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Burkina Faso intensifica repressão sobre sociedade civil e ONGs

Os governantes militares do Burkina Faso intensificaram a sua repressão sobre ONGs e grupos da sociedade civil nesta terça-feira, anunciando a suspensão de mais 247 associações. As instituições são acusadas pela junta de espionagem  de fazerem acordos com jihadistas que lutam contra o exército.

A suspensão de 247 Associações neste país da África Ociental anunciada esta terça-feira  eleva para mais de 900 o número de organizações encerradas ou dissolvidas pela junta desde o mês passado.

Os impactados pelo mais recente decreto ministerial incluem associações sediadas no Burkina que actuam nos sectores da saúde, educação, direitos das mulheres, agricultura, ambiente, cultura e desporto.

Em julho de 2025, o líder da junta, Ibrahim Traoré, assinou uma lei que restringe o funcionamento de grupos de direitos e sindicatos.

As ONGs internacionais e instituições de caridade que recebem doações estrangeiras são regularmente acusadas pela junta de espionagem ou conluio com jihadistas que lutam contra o exército.

Tanto a Amnistia Internacional como a Human Rights Watch expressaram a sua preocupação com os movimentos que reforçam ainda mais o controlo da junta sobre a sociedade civil.

A Amnistia descreveu no mês passado a dissolução de associações como inconsistente com a constituição do Burkina Faso, que, segundo a organização, garante a liberdade de associação e de sindicato. 

A repressão surge um mês depois de o governo militar ter emitido um decreto que dissolve todos os partidos políticos.

Os governantes militares do Burkina Faso intensificam a repressão sobre grupos da sociedade civil

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