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Contribuição de grandes projectos reduz 40%

Reduziu em 40,5% a contribuição dos grandes projectos para a receita do Estado no ano de 2025, revela a Conta Geral do Estado de 2025. O relatório refere ainda que diminuíram os negócios entre os mega projectos e as PME.

Os megaprojectos continuaram a navegar no vermelho no ano passado. Dados da Conta Geral do Estado indicam que, em conjunto, os projectos de grande dimensão tiveram um prejuízo de cerca de 12 mil milhões de meticais em 2025.

“Os Projectos de Grande Dimensão e Concessões Empresariais registaram um prejuízo global de 12.198,64 milhões de meticais contra o prejuízo registado de 35.468,39 milhões de Meticais em 2024”, lê-se.

Os prejuízos de 2025 foram menores que os registados em 2024, mas mesmo assim, serviram para anular os lucros global da Sasol, Areias Pesadas de Moma, Midwest África e Ncondezi de pouco mais de 37 mil milhões de meticais.

Os resultados são influenciados pelos prejuízos dos projectos da Mozal, Vale – Vulcan e Minas do Rovuboè, que obtiveram resultados negativos no valor total de 49.587,48 milhões de Meticais”.

Diante destes resultados, reduziu drasticamente a receita do Estado arrecadada nos projectos de grande dimensão. 

“Os Projectos de Grande Dimensão contribuíram para a receita do Estado em cerca de 11.680,25 milhões de meticais, o que corresponde uma redução em 40,56% face ao ano de 2024 que foi de 19.652,05 milhões de Meticais”.

Quem não escapou são as Pequenas e Médias Empresas que prestam serviços aos megaprojectos. Eram 226 em 2024 e reduziram para 206 em 2025.

De igual modo, registou-se uma diminuição do volume de negócio, em 10.270,41 milhões de Meticais em 2025, contra 31.707,24 milhões de Meticais registados em 2024, representando uma diminuição em 67,61%”.

Refere ainda o documento que, no âmbito das mudanças na companhia Linhas Aéreas de Moçambique, foram despedidas dezenas de trabalhadores em 2025.

“Foi iniciado o redimensionamento da mão-de-obra, através da revisão da orgânica e quadro óptimo, tendo já sido indemnizadas 80 trabalhadores (da LAM), projetando-se que mais colaboradores sejam abrangidos em 2026”.

De sublinhar que, com a alienação de participações do Estado na LAM, um total de 25,2% ficaram com a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, 15,4% com a empresa Caminhos de Ferro de Moçambique e 15,4% com a seguradora estatal, Emose.

O valor injetado pelas três empresas na LAM é de cerca de 80 milhões de dólares que estão a ser aplicados na aquisição de aviões, na reestruturação da força-de-trabalho e no pagamento de fornecedores de bens e serviços.

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