Grupos de defesa do clima alertam que o adiamento do encerramento de usinas termelétricas a carvão na África do Sul pode levar à morte de até 32 mil pessoas entre 2026 e 2050. A zona industrial mais poluente do país dista a 300 quilómetros de Maputo.
Cerca de 80% da energia da África do Sul é fornecida pelas usinas termelétricas a carvão, uma das fontes energéticas que mais poluem o ambiente. Devido a esta e outras situações, a África do Sul ocupa a 11ª posição em emissões de gases de efeito estufa no mundo.
Embora o país esteja no caminho do cumprimento do Acordo de Paris, para limitar o aquecimento global, no ano passado o governo aprovou a prorrogação do prazo de operação de 14 usinas termelétricas a carvão, duas delas até 2050, contra o prazo inicial de 2030.
Entretanto, um relatório de organizações ambientais baseadas na terra do Rand, aponta que o atraso no encerramento das usinas, baseadas em Mpumalanga província fronteiriça com Moçambique, poderá levar a milhares de mortes e provocar 41 mil partos prematuros.
Boa parte das usinas de carvão estão no Mpumalanga, incluindo 12 centrais de energia eléctrica a carvão da estatal Eskom. A província que até 2024 concentrava cerca de 800.000 moçambicanos, tem um dos ares mais poluídos pela concentração de dióxido de nitrogénio.
