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Mathews Phosa defende união de líderes da RDC para combater xenofobia 

O político sul-africano Mathews Phosa defende que os líderes africanos, em particular da região da SADC, devem unir-se para desenhar estratégias concretas de combate à xenofobia. O membro do African National Congress, que visitou Maputo esta sexta-feira, considera que a xenofobia atrasa o desenvolvimento das populações e da economia.

Mathews Phosa é empresário e político sul-africano, além de membro sénior do ANC. Com fortes ligações económicas e de irmandade com Moçambique,, facto que explica o reconhecimento recebido do Governo e do sector privado durante a X cerimónia de graduação da Universidade Utive.

Questionado pela STV sobre os casos de xenofobia na África do Sul, o político condenou os actos de violência e defendeu uma intervenção urgente dos líderes africanos.

“Não, mas os políticos precisam de educar o povo. Precisam de passar programas na televisão e na rádio contra a xenofobia. A xenofobia é como o tribalismo, o racismo. É a mesma coisa. É veneno. Sim, precisamos de combater”, disse Matheus Phosa.

Mathews Phosa afirmou ainda não encontrar razões que justifiquem a violência contra imigrantes na África do Sul.

“Estou a dizer que não têm noção de história. E dizemos-lhes todos os dias que somos todos irmãos e irmãs. Somos um só continente. As fronteiras são coloniais. Não existe Soto, Shangano, Chope ou outra coisa qualquer. Somos negros, somos africanos. Devemos trabalhar em conjunto. Dizemos-lhes isso todos os dias. Mas com quem estamos a falar? Estamos a falar com pessoas que pensam que Mandela é uma vaga recordação, que pensam que Samora Machel é uma vaga recordação. Depois, temos de os educar sobre a irmandade desses países”.

Phosa, apontado como mentor do projecto do corredor logístico de Maputo, defende que a região e o continente precisam de melhorar as vias de acesso para impulsionar a capitalização económica.

“As boas estradas e os bons caminhos-de-ferro são a espinha dorsal da economia. Toda a economia americana cresceu com base nos caminhos-de-ferro e nas rodovias. Não se pode crescer sem as interligações. Por isso, precisamos de criar melhores estradas, melhores aeroportos e uma melhor colaboração. Não deve haver limites na minha mente. Nada”, afirmou.

O empresário afirmou ainda manter-se disponível para apoiar Moçambique em grandes projectos de desenvolvimento.

 

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