a memória de Dom Osório permanecerá associada ao seu espírito de serviço, ao compromisso pastoral e à promoção da comunhão entre as comunidades cristãs.